Floresta portuguesa e os incêndios

Pois tu é mais vacas...

Se não me engano há uma ilha (Sta. Maria) que tem alguns rebanhos (de não sapadores).

Se eu escrevesse que nos Açores há vacas sapadoras eu certamente seria troçado. Mas como felizmente não há, e espero que não nunca tenham essa ideia, só me resta troçar das ideias daí :D
 
Não sei como os CTT permitem a existência de pombos-correio! Que falta de respeito! E pensando bem, estudei 19 anos da minha vida para poder ter um Mestrado e as abelhas sem qualquer formação têm direito a ser chamadas 'abelha mestra'? Mas que falta de respeito é esta? E pior, até um objecto inanimado como uma chave também pode ser mestra sem sequer ter uma licenciatura? Está mal!
Desculpem, tenho estado doente e é possível que esteja febril e com pior feitio que o costume. :lol:
 
O que tu fazes é criticar por criticar. Isso é muito fácil. Este é um problema muito complicado de resolver, e se calhar várias pequenas medidas serão a solução. O reactivar de práticas que se faziam no mundo rural e que se puseram de lado também devido à desertificação serão parte da solução. Tem de se apoiar a pastorícia e todas as actividades do mundo rural.

Subscrevo :thumbsup::thumbsup:
 
-> http://expresso.sapo.pt/actualidade/cabras-usadas-na-prevencao-de-incendios=f600449 & https://www.publico.pt/2012/07/13/c...ir-os-incendios-porque-falta-dinheiro-1554816

-> https://www.rtp.pt/noticias/ambient...a-a-prevencao-de-incendios-florestais_n567727

-> https://www.noticiasdecoimbra.pt/cabras/



Este governo até pode ir repescar (partes d)o anterior plano (1º ponto).

O je, como é hábito, vai esperar sentado até ser apresentado um plano concreto e não intenções vagas :sono: Fala-se de um território de dezenas de milhares de km2 como se fosse um quintal.
 
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Esta ideia das cabras é uma cópia do que existe no norte de Espanha e teve excelentes resultados.
É preciso valorizar o pastor, coloca-lo como parte da solução. Falar e questionar que áreas de pasto precisa, onde quer ver o pasto renovado e depois queimar essas zonas.
Enquanto as entidades locais e nacionais continuarem a ignorar isto vamos continuar a ter incêndios que eram para queimar uns matos a mais e depois se transformam em grandes incêndios.
 
Cabras é tema debate entre especialistas na gestão combustível e já tem havido projectos piloto cá em Portugal mas não sei como correram, um foi o já referido em Piodão.
"Sapadoras" não sei porque foram usar esse termo mas também não é nada de ofensivo.

Continuo sem ver grande coisa no terreno e a nível politico autárquico ou central temo que suceda como o investimento público, muita conversa, chegam a repetir anuncios de investimento 2 e 3 vezes mas depois vamos ver a execução das coisas e é quase zero.
 
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Quem conhece a serra Morena e a Estremadura espanhola sabe que sao regioes com reduzida area ardida em termos relativos, se compararmos com Portugal... isto apesar de existirem extensas areas florestais. Uma das razoes esta no tipo de vegetacao, montado ou floresta nativa (castanheiros, sobreiros, azinheiras, carvalhos, pinheiro-manso), mas outra das justificacoes para estas diferencas esta no GADO: as varas de porco iberico, as ovelhas, cabras e vacas LIMPAM o mato e ao mesmo tempo sustentam uma industria local que NAO EXISTE em Portugal.
 
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Quem conhece a serra Morena e a Estremadura espanhola sabe que sao regioes com reduzida area ardida em termos relativos, se compararmos com Portugal... isto apesar de existirem extensas areas florestais. Uma das razoes esta no tipo de vegetacao, montado ou floresta nativa (castanheiros, sobreiros, azinheiras, carvalhos, pinheiro-manso), mas outra das justificacoes para estas diferencas esta no GADO: as varas de porco iberico, as ovelhas, cabras e vacas LIMPAM o mato e ao mesmo tempo sustentam uma industria local que NAO EXISTE em Portugal.

 
A Associação Nacional de Municípios Portugueses anunciou esta terça-feira que rejeita a legislação que responsabiliza as autarquias pela limpeza das florestas, caso os proprietários não a façam, e garantiu que vai pedir uma reunião com urgência ao Governo.

O poder central “tem de assumir — tal como os municípios têm feito através dos seus orçamentos e sem apoios externos –, de uma vez por todas, as suas responsabilidades no âmbito da proteção civil”, sustentou o presidente da ANMP, salientando que “a segurança de pessoas e bens é uma função de soberania constitucionalmente consagrada”, que “compete ao Estado central”.

O Estado “não realizou, até ao presente”, apesar das “sucessivas solicitações” da Associação, “o cadastro da propriedade rústica e não conseguiu impor”, ao longo de décadas, a limpeza das florestas aos privados”, sublinha Manuel Machado, que também é presidente da Câmara de Coimbra.

A administração central “nem tão pouco cuidou das matas sob sua jurisdição”, mas quer, agora, que “os municípios, em menos de três meses, façam aquilo que não foi realizado em décadas”, destaca o autarca, afirmando que aquilo que é determinado na Lei do Orçamento do Estado para 2018, “não é exequível”.

O
 
Aqui fica um das tradições, que seria muito bom, que voltassem ao activo, e em força, antigamente cada pessoa tinha um forno em casa, todas as semanas se cozia o pão, e era um dia de convivio, passado em família, e ao mesmo tempo, muitas ramagens principalmente de oliveiras, eram aproveitadas, agora já ningém faz isto, juntam toda a lenha, e queimam logo no terreno, para além de causar poluição, está-se a desperdiçar um óptimo recurso.
A minha avó era capaz de ir a pé, buscar um molho de lenha, por vezes a mais de 2 quilómetros de casa, e regressava com ele á cabeça, colocado em cima de uma redilha.
Eu já meti de lado as queimadas, agora trituro todas as ramagens, quer dos meus terrenos, quer de outras pessoas que me oferecem, e ainda lhes poupo umas horas de trabalho, pois vou-lhes recolher as ramagens aos terrenos.
E dentro de pouco tempo, vou construir um forno, também na minha casa, nem que seja para recordar os velhos tempos, em casa da minha avó, em que a melhor parte era sempre a de comer uma bela fatia, ainda quente, acompanhada de manteiga ou de um fio de azeite.


Incêndios: Madeireiros alertam para baixo preço pago pela madeira para trituração

Dezenas de empresários do setor das madeiras do Pinhal Interior criaram um movimento para alertar para a “situação dramática" que estão a viver e exigir medidas ao Governo, anunciou este domingo Américo Baptista, porta-voz do grupo.

O movimento, constituído por madeireiros e alguns produtores florestais, maioritariamente do distrito de Coimbra, queixa-se, sobretudo, de que o preço da madeira de trituração, paga na fábrica a 21 euros a tonelada, "não cobre os custos de mão de obra do corte, rejuntamento e transporte se o raio de ação for superior a 30 quilómetros".

Segundo Américo Baptista, a situação neste capítulo "é tão grave que há produtores a oferecer a madeira para terem os terrenos limpos, mas os madeireiros não a cortam porque, ainda que oferecida, têm prejuízo".

http://24.sapo.pt/atualidade/artigo...book&utm_medium=web&utm_campaign=sapo24_share
 
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Pura e simplesmente não é rentável. Quem gere a central não vai pagar o transporte. E se forem empresas a fazer vai sair bem caro a quem contratar esse serviço. Isto porque como disse o mato tem pouca densidade energética. Portanto a partir de um certo número de quilómetros (penso que 45km segundo um estudo que li há uns tempos)o que a central paga por tonelada não compensa os custos de transporte.

Incêndios: Madeireiros alertam para baixo preço pago pela madeira para trituração

Dezenas de empresários do setor das madeiras do Pinhal Interior criaram um movimento para alertar para a “situação dramática" que estão a viver e exigir medidas ao Governo, anunciou este domingo Américo Baptista, porta-voz do grupo.

O movimento, constituído por madeireiros e alguns produtores florestais, maioritariamente do distrito de Coimbra, queixa-se, sobretudo, de que o preço da madeira de trituração, paga na fábrica a 21 euros a tonelada, "não cobre os custos de mão de obra do corte, rejuntamento e transporte se o raio de ação for superior a 30 quilómetros".

Segundo Américo Baptista, a situação neste capítulo "é tão grave que há produtores a oferecer a madeira para terem os terrenos limpos, mas os madeireiros não a cortam porque, ainda que oferecida, têm prejuízo".

http://24.sapo.pt/atualidade/artigo...book&utm_medium=web&utm_campaign=sapo24_share

Como já tinha dito há uns quantos posts, centrais de biomassa/ fábricas de pellets, não são o santo graal para a limpeza das florestas. Esta mentalidade de que todo e mais algum subproduto da floresta tem de dar lucro está errada. Mas pior do que isso é que a situação de que se queixam na noticia, sempre foi assim. Por isso a conclusão que tiro é que alguém está a aproveitar de toda esta conjuntura para ver se consegue com os apoios do estado sacar mais uns euros da floresta.
 
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http://www.parquescomvida.pt/index.php/pt/parques/pn-alvao-2/caracterizacao-alvao/geral-alvao

No link em cima dizem que o pinheiro-negro é uma árvore exótica em Portugal, mas basta olhar para os registos fósseis para perceber que não é o caso: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0277379105000922

Portanto foi feita uma reintrodução não intencional...
Questiono-me é de onde terão vindo os pinheiros-negros que foram plantados na Serra do Alvão (e já agora, os pinheiros-silvestres também)... Terão vindo de Espanha?

Eu acho que o ideal, para Portugal, será sempre utilizar variedades de Espanha (pois certamente devem estar relacionadas com as que existiam em Portugal, e portanto estão melhor adaptadas ao nosso clima e solo).

Outra espécie que podia ser reintroduzida em Portugal é o Pinus mugo subsp. uncinata ou o Pinus uncinata de alguns autores, que até existe em Portugal (mas apenas como ornamental).
Contudo aconselho apenas a variedade espanhola (por razões já explicadas mais acima)..

Um dos motivos para a extinção destas espécies no nosso país, não é só a nossa menor aptidão climática para este tipo de espécies (em relação a Espanha), mas também porque tinham em Portugal uma distribuição geográfica mais restrita e assim estavam mais vulneráveis a qualquer mudança (inclusive de origem humana).
Eu acredito que somada a uma distribuição mais restrita, a influência humana poderá ter determinado a extinção de algumas espécies de coníferas em Portugal.
 
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