O Estado do País 2015

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O Costa nem chegou ao Natal e lá teve a ajuda do Coelho da Páscoa. :huhlmao:Mais parece ser o governo dos 3 porquinhos, quando vem o lobo mau, aquilo abana por todos os lados e a tormenta ainda não chegou. :lmao::D
 
Ou nada como ser empresário (não são todos, atenção, são um tipo muito especial de 'empresário') a querer fazer vida à custa de desgraçados que se não fosse imposto, ainda estavam a trabalhar por 300€ mensais e um bolito rei no Natal.
 
:palmas:

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O que me causa um asco e ódio de morte é saber que poderiam ter sido salvas muitas Lunas com os dinheiros dos bancos. Morreu hoje uma criança que podia ter vivido, que queria viver, sofreu muito e morreu, morri um pouco, tenho uma filha. Estão irremediavelmente manchados de sangue os maus gestores, os maus políticos, os maus médicos, os maus. Justiça terrena ou divina pode tardar mas não há-de faltar.
 
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Ok... ainda não saiu? Muita pressa então.

Não percebo a admiração selectiva. Todos os dias acontece isso, inclusivamente nos canais informativos: são disponibilizadas as capas muito antes das notícias completas.
 
Há coisas que o dinheiro não paga. Hoje, 24 de Dezembro de 2015, o meu pai faz 80 anos. Não há dinheiro nenhum no mundo que pague isso. A Luna não resistiu. É uma perda insuperável para a família e doí a qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade. Uma criança não só deixar de ter futuro como ainda por cima ter de sofrer tanto antes de partir. No entanto, teria sido provavelmente mais fácil salvar o David do que a Luna, dada a natureza das patologias de cada um. Que estas desgraças sirvam para nos relembrar da sorte que temos e que nos ajudem a relativizar os nossos problemas ou aquilo que entendemos por problemas e que, muitas vezes, não o chegam verdadeiramente a ser.
 
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Estamos perante um escândalo da dimensão do BPN.

Mas este tem pormenores muito, muito perversos.

Que dirão agora o PCP e o BE!

Não há almoços grátis. Porque foi resolvido o Banif em 20 de dezembro de 2015, e não em 2016?

Os acionistas da instituição objeto de resolução são os primeiros a suportar perdas (1)
Ao contrário da cortina de fumo (2) erguida para esconder o verdadeiro propósito daresolução precipitada do Banif, que teve lugar na noite de 20 de dezembro de 2015 por iniciativa conjunta do governo PS e do Banco de Portugal (3), a verdade é que existe a suspeita de que este gigantesco embuste tenha tido início no dia 17 de novembro, num almoço no Ritz entre António Costa, Mário Centeno e os banqueiros de Portugal, cujo silêncio sobre a resolução do Banif não deixa de ser ensurdecedor (4).

Objetivo presumível do repasto que teve lugar num privé do famoso hotel de luxo: garantir aresolução do Banif antes do final do ano, conhecidos que eram os oito sucessivos fracassos de reestruturação do banco, após a sua recapitalização em 2012, e a inexistência de verdadeiros interessados na sua aquisição sem prévias garantias de que o lixo seria varrido dentro do bolso dos contribuintes.

O buraco era demasiado grande. E sabia-se que o estado, à semelhança do que já ocorrera no colapso do BES, estaria impedido de assumir os passivos problemáticos e reconhecer as imparidades do mesmo no quadro de uma venda da sua própria participação acionista de 60,53%, e que, pelo contrário, deveria exigir o retorno das ajudas prestadas no mais curto prazo possível, sob pena de ser acusado de ajuda pública proibida a um dos players do sistema bancário português.

Restavam, assim, duas hipóteses:

— preparar o banco para uma resolução em 2016, ao abrigo do Mecanismo Único de Resolução, afinado e finalmente aprovado pelos estados-membros da Eurozona em 8 de dezembro de 2015 (5);

— ou resolver o banco ainda em 2015, seguindo as mesmas regras aplicada à resolução do BES, garantindo deste modo que os custos da chamada recapitalização interna (bail-in) do Banif, além de recaírem nos acionistas do banco e nos seus grandes clientes, atingissem também e sobretudo os contribuintes, deixando de fora o sistema bancário e o seu anémico fundo de resolução.

Nada impediu ou impediria o governo de António Costa de resolver o colapso do Banif ao abrigo do Mecanismo Único de Resolução, que começará a 1 de janeiro de 2016. Se preferiu sobrecarregar brutalmente os contribuintes com mais três Pontes Vasco da Gama de repressão fiscal e endividamento público, deve explicar ao país porque o fez.

Ao PCP e ao Bloco exige-se que tornem muito claras as suas posições sobre este descarado regresso da página da austeridade!

Se governo e o Banco de Portugal tivessem preparado o Banif para uma resolução em 2016, o estado poderia perder, no máximo, os 825 milhões de euros que lá colocou e que não conseguiu reaver até hoje. Mas nunca os mais de três mil milhões de euros que a decisão de António Costa nos vai custar a todos.

A possibilidade de uma medida de intervenção e resolução bancária no Banif era bem conhecida desde 2014, pelo menos de todos os clientes deste banco. Basta ler o que diz o seu Prospeto de emissão de dívida sénior datado de 24 de novembro de 2014:

Aplicação de uma Medida de Resolução ao Banif. As obrigações do Emitente nos termos dos Valores Mobiliários poderão sofrer um impacto negativo significativo caso lhe seja aplicada uma medida de intervenção e resolução bancária, em especial no que respeita às obrigações decorrentes dos Valores Mobiliários subordinados. Caso seja aplicada uma medida de resolução ao Emitente nos termos do RGICSF ou nos termos constantes da Directiva de Resolução e Recuperação, quando transposta para o ordenamento jurídico nacional, os titulares dos Valores Mobiliários, em especial de Valores Mobiliários subordinados, poderão ver os seus Valores Mobiliários reduzidos ou convertidos em capital do Emitente. in BANIF, "Programa de Emissão de Valores Mobiliários Representativos de Dívida até ao montante de €1.500.000.000.
NOTAS

  1. Regulamento (UE) N.º 806/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de julho de 2014; Artigo 15.º—Princípios gerais que regem a resolução. Jornal Oficial da União Europeia.

    — que estabelece regras e um procedimento uniformes para a resolução de instituições de crédito e de certas empresas de investimento no quadro de um Mecanismo Único de Resolução [MUR] e de um Fundo Único de Resolução [FUR] bancária e que altera o Regulamento (UE) n.º 1093/2010.
  2. Maria Luís revelou interessados no Banif em carta à Comissão
    TSF, 22 de dezembro de 2015

    A três dias do final do prazo dado pela Comissão Europeia, a 27 de março, a ministra das Finanças revelava que existiam dois interessados na compra dos 60,5% do Banif detidos pelo Estado; mas, para Maria Luís, o grande problema do banco continuava a ser a equipa de Jorge Tomé, um assunto que não tinha conseguido resolver.

    Venda do Banif foi adiada para não perturbar "saída limpa" do programa de assistência
    TSF, 21 de dezembro de 2015

    A TSF teve acesso a uma carta da Comissária Europeia da Concorrência, enviada à então ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, que deixa bem claras as motivações do governo português há cerca de um ano. Leia aqui a carta na íntegra.

    Está tudo preparado para uma intervenção no Banif - Banco Internacional do Funchal caso não se encontre um novo acionista durante esta semana. A TVI apurou que a ideia passa por uma resolução semelhante à do BES, isto é, que separe a parte boa, os ativos saudáveis, da má, os ativos tóxicos. O Governo estuda ainda a hipótese de, neste quadro de resolução, os ativos saudáveis passarem para a Caixa Geral de Depósitos. O Executivo de António Costa já reagiu, em comunicado, sublinhando que acompanha de perto a situação.

    Banif: está tudo preparado para uma intervenção no bancoTVI24, 13 de Dezembro de 2015, 22:20 Redação / Atualizada dia 14, às 8:30

    A ideia do Governo passa por uma resolução que separe os ativos tóxicos dos saudáveis, sendo que estes poderão integrar a Caixa Geral de Depósitos.
  3. Comunicado do Banco de Portugal sobre a venda do Banif - Banco Internacional do Funchal, S.A.
    Banco de Portugal, 20 de dezembro de 2015

    As autoridades nacionais, Governo e Banco de Portugal, decidiram hoje a venda da atividade do Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A. (Banif) e da maior parte dos seus ativos e passivos ao Banco Santander Totta por € 150 milhões. As imposições das instituições europeias e a inviabilização da venda voluntária do Banif conduziram a que a alienação hoje decidida fosse tomada no contexto de uma medida de resolução.

    Esta solução garante a total proteção das poupanças das famílias e das empresas confiadas ao Banif, quer depósitos quer obrigações séniores, bem como o financiamento à economia e a continuação dos serviços financeiros até aqui prestados por esta instituição. Assim, manter-se-á o normal funcionamento dos serviços até agora prestados pela instituição. Os clientes podem realizar todas as operações como habitualmente quer aos balcões quer nos canais eletrónicos. Os clientes do Banif passam a ser clientes do Banco Santander Totta e as agências do Banif passam a ser agências daquela instituição.

    Esta solução é também a que melhor protege a estabilidade do sistema financeiro português.

    A operação envolve um apoio público estimado de € 2 255 milhões que visam cobrir contingências futuras, dos quais € 489 milhões pelo Fundo de Resolução e € 1 766 milhões diretamente pelo Estado, em resultado das opções acordadas entre as autoridades portuguesas, as instâncias europeias e o Banco Santander Totta, para a delimitação do perímetro dos ativos e passivos a alienar.
  4. António Costa e Mário Centeno almoçam com os banqueiros no Ritz
    Económico, 17 Nov 2015

    António Costa reuniu-se ontem com os principais banqueiros portugueses, num almoço informal que terminou pouco depois das 15 horas, apurou o Diário Económico. O encontro, numa sala reservada do hotel Ritz, em Lisboa, não fazia parte da agenda oficial do secretário-geral do Partido Socialista (PS), mas o Económico sabe que um dos objectivos da reunião foi fazer o ponto de situação da banca portuguesa.
  5. Statement on Banking Union and bridge financing arrangements for the Single Resolution Fund.
    On 8 December 2015, ministers issued the following statement...
    Consilium Europa.

    Mecanismo Único de Resolução
    Conselho Europeu

    [...] Em dezembro de 2015, os Estados-Membros que participam na união bancária concordaram em criar um sistema de mecanismos de financiamento de transição: a partir de 2016, cada Estado-Membro participante celebrará um acordo de empréstimo harmonizado com o Conselho Único de Resolução, no âmbito do qual concederá uma linha de crédito nacional ao CUR para apoiar o seu próprio compartimento nacional do Fundo Único de Resolução. Isto é necessário para assegurar que o Fundo funciona corretamente em caso de eventuais défices de financiamento na sequência da resolução de bancos de um dos Estados-Membros em causa.

    O montante agregado máximo acordado para as linhas de crédito dos Estados-Membros da área do euro será de 55 mil milhões de euros.

    As linhas de crédito nacionais destinam-se a ser utilizadas como último recurso, quando todas as outras fontes de financiamento disponíveis ao abrigo das regras da união bancária estiverem esgotadas.

    O sistema de linhas de crédito nacionais assegurará a proteção dos contribuintes e não terá impacto significativo nas finanças dos Estados-Membros a médio prazo, porque os montantes utilizados das linhas de crédito terão de ser reembolsados pelo setor bancário de cada país.

    [...] Durante a fase transitória, será desenvolvido um mecanismo de apoio comum. Este mecanismo facilitará a contração de empréstimos pelo Fundo Único de Resolução e será reembolsado, em última instância, por contribuições do setor bancário.
http://o-antonio-maria.blogspot.pt/2015/12/banif-qual-foi-pressa.html
 
Não acho que fosse do interesse quer da banca quer do governo implementar o bail-in dos depositantes. Penso que o efeito psicológico, e valor real na restante banca, de tal medida está a ser subestimado. Especialmente num país que ainda tem o BES na mente. Aliás, muitos dos que por aí estão a defender que os depósitos deviam ser utilizados ao invés dos contribuintes estão-se a esquecer de uma coisa. Nas próximas resoluções não haverá tanto desfasamento entre o início dos problemas, ou da sua comunicação ao público, e o fecho dos bancos (e a banca em Portugal ou está falida ou a caminho disso, portanto pode acontecer a qualquer um). Como vale tudo para tapar o buraco não haverá muito interesse em dar tempo às pessoas para levantarem o seu dinheiro. Em crises sistémicas não deverá haver empréstimos do estado. Logo, há um perigo real de haver um encerramento em massa dos bancos. Os bancos pequenos tenderão a fechar. Já os grandes, devido ao seu estatuto de exclusividade perigo para a economia real não poderão ir à falência. É um capitalismo distorcido. Na banca, para os grandes, só é permitido crescer (e tornar-se mais crítico para a economia interligada). Falir (na parte do desaparecer) é inconcebível.

O bail-in é uma medida brutalmente deflacionária. Em Chipre (Bail-in em 2013):

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Quando a confiança nos bancos é reduzida, as pessoas tendem a evitá-los:

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Algo também visível em Chipre (Banknotes in circulation):

2006 - 681.268

2007 - 1.071.238

2008 - 1.340.759

2009 - 1.455.572

2010 - 1.515.662

2011 - 1.599.530

2012 - 1.642.666

2013 - 1.687.666

2014 - 2.022.911

2015 - 2.090.929

O PIB até pode estar a crescer:

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Mas essa tendência não é muito visível nos depósitos particulares:

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http://www.centralbank.gov.cy/media/pdf/CBC-EB-June2015-En.pdf

Em Chipre só houve 2 bancos intervencionados (os maiores). Mas Chipre é uma economia pequena e periférica. A saída da Grécia do Euro certamente causaria perdas económicas significativas em muitos bancos. A subida dos juros da FED também faz isso mas de forma mais gradual tendo em conta o valor minúsculo. Como já referi no tópico internacional a próxima década será dominada pelo dinheiro digital (não o bitcoin e moedas semelhantes se bem que este terá o seu papel). A fuga de impostos é o principal motivo. Mas também dará muito jeito ao setor financeiro. Se não há dinheiro físico não há como fugir nem aos governos nem ao bancos.
 
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But health experts are calling for a moratorium on water fluoridation, claiming that the benefits of such schemes, as opposed to those of topical fluoride (directly applied to the teeth), are unproved.

Furthermore, critics cite studies claiming to have identified a number of possible negative associations of fluoridation, including bone cancer in boys, bladder cancer, hyperthyroidism, hip fractures and lower IQ in children.

http://www.theguardian.com/society/2015/dec/25/fluoride-water-supply-benefit-unproved-tooth-decay

Relembro que isto já foi uma 'teoria da conspiração'

http://www.theguardian.com/commentisfree/2013/sep/19/anti-fluoride-science-australia
 
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