O FMI admite que a consolidação orçamental prevista no programa de ajustamento português provocou um aumento da dívida pública acima do esperado, lembrando que em Portugal a dívida face ao PIB aumentou quase 20 pontos em três anos.
Num relatório de avaliação de programas de resgate financeiro em 27 países iniciados entre 2008 e 2013 divulgado hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirma que "o efeito de contração da consolidação orçamental na procura pode ter contribuído, com outros fatores, para aumentar o rácio de dívida pública face ao PIB [Produto Interno Bruto] mais do que o esperado no curto prazo".
Esse é o caso de Portugal, um dos países analisados neste relatório, indicando o Fundo que "esta tendência foi exacerbada devido a custos de recapitalização da banca", bem como "da reclassificação da dívida de empresas públicas que estavam anteriormente fora do perímetro das administrações públicas".
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) admitiu hoje que os programas de assistência financeira dos países que pertencem a moedas únicas, como é o caso de Portugal, podem ser mais longos e precisar de mais financiamento.
O FMI publicou hoje um relatório em que avalia as suas intervenções nos 32 programas de resgate de 27 países que financiou entre setembro de 2008 e junho de 2013, num total de 577 mil milhões de dólares (526,5 mil milhões de euros).
Entre estes programas financiados pelo Fundo estão países da zona euro, incluindo Portugal, economias emergentes, pequenos Estados e países do Médio Oriente e Norte de África.
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