Se ouvires alguns professores de Direito de Coimbra a falar dir-te-ão que está tudo muito bem e que temos uma Justiça excelente.
Não sendo a minha área de formação, há duas coisas que penso sobre os juízes. Deveriam entrar na profissão com mais de 35 ou 40 anos. E deveria haver uma discussão muito séria sobre a isenção dos juízes.
Pergunto. A Opus Dei por um lado, e a Maçonaria por outro... até que ponto estão infiltradas na Justiça portuguesa?
Não duvido que o digam. Mas são mentirosos. A nossa justiça, lamento, é uma vergonha. Como me disse em tempos um grande professor, uma justiça que não é célere, mesmo quando acerta, já não é justiça. Nem quando absolve, porque enquanto se prolongou 'parou' a vida do suspeito, nem quando condena, porque a demora é, para a vítima, seja ela quem for, um segundo crime.
Não acredito que o solução para uma justiça melhor, resida na idade. Reside é no tipo de pessoas. Precisamos de juízes, não justiceiros. Precisamos de magistrados, não de todos poderosos. Um juiz é um homem ou mulher como os restantes mortais. Alguns acham-se acima dos seus concidadãos e outros, ainda, acima da própria justiça.