O Estado do País 2015

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o «Nos Cidadãos» merecia eleger o seu deputado pela excelente campanha que fez em Macau... a votação devia ser repetida pelas imensas irregularidades.

Seria escandaloso, por muito mérito que possa ter tido. Um partido que no círculo de Fora da Europa consegue 99 votos, exceptuando em Macau, ia eleger um deputado porque conseguiu arrebanhar 2500 votantes numa cidade.
 
O PS não é de direita, mas é inequivocamente do centro esquerda. E esta muito próximo do PSD.
Se o problema é PP, podiam deita - lo borda fora, mas só um louco e que quer ter PP na oposição, podendo te - lo junto de si. Estamos a falar do político mais aguerrido (digamos assim), que existe em Portugal, em pouco tempo teria toda a direita nas mãos.
 
Pessoalmente acho Paulo Portas e a sua entourage (Cristas por exemplo) do mais socialista que há em Portugal. A ala liberal do CDS foi saneada das listas, na próxima AR fica resumida a João Almeida, se não houver substituições de deputados que irão para funções governativas.
 
O CDS atingiu o máximo expoente de direita quando lá esteve Manuel Monteiro ( esse sim, um verdadeiro liberal) . Com PP, foi sempre progressivamente aproximando - se do centro, pois, inteligentemente, PP viu que dessa forma se podia aproximar mais do círculo do poder.
 
Teria a mesma posição, quaisquer que fossem os carrascos a sangrarem este país como ele foi sangrado nos últimos 4 anos. Tens todo o direito a acreditar que não havia alternativa e que a austeridade tinha que ser esta que foi imposta da maneira como o foi. Eu nunca acreditei e continuo a não acreditar. E o PPC, a julgar pelas cedências de ontem, afinal parece que também não.
Quanto ao Syryza, já disse o que pensava no último post. Mas posso acrescentar que deve ser, e será, certamente, julgado pelo seu povo quando terminar o seu mandato. Da última vez que os Gregos se pronunciaram, sabiam bem o que lá vinha. E foram claros. Daqui por 4 anos, julgo, lá estarão para se pronunciarem outra vez.
Pois não!

Cobardia pode ser vista por vários prismas, ambos têm consequências gravíssimas:
- É ser cobarde baixar os braços, não ver outras soluções, deixar empobrecer o povo à mercê dum qualquer memorando da troika.
- É ser cobarde, fugir às responsabilidades com os credores, julgado nunca mais precisar deles.
- É de cobardes fazer bailout.
- É de cobardes fazer bailin.
- É de cobardes fazer tudo, não fazer nada ou fazer de morto.

Há para todos os gostos..

Quanto à tua aritmética não é correta, somar não é sumir partidos. É que o PS e o PSD não são esquerda nem direita, são partidos do centro. É como o clima mediterrâneo em Portugal, um de feição continental e outro marítimo! :)

Nem todos os eleitores do PSD que desta vez votaram PS, se sentem de esquerda e vice-versa.

O mais lógico seria a coligação entender-se com o PS. Mas como tal está difícil, não me assusta ter um governo de gestão até junho/julho.

Teríamos um alívio de austeridade no valor de 1600milhões de euros no mínimo. Mas ainda assim, seria muito menor o buraco no défice, que com metade das promessas do PS/CDU/BE!
 
Se este PSD, este que agora não se dissocia já do PP, não é de direita (e não é 'poucochinho', como dizia o outro!), eu sou a Eva Longoria!
 
Se este PSD, este que agora não se dissocia já do PP, não é de direita (e não é 'poucochinho', como dizia o outro!), eu sou a Eva Longoria!

lol

Não sei quem é a Eva Longoria, mas não deve ser flor que se cheire!

Não, não és a Eva Longoria! :) E sim, este PSD foi mais à direita, tanto quanto o memorando foi!

Na verdade, direita é deixar a economia autoregular-se, ser-se competitivo com menos impostos. Esquerda é o oposto, é controlar tudo e mais alguma coisa, impor taxas e impostos, para depois distribuir independentemente do mérito.

A solução está mais vezes no centro, como é óbvio, esquerda ou direita quando necessário, desde que haja estabilidade e que transmita confiança dos investidores e consumidores.

No limite a direita liberal não existe em Portugal. Seria uma espécie de EUA, em que as grandes empresas poucos impostos pagam, dado que são as que mais contribuem para o emprego. Menos impostos, optando por um estado social mínimo. Isto não existe em Portugal!
 
Assis prepara-se para fazer a cama ao Costa! É deixar de molho mais umas semanitas..

Assis já sabe o que é sentir a mão na consciência.. Eh eh.. :) Isso talvez o tenha tornado um político mais razoável, que até já nem se importe de conduzir um twingo.
Estou a gostar da sua posição, é um princípio de uma mudança no PS.

Lembrei-me agora de outros personagens do PS que andam muito calados, falo do soares e do sócras.

O mais estranho é que o silêncio destas personagens, devia ser ensurdecedor, mas nem está a ser. Estranho.. Acabaram de vez o seu percurso ou estão com medo de tomar posição?
 
Seria uma espécie de EUA, em que as grandes empresas poucos impostos pagam, dado que são as que mais contribuem para o emprego.

Não acho que seja em termos de pessoas empregadas mas sim em volume de negócios. Boa parte das multinacionais nem emprega muita gente. Um exemplo 'engraçado':

Toys ‘R’ Us Brings Temporary Foreign Workers to U.S. to Move Jobs Overseas

As PME's é que pagam a maioria dos impostos. Culpa delas por não serem aceites nos bancos off-shore :rolleyes:

Nota: 1º site alterado.
 
30 anos depois, o PCP encontrou um novo Zenha no PS

O PCP emergiu do 25 de abril disposto a impor a sua hegemonia à esquerda. Daí o PREC, a manifestação da Fonte Luminosa, o 25 de novembro e as eleições democráticas, em 1975 e 1976, que deitaram por terra esse desiderato dos comunistas. Dez anos depois, em 1985, de braço dado com os eanistas do PRD e o dissidente socialista Salgado Zenha, o PCP sonhou de novo suplantar o PS de Mário Soares e tornar-se hegemónico à esquerda. Soares resistiu como poucos, contra tudo e contra todos, derrotou Zenha e o PCP na 1.ª volta das presidenciais (25,4% contra 20,9%) e triunfaria sobre Freitas do Amaral na 2.ª volta (51,2% contra 48,8%).
Dois anos depois, em 1987 – numa situação política e parlamentar muito semelhante à que hoje vivemos, com António Costa e a deriva esquerdista do PS –, os três partidos à esquerda (PS, PRD e PCP), com 140 deputados no Parlamento, derrubaram o Governo minoritário de Cavaco Silva (o PSD tinha 88 deputados e o CDS 22) e tentaram que o Presidente da República nomeasse um Governo das esquerdas – derrotadas nas eleições, mas maioritárias no Parlamento. O Presidente era, então, Mário Soares e travou essa golpada política de secretaria, dissolvendo a AR e marcando novas eleições. Com os resultados que se conhecem.
Daí para cá passaram-se 30 anos, com o PCP remetido ao seu papel de partido de protesto, nostálgico do passado soviético e da sua breve e episódica hegemonia à esquerda no pós-25 de abril. Eis senão quando aparece António Costa a abrir a porta do poder ao PCP e à esquerda radical, esquecendo a matriz antieuropeia e totalitária desses partidos, sujeitando o PS a profundas e dilacerantes divisões internas, arrastando os socialistas para um cenário de pesadelo político a curto prazo.
30 anos depois, o PCP encontrou um novo Zenha no PS. Chama-se António Costa e veio ressuscitar os sonhos comunistas de hegemonia à esquerda.

José António Lima

SOL

Em Abril de 1987, uma moção de censura derrubou o Governo minoritário de Cavaco Silva. O PS, o PRD e o PCP tentaram concertar uma alternativa de esquerda. Mário Soares recusou-a, dizendo que essa maioria “não era coerente”. Provavelmente, Cavaco Silva fará agora a mesma coisa, usará até a expressão de Soares, dizendo que a maioria de esquerda “não é coerente” e pode mesmo evocar esse episódio.
Se assim for, mantém o actual Governo em funções de gestão corrente, até que o novo Presidente da República resolva a questão, provavelmente dissolvendo o parlamento e convocando novas eleições, o que só pode acontecer em Abril do próximo ano.

Sérgio Ferreira Borges

Luxemburger Wort
 
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Não sei quem é a Eva Longoria, mas não deve ser flor que se cheire!

Não, não és a Eva Longoria! :) E sim, este PSD foi mais à direita, tanto quanto o memorando foi!

Na verdade, direita é deixar a economia autoregular-se, ser-se competitivo com menos impostos. Esquerda é o oposto, é controlar tudo e mais alguma coisa, impor taxas e impostos, para depois distribuir independentemente do mérito.

A solução está mais vezes no centro, como é óbvio, esquerda ou direita quando necessário, desde que haja estabilidade e que transmita confiança dos investidores e consumidores.

No limite a direita liberal não existe em Portugal. Seria uma espécie de EUA, em que as grandes empresas poucos impostos pagam, dado que são as que mais contribuem para o emprego. Menos impostos, optando por um estado social mínimo. Isto não existe em Portugal!

Não sabes quem é a Eva Longoria? Acho que fazes mal, mas isto sou eu a dizer... :)
Agora a sério, tomara eu que as maiores diferenças que eu detecto entre esquerda e direita fossem económicas. Não é, de todo, o que mais me incomoda, apesar de ser um factor. Não vou pormenorizar porque sei que ofenderia algumas pessoas, mas são os outros valores que não me permitiriam nunca identificar-me com a direita, nomeadamente os moralismos que eu considero bacocos. Se não fossem os governos de esquerda deste país, com todos os seus defeitos, haveria muitas mais situações que dividiriam cidadãos que pagam os mesmos impostos em duas categorias: os de primeira e os de segunda. E por aqui me fico. Quando voltarmos a ter um governo de esquerda ou se tivermos um governo de direita que precise da esquerda para sobreviver, outras evoluções, que há muito se exigem, aparecerão.
 
Se Passos Coelho não tivesse a hipótese de uma coligação à esquerda, estaria muito mais forte na negociação com o PS. Neste momento, ele sabe que assim não é. Está diminuído e terá que pensar melhor nas cedências que tem mesmo de fazer. Há ainda uma razão adicional: para este PSD, é complicadíssimo sair da área de governo. São milhares de laranjinhas que perdem posições, para não falar de empregos, dentro da máquina do Estado e, até, nas autarquias locais. Seria uma situação muito difícil para um partido que, neste momento, em termos de ocupação de lugares de chefia na administração pública, é profundamente tentacular. Portanto, o que Pedro Passos Coelho pretende é continuar no poder, mesmo que tenha de pagar um preço muito elevado.

António Capucho

Renascença
 
Passos Coelho, António Costa e Catarina Martins em Bruxelas em dia de cimeira

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BRUXELAS (Bélgica) – O cisne no prédio da Grand Place (Bruxelas), onde Marx e Engels escreveram o Manifesto Comunista (“Proletários de todo o mundo, uni-vos”), entre 1847 e 1848.

Os líderes do PSD, PS e Bloco de Esquerda estarão hoje em Bruxelas, palco de uma cimeira de líderes da União Europeia, mas com as atenções centradas na situação política em Portugal.
Num contexto de impasse político em Portugal, na sequência das eleições legislativas de 04 de outubro, Pedro Passos Coelho, António Costa e Catarina Martins reunir-se-ão hoje com as respetivas famílias políticas europeias, antes do início dos trabalhos do Conselho Europeu, no qual Passos representará Portugal enquanto primeiro-ministro em exercício.
Passos Coelho participará na reunião do Partido Popular Europeu (PPE), a maior família política europeia, enquanto António Costa estará na reunião do Partido Socialista Europeu (PSE), nos encontros que tradicionalmente antecedem os Conselhos Europeus, indicaram à Lusa fontes partidárias.

DESTAK
 
Eu acho piada a certos membros que por aqui andam, que dizem que só votam em pessoas, mas depois
Dizem que a direita e moralista, retrógrada ( todos metidos no mesmo pacote) , não é, Cláudia? Mas qual esquerda que dizes que conquistou grandes coisas? A esquerda do PCP? A esquerda do MRPP? A esquerda da Carmelinda Pereira?

Há uma parte da esquerda que acha que toda as pessoas de direita são moralistas, retrógradas, racistas, homofóbicas, beatas, que querem a mulher na cozinha, etc, talvez uma parte das pessoas mais velhas ainda sejam um pouco assim, mas o eleitorado mais jovem e muito diferente .

Colocar rótulos num grupo e muito intolerante e acho estranho para quem se indignou tanto quando por aqui se disse que os gregos eram isto é aquilo.

De resto, também deve haver coerência,
Eu jamais aceitaria que o PSD se coligasse com o PNR ou o partido Pro - vida, pois defendem valores radicais com os quais não me identifico.

Por isso, como também referiu o Orion, não compreendo que digas que o PCP defende valores diferentes dos teus e depois digas que nao te importes que eles integrem um governo de esquerda. Acho que é uma incoerência e , desculpa a minha sinceridade, mas acho que tu não tens assim tanta antipatia pelo comunismo. O que é uma desilusão, pois isso é incompatível com alguém que se diz moderno e tolerante.
 
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