O Estado do País 2015

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as empresas públicas não têm como objectivo o lucro, podem ser lucrativas mas a Carris tem como objectivo transportar passageiros num serviço de qualidade média, com horários alargados e a um preço que os utilizadores possam pagar.
 
estás a propor o fim do sistema público de transportes.

Não, um qualquer transporte privado, pode fazer parte da rede de transportes públicos. Tens o exemplo da rede de expressos (são tantas empresas)!

Ao estado compete regular: obrigações enquanto serviços de transporte público, garantir que não haja monopólios, tarifas sociais..

Faço-te 2 perguntas diretas:

1- O estado serve para transportar pessoas? Não é como nas câmaras, pois não??
2- Eu vivo no interior, como sabes e portanto não usufruo de transportes públicos de Lisboa ou Porto. Tenho de pagar com os meus impostos, as dívidas astronómicas daquelas empresas???

Repara.. 20 mil milhões de euros é muita coisa! Somos 10milhões, dá 2 000 euros a cada cidadão!
 
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os hospitais podiam ser todos privados... mas depois quem é que podia pagar esses serviços ao custo real? ninguém. Por isso o serviço é público, os custos são pagos por todos.
 
as empresas públicas não têm como objectivo o lucro, podem ser lucrativas mas a Carris tem como objectivo transportar passageiros num serviço de qualidade média, com horários alargados e a um preço que os utilizadores possam pagar.

Lucrativa?! A dívida da Carris em 2014 foi de 777 milhões de euros!

O objetivo das empresas públicas não deve ser o lucro, por essa razão, as empresas de transportes não devem ser públicas mas sim pertencendo a uma rede de transportes públicos.

"A um preço que os utilizadores possam pagar.." E o dinheiro vem de onde, para tapar os buracos?
 
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Eu pago as piscinas municipais da tua cidade, nunca lá andei. E sinto-me bem com isso.

Isso é que era bonito! As piscinas foram pagas a pronto, meu amigo!
Aqui não há dívidas como em Lisboa ou noutras cidades.

A camara de castelo branco tem um prazo medio de pagamento a fornecedores na ordem dos 10-15 dias!
 
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Projecto de Lei 1/XIII - Revoga as Leis que humilham mulheres que recorrem à IVG (Revogação da Lei n,º 134/2015, de 7 de setembro, e da Lei n.º 136/2015, de 7 de setembro) [BE] 2015-10-23.

Humilhação... Pode-se protestar contra o apoio psicológico mas não percebo porque é que o aborto tem que ser isento de taxas de moderadoras quando outras pessoas com condições urgentes são obrigadas a pagar.

Faço minha a opinião do Bastonário:

“Infelizmente parece que algumas mulheres entendem a IVG como método contraceptivo. E não é esse o espírito nem a letra da lei”, considera o Bastonário. Considera que ao isentar de taxas moderadoras as mulheres que optam pela IVG, está a ser-lhes dado direitos “iguais a mulheres que tiveram uma gravidez de termo”. Considera que não há razão para se equiparar a IVG a uma doença ou à maternidade.
 
Para quando é que as isenções no sns se vão relacionar unicamente com os rendimentos das pessoas?

E outra coisa. Por que razão os sistemas públicos de transportes, saúde, educação, etc. Não podem ser concessionados ( nem sequer estou a falar em privatização) a privados?
Não há qualquer razão económica para que isso não seja feito, apenas razões ideológicas de gente que parou algures no tempo e no espaço, talvez nos confins da Europa de Leste de a umas décadas atrás.
 
Última edição:
E outra coisa. Por que razão os sistemas públicos de transportes, saúde, educação, etc. Não podem ser concessionados ( nem sequer estou a falar em privatização) a privados?
Não há qualquer razão económica para que isso não seja feito, apenas razões ideológicas de gente que parou algures no tempo e no espaço, algures nos confins da Europa de Leste de a umas décadas atrás.

Uma concessão é uma privatização temporária. O que estás a dizer é que se faça mais PPP's, algo com um mau historial. O problema da saúde privada é que os cuidados de saúde deixam de ser universais mais cedo ou mais tarde. As empresas tenderão a evitar, como nos EUA, por exemplo, crianças com doenças graves desde nascença (claro, não dá lucro). É esse o modelo que se quer para Portugal? Que os cuidados de saúde, como nos EUA, sejam um dos principais motivos de falência pessoal?

Em Portugal o estado é muito interventivo em termos de saúde, incluindo na prevenção ou os impostos nas substâncias tóxicas como o tabaco. Algo que os libertários não gostam muito. Esta omnipresença estatal na saúde é, até certo ponto, a consequência óbvia da medicina socialista. Nos EUA a pizza é um vegetal. Pudera, pessoas saudáveis não dão lucro. Na Grécia há também uma espécie de PPP na saúde. Perdes o emprego, não tens seguro. Imagina como é que tem sido. Em geral, não vejo grandes vantagens na atitude pró-lucro na saúde (diga-se hospitalar). Já basta as farmacêuticas esmifrarem o público. Não, os lucros não vão para investigação. Até gastam mais na propaganda.

Quanto ao ensino, os EUA são novamente um bom exemplo. Há um sistema de classes. Se fores para uma universidade privada (Ivy League) tens grande probabilidade de teres um bom emprego. Já se fores para as universidades públicas, o teu futuro, tendencialmente, não vai ser tão bom. A qualidade científica dos EUA nem tem a ver muito com a sua qualidade doméstica de ensino (que está longe de ser a melhor). Como oferece grandes condições, as importações intelectuais ajudam muito. O custo do ensino nos EUA é também absurdo.

Escrito isto, provavelmente a administração pública beneficiaria de critérios e avaliações que aumentassem a sua eficiência (acabando de vez com a perspetiva da classe privilegiada). Infelizmente há muito interesse contra isso. Mas não quer dizer que se deva acabar com os sistemas públicos. Os bancos em Portugal são do mais socialista que há (eles também faliram. Não foi má gestão privada?). Não vejo movimentos gerais para a sua nacionalização.
 
Onde o estado mete a pata, é para taxar e para ter tacho.

A rede de expressos tem uma frota relativamente boa, composta de muitas empresas. Não vejo mal algum, é saudável e dá receitas ao estado.

Se estas empresas fossem nacionalizadas, daqui a 20anos ainda tínhamos os mesmos autocarros já calhambeques ao estilo de cuba. Lucro não podiam ter, mas até podia haver negociatas com empresas de manutenção.

É isso que querem dos transportes urbanos de lisboa e porto? Porque é que os utilizadores não pagam o preço certo do bilhete? Tal não impede que haja tarifas sociais.. Não compreendo porque é que geram um buraco. Isso do objectivo não ser o lucro é uma grande fantochada, pois também não deviam gerar dívida, que depois é paga por todos incluindo não-utilizadores. Não quero parecer provínciano, mas gosto de contas certas!

Há várias razões para a esquerda não mudar: ter mais funcionários do estado dá receitas à cgtp.

A questão das taxas moderadoras na IVG, é uma questão política, para ganhar votos, 5mil aqui, 5mil ali para a causa gay e outros tantos para a toxicodependência. São bandeiras políticas, nada mais que isso. Não são sequer causas fraturantes, são votos!
 
Onde o estado mete a pata, é para taxar e para ter tacho.

ou queres preços subsidiados para todos poderem pagar ou não queres e cada empresa faz o preço que quiser.
Eu até sou favorável ao transporte público gratuito pois isso teria um efeito enorme na utilização do automóvel e na qualidade do ar.
 
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