O Estado do País 2015

  • Thread starter Thread starter Orion
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Eu tenho visitado as cidades ao fim-de-semana, tanto as espanholas como as portuguesas. Ao fim-de-semana não há jovens, vão visitar as famílias, mas não é só por isso, eu nasci e cresci ao lado de Espanha e via diferenças culturais na maneira de estar. E não vi em Portugal a vida que encontro em Espanha.
 
Excluindo Lisboa e Porto , com as suas áreas metropolitanas e cidades dormitório , apenas 3 cidades em Portugal tem 100 mil habitantes : Braga, Coimbra e Funchal .

Bragança , com os seus 30 mil habitantes , já e uma cidade com uma dimensão considerável a nossa
Escala . E uma cidade , que eu cconheço muito bem , das que mais tem evoluido , que tem tido um incremento da atividade econômica e cultural .

O problema e que nos portugueses persiste um iimaginário do interior ( com a ajuda demagógica dos media ) do velho interior com as criança a comer sopas de vinho na soleira da porta , carros de bois , vida pautada pelo relógio da Igreja e com o vigário como sendo o senhor da igreja . Para muita gente , o interior e isto , mas esse interior já desapareceu quase por completo ( e se calhar ainda bem ) nos paises mais evoluídos da Europa já desapareceu a décadas .

Quanto a imigração também ha muitas falácias : de que esta vaga de emigração e no interior , mentira , ocorre também no Litoral , o problema e que logicamente nota - se mais onde tem menos gente .

Por outro lado , os portugueses , vá la saber - se porque , adora emigrar ,estando bem ou mal , nninguém emigra tanto como nos ( nenhum dos paises europeus mais pobres que nos , e são muitos , emigra tanto) . Boa parte dos casos que eu cconheço de emigração , que são bastantes , são de pessoas que emigraram para manter o estilo de vida elevado que queriam manter , não passavam fome nem nada que se parecesse e muitos ate tinham CA emprego .
 
  • Gosto
Reactions: MSantos e frederico
Eu tenho visitado as cidades ao fim-de-semana, tanto as espanholas como as portuguesas. Ao fim-de-semana não há jovens, vão visitar as famílias, mas não é só por isso, eu nasci e cresci ao lado de Espanha e via diferenças culturais na maneira de estar. E não vi em Portugal a vida que encontro em Espanha.

Sim, no fim-de-semana os jovens vão se embora, no Verão vêm os emigrantes de França/Alemanha etc. que trazem vida também.

Mas em Espanha as cidades médias não sofrem da mesma imagem detorpada como acontece em Portugal, os média de Lisboa adoram mostrar o Interior decrépito, é quase só isso que mostram, é o que vende lá, mesmo que não seja a realidade, Bragança só aparece na TV quando neva e escolhem a dedo as pessoas para entrevistar, sempre velhotas de bigode e com o sotaque carregado (parolo para os Lisboetas), é assim infelizmente que se olha para o Interior do País, principalmente Trás-os-Montes, enquanto isto continuar, o Interior vai ser sempre olhado como sendo uma região inferior, o que não é de todo verdade.
 
Última edição:
  • Gosto
Reactions: james
Se amanhã um departamento do Estado quiser transferir 100 mil pessoas para o interior isso é soviético...

Se uma câmara do litoral alterar o PDM para construir, isso é o mercado a funcionar pois estamos a responder à procura.

Se tivermos uma metrópole no litoral com 6 milhões de habitantes somos modernos.
 
Se amanhã um departamento do Estado quiser transferir 100 mil pessoas para o interior isso é soviético...

Se uma câmara do litoral alterar o PDM para construir, isso é o mercado a funcionar pois estamos a responder à procura.

Se tivermos uma metrópole no litoral com 6 milhões de habitantes somos modernos.

Tu achas sequer admissível que se considere a hipótese de obrigar 100mil pessoas a ir viver à força para onde não querem? :shocking:

Fico chocado com algumas opiniões...
 
Se amanhã um departamento do Estado quiser transferir 100 mil pessoas para o interior isso é soviético...

Se uma câmara do litoral alterar o PDM para construir, isso é o mercado a funcionar pois estamos a responder à procura.

O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Se a Comissão Europeia ordenasse o deslocamento de 100 mil pessoas provavelmente os nomearias de fascistas. Qual é a diferença entre a medida deles e a tua?

Se tivermos uma metrópole no litoral com 6 milhões de habitantes somos modernos.

Podemos sempre juntar os 10 milhões de portugueses numa só cidade. Já viste a poupança que havia em autoestradas? Cidades-nação como Hong Kong e Singapura podem ser exemplos. O interior ficava para turismo, conservação e agricultura.
 
O interior precisa de cidades de média dimensão, por diversas razões as indústrias tradicionais que havia por todo o país não se modernizaram e durante o Estado Novo houve uma fuga para os subúrbios de Lisboa e Porto, e para o litoral algarvio, e muitos emigraram.

Em Espanha, França ou Norte de Itália o povoamento é mais «saudável».
 
  • Gosto
Reactions: MSantos
Tem graça (ou não) que todas, as lamentavelmente, imensas pessoas que conheço (a título pessoal e profissional) que foram obrigadas a desandar daqui para fora, fizeram-no porque não tinham emprego e não conseguiam, consequentemente, pagar as contas. Mas isso deve ser porque só me dou com a 'ralé' e não conheço gente que quer manter o seu elevadíssimo nível de vida do lado de fora da 'fronteira'. Ironicamente, profissionalmente, esta verdadeira 'sangria' tem-me sido benéfica. Bitter sweet feeling.
 
e o governo não ajuda, passar a pagar a A25 toda a gente sabe que não existe alternativa pois o que resta do ip5 é um perigo e partes foram usadas para a a25, é o efeito lamina de barbear tiraram o ip5 e transformaram em autoestrada agora so existe esta opção querem ir a Aveiro apanhar a A1 tem de se pagar e vão fazer o mesmo ao ip3, como pode viver um empresa em Viseu ou Guarda e tiver de mandar os produtos para o porto de Aveiro fica mais barato por Espanha é a nossa realidade. Um país com o nivel de estabilidade a nivel ambiental ( sem grandes tempestades como os usa ou a europa central não fica encalhado em neve no inverno), social e geológico afinal de este ser um ponto mais critico, não consegue criar riqueza
 
  • Gosto
Reactions: frederico
anteriores empresas públicas privatizadas encerram logo que possam a sua representação no interior.

como é que se resolve o problema da ocupação do território?
 
e porque razão 200 mil pessoas vivem na amadora?
Não sendo racista já viste quem vive na Amadora Lisboa tem rendas caras por isso vai-se para os subúrbios nós fazemos o mesmo, quem vai para Inglaterra não vai para Dover ou Inverness, vão para os arredores quem veio das ex-colónias sabia lá onde é Bragança, Picha, Venda da Gaita , Oliveira de Azeméis ou Aljezur, Se querem gente no interior não vão lá acabando com Hospitais e tribunais, as pessoas também querem cultura cinema e teatros e mais, mas neste país acaba tudo no mesmo, naquela terra de saloios e sarracenos corruptos
 
  • Gosto
Reactions: frederico
Nos últimos meses ao fim-de-semana tenho conhecido o país, notei que temos muitas aldeias e vilas que ninguém fala com enorme potencial turístico, poderiam ser exploradas como se faz na Toscânia ou no Sul de França. Contudo a degradação e o abandono são evidentes. Ouvi turistas a queixarem-se das igrejas estarem fechadas e de não haver painéis informativos em inglês.

Ora nós gastámos uma fortuna em estádios que estão vazios e abandonados, num evento que em boa verdade não teve nenhum impacto no turismo, temos muitas auto-estradas desnecessárias, não faltam pavilhões, piscinas, escolas, rotundas, tudo desnecessário. Mas uma coisa tão simples como recuperar Evoramonte, que é uma povoação fantástica que está a ficar abandonada, e era tão simples recuperar aquelas casas e caiar, e limpar as ervas e pôr bons painéis informativos, e recuperar o Torrão, que é outra povoação fantástica, com excelentes edifícios antigos, a ficar destruída com a descaracterização, e outras como Brotas, por que não existe uma rede de aldeias e vilas históricas do Alentejo, com candidatura a património mundial? Por que não é restaurada a Basílica Real de Castro Verde? Ou a capela do edifício da Misericórdia de Beja? E a casa com janela manuelina do Marvão? Por que motivo ficou a meio a limpeza das invasoras na serra de São Mamede? Por que tentam aprovar PINs em vez de serem recuperadas as casas antigas das quintas para turismo de habitação? O que faz uma urbanização abandonada com dezenas de moradias em banda em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede? Por que motivo nunca foram demolidos os edifícios abandonados no topo da Serra da Estrela (e os turistas queixam-se daquilo, acham horrível). Por que motivo só se começou a renaturalizar a Ria Formosa em 2015?

Há uns anos o ex-ministro Luís Campos e Cunha defendeu isto que aqui defendo, um plano de investimento público para termos um país mais bonito. Iria gerar emprego a nível local, Portugal ficaria muito mais competitivo a nível turístico, e acima de tudo, em termos de Orçamento de Estado estaríamos a falar de um projecto com pouco impacto, repartido ao longo de vários anos! E que iria certamente contribuir, no longo prazo, para a fixação de novos habitantes.
 
  • Gosto
Reactions: james
O que foi feito nas portagens é sinistro, um ataque contra os portugueses.

As estradas nacionais são más e estão destruídas. Muitas não têm bermas, o que aumenta o risco de atropelamento de peões e de acidentes com bicicletas. Não admira que tenha sucedido aquele desastre com peregrinos de Fátima, mais acidentes do género irão infelizmente ocorrer. Nos últimos 30 a 40 autorizou-se a construção à beira das nacionais, uma construção desenfreada sem paralelo em país com a nossa densidade populacional, o resultado são mega ruas onde se circula a 50 km/h, rotundas, semáforos, insegurança. Se houvesse Ordenamento as estradas nacionais passariam fora das povoações, e nem uma casa seria autorizada à sua beira, muito menos stands, lojas, restaurantes, o comércio iria para áreas comerciais ou áreas industriais, ou para a beira das estradas municipais. Há cada vez mais troços de nacionais com velocidade máxima de 50 km/h, mais vale acabarem com as nacionais de uma vez e passam a ser mega ruas.

A EN 1 entre Coimbra e Gaia está saturada, os pesados desistiram das auto-estradas e alguns até têm dificuldades em circular na nacional, já vi uma fila por causa de um pesado que não conseguia contornar as rotundas, já encontrei filas de horas devido a acidentes, e a situação está a agravar-se. A EN 125 não tem tantos pesados mas há os turistas que estão a passear e circulam a velocidade reduzida. Como não há faixas de ultrapassagem alguns condutores fartam-se de circular a menos de 50 km/h em zonas onde a velocidade máxima é de 90 km/h, daí resultam ultrapassagens perigosas e por vezes acidentes. É também uma situação que tende a agravar-se. Conheço casos de turistas holandeses e espanhóis que juraram nunca mais vir a Portugal por causa do sistema de portagens.

A Via do Infante não deveria ter portagens, a A28 não deveria ter portagens, nem a A29 e a A25.
 
A Via do Infante não deveria ter portagens, a A28 não deveria ter portagens, nem a A29 e a A25.

Dessas, a A29 nem devia ter sido construida, um fartote de dinheiros públicos mal investidos, o que infelizmente é normal em Portugal.
12_zpsby5fkokd.png


Tem alguma lógica a construção de duas autoestradas paralelas, com menos de 2km de distância uma da outra em alguns locais? Quando esta aberração foi construida ainda não havia a Autoestrada Transmontana e continua a não haver actualmente uma ligação entre Coimbra e Viseu, sem ser pelo IP3... Foram as prioridades do Nº44 de Évora... :rolleyes:
 
Estado
Fechado para novas mensagens.