O Estado do País 2016

o cadastro predial começou nos anos 30 do século passado e nunca será completado.
Vai custar uma fortuna e ainda andarão cá os netos dos teus bisnetos a fazê-lo, mesmo com a tecnologia atual.
Milhões de prédios rústicos por definir geograficamente... medir áreas de terrenos com um palito.

é só ver o que falta fazer.
http://www.dgterritorio.pt/cadastro..._rustica__cgpr_/consultar_seccoes_cadastrais/

Não devia custar uma fortuna. Os impostos sobre propriedades rurais, chegam e sobram para manter o cadastro predial atualizado. Para onde foi esse dinheiro, desde os anos 30?

Essa é a verdadeira questão! Pagamos impostos que assentam num cadastro, que depois não é mantido atualizado. Agreste, depois aparecem políticos que dizem que é uma fortuna. Pois é.. o proprio estado não faz o seu trabalho.
 
Há uma indústria do fogo. Não são só os pirómanos. Para além disso, há as questões mesquinhas, das invejas e dos ódios, que com alguma frequência, são resolvidas à chama, em vez da bala. Juntem-se os tarados do fogo, os acidentes e o descaso e é quase todos os anos isto. Tenho 37 anos e desde que me lembro que é a mesma coisa. E se continuar por cá, não prevejo que seja diferente.
 
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Há uma indústria do fogo. Não são só os pirómanos. Para além disso, há as questões mesquinhas, das invejas e dos ódios, que com alguma frequência, são resolvidas à chama, em vez da bala. Juntem-se os tarados do fogo, os acidentes e o descaso e é quase todos os anos isto. Tenho 37 anos e desde que me lembro que é a mesma coisa. E se continuar por cá, não prevejo que seja diferente.

Existe industria do fogo, mas não tanto como se pensa, antigamente qualquer fogo que ocorria, acusavamos logo os madeireiros . Por vezes, existe interesse em lançar fogo, para criar pastos no inverno/primavera (pastorícia).

A lei penal não é suficientemente pesada, pois uma morte causada pelo fogo, não é equiparada a homicídio apesar de provado que existiu um incendiário e motivo futil ou não para incendiar.

Os incendiários saem em liberdade e fica no tribunal quem os prendeu, por vezes, fora do horário de serviço (sem pagamento). Nem pena suspensa levam, senão como se explica que os piromanos sejam reincidentes e libertados novamente? Qualquer dia, dizem que as apresentações periodicas dos piromanos são desumanas..

É tudo muito injusto, as famílias destroçadas, os pertences, as propriedades devastadas, a diversidade da natureza que vai perdendo terreno, incendio após incendio, para mais e mais eucaliptos / mimosas!
 
Existe industria do fogo, mas não tanto como se pensa, antigamente qualquer fogo que ocorria, acusavamos logo os madeireiros . Por vezes, existe interesse em lançar fogo, para criar pastos no inverno/primavera (pastorícia).

A lei penal não é suficientemente pesada, pois uma morte causada pelo fogo, não é equiparada a homicídio apesar de provado que existiu um incendiário e motivo futil ou não para incendiar.

Os incendiários saem em liberdade e fica no tribunal quem os prendeu, por vezes, fora do horário de serviço (sem pagamento). Nem pena suspensa levam, senão como se explica que os piromanos sejam reincidentes e libertados novamente? Qualquer dia, dizem que as apresentações periodicas dos piromanos são desumanas..

É tudo muito injusto, as famílias destroçadas, os pertences, as propriedades devastadas, a diversidade da natureza que vai perdendo terreno, incendio após incendio, para mais e mais eucaliptos / mimosas!

A indústria do fogo é uma realidade. E vai para além dos madeireiros, claro. Há variadíssimos interesses no meio disto tudo. Os acidentes, os descuidos e a negligência também são factores. Diria que a verdadeira piromania não é o principal factor desta tragédia recorrente, mas não tenho qualquer prova disso. É só uma opinião. Quanto à justiça, já falei sobre isso num outro post.
 
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Os eucaliptos e as austrálias são uma praga neste país.
Enquanto não nos convencermos que é preciso paulatinamente eliminar a sua existência isto não vai lá.
A indústria que depende deles deve ter uma área limitada às suas necessidades e tudo o resto deve ser substituído pelas florestas originais.
Não é fácil mas não é impossível.
 
Há uma indústria do fogo. Não são só os pirómanos. Para além disso, há as questões mesquinhas, das invejas e dos ódios, que com alguma frequência, são resolvidas à chama, em vez da bala. Juntem-se os tarados do fogo, os acidentes e o descaso e é quase todos os anos isto. Tenho 37 anos e desde que me lembro que é a mesma coisa. E se continuar por cá, não prevejo que seja diferente.

E é aqui que o marxismo cultural do politicamente correcto se cruza e aproxima da minha opinião, nada condicionada ou politizada ideologicamente. Parabéns não diria melhor.:)
 
A indústria do fogo é uma realidade. E vai para além dos madeireiros, claro. Há variadíssimos interesses no meio disto tudo. Os acidentes, os descuidos e a negligência também são factores. Diria que a verdadeira piromania não é o principal factor desta tragédia recorrente, mas não tenho qualquer prova disso. É só uma opinião. Quanto à justiça, já falei sobre isso num outro post.

Da mesma forma que em Itália, os italianos têm de andar calados e bola baixa em relação á Mafia, cá não existe nenhum poder, nenhum lobbie, muito menos grupos de informação social, capazes de descascar este tema e irem ao cerne da questão .
 
Os eucaliptos e as austrálias são uma praga neste país.
Enquanto não nos convencermos que é preciso paulatinamente eliminar a sua existência isto não vai lá.
A indústria que depende deles deve ter uma área limitada às suas necessidades e tudo o resto deve ser substituído pelas florestas originais.
Não é fácil mas não é impossível.

Curiosamente as áreas de eucaliptal devidamente ordenadas e vigiadas não registam ocorrência de fogos. Porque será?
 

Já é um começo, algo tem de ser feito .Chegamos a um ponto em que temos cidades em Portugal literalmente a arder, seja o que isto for, é um fenómeno criminoso, se for uma economia é uma economia assassina de bens, de pessoas, de cidades, chegou a altura de se dizer basta, algo tem de ser feito e não só culpar os proprietários das terras ,deveria-se ir ao cerne de questão seja lá qual ela for.
 
Toda esta situação provocada pelos incêndios é dantesca, quer para as populações do Norte e Centro do continente, como para os Madeirenses. Há muito a fazer para evitar estas situações ou, pelo menos, atenuar as suas consequências. Importa legislar bem e não muito, como é habitual neste país e meter os responsáveis à sombra durante vários e longos anos onde não façam o mesmo.
Mas também sabemos que, neste cantinho da Europa, normalmente a culpa morre solteira e iremos continuar a ver estas desgraças, ano após ano...
Importante é pensar em todas as consequências humanas, ambientais e económicas que isto irá originar. Igualmente, e principalmente para o caso da Madeira, esperemos que o Outono não venha com episódios de chuvadas repentinas, pois com a remoção da cobertura vegetal por causa dos incêndios, qualquer precipitação significativa poderá provocar outra tragédia... :(
 
Oficiais das Forças Armadas criticam "negócio" aéreo do combate aos fogos

O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, António Mota, diz que é um "crime de lesa-pátria" a atribuição a empresas privadas o combate aéreo aos fogos florestais.

"O poder político afastou por completo a Força Aérea do combate aos incêndios e isso ninguém entende. É um crime de lesa-pátria", critica o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, António Mota, em declarações ao "Jornal de Notícias".

Aquele tenente-coronel diz que não faz sentido os portugueses estarem a pagar o combate aos incêndios a empresas privadas depois de existir uma rede da Força Aérea capaz de responder ao flagelo, com aeródromos e profissionais.

"Os pilotos são pilotos o ano todo e não apenas no verão. São custos que os portugueses já têm. O piloto tanto sai para fazer o transporte de bombeiros para a Madeira, como está a acontecer agora, como segue para apagar um fogo em Arouca", disse.

António Mota acrescenta que "os militares estão preparados e interessados nessa missão, mas alguém decidiu retirar essa competência à Força Aérea. É um negócio que envolve muitos milhões de euros".

Críticas no Facebook

As declarações do presidente da AOFA surgem horas depois de ter surgido na página oficial da associação no Facebook uma publicação assinada por um coronel que critica o "negócio" aéreo que envolve o plano de combate a incêndios em Portugal.

O texto, assinado por João Marquito, deixa clara a crítica à forma como foi retirada às Forças Armadas a função de operar os meios aéreos envolvidos no combate aos incêndios.

"O MAI (Ministério da Administração Interna) recusou entregar à Força Aérea, a gestão e operação dos meios aéreos de combate a incêndios, bem como os de emergência médica, optando por manter o actual estado de coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu "interesse" e custos acumulados para todos, incluindo contratação dentro e fora do país", pode ler-se na publicação.


http://www.jn.pt/nacional/interior/...gocio-aereo-do-combate-aos-fogos-5333646.html
 
E é aqui que o marxismo cultural do politicamente correcto se cruza e aproxima da minha opinião, nada condicionada ou politizada ideologicamente. Parabéns não diria melhor.:)

Não percebi nadinha mas o uso da expressão fetiche neste contexto leva-me a desconfiar de uma qualquer patologia, ainda que, aparentemente, desta vez, pareça tratar-se de uma coincidência de opinião.