O Estado do País 2016

Curiosamente as áreas de eucaliptal devidamente ordenadas e vigiadas não registam ocorrência de fogos. Porque será?

Porque os acessos são limitados. Raramente são atravessadas por vias publicas.

Se repararem nas nossas estradas nacionais, municipais e outras sobre alçada das câmaras, em 95% dos casos não têm as valetas limpas de erva/mato. Eu diria que mais do que limpar as valetas, deviam passar a pente fino com motoroçadoras uma faixa de 5m para cada lado das estradas, limpas de erva / mato.

Serem vigiadas também é um ponto a favor. Antigamente colhia-se a resina dos pinheiros, as florestas eram sempre "caminhadas" pelas populações para aceder às hortas. Qualquer alminha com ideias fora do sítio, teria receio de estar a ser visto por algum vizinho.
 
Curiosamente as áreas de eucaliptal devidamente ordenadas e vigiadas não registam ocorrência de fogos. Porque será?

Porque não tem praticamente estrato arbustivo. Que é o grande " combustível " dos incêndios. Os grandes eucaliptais ordenados consomem todo o estrato arbustivo, no solo quase só se vê pedras e rochas, têm zero de biodiversidade. E, muito importante, não são florestas.
E, como é óbvio, a longo prazo irão provocar uma brutal erosão do solo.
Quem tiver dúvidas, que venha ao Norte ver algumas áreas dessas.
 
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Oficiais das Forças Armadas criticam "negócio" aéreo do combate aos fogos

O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, António Mota, diz que é um "crime de lesa-pátria" a atribuição a empresas privadas o combate aéreo aos fogos florestais.

"O poder político afastou por completo a Força Aérea do combate aos incêndios e isso ninguém entende. É um crime de lesa-pátria", critica o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, António Mota, em declarações ao "Jornal de Notícias".

Aquele tenente-coronel diz que não faz sentido os portugueses estarem a pagar o combate aos incêndios a empresas privadas depois de existir uma rede da Força Aérea capaz de responder ao flagelo, com aeródromos e profissionais.

"Os pilotos são pilotos o ano todo e não apenas no verão. São custos que os portugueses já têm. O piloto tanto sai para fazer o transporte de bombeiros para a Madeira, como está a acontecer agora, como segue para apagar um fogo em Arouca", disse.

António Mota acrescenta que "os militares estão preparados e interessados nessa missão, mas alguém decidiu retirar essa competência à Força Aérea. É um negócio que envolve muitos milhões de euros".

Críticas no Facebook

As declarações do presidente da AOFA surgem horas depois de ter surgido na página oficial da associação no Facebook uma publicação assinada por um coronel que critica o "negócio" aéreo que envolve o plano de combate a incêndios em Portugal.

O texto, assinado por João Marquito, deixa clara a crítica à forma como foi retirada às Forças Armadas a função de operar os meios aéreos envolvidos no combate aos incêndios.

"O MAI (Ministério da Administração Interna) recusou entregar à Força Aérea, a gestão e operação dos meios aéreos de combate a incêndios, bem como os de emergência médica, optando por manter o actual estado de coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu "interesse" e custos acumulados para todos, incluindo contratação dentro e fora do país", pode ler-se na publicação.


http://www.jn.pt/nacional/interior/...gocio-aereo-do-combate-aos-fogos-5333646.html

Sempre defendi essa ideia, a de por ao serviço a força aérea, no combate aos incêndios. É necessário adaptar helicópteros e comprar aviões, pois é! Mas é um investimento que se vai pagando. Oops.. :)

Mas o lobbie deve ser muito forte, pois quando se toca no assunto, é-se logo redicularizado. A força aérea, o exército são para defender as populações e não apenas para missões em países distantes. Quando não querem usar todos os recursos que temos para defender o nosso território e populações, alguma coisa vai mal na cabecinha de alguns governantes!
 
Porque não tem praticamente estrato arbustivo. Que é o grande " combustível " dos incêndios. Os grandes eucaliptais ordenados consomem todo o estrato arbustivo, no solo quase só se vê pedras e rochas, têm zero de biodiversidade. E, muito importante, não são florestas.
E, como é óbvio, a longo prazo irão provocar uma brutal erosão do solo.
Quem tiver dúvidas, que venha ao Norte ver algumas áreas dessas.

Atenção que a seiva do eucalipto contém eucaliptol, um oleo responsável pelo odor no eucaliptal!

Pode inflamar-se acima dos 52ºC, daí que, quando se aproxima um incendio, o calor faz com que o eucalipto "transpire" algo e se inflame ainda antes de ser atingido diretamente pelas chamas.

SECÇÃO 9: Propriedades físico-químicas
9.1 Informações sobre propriedades físicas e químicas de base
Aspecto
Estado físico líquido (fluido)
Cor incolor
Odor característico
Limiar olfactivo Sem dados disponíveis
Outros parâmetros físico-químicos
pH (valor) Esta informação não está disponível.
Ponto de fusão/ponto de congelação -1,3 °C
Ponto de ebulição inicial e intervalo de ebulição 177 °C a 101,3 kPa
Ponto de inflamação 52 °C
Taxa de evaporação sem dados disponíveis

Fonte: https://www.carlroth.com/downloads/sdb/pt/7/SDB_7244_PT_PT.pdf
 
Toda esta situação provocada pelos incêndios é dantesca, quer para as populações do Norte e Centro do continente, como para os Madeirenses. Há muito a fazer para evitar estas situações ou, pelo menos, atenuar as suas consequências. Importa legislar bem e não muito, como é habitual neste país e meter os responsáveis à sombra durante vários e longos anos onde não façam o mesmo.
Mas também sabemos que, neste cantinho da Europa, normalmente a culpa morre solteira e iremos continuar a ver estas desgraças, ano após ano...
Importante é pensar em todas as consequências humanas, ambientais e económicas que isto irá originar. Igualmente, e principalmente para o caso da Madeira, esperemos que o Outono não venha com episódios de chuvadas repentinas, pois com a remoção da cobertura vegetal por causa dos incêndios, qualquer precipitação significativa poderá provocar outra tragédia... :(
Atenção que a seiva do eucalipto contém eucaliptol, um oleo responsável pelo odor no eucaliptal!

Pode inflamar-se acima dos 52ºC, daí que, quando se aproxima um incendio, o calor faz com que o eucalipto "transpire" algo e se inflame ainda antes de ser atingido diretamente pelas chamas.

SECÇÃO 9: Propriedades físico-químicas
9.1 Informações sobre propriedades físicas e químicas de base
Aspecto
Estado físico líquido (fluido)
Cor incolor
Odor característico
Limiar olfactivo Sem dados disponíveis
Outros parâmetros físico-químicos
pH (valor) Esta informação não está disponível.
Ponto de fusão/ponto de congelação -1,3 °C
Ponto de ebulição inicial e intervalo de ebulição 177 °C a 101,3 kPa
Ponto de inflamação 52 °C
Taxa de evaporação sem dados disponíveis

Fonte: https://www.carlroth.com/downloads/sdb/pt/7/SDB_7244_PT_PT.pdf


Sim, também é verdade. A velocidade de propagação de um incêndio entre eucaliptos é incrível, torna impossível qualquer ataque por parte dos bombeiros ( para aquelas que dizem que tudo arde, é verdade. Mas num eucaliptal, essa velocidade é extraordinariamente incrementada, fazendo disparar a área ardida e o aumento de focos de incêndios, essa é que é a verdade) .
Eu já assisti de perto a um incêndio num eucaliptos e a outro numa zona de folhosas. No eucaliptal, o combate é muito mais difícil e a velocidade de propagação do incêndio é incrível, assustador mesmo.
 
Lição de como tirar água do capote! Enquanto o Albuquerque (Madeira) ainda anda a pedir parecer sobre meios aéreos, esta veio de férias caladita com o Costa que ainda disse uma palavritas de circunstância, saídas a muito custo sobre a calamidade dos incêndios, encomendando mais um n-ésimo grupo de trabalho sobre os incêndios lá para o fim de setembro. Já tivemos quantos estudos nos últimos 40 anos? 50, 100, 500??

Ministra queria “maior solidariedade” da Europa

"Estava à espera de uma maior solidariedade dos parceiros europeus”, afirmou a ministra, sublinhando que Marrocos, apesar de não pertencer à União Europeia, respondeu prontamente ao pedido de auxílio."

Fonte:
http://observador.pt/2016/08/11/ministra-queria-maior-solidariedade-da-europa/
 
Lição de como tirar água do capote! Enquanto o Albuquerque (Madeira) ainda anda a pedir parecer sobre meios aéreos,

O da Madeira faz o mesmo (realisticamente não se pode esperar outra coisa).

AJJ em 2010:

Alberto João Jardim garante que a Madeira não reúne condições meteorológicas, ambientais e financeiras para recorrer aos meios aéreos no combate aos incêndios. Mas, nem sempre pensou assim e chegou mesmo a considerar o helicóptero "um meio ideal".

MA ontem:

O líder madeirense argumentou que existe “um conjunto de pareceres contraditórios sobre a matéria”, apontando existirem opiniões de que, devido às condições climatéricas e orográficas da Madeira, “é quase impossível e suicidário fazê-lo, por causa dos ventos, vales, etc”.

E a ministra:

Nas declarações à SIC Notícias, a ministra explicou que os meios aéreos que chegam quinta-feira a Portugal para ajudar no combate aos fogos não vão atuar na Madeira, porque o arquipélago não tem condições operacionais para a sua utilização.

"É preciso ter postos de abastecimento e isso não existe, mas é algo que o Governo Regional da Madeira poderá equacionar", disse a ministra, remetendo para o executivo do Funchal mais explicações por se tratar de uma região autónoma.

Novamente, não tenho conhecimento da existência de lagoas ou grandes reservatórios de água doce na Madeira. Os hotéis até podem ser bastante magnânimos e disponibilizarem a água das suas piscinas mas duvido que isso vá servir de muito quando a densa fumaça encobrir completamente o Funchal.

Quanto aos incendiários, com o EI pode-se aprender algumas coisas:

- Permitir linchamentos públicos;

- Prendê-los em jaulas e queimá-los vivos;

- Decapitá-los e empalar a sua cabeça numa estaca para servir de aviso;

- Enforcá-los numa das muitas pontes que há na Madeira (e deixá-los lá até caírem de podre).

Tal como na pena de morte é pouco provável que isso por si só impeça mais crimes (no caso, incêndios). Mas a sede de justiça da população seria saciada e o regime salvaria um pouco a face.

Isto é na teoria. Na prática a maioria das pessoas não ficaria no local a ver. Mas isso é outra história:lol:
 
Última edição:
Não escrevam disparates desses, tenham alguma contenção.
 
Curiosamente as áreas de eucaliptal devidamente ordenadas e vigiadas não registam ocorrência de fogos. Porque será?

Acabadinha de sair esta notícia:

Arderam mais de 710 hectares de floresta da Navigator e da Altri

Os incêndios dos últimos dias atingiram mais de 710 hectares de floresta das papeleiras The Navigator Company, antiga Portucel/Soporcel, e do grupo Altri, disse hoje fonte do agrupamento AFOCELCA.

"Entre os dias 06 e 09 de agosto [sábado e terça-feira], arderam 710,5 hectares de floresta - pinheiro e eucalipto - das empresas representadas na AFOCELCA", o agrupamento que reúne aquelas empresas com o objectivo de apoiar o combate aos incêndios nas suas propriedades, avançou à Lusa a fonte.

A AFOCELCA, que também pode actuar em outras áreas, se for solicitada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), abrange cerca de 215 mil hectares de floresta."

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/empr...ares_de_floresta_da_navigator_e_da_altri.html

Fazendo as contas:

Área de Portugal = 92090km2 = 92090x10x10= 9209000ha
Área AFOCELCA = 215000ha

Área ardida da AFOCELCA = 710.5/215000 = 0.33%
Se a % de área ardida em Portugal fosse igual à da AFOCELCA= 9209000ha x 0.33% = 30389.7ha

Desconheço a área ardida em Portugal entre os dias 06 e 09 de agosto, mas certamente que não deve haver grande diferença.. Para tal teriam de ter ardido neste periodo mais de 30389.7ha, para avaliarmos a eficiencia da proteção das florestas entre AFOCELCA e Portugal no geral.
 
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http://economico.sapo.pt/noticias/c...atar-florestas-e-evitar-incendios_255792.html

Quando não se quer resolver nada, cria-se grupos de trabalho para analisarem os incêndios e quando chegar-se a Novembro já ninguém se lembra, para o ano volta a arder tudo e cria-se mais um grupo de trabalho, que nada fazem e é só para criar mais uns tachos para os amigos.


Como a UE não mandou montes de aviões para combater os incêndios, o Costa e companhia estão todos revoltados, mas se calhar esqueceu-se que só ontem é que pediu ajuda, enquanto Portugal já ardia há mais de 1 semana. :rolleyes:

Melhor do Costa, é ir à Madeira e dizer que está tudo normal, a ilha está a funcionar ainda há turistas... Será que é isso que mais importa agora? Quando morreram 3 pessoas, por causa dos incêndios, quando arderam mais de 100 casas e vai um PM à Madeira dizer que está tudo normal e que mostra-se mais preocupado com os turistas do que com aqueles que perderam as casas. :buh:
 
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E este "grupo de trabalho"? O que tem andado a fazer nos últimos anos?
https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2009/01/00900/0027300295.pdf
"No âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, cabe: a) À Autoridade Florestal Nacional a coordenação das acções de prevenção estrutural, nas vertentes de sensibilização, planeamento, organização do território florestal, silvicultura e infra -estruturação. b) À Guarda Nacional Republicana a coordenação das acções de prevenção operacional relativas à vertente da vigilância, detecção e fiscalização; c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 — Compete à Autoridade Florestal Nacional a organização e coordenação do dispositivo de prevenção estrutural, que durante o período crítico se integra na estrutura operacional coordenada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. 5 — Compete ainda à Autoridade Florestal Nacional a manutenção, à escala nacional, de um sistema de informação relativo a incêndios florestais (SGIF), através da adopção de um sistema de gestão de informação de incêndios florestais e o registo cartográfico das áreas ardidas."
 
E este "grupo de trabalho"? O que tem andado a fazer nos últimos anos?
https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2009/01/00900/0027300295.pdf
"No âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, cabe: a) À Autoridade Florestal Nacional a coordenação das acções de prevenção estrutural, nas vertentes de sensibilização, planeamento, organização do território florestal, silvicultura e infra -estruturação. b) À Guarda Nacional Republicana a coordenação das acções de prevenção operacional relativas à vertente da vigilância, detecção e fiscalização; c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 — Compete à Autoridade Florestal Nacional a organização e coordenação do dispositivo de prevenção estrutural, que durante o período crítico se integra na estrutura operacional coordenada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. 5 — Compete ainda à Autoridade Florestal Nacional a manutenção, à escala nacional, de um sistema de informação relativo a incêndios florestais (SGIF), através da adopção de um sistema de gestão de informação de incêndios florestais e o registo cartográfico das áreas ardidas."

@FSantos desculpa o humor negro, mas creio que têm andado a queimar tempo... :dry::facepalm:
 
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