O Estado do País 2015

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Utilizar a média de Ed. Física na média de Secundário é perverso, é um crime contra os jovens levado a cabo por loucos que vivem com as suas crenças e ideologias mas que desconhecem a realidade. Conheço vários casos de alunos de escolas públicas que não ingressaram no curso que queriam por causa da nota de Ed. Física, casos de jovens que por não saberem jogar futebol tinham 12 e depois ficavam com a média interna estragada, há cursos e faculdades onde a média se discute às centésimas, um 12 ou um 13 a Ed. Física pode fazer a diferença entre ingressar ou não ingressar. Em contrapartida sei de um caso de um Externato do Porto onde os alunos tinham todos 19 ou 20 a Ed. Física, para facilitar o acesso ao Superior. Usar a média de Ed. Física vai provocar grandes injustiças, haverá colégios privados a oferecer 20, haverá professores em escolas públicas que dão notas baixíssima aos desengonçados, que poderão ficar assim impedidos de entrar no curso que querem. Cada vez acho esta Esquerda mais nojenta, sinceramente o que sinto é mesmo nojo.
 
A oferta da religião moral (ou lá como se chama agora) só devia existir nas escolas públicas se existisse uma alternativa para as religiões dos outros alunos não Católicos. Então os Evangélicos? E as Testemunhas de Jeová? E os Judeus? E os Muçulmanos? Ou há para todos ou não há para ninguém. Eu cá acho que não deve haver para ninguém. A religião deve estar nos templos e nos lares das pessoas que as praticam. Ou então, em escolas religiosas. A escola pública não deve contribuir para isso. Já se fala de religião/religiões na disciplina de História, chega.

Concordo contigo. No caso da EMRC, parece-me uma despesa inútil do Estado. Todas as paróquias do país ou quase todas têm catequese. Quem quiser dá educação católica pode colocar os filhos na catequese, é gratuito e normalmente ao pé da porta.
 
Há uma enorme confusão em relacao a religião e moral. Essas aulas não são de catequese.
Dou o meu exemplo. Tirando um ano que tive um padre chato, a maior parte dos meus professores de Religião e Moral deram verdadeiras aulas Ede cidadania, onde falamos dis problemas dos adolescentes ( todos mesmo, sem excepção, mesmo de educação sexual e coisas do genero). E nunca falamos sequer de religião.
Eram verdadeiras aulas de cidadania.
 
Há uma enorme confusão em relacao a religião e moral. Essas aulas não são de catequese.
Dou o meu exemplo. Tirando um ano que tive um padre chato, a maior parte dos meus professores de Religião e Moral deram verdadeiras aulas Ede cidadania, onde falamos dis problemas dos adolescentes ( todos mesmo, sem excepção, mesmo de educação sexual e coisas do genero). E nunca falamos sequer de religião.
Eram verdadeiras aulas de cidadania.

Mas a cidadania deve ser incutida em aulas? Ou não deveria caber à família e à comunidade local esse papel? Uma tema interessante para reflectir.
 
O ideal seria em todos os sítios.
A educação para a cidadania é obrigatória. Até à revogação (em boa hora!) do DL 6/2001, existia uma área chamada Formação Cívica, em que se fazia essa educação para a cidadania. Depois dessa revogação, passou a existir uma coisa chamada "Oferta Complementar", que consiste numa aula de 50 minutos por semana que as escolas têm autonomia para utilizar como entenderem. A esmagadora maioria atribuiu essa aula ao Diretor de Turma (2.º e 3.ºciclos) para tratar de assuntos inerentes a essa função (DT) e para a educação para a cidadania. É aí que entra a famigerada educação sexual (obrigatório 12 horas por ano). À escola são atribuídas cada vez mais responsabilidades: Educação para a cidadania, para a sexualidade, para a saúde, para o empreendedorismo, para o combate aos maus tratos na infância, para o combate à violência doméstica.. Tudo causas muito nobres e importantes. Mas, no meio disto tudo, onde ficam as aulas? Onde fica a aquisição de saberes básicos, mesmo que rotineiros, mas que não podem deixar de ser transmitidos sob pena de perdermos conhecimento que demorou muita gerações a ser construído... Quem trabalha na educação, sente isto todos os dias. Infelizmente, muitos professores, gostam é desse folclore e desprezam a sala de aula... se calhar por lacunas graves na sua formação científica. Mas isso é outra conversa...
 
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A Educação Sexual como disciplina é um absurdo. O estudo deste tema deve ser incluído nas aulas de Ciências Naturais e basta. O que precisa saber um jovens de 14 anos? Noções básicas de anatomia reprodutiva, noções básicas de fisiologia reprodutiva, nomes das principais DSTs e como se previnem, e o calendário base do desenvolvimento da infância ao final da puberdade. Isto são conhecimentos que se transmitem ao longo dos anos em Ciências da Natureza.
 
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A oferta da religião moral (ou lá como se chama agora) só devia existir nas escolas públicas se existisse uma alternativa para as religiões dos outros alunos não Católicos. Então os Evangélicos? E as Testemunhas de Jeová? E os Judeus? E os Muçulmanos? Ou há para todos ou não há para ninguém. Eu cá acho que não deve haver para ninguém. A religião deve estar nos templos e nos lares das pessoas que as praticam. Ou então, em escolas religiosas. A escola pública não deve contribuir para isso. Já se fala de religião/religiões na disciplina de História, chega.
E porque não? Desde que haja inscrições suficientes para formar uma turma, não encontro entraves..
 
DavidSf, tocaste num tema que até faria sentido: política

Preparar os jovens para o exercício da democracia, penso que é útil, falar abertamente dos pontos positivos e distintivos das diversas ideologias e da constituição portuguesa, seriam uma boa preparação. Julgo que o bloco esquerda até pretende que o voto possa ser exercido aos 16anos, para isso os jovens necessitam de ter uma base de conhecimento e não de cassetes em ambiente de tasca.

Educação física não se resume à prática de um desporto.. Porque não fisioterapia ou terapia ocupacional?

A educação nasce em casa, mas todos sabemos que hoje em dia, pouco tempo sobra e a paciência é pouca. A escola deve oferecer ou complementar para colmatar eventuais défices na sociedade. Religião, cidadania, política, ambiente, protecção civil, gestão de conflitos, sei lá.. O que fizer falta.
 
DavidSf, tocaste num tema que até faria sentido: política

Preparar os jovens para o exercício da democracia, penso que é útil, falar abertamente dos pontos positivos e distintivos das diversas ideologias e da constituição portuguesa, seriam uma boa preparação. Julgo que o bloco esquerda até pretende que o voto possa ser exercido aos 16anos, para isso os jovens necessitam de ter uma base de conhecimento e não de cassetes em ambiente de tasca.

É impossível dissociar aquilo que os alunos aprendem das opiniões pessoais do professor. Os professores não são máquinas (felizmente) e as aulas de política seriam, inevitavelmente, uma evangelização ideológica (ou, pior ainda, partidária). Estás a ver um Mário Nogueira a dar estas aulas?

Sobre o voto aos 16 anos, não tenho nada contra. A iliteracia política é transversal a todas as idades, e nem por isso (felizmente) há restrições ao voto. Várias vezes já vi idosos a dizer que votavam neste ou naquele candidato por se vestirem bem, serem bonitos ou porque lhes ofereceram um boné. Até entre os políticos existe iliteracia política e ignorância histórica: uma corrente dentro do PS é apelidada de "jovens turcos" e ainda ninguém se indignou por isso. É mais ou menos equivalente a chamarem-lhes nazis (apenas uma diferença na quantidade de milhões de mortos do respectivo genocídio), mas eles não reclamam e até devem achar muita graça.

Mas a cidadania deve ser incutida em aulas? Ou não deveria caber à família e à comunidade local esse papel? Uma tema interessante para reflectir.

Não, a cidadania deve ser incutida pela família e deve ser adquirida por cada indivíduo ao longo da sua vida (não compreendo a complacência com a passividade, como se hoje o conhecimento não estivesse tão facilmente acessível). A escola tem como dever transmitir conhecimentos e conceitos básicos, universalmente aceites, de boa educação e sã convivência entre todos. Mais do que isso é dar autorização a um professor, a um corpo docente, a um agrupamento de escolas ou a um ministério, de formar a personalidade dos cidadãos de amanhã. Em democracias consolidadas e sociedades evoluídas não seria um problema grave, mas esses casos são a excepção. Em Portugal, até a forma como se contam algumas histórias da História está um pouco enviesada, imagine-se o que seria uma disciplina de Política ou Cidadania.
 
Num país com 10 milhões de almas há menos de 2000 judeus e uns escassos milhares de muçulmanos. Mais de 80 ou 90% dos portugueses são católicos. Não faz sentido bater na tecla de disciplinas equivalentes à EMRC para minorias sem qualquer expressão. Os Testemunhas de Jeová, por exemplo, tratam eles próprios da educação religiosa dos seus membros sem pedinchar ao Estado.
 
Não, a cidadania deve ser incutida pela família e deve ser adquirida por cada indivíduo ao longo da sua vida (não compreendo a complacência com a passividade, como se hoje o conhecimento não estivesse tão facilmente acessível). A escola tem como dever transmitir conhecimentos e conceitos básicos, universalmente aceites, de boa educação e sã convivência entre todos. Mais do que isso é dar autorização a um professor, a um corpo docente, a um agrupamento de escolas ou a um ministério, de formar a personalidade dos cidadãos de amanhã. Em democracias consolidadas e sociedades evoluídas não seria um problema grave, mas esses casos são a excepção. Em Portugal, até a forma como se contam algumas histórias da História está um pouco enviesada, imagine-se o que seria uma disciplina de Política ou Cidadania.

Acho que estás a negar aquilo que já está estabelecido. Um professor também é de certa forma educador. Quando incute regras e disciplina nomeadamente. E o que faz um(a) educador(a) infantil senão formatar as crianças para a aprendizagem e relacionamento social?
Por alguma razão chamamos disciplinas (disciplina) no secundário e cadeiras (assento, vaga) no ensino superior. Na escola primária, não há cadeiras nem disciplinas, mas há professores de ensino básico. Negar o papel educador, não me parece realista.
 
Acho que estás a negar aquilo que já está estabelecido. Um professor também é de certa forma educador. Quando incute regras e disciplina nomeadamente. E o que faz um(a) educador(a) infantil senão formatar as crianças para a aprendizagem e relacionamento social?
Por alguma razão chamamos disciplinas (disciplina) no secundário e cadeiras (assento, vaga) no ensino superior. Na escola primária, não há cadeiras nem disciplinas, mas há professores de ensino básico. Negar o papel educador, não me parece realista.

O papel de educador nunca o neguei:

A escola tem como dever transmitir conhecimentos e conceitos básicos, universalmente aceites, de boa educação e sã convivência entre todos.


Ensinar boas maneiras e regras básicas e universalmente aceites. Nada mais. Não incutir qualquer religião ou ideologia.
 
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