O Estado do País 2015

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@james , pronto, se tu sabes o que eu acho, o que eu penso e o que eu sinto, como mais posso eu argumentar? Tens razão. Sou, na verdade, militante do PCP infiltrada e tu apanhaste-me. :D Posso, finalmente, assumir orgulhosamente a minha admiração pelo tio Kim.
Tem juízo, homem. Se acho que há mais machistas, racistas, xenófobos, homofóbicos e afins à direita que há esquerda? Acho. Se acho que só os há à direita? Obviamente que não. Compreendo que para quem vive a política como os clubes de futebol, seja difícil perceber o apartidarismo, mas é a vida.
 
anda por ai um texto do jmf sobre a maioria de esquerda que me faz lembrar o paulo portas a gritar nos jornais ingleses que portugal se ia transformar num supermercado de droga quando despenalizaram o consumo em 2000.

Não se transformou e é hoje um exemplo para muitos países.
 
A bolsa está em alta. O PPC deve ter sido indigitado enquanto estive a dormir.
 
Se acho que há mais machistas, racistas, xenófobos, homofóbicos e afins à direita que há esquerda? Acho.

Isso é enganoso, um falso mito, uma ideia preconcebida ou ilusão:

- Existe algum estudo sociológico que comprove essa teoria? A maioria dos sociólogos são de esquerda, logo aí, é de desconfiar.. Portanto, é mesmo só um feeling, uma ideia pré-concebida.
- As pessoas tendem a associar-se em comunidades, é antropológico. Se te identificasses numa minoria (raça, religião, país de origem ou inclinação sexual), irias provavelmente apoiar um partido de causas (PCP, BE, outros..), excluindo portanto o PS, PSD e PP.
- Apesar de os nossos partidos serem laicos, o comunismo é de todos o menos tolerante em relação à igreja.
- Qual a representatividade dos partidos de causas em Portugal? Representa menos de 1/4 da população. Logo aí seria de admirar que o nº de bestas "machistas, racistas, xenófobos, homofóbicos e afins" fosse maior na esquerda, certo? Para já era impossível matematicamente, portanto:
- Se todos os simpatizantes / militantes de esquerda fossem bestas, ainda assim eram em menor número que os de direita!

Convencida?
 
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anda por ai um texto do jmf sobre a maioria de esquerda que me faz lembrar o paulo portas a gritar nos jornais ingleses que portugal se ia transformar num supermercado de droga quando despenalizaram o consumo em 2000.

Não se transformou e é hoje um exemplo para muitos países.

Mas alguém leva o PP a sério?
O modelo Português relativo à despenalização do consumo de droga é exemplo no mundo inteiro!
 
Vamos a factos. Que maioria havia no parlamento quando a IVG foi aprovada? Qual era a maioria no parlamento quando o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado? Qual era a maioria no parlamento quando a co-adopção acabou por não passar? Isto só para falar num passado recente. E fico-me por Portugal.
 
no fundo a discussão sobre a maioria de esquerda é do mesmo tipo: se eles conseguem um acordo, portugal vai transformar-se num supermercado de droga.

É exactamente isso. É o argumento do 'fim do mundo' as we know it. E é isso que é verdadeiramente ridículo e não o achar-se que deve ser o vencedor a governar, dado que isso é lógico. Desde que possa e consiga, claro.
 
no fundo a discussão sobre a maioria de esquerda é do mesmo tipo: se eles conseguem um acordo, portugal vai transformar-se num supermercado de droga.

Relativamente a drogarias..

O problema não é da maioria ser de esquerda, mas sim da maioria ser de partidos de causas (minoria).

Como era na URSS, como é na China, em Cuba, na Coreia do Norte ou na Venezuela?

A esquerda não apoia supermercados de droga, mas alguns partidos de causas sim!

Outro mito, desmistificado!
 
PPC até é um excelente exemplo. Como cidadão dizia-se favorável ao casamento e adopção gay. Em que é que se traduziu isso na sua governação?
 
Poca, ainda bem que sou um liberal.
Assim não tenho que me preocupar com tantas causas fraturantes e com a extrema pureza da democracia.

Bom, já chega de falar sempre do mesmo, agora só volto quando houver novo governo ( que, seja qual for a solução encontrada, vai durar pouco tempo, acho que já todos, menos os ingénuos, perceberam) .
 
É, de facto, uma chatice o facto de as pessoas se preocuparem com coisas que não as beneficiam directamente.
 
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