Furacão LESLIE (Atlântico 2018 #AL13)

SpiderVV

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26 Ago 2010
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Outra palavra também para os relatos de "fiascos", principalmente de pessoas na região de Lisboa: eu entendo que seja chato que vocês tenham ficado em casa à espera de ventos de 150 km/h e depois não tenha acontecido nada de especial aí, mas é ridículo dizer que houve exagero ou alarmismo sem sentido só porque, ao contrário do que estava previsto, a vossa zona não foi a mais afetada. Falo não só de algumas pessoas deste fórum, mas também de comentários que vi nas redes sociais, a desvalorizar a situação...
Para não falar que a dinâmica destes eventos é mesmo assim. Não estamos a falar de um furacão gigantesco de categoria 3 que leva ventos de 200 km/h e 300mm de chuva a um país do tamanho de Portugal inteiro. Falamos de uma tempestade com força de furacão categoria 1, cujos efeitos dependem muito do local por onde passe ou faça landfall. Nunca foi esperada precipitação ou vento muito forte em zonas como o Alentejo - sabendo que o sistema ia fazer landfall a Norte de Lisboa, era expectável que os efeitos não fossem assim tão sentidos. Como havia um grande grau de incerteza, o IPMA lançou aviso vermelho para a costa quase toda, e com razão. Não houve fiascos, o evento foi severo em Coimbra.
 

dahon

Nimbostratus
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1 Mar 2009
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4 dias antes os media avisaram que podia tornar-se num cat 3 ou 4 tanto que o governador da Florida declarou estado de emergencia.

Foram colocados 5000 membros da Guarda Nacional em alerta para evacuar as pessoas.

Não evacuaram porque não quiseram.
Não sei onde viste isso mas na terça ainda era um cat2 e todas as indicações eram de que não passava de cat3. Quando fez o lanfall era um cat4 no limite superior da escala, ou seja quase cat5.
 

luismeteo3

Furacão
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Para não falar que a dinâmica destes eventos é mesmo assim. Não estamos a falar de um furacão gigantesco de categoria 3 que leva ventos de 200 km/h e 300mm de chuva a um país do tamanho de Portugal inteiro. Falamos de uma tempestade com força de furacão categoria 1, cujos efeitos dependem muito do local por onde passe ou faça landfall. Nunca foi esperada precipitação ou vento muito forte em zonas como o Alentejo - sabendo que o sistema ia fazer landfall a Norte de Lisboa, era expectável que os efeitos não fossem assim tão sentidos. Como havia um grande grau de incerteza, o IPMA lançou aviso vermelho para a costa quase toda, e com razão. Não houve fiascos, o evento foi severo em Coimbra.
Foi severo também no litoral de Leiria e Marinha grande...
 

vitamos

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11 Dez 2007
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Também sou da opinião que o IPMA teve um excelente acompanhamento da situação mas que desta vez falhou na antecipação do evento quando já todas as peças estavam em cima da mesa.

Quanto às comparações com os EUA estamos a falar de culturas muito diferentes. Lá a cultura de prevenção está ligada à quantidade e magnitude dos eventos. Se repararem os avisos são puros e duros. Se houver evacuação de locais a mensagem é simples "ou saem ou podem morrer". E a população está preparada. Há simulacros constantes que a população segue à risca. Em Portugal sabemos bem a reação quando toca um alarme.

Não estamos preparados para reagir a catástrofes. Viu-se nos incêndios em 2017, vemos nestes eventos. É cultural... Só aprendemos da pior maneira (e não precisamos de furacões major, porque a possibilidade de ocorrerem é praticamente nula).

Dentro de todo este pacote surgem esses referidos comentários de desvalorização. Mas sobre isso já dei demais para o peditório... Cansa, os reparos são mal recebidos, cai em saco roto... siga.
 

lserpa

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Na sic Notícias agora, meteorologista do IPMA, “gancho de escorpião” como quem diz, foi um sting jet! E só puxar um pouco para traz e ouvem pela boca dele...



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N_Fig

Cumulonimbus
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29 Jun 2009
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Para não falar que a dinâmica destes eventos é mesmo assim. Não estamos a falar de um furacão gigantesco de categoria 3 que leva ventos de 200 km/h e 300mm de chuva a um país do tamanho de Portugal inteiro. Falamos de uma tempestade com força de furacão categoria 1, cujos efeitos dependem muito do local por onde passe ou faça landfall. Nunca foi esperada precipitação ou vento muito forte em zonas como o Alentejo - sabendo que o sistema ia fazer landfall a Norte de Lisboa, era expectável que os efeitos não fossem assim tão sentidos. Como havia um grande grau de incerteza, o IPMA lançou aviso vermelho para a costa quase toda, e com razão. Não houve fiascos, o evento foi severo em Coimbra.

Sim, mas houve muitas pessoas, umas mais bem-informadas que outras, que tomaram isto como "Se à porta de minha não se passou nada do outro mundo, isto é um fiasco!", essas atitudes são dispensáveis...

Também sou da opinião que o IPMA teve um excelente acompanhamento da situação mas que desta vez falhou na antecipação do evento quando já todas as peças estavam em cima da mesa.

Quanto às comparações com os EUA estamos a falar de culturas muito diferentes. Lá a cultura de prevenção está ligada à quantidade e magnitude dos eventos. Se repararem os avisos são puros e duros. Se houver evacuação de locais a mensagem é simples "ou saem ou podem morrer". E a população está preparada. Há simulacros constantes que a população segue à risca. Em Portugal sabemos bem a reação quando toca um alarme.

Não estamos preparados para reagir a catástrofes. Viu-se nos incêndios em 2017, vemos nestes eventos. É cultural... Só aprendemos da pior maneira (e não precisamos de furacões major, porque a possibilidade de ocorrerem é praticamente nula).

Dentro de todo este pacote surgem esses referidos comentários de desvalorização. Mas sobre isso já dei demais para o peditório... Cansa, os reparos são mal recebidos, cai em saco roto... siga.

Sei que é difícil convencer a população em geral a "comportar-se" e a não desvalorizar, mas tentar não custa.
 
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Orion

Furacão
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5 Jul 2011
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O IPMA, globalmente, é uma instituição pública de mierda com urgente necessidade de reestruturação profunda.

14 de Outubro e nada de boletim climatológico de Agosto para os Açores (AGOSTO!!!).

Os 'cientistas' querem é ir para a TV. E que tal publicar um comunicado pondo em escrito o que disseram na TV?

As avaliações em tempo real que os 'cientistas' fazem/fizeram na sede do IPMA aquando da passagem do ciclone podiam ter sido facilmente transmitidas ao público via Twitter e Facebook. Não é propriamente preciso um curso adicional de Comunicação em Redes Sociais. Nem gráficos básicos houveram para facilitar a compreensão do trajeto e intensidade do ciclone.

Nunca é de mais escrever porque a malta continental queixa-se muito mas até é bastante privilegiada: O serviço prestado pelo IPMA continua a ser uma mierda (entre mau e razoável especialmente nas ilhas) por vezes extremamente desconcertante.
 
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algarvio1980

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Orion

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Se aquando da passagem do ciclone Tanya pelos Açores a estação não tivesse voado, se calhar o recorde era - e continuava a ser - dos Açores.

Nesse tipo de coisas, a estação tem que estar no sítio certo à hora certa. Muitos outros sting jets ficam por registar.

Como aqui é tudo ilhas muito pequenas e relativamente dispersas - com a agravante de ter uma cobertura miserável de estações meteorológicas oficiais - é muito difícil registar um sting jet (daí o caráter especial da Tanya).

Nunca se saberá saber mas é possível que a ciclogénese explosiva de Dez de 2016 tenha originado um sting jet. Terão ventos de elevada intensidade provenientes dos níveis mais altos da atmosfera originado a pequena linha de nebulosidade junto ao núcleo? Nas estações do IPMA nada de especial foi registado mas o fenómeno iniciou-se um bocado distante das ilhas.

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