O Estado do País 2015

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A trajetória acentuada e acelerada da taxa de desemprego já vinha desde o governo de Sócrates, em especial a partir de 2007.
Em 2011, os cofres estavam vazios, quase já não havia modo de financiar o pagamento de pensões e salários. Isso nunca foi desmentido.

E certo que o governo de PPC muitas vezes foi desprositado, rude até nas palavras e deu pouca esperança aos portugueses nas horas mais difíceis ( inabilidade que lhe foi fatal) e teve pouca coragem para mexer a sério nos interesses instalados.

No entanto, e verdadeiramente inquestionável e quase consensual que as acções do governo de Sócrates, mesmo que algumas até com boas intencoes, levaram ao descalabro financeiro e ao início de um processo de pré - insolvência, que se iniciaram na sua vigência.

No governo de PPC não houve milagres , apenas nos conseguimos manter a tona.

E isto que as pessoas deviam ter em mente, com a debilidade ainda existente na nossa situação económico /financeira,qualquer desvio ou aventureirismo, podemos afogar - nos.
 
Sempre que tiveres alguma dúvida sobre o que penso do defunto (des)governo, podes ler este texto. Representa, grandemente, o que penso: http://duas-ou-tres.blogspot.pt/2015/11/nao-lhes-perdoo.html

Começo por uma constatação que me parece uma evidência: este governo é incomparavelmente melhor do que aqueles que existiram desde 2011. O perfil técnico e político das figuras escolhidas por António Costa é de grande qualidade, seguindo aliás aquilo que o PS costuma fazer nos inícios de ciclo, isto é, juntar figuras independentes e com prestigiado perfil académico com fortes e experimentados quadros políticos.

António Costa começa muito bem. Escolhe uma equipa relativamente jovem, colocando na sensível área económica nomes com grande credibilidade, que os mercados acolherão, com toda a certeza, com total confiança. Ninguém poderá dizer que este é um governo "esquerdista" e nenhum dos nomes apresentados pode sugerir que o primeiro-ministro fez, na escolha da sua equipa, qualquer concessão aos seus apoiantes da "esquerda da esquerda". Noto que os nomes-surpresa nas quatro pastas de soberania (aquilo a que os franceses chamam as pastas "régaliennes": Justiça, Administração Interna, Defesa e Negócios Estrangeiros) são, sem exceção, figuras de elevada e indiscutível qualificação, que dão fortes garantias.

http://duas-ou-tres.blogspot.pt/2015/11/o-novo-governo.html

Só falta o Sócrates para o governo ser dejá vú. Por acaso até se podia construir umas pontes entre as ilhas dos Açores. Em termos de engenharia poderiam ser pioneiras no mundo.
 
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http://duas-ou-tres.blogspot.pt/2015/11/o-novo-governo.html

Só falta o Sócrates para o governo ser dejá vú. Por acaso até se podia construir umas pontes entre as ilhas dos Açores. Em termos de engenharia poderiam ser pioneiras no mundo.

Mais uma vez citas-me e depois mencionas coisas que nada têm a ver com o que escrevi. Remeti para um texto, para o qual deixei o link. Tudo o resto são as tuas divagações. Só para que não fiques a pensar que estou a ser rude ou coisa do género, é a última vez que respondo a um post nessas circunstâncias.
 
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A trajetória acentuada e acelerada da taxa de desemprego já vinha desde o governo de Sócrates, em especial a partir de 2007.
Em 2011, os cofres estavam vazios, quase já não havia modo de financiar o pagamento de pensões e salários. Isso nunca foi desmentido.

E certo que o governo de PPC muitas vezes foi desprositado, rude até nas palavras e deu pouca esperança aos portugueses nas horas mais difíceis ( inabilidade que lhe foi fatal) e teve pouca coragem para mexer a sério nos interesses instalados.

No entanto, e verdadeiramente inquestionável e quase consensual que as acções do governo de Sócrates, mesmo que algumas até com boas intencoes, levaram ao descalabro financeiro e ao início de um processo de pré - insolvência, que se iniciaram na sua vigência.

No governo de PPC não houve milagres , apenas nos conseguimos manter a tona.

E isto que as pessoas deviam ter em mente, com a debilidade ainda existente na nossa situação económico /financeira,qualquer desvio ou aventureirismo, podemos afogar - nos.

Considero o teu post bastante equilibrado, honesto e contido. Longe do ridículo do governo heróico, o melhor governo que tivemos, e coisas semelhantes. E até posso concordar contigo sobre o estarmos à tona da água. Como país, talvez sim, isso seja verdade. O que eu não consigo esquecer, no entanto, foram os que entretanto se afogaram.
 
Mais uma vez citas-me e depois mencionas coisas que nada têm a ver com o que escrevi. Remeti para um texto, para o qual deixei o link. Tudo o resto são as tua divagações. Só para que não fiques a pensar que estou a ser rude ou coisa do género, é a última vez que respondo a um post nessas circunstâncias.

É importante analisar o autor. Uma coisa é uma pessoa objetiva outra é uma pessoa com enviesamentos (prévios). Quanto a divagações, ainda vamos comparar o número de palavras por publicação. Olha que quantidade nem sempre é qualidade e muito menos diversidade de informação. Chanfrados há em todos os partidos. A despesa do estado é esta. Pensar sem factos está ao mesmo nível de cortar não sabendo as despesas:

vJHGVuZ.png


http://www.dgo.pt/politicaorcamental/OrcamentodeEstado/2015/OCid_2015.pdf
 
O que vale é que isso tudo vai mudar em breve.
Conversa para boi dormir, como dizem os Brasileiros.

Já agora, tenho tido saudades desse termo "(des)governo". Há uns anos atrás havia um membro do fórum bastante activo mas que praticamente só participava neste tópico e que usava imenso essa expressão do "(des)governo", a par do termo "corja". Esse membro desapareceu quando o Sócrates foi preso, o que foi uma pena.

Por acaso não estás a insinuar que eu sou esse membro ou outra teoria da conspiração semelhante, pois não?
 
É importante analisar o autor. Uma coisa é uma pessoa objetiva outra é uma pessoa com enviesamentos (prévios). Quanto a divagações, ainda vamos comparar o número de palavras por publicação. Olha que quantidade nem sempre é qualidade e muito menos diversidade de informação. Chanfrados há em todos os partidos. A despesa do estado é esta. Pensar sem factos está ao mesmo nível de cortar não sabendo as despesas:

vJHGVuZ.png


http://www.dgo.pt/politicaorcamental/OrcamentodeEstado/2015/OCid_2015.pdf

O João Galamba é 'muita' giro.
 
A emigração elevada já vinha dos Governos de Sócrates.

Parte da fuga de cérebros tem a sua origem no excessivo número de vagas que há em Portugal em alguns cursos. Existem o dobro das vagas necessárias para Enfermagem e para Medicina Dentária. Também há excesso de vagas em Ciências Farmacêuticas e na maior parte dos restantes cursos da área da saúde. Portugal precisa de formar por ano 200 Médicos Dentistas e forma o dobro ou o triplo. Precisa de formar 1200 a 1400 médicos e já caminha para os 2000, no entanto não há condições para mais de 1500 por ano fazerem o internato. Sem dois anos de internato médico não serão autónomos. Parte do excesso de vagas deve-se à existência de inúmeras privadas. Se todas as privadas fechassem acabar-se-ia o problema da excessiva formação de profissionais na área da saúde. É um assunto que merece atenção. O problema do desemprego na área da saúde é inexistente no Norte da Europa e comum no Sul, na Grécia, Itália, e agora em Portugal. Quando se diz que o Passos obrigou os enfermeiros a emigrar está-se a fazer demagogia e a mentir. Os enfermeiros já emigravam quando Sócrates estava no poder e vão continuar a emigrar em massa enquanto o país formar o dobro dos enfermeiros que precisa. Se as pessoas deixassem de procurar estes cursos que oferecem poucas perspectivas de emprego o problema resolver-se-ia. Eu gostaria que os portugueses se interessassem mais pela Matemática. Química, Física e Engenharias, áreas em que até vai havendo algumas saídas profissionais, especialmente em algumas engenharias. E gostaria que se prestasse mais atenção aos cursos técnicos. As pequenas empresas precisam de técnicos e gestores que as façam dar o salto para a exportação, para a modernização, para o crescimento. É preciso pôr termo à obsessão que os jovens nutrem pela área da saúde.
 
Já agora, tenho tido saudades desse termo "(des)governo". Há uns anos atrás havia um membro do fórum bastante activo mas que praticamente só participava neste tópico e que usava imenso essa expressão do "(des)governo", a par do termo "corja". Esse membro desapareceu quando o Sócrates foi preso, o que foi uma pena.

Por acaso não estás a insinuar que eu sou esse membro ou outra teoria da conspiração semelhante, pois não?

Quando tiveres um pouco de tempo, agradecia que respondesses à minha pergunta e me esclarecesses.
 
Não, é o estilo muito similar.

Óptimo. É que ao contrário de grande parte dos membros, Cláudia é mesmo o meu nome. R e M são os meus apelidos, A minha foto de perfil foi tirada de uma das minhas varandas, sendo que quem conhece a cidade de Viseu sabe bem qual é a rua, estou registada neste fórum desde Dezembro de 2009, nunca postei antes como mais ninguém e nunca ninguém, para além de mim, usou a minha conta neste fórum.
Quanto aos termos usados, não é preciso muito para perceber. Digamos que é léxico de experiência feito.
 

Lá fora:

Yet Sweden has had limited success in absorbing its new countrymen and women. According to the National Audit Office, only 53 percent of refugees who arrived in 2003 had found jobs by 2013. Of those who arrived two years ago, only about 30 percent are now employed. Sweden’s unemployment rate is currently 7 percent.

http://www.bloomberg.com/news/artic...elcome-to-sweden-you-ll-get-a-job-in-a-decade

After a trek from Turkey with her three children to reunite with her husband in Berlin, the 23-year-old in her long black coat and cream headscarf wants to leave the city she thought would be a “paradise” and return to a Muslim country.

“I don’t want roots here, I don’t want to learn German or to integrate,” she said in Arabic, as she endured the rain on an October morning, asking not to be identified by her full name after escaping the violence at home. “I won’t need to, anyway, because I’m here only until the war in Syria is over.”

Ahmed, another 23-year-old Syrian, has been in the country longer. His parents paid smugglers to get him to Germany more than two years ago, and he still hasn’t found a job. He doesn’t want to go to language classes, and supplements his 400-euro ($443) monthly stipend from the government by working off the books at Arab-run businesses.

“I regret coming here,” said Ahmed, also asking not to be identified by his full name after avoiding being drafted into the Syrian army. “The other day, I asked my friends who’d want to return, seven out of nine raised their hands. The rest have their families here.”

http://www.bloomberg.com/news/artic...t-challenge-in-syrians-unwilling-to-integrate

Eu fico banzo com algumas pessoas. O PM francês e os republicanos dos EUA não querem receber refugiados. Mas continuam a fabricar refugiados com os seus bombardeamentos e armas para idiotas úteis. Basta um terrorista na onda de refugiados para 'contaminar' 1000 legítimos. Se bem que para a Europa só vêm os homens. Dizer isto é xenófobo. Veja-se as críticas que se fizeram no caso do Canadá que numa fase inicial rejeitou homens solteiros (novamente, são a larga maioria). De resto, é normal que escolham os países mais ricos. Não é isso que os europeus também fazem? E nem é pelo capitalismo. É mais pelo que ouvem:

http://www.dw.com/en/whats-all-the-fuss-about-germany/a-18688421

Omar Sirwan, an ethnic Kurd from Iran, said he started his journey to Europe on July 29. When he got to Istanbul, he paid a smuggler 8,000 euros to get him to England. “I like the people; I know about the country. I speak a little English,” he said. “Here I know nothing.”

This is what he thinks he knows about England: When he gets there, he will get money every month until he finds work. He will get a house.

Os germanos estão tramados. Bem que querem expulsá-los mudá-los para os outros países europeus mas...

Borissov cited cases when refugees have been apprehended 6 or 7 times trying to leave the country. Each time they had been returned to the refugee centres, and each time they have attempted again to cross the border again, he said.

Even with relocation, there are no asylum seekers willing to come to Bulgaria, Borissov said.

http://www.euractiv.com/sections/ju...rns-germany-against-returning-migrants-319435

Afirmação potencialmente xenófoba (quem aborda este assunto sem ter visões utópicas é xenófobo hoje em dia) mas que penso que é inteiramente verdade. As elites alemães, até certo ponto, ficaram desiludidas com os refugiados. No princípio eram vistos como a mão de obra (barata?) para os próximos 20/30/40 anos. Mas como 80% deles não tem grandes qualificações passaram de investimento de médio prazo a prejuízo interminável.

Alguns países, como a Alemanha ou a Dinamarca, já estão a evitar a vinda de refugiados através da propaganda:

http://www.thelocal.de/20151116/germany-to-afghans-think-twice-before-coming

http://www.independent.co.uk/news/w...th-newspaper-adverts-in-lebanon-10490666.html
 
Última edição:
Já a muito tempo que não ouco os comunistas referirem -se ao pacto de estabilidade como o pacto de agressão.

Pelo menos uma coisa boa no acordo, foi foi que AC conseguiu domesticar os comunistas. Já não era sem tempo. :lol:

Ao menos , nos próximos tempos, enquanto o PCP não tirar o tapete ao PS, não vão haver greves nem manifestações politicamente organizadas.
Assim, quem tirar o passe nos transportes públicos não fica a arder e podemos andar mais a vontade na rua. :lol:

E, claro, as criancinhas não ficam sem escola.
 
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