O Estado do País 2015

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As associações deveriam ter fundos próprios. Viver de cotas e beneméritos. Terem propriedades e negócios. Mas não. Vivem à conta do Estado e autarquias. Como podem ter isenção e autonomia para contestar o poder? Não podem. Não têm.
 
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Acho piada essa da "trupe". Os bonzinhos anteriores rebentaram com isto tudo e deixaram o pais na penúria.
A "trupe" foi quem reparou o estrago.
Prefiro 1 milhão de vezes quem fez algo pelo pais e pelo futuro do que aqueles que vão para o poleiro para se encherem. A "trupe" por muito grande que seja a amnésia colectiva foram os que nos salvaram de sermos algo parecido com a Grécia. Vai atirar-me areia ao olhos e vai-me dizer que na Grécia estão porreirinhos?
Se durar 4 anos, o que acho uma impossibilidade, o governo PS servirá, como sempre serviu para se servir e servir os seus, nunca o país.
Aconteceu só há 4 anos lembra-se?

O que você não percebe (acontece muito com particular frequência à direita mais à direita) é que a sua opinião é apenas isso: sua. Não é universal e muito menos é a verdade. Vale tanto como outra qualquer. Neste caso em concreto relativamente a esta trupe, na totalidade do universo de eleitores, apenas 38% dos que votaram concordam consigo, porque apenas 38% dos que votaram quiseram a continuação da trupe. Os restantes 62%, decidiram que 4 anos de trupe eram mais do que suficientes. Pode concordar ou discordar, gostar mais ou menos, mas é a realidade. E a actual situação decorre disso mesmo. Os que não gostam só têm de aguardar tranquilamente. Como, a existir, o governo PS com o apoio da restante esquerda vai ser desastroso e curto, em breve estarão de volta ao poder, por muitos anos, a continuar o fantástico trabalho realizado nos últimos 4 anos. É só preciso um bocadinho de paciência.
 
Mas alguém aqui dis
O que você não percebe (acontece muito com particular frequência à direita mais à direita) é que a sua opinião é apenas isso: sua. Não é universal e muito menos é a verdade. Vale tanto como outra qualquer. Neste caso em concreto relativamente a esta trupe, na totalidade do universo de eleitores, apenas 38% dos que votaram concordam consigo, porque apenas 38% dos que votaram quiseram a continuação da trupe. Os restantes 62%, decidiram que 4 anos de trupe eram mais do que suficientes. Pode concordar ou discordar, gostar mais ou menos, mas é a realidade. E a actual situação decorre disso mesmo. Os que não gostam só têm de aguardar tranquilamente. Como, a existir, o governo PS com o apoio da restante esquerda vai ser desastroso e curto, em breve estarão de volta ao poder, por muitos anos, a continuar o fantástico trabalho realizado nos últimos 4 anos. É só preciso um bocadinho de paciência.


O Cláudia, mas também só 32 % e que votaram na trupe do PS.
 
Mas quê só o psd tem direito a governar e se vamos ao passado o malta de direita o Barroso deixou o país para ir para o tacho da europa e deixou o "party boy" Santana Lopes. Se temos maus politicos a culpa é nossa que permitimos que incompetentes sem capacidade mandassem nisto os famosos jotas que nunca trabalharam e vivem de cunhas e tachos que a coisas mais importante que organizaram foi almoços e jantares e isto vai da direita a esquerda.

Primeiro, não se fala assim desse grande estadista, o Dr. das Lajes e do pobre coitado que o foi substituir quando ele foi 'promovido'. :)
Depois, estou 'careca' de dizer que temos tudo o que merecemos politicamente. Somos o país que anda há mais de 4o anos a alternar, a votar em mais do mesmo, ora governas tu, ora governo eu, com tudo o que isso implica a nível de interesses instalados, corrupção, tachismo, etc. Somos nós que permitimos que políticos nebulosos se mantenham quer no poder, quer na vida política quer, ainda, na esfera pública com a notoriedade que nós lhes damos. E somos nós, ao defendermos partidos como se defendem clubes de futebol, que permitimos que os políticos se sintam impunes, façam o que fizerem, digam o que disserem, mentindo como mentem. E não só lhes permitimos isso, como alguns ainda lhes arranjam desculpas. Costuma dizer-se que cada povo tem o governo que merece. Não sou muito de atribuir grande razão à maioria dos ditos e provérbios, mas neste caso não é assim tão descabido.
 
Mas alguém aqui dis



O Cláudia, mas também só 32 % e que votaram na trupe do PS.

Pois é. Mas a trupe do PS, gostes ou não, conseguiu algum entendimento com as restantes trupes em quem votaram os descontentes com a trupe da Coligação. Juntos são 62% e têm maioria de deputados na AR. Isto não são opiniões, são factos. A maioria dos Portugueses que votaram estão fartos da Coligação (38% contra 62%). Tudo o resto que aconteceu, decorre disso mesmo. É a vida. Ou melhor, a vida democrática.
 
Eu se fosse o Cavaco seria o que faria, não seria anti-democrático nem anti-constitucional, seria um exigir de responsabilidade directa, inatacável :)

Ou uma tentativa de sabotar um governo de esquerda, exigindo mais do que já foi acordado, assumindo uma postura descaradamente partidária. Por outras palavras, mais um ato de política mesquinha.
 
A Jihad das esganiçadas. :lmao:


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Se o PS quiser ir para o governo, que vá.

Pessoalmente, exijo que de uma próxima vez que o PSD e o PP, mesmo não vencendo, formem maioria, vão para o governo, apeando o PS.

Também penso que, a partir de agora é em definitivo, o PSD não volte a fazer nenhum tipo de acordo com o PS, em qualquer circunstância.
 
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Não percebo porquê. Tantas coisas que estão em jogo, qual é o problema de impor um compromisso para além duns papeis colados com cuspe em que os partidos de esquerda só estão claramente preocupados com os ganhos eleitorais que vão ter a médio prazo apunhalando-se uns aos outros.

Dirão que é mais um obstáculo criado pelo presidente para dificultar a alternativa de esquerda que, alegadamente, os portugueses anseiam. Também dirão que o acordo concretizado é minimamente consistente, não sendo necessária a nova exigência. Exigir a participação do BE e do PCP no governo será vista como uma tentativa do CS em distorcer e manipular a democracia pois o mero acordo parlamentar é suficiente. Portanto, toda e qualquer suspeita acerca da coligação frente de esquerda reside apenas e só no domínio das teorias da conspiração e na mente dos extremistas de direita e/ou os indivíduos anti-esquerda.
 
Pessoalmente, exijo que de uma próxima vez que o PSD e o PP, mesmo não vencendo, formem maioria, vão para o governo, apeando o PS.

Que foi, precisamente (e bem!), o que PP disse a PPC, num debate há 4 anos, onde dizia que para tirar Sócrates do poder, era preciso, apenas e só, que a direita tivesse maioria no parlamento.

Também penso que, a partir de agora é em definitivo, o PSD não volte a fazer nenhum tipo de acordo com o PS, em qualquer circunstância.

A cumplicidade entre os dois maiores partidos deste país e a consequente alternância é a maior explicação para a corrupção crónica e endémica que temos. Logo, para o país, se isso acontecer, é o melhor, na minha opinião. Infelizmente, acho que por motivos eleitoralistas e/ou para chegar ao poder ou ver interesses comuns satisfeitos, assim que for possível, tudo voltará ao 'normal'.
 
A democracia portuguesa é um regime político-constitucional semipresidencial onde o presidente tem determinados poderes, não é uma democracia/sistema parlamentar puro aonde apenas interessa a representação parlamentar.

Também sabes que as pessoas interpretam as coisas como querem. O que escrevi acima são interpretações plausíveis e que possivelmente seriam (serão?) ditas se o presidente adotasse (adotar?) aquilo que escreveste. Objetivamente há um acordo. Subjetivamente há muitas dúvidas sobre esse mesmo acordo. Os partidos de esquerda vão-se agarrar, previsivelmente, àquilo que lhes dá mais jeito, que é o acordo vigente. Os pormenores ficam para depois. Se o Cavaco insistir na subjetividade do acordo (as tais dúvidas) está a pôr-se a jeito para as críticas de que é um anti-democrata e/ou um partidário faccioso. Até é melhor que não vá por esse caminho por mais que custe a todos. Há que impedir a vitimização da esquerda, a consequente radicalização ideológica (os radicais de direita que não lhes deixam ir para o poder) e a visão de que CS é o único obstáculo que impede a melhoria do país (uma mitificação da frente de esquerda). Claro que na teoria é tudo muito giro. Na prática as coisas podem ser muito turbulentas. Mas em termos gerais e a médio/longo prazo (a big picture) penso que o melhor é que este (des)governo a frente de esquerda, na sua atual estrutura, seja indigitada.
 
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Cláudia, acreditas mesmo que os eleitores socialistas, na sua maioria, querem um acordo com o BE e o PCP? Ou que todos os que votaram no BE e no PCP querem estes partidos a governar? Passos tem razão. Façam-se de novo eleições com o PS a concorrer coligado. Uma frente de Esquerda. Não me venham com exemplos de outros países, Ali não há partidos revolucionários que representam ideologias totalitárias.
 
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Cláudia, acreditas mesmo que os eleitores socialistas, na sua maioria, querem um acordo com o BE e o PCP? Ou que todos os que votaram no BE e no PCP querem estes partidos a governar? Passos tem razão. Façam-se de novo eleições com o PS a concorrer coligado. Uma frente de Esquerda. Não me venham com exemplos de outros países, Ali não há partidos revolucionários que representam ideologias totalitárias.

O que eu acredito ou o que tu acreditas vale zero. A única coisa de que tenho a certeza (tudo o resto são suposições inúteis que fazem tanto sentido como perguntar se há 4 anos todos os que votaram PSD queriam uma coligação com o CDS-PP), é que quem votou na Coligação queria a Coligação a governar e todos os que votaram em todos os outros, não queriam. Passos não tem razão nenhuma. Passos não pode (se for democrata) querer mudar as regras a meio do jogo porque as regras fizeram com que o seu governo caísse. Aliás, PPC, com a sua idiotice, 'obrigou' a que pessoas da sua área política, viessem a público sublinhar a palermice e desespero das suas declarações. Na minha opinião, há dois motivos que podem explicar tudo isto: ou PPC está de facto, qual lapa, agarrado ao poder ou há coisas para esconder e que se tornarão públicas assim que outros lá chegarem. Espero que seja a primeira, por dois motivos: 1) Isso só se reflecte nele; 2) a bem do país.
Daqui a nada temos PPC a dizer que deve ser acrescentada uma adenda à CRP, dizendo que as eleições devem ser repetidas de 15 em 15 dias até que haja uma maioria de direita. É ridículo e vergonhoso, mas totalmente compatível com a forma como governou nos últimos 4 anos. Até PP tem mais dignidade. Ora aí está uma coisa que julguei jamais dizer.
 
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