O Estado do País 2015

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Para alguém que se está sempre a demarcar do sectarismo político acho que estás mais próximo dele do que imaginas ou do que queres admitir.

Mas isso é a tua opinião e tens todo o direito a ela. Tal como é minha opinião que é hipócrita quem não vota fazer críticas a quem admite identificar-se com uma ideologia mas não tem nem quer ter partido. Votei PAN. Mais feliz?

Vai mais além. Para ti os homens de direita são também execráveis agressores de mulheres.

Mentira. Só considero isso relativamente aos homens (de direita ou de esquerda) que arranjam desculpas mal amanhadas para o horror que é a violência doméstica neste país. Ainda assim, não os considero execráveis agressores de mulheres (todos os que desculpam a violência gratuita são, para mim, execráveis!). Apenas potenciais ou 'desculpadores'. Aliás, neste mesmo fórum houve posters assumidamente de direita que deixaram bem claro que, para eles, não há desculpa para isso. Chama-se decência e tem pouco ou nada a ver com política.
 
A cara do Aníbal. :lol:

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O Costa tem cara de sofrimento, diz larga a mão estás a magoar-me. Até, está meio torto e tudo. :lmao: :D
 
Como o entendo. Se o Aníbal me apertasse a mão, eu também sofria. :lol:

O Aníbal, político em Portugal com mais vitórias de eleições a nível nacional, quase todas com maioria absoluta, a empossar o político português que perdeu as eleições mais fáceis de sempre e que nunca conseguiu ganhar nada para além de uma eleição municipal. E o anti-democrata é o Aníbal.

Amanhã começa a festa. Vai ser divertido.
 
@Orion , não vale a pena responder a mais nada quando tu afirmas uma coisa que eu já desmenti sei lá quantas vezes. Já disse que sou de esquerda. O motivo pelo qual não poderia nunca ser de direita e sou 'obrigada' a ser de esquerda, é que só a esquerda neste país garante que não existam cidadãos de primeira e cidadãos de segunda (como se comprovou recentemente na AR). Agora, identificar-me com determinados valores, não implica que tenha de me 'vender' a um partido. Não o faço e não o quero fazer. Primeiro, porque não há nenhum partido no actual panorama Português com que me identifique totalmente. Está para ser criado. Segundo, quando as pessoas aderem a um partido, mais cedo ou mais tarde, conscientemente ou não, acabam sempre por trair aquilo em que acreditam (no caso de terem efectivamente valores e acreditarem em alguma coisa...).
Dar 'justificações' destas a um abstencionista, também tem graça. :D Quando fizeres o 'esforço' de levantar o rabo do sofá para efectivamente te manifestares da única maneira verdadeiramente influente para o futuro do teu país, podes tentar dar lições morais de política aos outros.

Olá Cláudia, concordo contigo.
Eu também identifico-me muito mais com os ideais de esquerda. Porém Portugal é um país bastante conservador, leio comentários contra a esquerda todos os dias.

Gosto de ver o actual entendimento da esquerda, entre o António Costa, o PCP, o BE e os Verdes.
Para mim, o actual presidente é talvez dos piores presidentes que vi passar por Belém. E o actual PM é dos que mais defendem os interesses capitalistas (mas capitalistas do grande capital, não dos pequenos empresários).

Portanto e independentemente de ser esquerda ou de direita, independentemente de desejar melhorias no sentido de mais igualdade de oportunidades a nível social, ou a nível financeiro, ou no sentido de estimular a economia dos pequenos empresários, não posso deixar de apoiar António Costa e o apoio do PCP, BE e Verdes.

Gosto de ver os três políticos a surgir com este acordo, que já há muito era necessário na esquerda portuguesa.
Vejo potencial nas três personalidades, no António Costa como um bom facilitador, o Jerónimo de Sousa com a sua veia lutadora pelos direitos dos que menos têm, e na Catarina Martins, pela sua frescura política e ideais bastante similares aos meus.
Já Cavaco e Passos, a meu ver, são dois emissários dos interesses europeus capitalistas. Mesmo os pequenos empresários, têm muitas razões para não votar neles.

Se bem que Costa e companhia, possam travar a onda de austeridade e repor um pouco a economia dos "pequenos e médios portugueses", não têm muita margem de manobra, como o Syriza bem demonstrou. No entanto eu sou positivo, e numa Europa em profunda crise, é preciso termos políticos que façam alguma frente face à Comissão Europeia e BCE, e obriguem-nos a renegociar as suas políticas, tal como por exemplo a Inglaterra tem feito.

Se Costa não for eleito e Passos continuar em gestão, então Passos será obrigado a criar um orçamento sem austeridade e então aí o PS apoiará o PSD.

O povo português elegeu um parlamento dividido entre uma a maioria de esquerda, e uma minoria de direita, que constitui a coligação mais votada.
Passos teve oportunidade para ser um governo minoritário e se conformar com um parlamento de maioria de esquerda, mas decidiu não abrir mão do seu programa de austeridade. Em minha opinião, essa até teria sido a opção ideal para mim (Passos no governo, com um programa que pudesse ser aceito pelo parlamento de esquerda).

Agora Cavaco ditou condições para formar governo. Em minha opinião, Costa têm a opção de dizer que não as aceita. Assim como Cavaco tinha a opção de indigitar Costa sem requerer condições especiais.

O que me parece estranho é que Cavaco possa ser contra a possibilidade de um governo anti-europeu por exemplo (mesmo que Costa não o seja). O Presidente devia ser imparcial e neutro, não um presidente a impor condições de um governo de direita.

Isso para mim, era como ter o Sócrates a Presidente e obrigar um governo do Passos Coelho a ter que votar favoravelmente pela adopção dos casais homosexuais, ou ter o Jerónimo a Presidente e obrigar um governo do Paulo Portas a nacionalizar todos os bancos. Um Presidente não devia agir assim.
 
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O Aníbal, político em Portugal com mais vitórias de eleições a nível nacional, quase todas com maioria absoluta, a empossar o político português que perdeu as eleições mais fáceis de sempre e que nunca conseguiu ganhar nada para além de uma eleição municipal. E o anti-democrata é o Aníbal.

Amanhã começa a festa. Vai ser divertido.

Com a verdade me enganas, ganhou 4 eleições e perdeu para Guterres, perdeu para Sampaio o primeiro governo foi a baixo
 
Com a verdade me enganas, ganhou 4 eleições e perdeu para Guterres, perdeu para Sampaio o primeiro governo foi a baixo

Ganhou 5 eleições e perdeu uma. Das 5 vitórias, 4 foram com mais de 50% dos votos. Só perdeu para Sampaio por uma diferença pequena, a sua única derrota foi com 46% dos votos, bem acima dos 32% da "vitória" de Costa. Quem perdeu contra Guterres foi Fernando Nogueira.
 
mas refaço uma questão, onde esta o problema do ps governar com suporte parlamentar. E volto afirmar em portugal quem indica o governo é a assembleia que é indigitado ou não pelo presidente. Isto vem direitinho num livrinho com o titulo A CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA se desde que votam pensam que votam no candidato a primeiro ministro abram os olhos
 
mas refaço uma questão, onde esta o problema do ps governar com suporte parlamentar. E volto afirmar em portugal quem indica o governo é a assembleia que é indigitado ou não pelo presidente. Isto vem direitinho num livrinho com o titulo A CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA se desde que votam pensam que votam no candidato a primeiro ministro abram os olhos

Nenhum problema. Do mesmo modo não há nenhum problema que o Presidente imponha condições para dar posse a um governo minoritário.

O único problema é que o governo PS não terá suporte parlamentar. A direita já disse que não o apoia, a esquerda nunca o irá apoiar em medidas que vão contra as suas linhas programáticas e que terão que ser feitas. O governo do PS não existirá dentro de um ano.
 
O Aníbal, político em Portugal com mais vitórias de eleições a nível nacional, quase todas com maioria absoluta, a empossar o político português que perdeu as eleições mais fáceis de sempre e que nunca conseguiu ganhar nada para além de uma eleição municipal. E o anti-democrata é o Aníbal.

Amanhã começa a festa. Vai ser divertido.

Lamento, até podia ter 80% dos votos. Ainda assim, não queria apertar-lhe a mão. Aquilo que penso, aquilo por que me rejo, não depende de percentagens. Há coisas que dependem, claro. A minha opinião e aquilo em que acredito, não.
 
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