O Estado do País 2015

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Os comunistas não iriam gostar desta idéia, pois seria a ruína COMPLETA dos sindicatos! Sem dúvidas..

Aumentaria os gastos com o pessoal. Grandes empresas fugiriam. PME's com baixas margens de lucro estagnariam mais. Tem que ser algo voluntário por mais difícil que seja. Isso seria mais um imposto.
 
Aumentaria os gastos com o pessoal. Grandes empresas fugiriam. PME's com baixas margens de lucro estagnariam mais. Tem que ser algo voluntário por mais difícil que seja. Isso seria mais um imposto.

Desculpa, mas atualmente já é imposto um ordenado mínimo! O que defendo é que em vez de atirar com um ordenado mínimo cego (exemplo 600eur), que o ordenado mínimo em vez de aumentado seja complementado.

Assim, em certos casos o complemento seria ZERO euros, e noutros casos seria algo mais (exemplo: 5% lucros distribuídos pelos trabalhadores).

Não sei onde estás a ver o paraíso dos sindicatos.. Reivindicar o quê? Nada, o trabalhador tem o salário justo!

Não defendo mais um imposto, do que aquele que já existe. Neste momento o ordenado mínimo é fixo, e o que defendo é um ordenado mínimo variável, garantia de estabilidade sem qualquer prejuízo para a empresa!


Duas situações opostas:

- Achas correto que empresas que podem pagar mais, paguem apenas o ordenado mínimo IMPOSTO pelo estado?

- Achas justo que uma empresa possa fechar, ou ter de despedir trabalhadores, porque não consegue pagar 600euros de ordenado mínimo?


Com que fundamentos é que o estado impõe um ordenado mínimo? Às vezes baseiam-se na inflação, outras política? São fundamentos cegos, não têm em conta certas especificidades regionais, nem a natureza da atividade.

Desejar um ordenado mínimo variável, não é mais um IMPOSTO.. É uma garantia de sustentabilidade! :)
 
Assim, em certos casos o complemento seria ZERO euros, e noutros casos seria algo mais (exemplo: 5% lucros distribuídos pelos trabalhadores).

E qual seria o valor do ordenado mínimo pré-complementação? 250 euros? 150 euros? 324,25 euros? Não deixará de ser um valor cego. Os que trabalham nas indústrias mais lucrativas recebem mais e os outros continuavam a receber mal especialmente se trabalhassem numa empresa com poucos lucros.

Não sei onde estás a ver o paraíso dos sindicatos.. Reivindicar o quê? Nada, o trabalhador tem o salário justo!

Dependerá da rentabilidade das empresas. Não há necessariamente justiça no salário. Uma secretária num pequeno consultório médico pode trabalhar mais do que uma secretária na EDP e receber menos. Como farias a distribuição dos lucros pelos trabalhadores? Os lucros avaliam-se a cada 3, 6, 9 e 12 meses. Seria complicado em termos de contabilidade.

Não defendo mais um imposto, do que aquele que já existe. Neste momento o ordenado mínimo é fixo, e o que defendo é um ordenado mínimo variável, garantia de estabilidade sem qualquer prejuízo para a empresa!

Isso é uma temática complexa. Cada assalariado é um consumidor. Ao se cortar nos primeiros corta-se nos segundos. Mesmo que haja um salário mínimo variável, sendo indexado à inflação por exemplo, qual é o valor inicial? Terá sempre que haver um valor base. Não considero o SM como o principal problema em Portugal. O principal problema não é a dívida pública. É o consumidor que já não tem margem para consumir e dar receitas ao estado.

5B8mNzg.png


http://ec.europa.eu/eurostat/tgm/graph.do?tab=graph&plugin=1&pcode=tipspd20&language=en&toolbox=type

O RU é um bom exemplo do que escrevi. Já teve dívidas públicas muito superiores:

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Como escrevi antes é uma temática complexa. Crescimento infinito num mundo finito, distribuição dos recursos dispersos desequilibradamente...

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http://www.theatlantic.com/business...ay-and-productivity-is-so-problematic/385931/
 
Considero um salário (para um trabalho a tempo inteiro) de 505 euros indigno. Um de 600 euros também o é. É a minha opinião. Se alguém achar que não o é, tem todo o direito de aceitar um trabalho com esse salário. Ou menor ainda. Ilegalizado que está o trabalho infantil, todos os trabalhadores são adultos, responsáveis e livres de escolherem aceitar, ou não, o salário que lhe oferecem. O Salário Mínimo Nacional é apenas mais uma ideia socialista, que considera os cidadãos do país estúpidos, incompetentes para decidirem sobre a sua vida. Uma empresa que pague salários baixos vai, inevitavelmente, atrair apenas os trabalhadores menos competentes, com as consequências que daí advêm.
 
Já alguém fez as contas de quanto vai custar a reversão das privatizações? Vamos encher algumas empresas privados com dinheiro público apenas para o Partido Comunista (CGTP) manter o controlo das greves gerais, imobilizando os transportes públicos?

Se o PS apresentasse este programa a eleições, os resultados seriam os mesmos? Duvido, o programa económico que será aprovado está mais próximo de dois partidos que tiveram cerca de 10% da votação do que do PS. Apesar de achar a solução de governo de esquerda perfeitamente legítima, não deixa de ser um embuste democrático que vá governar um partido, sozinho, que reuniu apenas 32% dos votos, com um programa económico de dois partidos que somados não reuniram 20%.

De qualquer modo serão tempos divertidos.
 
Os políticos não conhecem a realidade social do país e ao aumentar o salário mínimo estão também a aumentar todos os outros salários... e estão a provocar falências. Vou dar um exemplo prático.

Imagine-se que há duas padarias num concelho alentejano a produzir pão de tipo alentejano de 800 gramas. A padaria A vende o pão a 1 euro e a B a 1.50 euros. Vamos então perceber a origem desta diferença enorme no preço.

PADARIA A

É gerida por um casal de ex-emigrantes que se reformaram e voltaram para a aldeia. Contudo as filhas do casal estão no desemprego e decidiram abrir o negócio para ajudar as filhas e os netos, que estão em Lisboa. A senhora Laurinda faz o pão com a ajuda da irmã, uma senhora de 70 anos. O marido, o senhor Manuel, vende ao domicílio, com uma carrinha de distribuição, pelos aldeias e vilas da região. Não pagam salários, compram a farinha a preço reduzido à moagem local e não declaram parte das vendas. A padaria foi feita numa garagem anexada à moradia, à saída da aldeia. Teve licença há dez anos e não cumpre a maior parte das regulamentações de higiene e segurança actuais, mas como fica num sítio isolado e a produção é muito baixa, passa despercebida às autoridades.

Como não pagam salários nem declaram parte das vendas, e não cumprem regulamentações de higiene e segurança, os proprietários conseguem vender o pão a um baixo preço. Os lucros são baixos, mas não se preocupam pois têm uma aposentação de França, e o que ganham chega para ajudar as filhas e ir pagando a farinha, a lenha do forno e o gasóleo.

PADARIA B

Fica na cidade, sede do concelho. Foi construída ainda no tempo do Estado Novo, numa altura em que os proprietários tinham de ser organizar em cooperativas. Naquela altura foi construída fora da cidade, mas entretanto esta cresceu e agora está rodeada de prédios. Recentemente um emigrante comprou um apartamento perto do edifício e fez uma queixa por causa do fumo. Os proprietários foram obrigados a fazer obras nas chaminés que custaram 10 mil euros.

A padaria B tem 10 empregados e paga os salários recomendados pela associação do sector. Ninguém recebe o salário mínimo, mas sempre que este sobe os salários sobem. Além do salário mínimo, há que pagar a Segurança Social, os seguros, o subsídio de alimentação, a Medicina no Trabalho, o 13.º e o 14.º mês. Nos empregados com contrato a prazo, quando este não é renovado, a lei obriga ao pagamento de uma compensação que pode ascender aos 750 euros ao fim de dois anos.

A padaria B tem 4 carrinhas de distribuição. Recentemente uma avariou e a conta ascendeu aos 2000 euros. A despesa em gasóleo em elevada, assim como em seguros e arranjos.

A ASAE já visitou várias vezes a padaria B. Não houve problemas, uma vez que a padaria paga serviços a uma empresa de segurança e higiene, que custam mais de 1000 euros por ano. É obrigada a tal, pois fornece grandes superfícies. Além disso, tem de analisar a água e o pão e apresentar as análises a alguns clientes. Em obras para cumprir as regulamentações actuais, já gastou mais de 50 000 euros nos últimos anos. O último forno que comprou custou ainda 40 mil euros. A amassadeira avariou há um ano e os proprietários foram obrigados a comprar uma em segunda mão por não terem fundos para uma nova.

A padaria B não foge ao fisco. Apesar de ter uma produção elevada, nos últimos anos todos os lucros foram gastos em obras, arranjos e carrinhas de distribuição novas. Por tudo isto, o pão é vendido a 1.5 euros, o preço praticado nas capital do distrito. Contudo, os clientes têm descontos que podem ascender a 40%, portanto o preço médio de venda é muito inferior ao preço de venda ao público. Se a padaria B descer o preço, tendo em conta que dificilmente conseguirá renegociar os descontos, terá prejuízo.

Em meses de menor produção e com pagamentos de subsídios ou com obras, os proprietários têm tirado pouco mais que um salário médio. Tem sido assim desde que começou a crise. Se os salários aumentarem, serão obrigados a aumentar o preço do pão. Contudo dada a concorrência de padarias como a padaria A, correm o risco de perder ainda mais clientes, depois de terem perdido uma elevada quantidade desde que as padarias como a padaria A proliferaram.
 
Segundo alguma imprensa, o PS vai adotar 70 medidas ( e verdade, 70 MEDIDAS) de 2 partidos radicais que não representam os portugueses.
Isto é um escândalo sem precedentes na história da democracia portuguesa, o putativo próximo governo, embora detentor de legitimidade formal, não tem qualquer legitimidade democrática. Como português, apetece -me dizer, novas eleições, JA!
 
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