O Estado do País 2015

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Quem defende o piropo ou não sabe o que ele é ou então... Um piropo não é um galanteio, um elogio ou uma arma de sedução. É uma expressão de poder machista produzida por um burgesso com problemas de testosterona e com limitações graves nas suas capacidades de sedução. Ainda estou para conhecer uma história de amor de príncipes e princesas que tenha começado com um "Oh estrela, queres cometa"? ou um homem interessante, charmoso e inteligente a 'piropear'. Ninguém tem o direito de fazer qualquer apreciação sobre mim, sobre o meu corpo ou partes dele, em público e voz alta quando eu passo. Se eu quiser a opinião de alguém, eu peço. Enquanto eu não pedir, podem fechar a matraca e meter a opinião onde o sol não brilha. E desengane-se quem ache que só 'estampas' semi-descascadas é que levam com isso. Nada mais errado. Basta mesmo ser mulher, mexer e estar desacompanhada de 'macho' no momento.

Consta que Bocage casou e teve filhas. Os trolhas, poetas de andaime, também casam (assim como as vendedoras de peixe ou de fruta).

Eu dou-te razão nos exageros, Cláudia. Como tudo na vida, tudo o que é demais é veneno (até a água ou o oxigénio).

Agora proibir certas coisas, assim por decreto, sabendo de antemão que não funciona, acho uma parvoíce e uma perda de tempo.
 
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(...)Ainda estou para conhecer uma história de amor de príncipes e princesas que tenha começado com um "Oh estrela, queres cometa"? ou um homem interessante, charmoso e inteligente a 'piropear'. (...)

Já vem de tempos ancestrais.. Vá lá, para descontrair:

Esta figura rupestre encontrada nas grutas francesas de Lascaux, significa mais ou menos o seguinte:
"Se quiseres.. mamute"

1z23jug.png


Deu um certo trabalho, por isso, toca a pontuar.. :)
 
Consta que Bocage casou e teve filhas. Os trolhas, poetas de andaime, também casam (assim como as vendedoras de peixe ou de fruta).

Eu dou-te razão nos exageros, Cláudia. Como tudo na vida, tudo o que é demais é veneno (até a água ou o oxigénio).

Agora proibir certas coisas, assim por decreto, sabendo de antemão que não funciona, acho uma parvoíce e uma perda de tempo.

E desde quando é que ser Bocage e ser trolha é sinónimo de ser, obrigatoriamente, um porco que atirar ordinarices a torto e a direito? Não é uma questão de exageros. Eu não admito a ninguém que me atire ordinarices em voz alta e em público porque lhe apetece sem que eu tenha voto na matéria. Até agora, ou fazia de contas que não ouvia (e não sou obrigada a fazê-lo!), ou respondia de forma igualmente ordinária (e não sou obrigada a descer ao nível do sabujo!). Agora tenho outra alternativa. E não terei problemas nenhuns em recorrer a ela se assim entender. Se isso significar que os sabujos pensam duas vezes andes de vomitarem as suas sabujices, óptimo. As mulheres crescem e são educadas a evitar determinadas ruas, a passar para o outro lado do passeio se do lado onde vamos há um grupo de homens principalmente se for uma zona de pouco movimento, a passar de cabeça baixa junto a uma obra. Eu não quero isso. Quero viver num mundo em que andar na rua seja a mesma coisa para um homem e para uma mulher. E não é. Nem andar em transportes públicos é a mesma coisa. Não tenho nada a ver com as frustrações sexuais dos machos falhados e não pretendo levar com elas. Se agora posso recorrer a uma lei para o evitar, é o que farei sem hesitar. Eu também aprecio homens e tenho dois olhinhos na cara. Não é por isso que quando me passa um jeitoso ao pé desato a tecer comentários ordinários a tamanhos e formas anatómicas.
 
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E desde quando é que ser Bocage e ser trolha é sinónimo de ser, obrigatoriamente, um porco que atirar ordinarices a torto e a direito? Não é uma questão de exageros. Eu não admito a ninguém que me atire ordinarices em voz alta e em público porque lhe apetece sem que eu tenha voto na matéria. Até agora, ou fazia de contas que não ouvia (e não sou obrigada a fazê-lo!), ou respondia de forma igualmente ordinária (e não sou obrigada a descer ao nível do sabujo!). Agora tenho outra alternativa. E não terei problemas nenhuns em recorrer a ela se assim entender. Se isso significar que os sabujos pensam duas vezes andes de vomitarem as suas sabujices, óptimo. As mulheres crescem e são educadas a evitar determinadas ruas, a passar para o outro lado do passeio se do lado onde vamos há um grupo de homens principalmente se for uma zona de pouco movimento, a passar de cabeça baixa junto a uma obra. Eu não quero isso. Quero viver num mundo em que andar na rua seja a mesma coisa para um homem e para uma mulher. E não é. Nem andar em transportes públicos é a mesma coisa. Não tenho nada a ver com as frustrações sexuais dos machos falhados e não pretendo levar com elas. Se agora posso recorrer a uma lei para o evitar, é o que farei sem hesitar. Eu também aprecio homens e tenho dois olhinhos na cara. Não é por isso que quando me passa um jeitoso ao pé desato a tecer comentários ordinários a tamanhos e formas anatómicas.

E fazes muito bem!

Mas tens de concordar que outras formas de violência, deviam ter prioridade. Lembro-me da atriz portuguesa Patrícia Tavares, que foi vítima anos a fio, de stalking por parte de um suposto fã.

"Como se define o fenómeno do stalking?

É um termo com inspiração anglo-saxónica que designa uma forma de violência na qual o sujeito ativo invade repetidamente a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de perseguição e outros meios.

Que métodos são esses?

Telefonemas repetidos, mensagens, boatos criados pelo agressor, esperas, frequência dos mesmos lugares propositadamente, causando inquietação, medo, coação, ofensa à reputação e à liberdade de movimentos da vítima."


Fonte: http://www.asjp.pt/2014/07/14/perseguicao-a-mulheres-pode-dar-cadeia/

A lei dos piropos é populista, na medida em que há coisas bem piores.
 
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Esta lei do piropo está exactamente ao mesmo nível de algumas leis do anterior governo (e não só)...

Nos últimos anos tem-se insistido no excesso legislativo, à esquerda e à direita, partindo sempre do mesmo pressuposto: O estado tem que estar em todo o lado e tem de controlar tudo.

O insulto, as injúrias, a coação verbal não deixam de ser graves... Mas agora quero ver até onde irá a polícia do piropo: Penalizará o piropo disfarçado com outras palavras? Incluirá a brejeirice e aplicará ao piropo? Será Quim Barreiros preso?
 
E fazes muito bem!

Mas tens de concordar que outras formas de violência, deviam ter prioridade. Lembro-me da atriz portuguesa Patrícia Tavares, que foi vítima anos a fio, de stalking por parte de um suposto fã.

"Como se define o fenómeno do stalking?

É um termo com inspiração anglo-saxónica que designa uma forma de violência na qual o sujeito ativo invade repetidamente a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de perseguição e outros meios.

Que métodos são esses?

Telefonemas repetidos, mensagens, boatos criados pelo agressor, esperas, frequência dos mesmos lugares propositadamente, causando inquietação, medo, coação, ofensa à reputação e à liberdade de movimentos da vítima."


Fonte: http://www.asjp.pt/2014/07/14/perseguicao-a-mulheres-pode-dar-cadeia/

A lei dos piropos é populista, na medida em que há coisas bem piores.

Eu falo de batatas e tu respondes com cebolas. Não é porque há muito para fazer que eu tenho de discordar de algo que foi feito. Por essa ordem de ideias, não se legislaria sobre a calúnia, por exemplo, porque há crimes de homicídio, violação, violência doméstica, etc. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. A mim, por exemplo, felizmente nunca ninguém me agrediu fisicamente. Mas já fui vítima de assédio na rua. Não quero sê-lo, enojam-me os homens que o fazem, e quero poder queixar-me e recorrer à lei se mais algum burgesso voltar a vomitar ordinarices na minha direcção.
 
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Há uma melhor solução... que até já foi apresentada no cinema :lol:


Eh eh.. Pois é! O Silvester Stalone encontrou uma boa aplicação da lei, na falta de papel, por não saber usar as 3 conchinhas! :)

Outra alternativa, é os poetas de andaime serem prudentes: "ah menina.. Se não fosse proibido, dizia-te aquele piropo do.."
 
Eu falo de batatas e tu respondes com cebolas. Não é porque há muito para fazer que eu tenho de discordar de algo que foi feito. Por essa ordem de ideias, não se legislaria sobre a calúnia, por exemplo, porque há crimes de homicídio, violação, violência doméstica, etc. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. A mim, por exemplo, felizmente nunca ninguém me agrediu fisicamente. Mas já fui vítima de assédio na rua. Não quero sê-lo, enojam-me os homens que o fazem, e quero poder queixar-me e recorrer à lei se mais algum burgesso voltar a vomitar ordinarices na minha direcção.
Não é bem alhos e bugalhos..Falta legislar sobre o stalking! Se leste o artigo, vem lá que os juízes são da opinião que deveria ser punido com 7anos de prisão.
 
Não é bem alhos e bugalhos..Falta legislar sobre o stalking! Se leste o artigo, vem lá que os juízes são da opinião que deveria ser punido com 7anos de prisão.

Acho pouco. Mas num país em que há suspeitos de abuso sexual a aguardarem julgamento em liberdade e com apresentações periódicas na esquadra do bairro...
 
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A ironia. A senhora estava a gravar uma reportagem sobre assédio nas ruas quando, zás, toma lá um 'piropo'.

 
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu suspender a negociação dos valores mobiliários do Novo Banco, o que inclui as suas obrigações seniores. A TSF diz que estes títulos servirão para capitalizar a instituição financeira, de forma a respeitar as exigências do BCE.

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/cmvm_suspende_obrigacoes_do_novo_banco.html

A suspensão diz respeito aos títulos do BES que foram transferidos para o Novo Banco, como a dívida sénior, já que os outros valores mobiliários, como a dívida subordinada e as acções, encontram-se sem autorização para negociar desde a última sexta-feira antes da resolução do BES, em Agosto de 2014. Uma das obrigações seniores do Novo Banco, emitido no âmbito do programa EMTN, com um cupão de 4,75%, seguia a negociar com ligeiras perdas esta terça-feira, na pordem dos 0,57%.

O regulador liderado por Carlos Tavares tomou a decisão de suspensão depois de a TSF ter avançado que o Governo de António Costa está a preparar uma solução para a capitalização do Novo Banco envolvendo os investidores que detêm títulos de dívida sénior - títulos de dívida que têm prioridade em caso de incumprimento.

Na resolução do Banco Espírito Santo, em Agosto de 2014, estes investidores tinham sido poupados, já que a medida foi aplicada impondo perdas aos accionistas e aos detentores de dívida subordinada (que ficaram presos ao chamado banco "mau" e não foram transferidos para o Novo Banco). A dívida sénior, que tem privilégio na hierarquia de credores, transitou para o banco de transição, o Novo Banco mas, segundo avança a TSF, agora servirá para capitalizar o Novo Banco ao ser transformada em capital. O objectivo é capitalizar a instituição, permitindo que esta respeite os rácios de capital exigidos pelo Banco Central Europeu.

Não estavam as obrigações sénior (e os depositantes) protegidos até 31 de Dezembro de 2015? Estavam, até deixar de o estar.

Os clientes particulares do Novo Banco com obrigações seniores vão ficar de fora da medida de capitalização da instituição. O Negócios sabe que só estão abrangidos títulos colocados em investidores institucionais, num valor que pode chegar a 1.500 milhões.

http://www.jornaldenegocios.pt/empr...anco_deixa_de_fora_clientes_particulares.html

O próximo mito a cair com estrondo será a proteção dos depósitos até 100.000 euros. Algo que na altura não foi consensual.
 
eu prefiro destruir todo o sistema bancário... todos os bancos nacionalizados, gestão pública do crédito por gente competente.
 
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