O Estado do País 2015

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Se ele for condenado? Talvez não seja o melhor dos CVs para se ser MJ. Mas fazemos assim, esperemos que o advogado de algum socialista apanhado em negócios ilícitos seja nomeado MJ num governo de esquerda e depois logo vemos o que se escreverá por aqui.

Sim, será interessante ver a discrepância na escrita de algumas pessoas...
 
http://observador.pt/2015/10/26/feriados-aborto-e-adocao-ps-tem-pressa-mas-vai-esperar-por-governo/

De facto, isto deve ser o mais importante para o país. :rolleyes:

http://observador.pt/2015/10/27/pcp-e-be-voltam-a-rejeitar-tratado-orcamental-no-parlamento-europeu/

Em Bruxelas votam contra, mas em Lisboa babam-se como cães para irem para o poder e dizem eles que aceitam tudo. :wacko:

A esquerdalha diz que é tudo mal, neste novo governo, pudera pior vai ser o governo de esquerda. :D Se o salário mínimo subir 5 € em 2016, já será bom, quanto mais para 600 €, vão acreditando no Pai Natal que só falta 2 meses para o Natal. :huhlmao:
 
@Paulo H Mas olha que, provavelmente sem querer, já me fizeste rir à gargalhada só de imaginar o João Araújo como MJ! :lmao:
 
zAW2MFM.jpg
 
Atualização diária das atividades da coligação de esquerda: no PE, o PCP tem mais uma iniciativa contra o tratado orçamental, mas o PS vai votar contra, alegando que a proposta do PCP e inaceitável. Não há problema nenhum em haver divergências sobre questões estruturais numa coligação, como é óbvio, o que interessa é o assalto do poder, depois logo se vê. Depois, o momento humorístico do dia, sn diz que é mesmo independente.:lol:
 
Aí está uma causa que deveria unir toda a gente, independentemente de ser de direita e esquerda. E cadeia muitos anos para os homens que maltratam as mulheres.

Deduzo que isto tenha apenas a ver com decência e nada com política. Infelizmente é mais uma das 'tradições nacionais' que urge erradicar.
 
Sobre a violência doméstica há muito sensacionalismo político, é óbvio que são muito preocupantes os números dos homicídios de mulheres, mas a comunicação social esquece outra realidade escondida, conhecida pelos médicos, a violência psicológica exercida pelas mulheres contra os homens, que é silenciosa e destrutiva, começa em casa com as mães castradoras, continua na vida adulta no casamento, causa depressão e suicídio nas vítimas do sexo masculino e violência doméstica contra as mulheres, tipo boomerang. Mas esta realidade como não se inscreve no feminismo politicamente correcto da Esquerda não tem tempo de antena. Os homens em Portugal são discriminados nas escolas e no acesso ao Superior, isto também está provado por um estudo recente de um antropólogo, estudo esse que também não teve tempo de antena.
 
Infelizmente é mais uma das 'tradições nacionais' que urge erradicar.

Nem é uma 'tradição nacional'. Há piores ofensores que os 'maus' homens portugueses (com especial ênfase para os de direita):

About a third of all women in the EU have experienced either physical or sexual violence since the age of 15, according to a survey by the European Union Agency for Fundamental Rights.

The survey noted that 22% had suffered from physical or sexual violence by a partner, but that 67% did not report the most serious incidents of domestic violence to the police.

The countries where women reported the highest number of incidences of physical and sexual violence were

  • Denmark (52%), Finland (47%) and Sweden (46%), states that are often commended for gender equality.
  • The UK and France reported the 5th highest number with 44%
  • The lowest incidences of violence were reported in Poland with 19%.

http://www.bbc.com/news/world-26444655

E se formos por esse mundo fora, muitas das estatísticas são falsas e/ou aldrabadas.

RU:

The police are failing to record more than 800,000 offences, including a quarter of all sexual crimes, reported to them by the public each year, according to a damning official inquiry.

http://www.theguardian.com/uk-news/2014/nov/18/police-dismiss-one-in-four-sex-crimes-watchdog

Nova Zelândia, um dos países mais 'pacíficos' do mundo (geralmente no Top-10):

According to the New Zealand Family Violence Clearinghouse, a research group at Auckland University, more than 800,000, or 35 percent of New Zealand's population, have experienced physical or sexual violence by an intimate partner. When psychological or emotional abuse is included, the figure increases with 55 percent of women reporting violence from their spouse or partner.

http://www.aljazeera.com/humanright...epidemic-new-zealand-2014129121339461174.html

Firearms have become "ridiculously easy" for offenders to get their hands on and police are being confronted almost daily by gun-wielding criminals, the Police Association says.

http://www.nzherald.co.nz/nz/news/article.cfm?c_id=1&objectid=11523742
 
Acreditas mesmo nessa trampa (para mim) que estás a afirmar? Tens dados científicos que demonstrem algo minimamente próximo disso ?

More than 40% of domestic violence victims are male, report reveals

http://www.theguardian.com/society/2010/sep/05/men-victims-domestic-violence

There is little dispute that men commit far more violent acts than women. According to FBI data on crime in the U.S., they account for some 90% of known murderers. And a study published in American Society of Criminology finds that men account for nearly 80% of all violent offenders reported in crime surveys, despite a substantial narrowing of the gap since the 1970s. But, whatever explains the higher levels of male violence—biology, culture or both—the indisputable fact is that it’s directed primarily at other males: in 2010, men were the victims in almost four out of five homicides and almost two-thirds of robberies and non-domestic aggravated assaults. Family and intimate relationships—the one area feminists often identify as a key battleground in the war on women—are also an area in which women are most likely to be violent, and not just in response to male aggression but toward children, elders, female relatives or partners, and non-violent men, according to a study published in the Journal of Family Violence.

http://time.com/2921491/hope-solo-women-violence/

Tem havido um aumento preocupante de mortes de mulheres em Portugal vítimas de violência doméstica, mas ao contrário do que a maioria dos sociólogos de pacotilha possam rapidamente concluir, crise, atraso do país, troika, etc, tal deve-se precisamente à emancipação das mulheres, após décadas de submissão, agora as mulheres tem mais coragem de acabar com casamentos de dependência, de denunciar a situação de violência doméstica em que vivem, e os parceiros que ainda vivem na idade média reagem violentamente contra isso.

Tens razão na emancipação mas fatores como a crise e a cultura também fazem parte. Quando as economias falham, a violência abunda. E a libertação das mulheres está intimamente associada à 'cultura de dependência'. Ainda na relação economia vs violência:

Abuse and violence against children and young people in Europe has doubled during the economic crisis, according to the latest publication released by Child Helpline International at the European Parliament in Brussels yesterday.

http://www.childhelplineinternation...ws/2012-european-10-year-child-helpline-data/
 
Quantos homens e quantos mulheres tem morrido nos últimos anos em Portugal vítimas de violência doméstica? É comparar....

Há mulheres aguerridas por aí, algumas piores que homens. Com mulheres abusivas, a resposta mais óbvia por parte dos homens é aumentar o grau de hostilidade. Claro que o homem passa por machista, violento... Já se a mulher for hostil e o homem nada fizer é fraco e não tem masculinidade. Os ditames culturais não ajudam e são bastante pervasivos. Mas há que analisar todos os pormenores da cultura e não só a visão dos homens face às mulheres.

Os homens são fisicamente mais violentos, não é novidade. Portanto, é apenas natural que morram mais mulheres. Mas homens e mulheres têm níveis semelhantes de violência, apenas não a demonstram da mesma forma (as mulheres de forma mais dissimulada; algo intimamente associada à cultura e à aceitação, ou não, de comportamentos violentos consoante o sexo).

A crise como factor é "interessante" de analisar, a "violência abunda", portanto em caso de crise certos homens desatam a matar as mulheres?
Ou será que não se passa o oposto, durante crises certas mulheres aproveitam para se emancipar?

Tenho a presunção de que os países 'ricos' são tendencialmente mais pacíficos que os 'pobres' ou em dificuldades. A violência, doméstica e não só, tende a aumentar devido ao aumento das dificuldades e do consequente stress. Nem todas as pessoas sabem comunicar, sabem lidar com os problemas de forma inócua... Os problemas têm a infeliz tendência para acumularem-se.

Também poderíamos ver isto no tópico das emoções, nomeadamente a educação diferenciada e as formas com que os dois sexos lidam com elas.
 
Última edição:
Eu até concordo com parte das coisas que dizes, mas quando referes que "é apenas natural que morram mais mulheres", pronto, espero que percebas a enormidade desse tipo de afirmação, não somos propriamente animais, em que o físico é que determina tudo.

'Natural' olhando para o problema de forma objetiva. Posso substituir o termo 'natural' por 'inevitável'. Não somos animais. Somos sim a consequência da conjunção de muitas pequenas coisas (ou falta delas).

Mesmo aí acho que estás bastante enganado, tenho quase a certeza que é nas classes mais ricas que existe mais violência doméstica e/ou subjugação das mulheres, profundamente enraizada, tapada, e disfarçada, se calhar uma mulher africana em certos países extremamente pobres de África é mais livre que numas certas famílias de ricos em Portugal.

Não faço distinções entre ricos e pobres. Refiro-me em termos gerais. Cada grupo social tem as suas especificidades. E como escreveste as classes mais ricas às vezes têm uma 'sub-cultura'.
 
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