O Estado do País 2015

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Nos próximos anos, o desafio será reformar o estado, de forma a encontrar alternativas aos direitos que foram diminuídos, não deixando uma larga franja da população fora do sistema. Mas isso é uma questão de sensatez, seja de esquerda ou de direita.

Perfeitamente de acordo.
Isso cabe tanto nas ideologias de esquerda como de direita.
Mas sem a tal sensatez, aquilo que me vem à cabeça é que para a esquerda, para atingir esse objectivo, há que nacionalizar o estado (para o PCP) ou partes estratégicas do estado (para o BE).
Para o PS, tanto faz, ou melhor: há quem se aproxime tanto do PCP (em menor grau) como do BE. Um partido "partido ao meio" como já referi.
Já para o CDS o controlo do estado terá de ser uma realidade, mas com iniciativa privada, sempre de olho na franja da sociedade mais pobre ou em maior necessidade.
Quanto ao PSD, o mote é a atribuição da gestão à iniciativa privada, essa que gera a riqueza e gere melhor os recursos de parte importante do estado (claro que o lucro é o objectivo de quem gere :) ) e com isso dispor de mais dinheiro para o estado social, um estado social ao qual as pessoas com efectivas necessidades devem recorrer como um direito - mas também com deveres, segundo o que só deve depender deste estado social o tempo minimamente necessário, após o qual deve procurar outras fontes de rendimento (emprego...).

Não é fácil conjugar aqui as vontades políticas dos vários campos ideológicos. Oxalá fosse possível. Porque em troca disto, muitas vezes o partidos mais à esquerda negoceiam com as chamadas "causas fraturantes" na nossa sociedade, tornando muito mais difíceis os acordos entre partidos.
 
depois de anunciada oficialmente a candidatura, a TVI não podia ter o comportamento que teve hoje. Estão neste momento anunciados 17 cidadãos, anónimos ou não, dispostos a serem presidentes e nenhum deles terá o tempo de antena de Marcelo Rebelo de Sousa.

Lamentável e vergonhoso.

Marcelo nunca poderá dizer que é independente.
 
a TVI não é nestas eleições um canal de informação isento, independente e plural. Nesse sentido, todos os outros 16 candidatos devem boicotar este canal televisivo e não prestarem quaisquer declarações.
 
O regime estará com Marcelo nestas eleições. Posto isto, não me chateia minimamente que uma televisão privada apoie um candidato. A única que tem a obrigação de ser isenta é aquela que é paga com o dinheiro de todos.
 
O problema não é apoiar ou deixar de apoiar um candidato. Aliás, até acho que o que fez foi apenas e só potenciar a situação por uma questão de audiências. O problema é colocar uma conversa de amigos, típica de café, num espaço informativo. Mas também isso não é surpreendente. Este é o mesmo canal que em tempos abriu um noticiário com uma 'notícia' de um reality show. É apenas a TVI a ser a TVI, portanto. O grande problema é ser líder de audiência porque isso é um reflexo do país. Mas lá está, isto vai dar tudo ao mesmo. A nós.
 
O regime estará com Marcelo nestas eleições. Posto isto, não me chateia minimamente que uma televisão privada apoie um candidato. A única que tem a obrigação de ser isenta é aquela que é paga com o dinheiro de todos.

Na minha opinião devia. SIC e TVI não são a Sporting TV ou a Benfica TV (e se não houvesse RTP?; isto assumindo que fará uma campanha isenta e equilibrada). Não há propriamente grande diversidade de canais informativos em PT. A televisão modela e manipula a opinião pública. Não vês isso nos sóviétes que querem engolir a Europa, Médio Oriente e arredores? A televisão é fulcral na disseminação das ideias dos candidatos. Não é bom acompanhar os países de terceiro mundo, comuno-fascistas e americanos em que as TV's são meras extensões de propaganda dos partidos/candidatos. Mas lá (EUA) só há 2 partidos. Para se seguir o que se quer basta mudar de canal.
 
Os blogues da Esquerda já andam assanhados com a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, mas de nada servirá, ele é imbatível nem Guterres conseguirá vencê-lo.
 
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Estava na dúvida se colocava isto aqui ou no tópico " vamos rir "?, mas cá vai.

Ouvi a pouco uma senhora que é presidente de um partido que teve 1/10 dos votos nas recentes eleições, ou seja, 1/10 dos cidadãos ( dos 57 % dos que foram votar) acharam que esse partido podia dirigir bem os destinos do país, portanto essa senhora anunciou ao país o fim do atual governo. Da para ver o amor à democracia que tem essa gente e ainda não chegaram ao governo.

Segundo resgate já vem a caminho.
 
Nos próximos anos, o desafio será reformar o estado, de forma a encontrar alternativas aos direitos que foram diminuídos, não deixando uma larga franja da população fora do sistema. Mas isso é uma questão de sensatez, seja de esquerda ou de direita.

Toda a gente sabe o que é preciso para reformar o Estado, mas toda a gente também sabe que se vão tirar rendimentos a empresas que dependem do Estado, e que se vai reduzir o emprego no Estado. E isso mexe com teias de amizades, interesses de máquinas partidárias e de organizações como a maçonaria e a Opus Dei.

Este ano houve grandes polémicas com os livros escolares, já no meu tempo gastei mais de 500 euros em livros, cada manual de preparação para os exames custava quase 50 euros, e tínhamos naquela altura cinco exames. E os manuais não traziam o livro de exercícios, tínhamos mais essa despesa se quiséssemos boas notas. O Estado acaba com a polémica dos livros no dia que quiser, basta fazer o que fazia nos tempos da telescola. Mete a Imprensa Nacional a editar livros escolares de baixo custo, para quem quiser a versão em papel, e disponibiliza esses mesmos livros em PDF na Internet. Os manuais em papel passam para as bibliotecas das escolas e quem estragar, paga. No longo prazo o Estado poupará dezenas de milhões, as famílias pouparão todos os anos uma fortuna, mas as editoras vão ter de reorganizar-se, despedir, e não me admiraria se houvesse falências no sector. Mas este é o preço a pagar para que as famílias não tenham esta despesa, convém recordar que o salário mínimo é de ~500 euros, num pais assim é absurdo que as famílias gastem tanto na Instrução dos filhos.

Os livros escolares são um exemplo da falta de autoridade e vontade do Estado para soluciona um problema que afecta a vida das pessoas e mexe com a despesa pública. Mas estão também presos a preconceitos ideológicos, alguma Direita dirá que meter a Imprensa Nacional a editar livros escolares vai contra a iniciativa privada, aumenta o papel do Estado, a Esquerda por sua vez dirá que é fascismo, que voltámos ao livro único do Salazar. As pessoas não sabem mas durante muito tempo, até anos recentes, a Imprensa Nacional fazia os livros do 5.º e 6.º anos dos alunos da Telescola, eu estudei na telescola e estudei por esses livros e ingressei no Superior quase com 19 de média de ingresso. E digo a média com que ingressei porque havia muito preconceito com a Telescola, e parte desse preconceito vinha do facto do livros serem baratuchos, com imagens a preto e branco. Mas tinham bons conteúdos, e isso é que deveria interessar.

Pegando agora na Telescola, é um modelo que com as novas tecnologias poderia ser retomado para a Educação de Adultos. O Estado poderia lançar as aulas em stream para alunos adultos no site do Ministério. Os alunos estudariam em casa e iriam menos vezes às aulas presenciais, assim seria mais fácil conciliar os estudos com o trabalho. O mesmo poderia ser feitos nas Universidades, as aulas teóricas passariam a estar em stream na plataforma Moodle, os alunos passariam a frequentar apenas as práticas, que ficariam concentradas para cada turma em dois dias da semana. Assim os alunos poupariam muito dinheiro em transportes, os professores ficariam com mais tempo livre para investigação e para prepararem material de estudo.

Tudo isto são exemplos de reformas que nem sempre poupam dinheiro mas que melhoram a vida das pessoas e põem as novas tecnologias ao serviço da qualidade de vida. No fim o Estado acaba por poupar dinheiro, os professores ficam com mais tempo livre para ensinar e os alunos poupam tempo e dinheiro.
 
Toda a gente sabe o que é preciso para reformar o Estado, mas toda a gente também sabe que se vão tirar rendimentos a empresas que dependem do Estado, e que se vai reduzir o emprego no Estado. E isso mexe com teias de amizades, interesses de máquinas partidárias e de organizações como a maçonaria e a Opus Dei.

Este ano houve grandes polémicas com os livros escolares, já no meu tempo gastei mais de 500 euros em livros, cada manual de preparação para os exames custava quase 50 euros, e tínhamos naquela altura cinco exames. E os manuais não traziam o livro de exercícios, tínhamos mais essa despesa se quiséssemos boas notas. O Estado acaba com a polémica dos livros no dia que quiser, basta fazer o que fazia nos tempos da telescola. Mete a Imprensa Nacional a editar livros escolares de baixo custo, para quem quiser a versão em papel, e disponibiliza esses mesmos livros em PDF na Internet. Os manuais em papel passam para as bibliotecas das escolas e quem estragar, paga. No longo prazo o Estado poupará dezenas de milhões, as famílias pouparão todos os anos uma fortuna, mas as editoras vão ter de reorganizar-se, despedir, e não me admiraria se houvesse falências no sector. Mas este é o preço a pagar para que as famílias não tenham esta despesa, convém recordar que o salário mínimo é de ~500 euros, num pais assim é absurdo que as famílias gastem tanto na Instrução dos filhos.

Os livros escolares são um exemplo da falta de autoridade e vontade do Estado para soluciona um problema que afecta a vida das pessoas e mexe com a despesa pública. Mas estão também presos a preconceitos ideológicos, alguma Direita dirá que meter a Imprensa Nacional a editar livros escolares vai contra a iniciativa privada, aumenta o papel do Estado, a Esquerda por sua vez dirá que é fascismo, que voltámos ao livro único do Salazar. As pessoas não sabem mas durante muito tempo, até anos recentes, a Imprensa Nacional fazia os livros do 5.º e 6.º anos dos alunos da Telescola, eu estudei na telescola e estudei por esses livros e ingressei no Superior quase com 19 de média de ingresso. E digo a média com que ingressei porque havia muito preconceito com a Telescola, e parte desse preconceito vinha do facto do livros serem baratuchos, com imagens a preto e branco. Mas tinham bons conteúdos, e isso é que deveria interessar.

Pegando agora na Telescola, é um modelo que com as novas tecnologias poderia ser retomado para a Educação de Adultos. O Estado poderia lançar as aulas em stream para alunos adultos no site do Ministério. Os alunos estudariam em casa e iriam menos vezes às aulas presenciais, assim seria mais fácil conciliar os estudos com o trabalho. O mesmo poderia ser feitos nas Universidades, as aulas teóricas passariam a estar em stream na plataforma Moodle, os alunos passariam a frequentar apenas as práticas, que ficariam concentradas para cada turma em dois dias da semana. Assim os alunos poupariam muito dinheiro em transportes, os professores ficariam com mais tempo livre para investigação e para prepararem material de estudo.

Tudo isto são exemplos de reformas que nem sempre poupam dinheiro mas que melhoram a vida das pessoas e põem as novas tecnologias ao serviço da qualidade de vida. No fim o Estado acaba por poupar dinheiro, os professores ficam com mais tempo livre para ensinar e os alunos poupam tempo e dinheiro.



Exatamente, por isso é que nos bastidores, os barões já estão a preparar uma maioria de esquerda, para manter o status quo. E é com a velha tatica de prometer mundos e fundos aos pobres ( que irão continuar pobres, ou talvez mais mesmo) para alcançar o poder.

Mas há várias vozes insuspeitas de esquerda, como por exemplo o líder da UGT, Carlos Silva, que se manifestou contra esta solução.
 
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Os blogues da Esquerda já andam assanhados com a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, mas de nada servirá, ele é imbatível nem Guterres conseguirá vencê-lo.

É imbatível num programa onde fala sozinho.

Estava na dúvida se colocava isto aqui ou no tópico " vamos rir "?, mas cá vai.

Ouvi a pouco uma senhora que é presidente de um partido que teve 1/10 dos votos nas recentes eleições, ou seja, 1/10 dos cidadãos ( dos 57 % dos que foram votar) acharam que esse partido podia dirigir bem os destinos do país, portanto essa senhora anunciou ao país o fim do atual governo. Da para ver o amor à democracia que tem essa gente e ainda não chegaram ao governo.

Segundo resgate já vem a caminho.

O Bloco anunciou que por vontade deste partido, o governo anterior não regressa. Tal como tinha feito o PCP embora sem o mesmo entusiasmo.
Não era difícil de prever que o programa político do bloco fosse mais próximo do do PS.
O que significa isto? nada. A decisão pertence ao PS que tem muito mais deputados.
 
Para terminar, na conferência de imprensa improvisada da líder do bloco, mais uma vez uma boa parte dela foi aproveitada carinhosamente para falar da Bíblia da esquerda portuguesa, que é a Constituição. Segundo me parece, a extrema esquerda considera que um governo Paf e ilegítimo para governar e nem sequer pode encontrar uma solução governativa ( apesar de ter vencido as eleições, com o qual agora apetece - me afirmar, que tenho orgulho em lhes ter dado o meu voto) e só uma maioria de esquerda e legítima e o PR e obrigado a dar - lhes posse.

Vamos analisar isto é ver a incoerência e, já agora, a ignorância jurídica e legislativa dessa gente.

Segundo a Constituição da República Portuguesa :

1 - E legítima uma maioria que não inclua o partido vencedor? Sim, é legítima.

2 - O PR e obrigado a aceitar essa solução? Não. O PR tem duas opções, ou da posse a essa maioria ou, com total legitimidade segundo a Constituição, recusa essa maioria podendo alegar sérias dúvidas sobre se essa maioria está disposta a cumprir compromissos internacionais importantes. E, de acordo e total legigitimidade com a Constituição, pode nomear um governo de iniciativa presidencial, que deverá manter o país a funcionar e preparar novas eleições.

3 - recordemos o caso Santana Lopes em 2005. A esquerda na altura disse que era ilegítima a sua nomeação, o que é totalmente errado, pois segundo a Constituição, a maioria que forma governo pode nomear ou destituir um PM, de acordo com o PR, sempre que entender, até ao fim do mandato . A demissão de SL também esteve de acordo com a Constituição, embora com um critério político muito questionável.
 
Eu perante isto como democrata (longe das esquerdices e direitices) só pergunto:

Para que servem as eleições se os eleitos são proibidos de governar (com ou sem maioria absoluta)? Enfim, Guterres lá conseguiu... Mas pelos vistos, os tais donos da democracia com 1/5 dos votos já não deixam...

Sinceramente pondero não ir votar em próximas legislativas... Para que serve afinal o voto democrático?
 
Eu perante isto como democrata (longe das esquerdices e direitices) só pergunto:

Para que servem as eleições se os eleitos são proibidos de governar (com ou sem maioria absoluta)? Enfim, Guterres lá conseguiu... Mas pelos vistos, os tais donos da democracia com 1/5 dos votos já não deixam...

Sinceramente pondero não ir votar em próximas legislativas... Para que serve afinal o voto democrático?

Não votar é dar-lhes a vitória de mão beijada, há que votar sempre! ;)
 
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