O Estado do País 2016

Muitos colegas meu foram por maus caminhos por estarem na escola o dia inteiro... nos furos saíam da escola quando queriam e iam para os cafés conversar, apareciam nesses cafés muitas pessoas mais velhas que queriam vender aquilo que se sabe... e os mais fracos deixam-se seduzir pelo canto da sereia... curiosamente a escola nunca tomou nenhuma medida.

Mesmo dentro da escola havia «negócio». É impossível controlar, só revistando todos os alunos à entrada e colocando câmaras por todo o lado.
 
"Em Portugal pagam-se os sétimos piores salários entre 31 países mas os portugueses são também os sétimos que mais trabalham entre os mesmos países."

http://www.dinheirovivo.pt/economia/a-ironia-laboral-quanto-mais-se-trabalha-menos-se-recebe/

Mais uma fatalidade do nosso país...

Mal pagos... desmotivados... baixa produtividade... um círculo vicioso que por ideoligia muitos não aceitam mas que a meu ver a história recente do nosso país corrobora.
É necessário deixar a politica de salarios baixos, apostar na especialização e excelencia... deixarmo-nos de mediocridades.
 
  • Gosto
Reactions: StormyAlentejo
Se formos analisar quais os motivos do atraso estrutural do nosso pais face á Europa central e ocidental é "neverending story", mas mesmo assim vou por aqui a minha colherada e tentar sintetizar os 3 principais motivos principais para este mesmo atraso.
Não vou procurar razões históricas anteriores ao século XX, pois se formos por ai diria que o declínio tanto de Portugal bem como Espanha começa com o desfecho e consequências que dai advém da guerra anglo-espanhola do Filipe II no século XVI, é ai que infelizmente para nós a Península Ibérica deixa de ser literalmente o centro do Mundo, e essa liderança mundial muda-se mais para Norte para países protestantes para Inglaterra, França e Países Baixos.
Mas no século XX, considero que as principais razões para o nosso atraso devem-se:
1º Império colonial totalmente insustentável para a nossa realidade, diria o principio de Peter, uma ideologia que nos afastou deliberadamente da Europa como o Lusotropicalismo,o Estado-Novo faz uma coisa horrorosa, na minha opinião que foi investir balúrdios no desenvolvimento das províncias ultramarinas, deixando o pais na mais decadente miséria e atraso, quem tenha conhecido sabe que cidades como Luanda ou antiga Lourenço Marques, eram cidades mais desenvolvidas em muitos aspectos que as principais cidades da metropole, essa politica colonial atrasou-nos estruturalmente de forma suicida, perdemos 3 décadas entre 1940-1970, a investir num cavalo errado, o investimento publico, o desenvolvimento, os recursos humanos que foram investidos nas ex-colonias se tivessem sido investidas em Portugal continental teríamos feito á 50 anos, o que fomos obrigados a fazer mal e a pressa nos 80 com a entrada na CEE, além de que esta politica colonial, ainda se torna mais aguda, com a guerra colonial que foi um total suicidio social, humano e económico, é preciso ser um pais muito fora da realidade para se fazer uma guerra colonial nos anos 60 contra ciclo a toda a tendência mundial.
O Estado Novo e o seu regime lusotropicalista, anti-europeu, virado para as colónias, teve consequências brutais, os investimentos que foram feitos em obras publicas, desenvolvimento de transportes, guerra colonial nas ex.colonias se tivesse sido feito na metropole, não tenham duvidas que teriamos um pais muito mais desenvolvido e talvez uma Suiça do Sudeste europeu, até que a nivel de recursos humanos, o Salazar mata gerações, condena a geração de cá a viver na miséria obrigando-a a sair, e condena uma outra geração a ir para as Africas investir toda a sua vida, para no final sairem de lá sem nada, e não me venham com a cena da descolonização depois de guerras inuteis e estúpidas nunca iriamos sair bem desses paises. Se tivessemos nos 40,50,60,70 investido no pais, não termos perdido gerações para a emigração, teriamos um pais mais populoso, mais dinamico, mais desenvolvido mais europeu.
2º Poder central excessivo, outra das causas do atraso deste pais, é um poder excessivo concentrado numa só cidade, numa só região, Lisboa, Portugal é com uma mentalidade diria pouco altruista, pouco desenvolvida neste aspecto, pensa pequeno, gosta de ter muitas cidadezinhas, mas só permite o desenvolvimento de um grande centro, de uma só região, que vive acima da média da UE, enquanto cria o efeito eucalipto nas restantes, o pais deveria estar mais equilibrado, Viseu, Castelo Branco, Evora, Bragança deveriam ser cidades mais autonomas, capazes de agirem por sí sem estarem depedentes a um colete de forças de um Poder central muito agudo que não beneficia o desenvolvimento harmonioso do pais.
3º Portugal, não conseguiu criar uma Marca de valor é um pais desconsiderado, está é uma triste realidade, Portugal não é um pais respeitado, poderia ter há muitos anos criado clusters em areas onde somos muito bons, e não o fizemos, poderiamos ter um desenvolvimento como o Norte de Itália, o Norte de Itália é uma maquina de fazer dinheiro,com um nivel de vida espectacular, desde da Industria automovel, passando pelo textil, o turismo, a agricultura, mas é uma marca valorizada e respeitada, Portugal não conseguiu isso, por varias razões, tinhamos condições excelentes para o fazer, mas não o fizemos, falta de uma mentalidade empreendedora? muitos anos isolados a pensar em Africas, Brasis agarrados a essa "mama" retirou-nos capacidade de nos desenvolvermos? existem varias razões...
 
Se formos analisar quais os motivos do atraso estrutural do nosso pais face á Europa central e ocidental é "neverending story", mas mesmo assim vou por aqui a minha colherada e tentar sintetizar os 3 principais motivos principais para este mesmo atraso.
Não vou procurar razões históricas anteriores ao século XX, pois se formos por ai diria que o declínio tanto de Portugal bem como Espanha começa com o desfecho e consequências que dai advém da guerra anglo-espanhola do Filipe II no século XVI, é ai que infelizmente para nós a Península Ibérica deixa de ser literalmente o centro do Mundo, e essa liderança mundial muda-se mais para Norte para países protestantes para Inglaterra, França e Países Baixos.
Mas no século XX, considero que as principais razões para o nosso atraso devem-se:
1º Império colonial totalmente insustentável para a nossa realidade, diria o principio de Peter, uma ideologia que nos afastou deliberadamente da Europa como o Lusotropicalismo,o Estado-Novo faz uma coisa horrorosa, na minha opinião que foi investir balúrdios no desenvolvimento das províncias ultramarinas, deixando o pais na mais decadente miséria e atraso, quem tenha conhecido sabe que cidades como Luanda ou antiga Lourenço Marques, eram cidades mais desenvolvidas em muitos aspectos que as principais cidades da metropole, essa politica colonial atrasou-nos estruturalmente de forma suicida, perdemos 3 décadas entre 1940-1970, a investir num cavalo errado, o investimento publico, o desenvolvimento, os recursos humanos que foram investidos nas ex-colonias se tivessem sido investidas em Portugal continental teríamos feito á 50 anos, o que fomos obrigados a fazer mal e a pressa nos 80 com a entrada na CEE, além de que esta politica colonial, ainda se torna mais aguda, com a guerra colonial que foi um total suicidio social, humano e económico, é preciso ser um pais muito fora da realidade para se fazer uma guerra colonial nos anos 60 contra ciclo a toda a tendência mundial.
O Estado Novo e o seu regime lusotropicalista, anti-europeu, virado para as colónias, teve consequências brutais, os investimentos que foram feitos em obras publicas, desenvolvimento de transportes, guerra colonial nas ex.colonias se tivesse sido feito na metropole, não tenham duvidas que teriamos um pais muito mais desenvolvido e talvez uma Suiça do Sudeste europeu, até que a nivel de recursos humanos, o Salazar mata gerações, condena a geração de cá a viver na miséria obrigando-a a sair, e condena uma outra geração a ir para as Africas investir toda a sua vida, para no final sairem de lá sem nada, e não me venham com a cena da descolonização depois de guerras inuteis e estúpidas nunca iriamos sair bem desses paises. Se tivessemos nos 40,50,60,70 investido no pais, não termos perdido gerações para a emigração, teriamos um pais mais populoso, mais dinamico, mais desenvolvido mais europeu.
2º Poder central excessivo, outra das causas do atraso deste pais, é um poder excessivo concentrado numa só cidade, numa só região, Lisboa, Portugal é com uma mentalidade diria pouco altruista, pouco desenvolvida neste aspecto, pensa pequeno, gosta de ter muitas cidadezinhas, mas só permite o desenvolvimento de um grande centro, de uma só região, que vive acima da média da UE, enquanto cria o efeito eucalipto nas restantes, o pais deveria estar mais equilibrado, Viseu, Castelo Branco, Evora, Bragança deveriam ser cidades mais autonomas, capazes de agirem por sí sem estarem depedentes a um colete de forças de um Poder central muito agudo que não beneficia o desenvolvimento harmonioso do pais.
3º Portugal, não conseguiu criar uma Marca de valor é um pais desconsiderado, está é uma triste realidade, Portugal não é um pais respeitado, poderia ter há muitos anos criado clusters em areas onde somos muito bons, e não o fizemos, poderiamos ter um desenvolvimento como o Norte de Itália, o Norte de Itália é uma maquina de fazer dinheiro,com um nivel de vida espectacular, desde da Industria automovel, passando pelo textil, o turismo, a agricultura, mas é uma marca valorizada e respeitada, Portugal não conseguiu isso, por varias razões, tinhamos condições excelentes para o fazer, mas não o fizemos, falta de uma mentalidade empreendedora? muitos anos isolados a pensar em Africas, Brasis agarrados a essa "mama" retirou-nos capacidade de nos desenvolvermos? existem varias razões...

Tópicos muito interessantes sem dúvida.
Falta aos portugueses mais sentimento patriótico, nós não damos valor ao que é nosso nem aos nossos, não conseguimos ter identidade no mundo. Em temos já conseguimos ter, mas recorrendo a métodos pouco ortodoxos... Os políticos afirmam que o português é uma língua respeitada, no entanto não devem ter a noção que para o mundo em várias plataformas onde estão várias linguagens disponíveis, o português que aparece é brasileiro. Não será descabido afirmar que exista muita gente neste mundo que pense que a língua até possa ter sido criada no Brasil, visto que eles têm uma afirmação muito maior que a nossa.
Para perceber estes contextos temos que compreender que nós somos um país da Europa Sul, com mentalidades totalmente diferentes dos países mais nórdicos onde as coisas funcionam com rectidão. Devia ser nesses países, como Inglaterra, que os governantes precisam ir buscar inspiração para certas coisas.
Falta rectidão e respeito aos portugueses. Pode-se resumir o nosso país à política do deixa andar e das cunhas. É triste saber que há concursos abertos para a função pública para membros da maçonaria, e como os "irmãos" ganham parte do ordenado pelo serviço prestado, serviço esse que basicamente é prestar os favores necessários. Isto cá em Lisboa.
É triste e desmotivante ver estas coisas a acontecer, o centralismo na capital e o poder instalado apenas para uma pequena e restrita esfera.
Muita coisa podia ser dita, mas fico-me por aqui...
 
orlando_ribeiro_com_talibe_o_seu_informador_local_bissau_1947.jpg


O nosso grande geógrafo Orlando Ribeiro andou pelo Ultramar e concluiu que o colonialismo ia falhar. Esta opinião vale mais que a de mil historiadores. Orlando Ribeiro foi lá, estudou, esteve no terreno. Era uma das pessoas mais cultas e inteligentes do país e via o mundo com os olhos de um cientista com formação humanista. Querem melhor?

Olhando para trás o Ultramar foi uma teimosia que nos saiu bem cara, mas a descolonização foi melhor? Não foi. Tudo em cima do joelho, feito de modo criminoso, uma vergonha. Consequências? Uma invasão de Timor-Leste pela Indonésia, que causou milhares de mortos. Mais as mortíferas guerras civis em Angola e Moçambique. O PIB per capita de Angola teve uma das maiores quedas da História global recente. A economia de Angola nunca mais recuperou e vive agora com o oxigénio do petróleo.
 
Última edição:
Olhando para trás o Ultramar foi uma teimosia que nos saiu bem cara, mas a descolonização foi melhor? Não foi. Tudo em cima do joelho, feito de modo criminoso, uma vergonha. Consequências? Uma invasão de Timor-Leste pela Indonésia, que causou milhares de mortos. Mais as mortíferas guerras civis em Angola e Moçambique. O PIB per capita de Angola teve uma das maiores quedas da História global recente. A economia de Angola nunca mais recuperou e vive agora com o oxigénio do petróleo.

A descolonização era inevitável. O povo negro já estava farto da ditadura branca. Em muitos locais há ainda muito rancor como por exemplo na África do Sul e no Zimbabué. E eu concordo. A melhor forma para acabar com a diferenças é a emancipação. Claro que as coisas demoram tempo.

Quando à dependência de petróleo, é comum à maioria dos produtores. Não é muito diferente na Líbia, Nigéria...

As invasões de territórios ultramarinos ocorrem quando se é fraco militarmente. Portugal perdeu a soberania sobre Macau. O RU sobre Hong Kong. A Commonwealth Britânica é mais visível onde? Nova Zelândia, Austrália e Canadá. Tudo países brancos e colonizados por europeus. Se Portugal tivesse acesso ao petróleo de Cabinda não haveria muita diferença (em relação à dependência do petróleo). Seria ainda pior. Estavam os angolanos a dizerem que a exploração portuguesa continuava. Não é um isso um bom motivo para formar uma insurgência armada?

Angola e Rússia. Há assim tanta diferença entre os dois países?
 
Claro que era inevitável.

Mas foi mal feita e esse julgamento da História tem de ser feito porque os intervenientes ainda estão vivos.

Mário Soares está agora arrependido de ter dado a independência a Cabo Verde. E digo mais, São Tomé e Príncipe e até quem sabe Timor-Leste poderiam estar connosco. Veja-se o exemplo dos território ultramarinos da França...

O cerne da questão está na descolonização em cima do joelho para agradar aos EUA e à URSS. E aí está o erro. Um processo desta natureza implicaria uma preparação e uma transição, que assegurasse a paz do território e os interesses dos nativos e dos portugueses.

Este julgamento tem de ser feito porque quem participou neste desgraça anda agora a dar lições de moral com grande petulância...
 
  • Gosto
Reactions: Scan_Ferr
Mário Soares está agora arrependido de ter dado a independência a Cabo Verde. E digo mais, São Tomé e Príncipe e até quem sabe Timor-Leste poderiam estar connosco. Veja-se o exemplo dos território ultramarinos da França...

A diversidade étnica da França está a anos-luz da diversidade portuguesa, havendo uma enorme exposição à cultura africana/negra. Com base neste aspeto é mais fácil para a França ter territórios espalhados pelo mundo todo.

A França também tem uma superior capacidade financeira para suportar esses territórios, ao contrário de Portugal. E a pobreza gera insatisfação.
 
Tópicos muito interessantes sem dúvida.
Falta aos portugueses mais sentimento patriótico, nós não damos valor ao que é nosso nem aos nossos, não conseguimos ter identidade no mundo. Em temos já conseguimos ter, mas recorrendo a métodos pouco ortodoxos... Os políticos afirmam que o português é uma língua respeitada, no entanto não devem ter a noção que para o mundo em várias plataformas onde estão várias linguagens disponíveis, o português que aparece é brasileiro. Não será descabido afirmar que exista muita gente neste mundo que pense que a língua até possa ter sido criada no Brasil, visto que eles têm uma afirmação muito maior que a nossa.
Para perceber estes contextos temos que compreender que nós somos um país da Europa Sul, com mentalidades totalmente diferentes dos países mais nórdicos onde as coisas funcionam com rectidão. Devia ser nesses países, como Inglaterra, que os governantes precisam ir buscar inspiração para certas coisas.
Falta rectidão e respeito aos portugueses. Pode-se resumir o nosso país à política do deixa andar e das cunhas. É triste saber que há concursos abertos para a função pública para membros da maçonaria, e como os "irmãos" ganham parte do ordenado pelo serviço prestado, serviço esse que basicamente é prestar os favores necessários. Isto cá em Lisboa.
É triste e desmotivante ver estas coisas a acontecer, o centralismo na capital e o poder instalado apenas para uma pequena e restrita esfera.
Muita coisa podia ser dita, mas fico-me por aqui...

Bem se formos rigorosos, existem alguns geógrafos e em alguns Atlas, que consideram a Áustria e a Suiça como pertencentes ao chamado Sul da Europa, e por sinal falamos dos paises que pertencem aos top 10 dos paises mais desenvolvidos no ranking humano e social do Mundo.
Não entro muito no determinismo do sul da Europa, até porque o sul da Europa não é como a Europa Central, a Europa central tem uma característica é toda ela muito próxima e sem fronteiras naturais. O sul da Europa, não é assim, logo é complicado apesar de ser o mais comum, falarmos do Sul da Europa como um espaço comum num todo e será de todo impossível criar uma espécie de bloco dos países do sul da Europa ou algo parecido.
Não acredito nesse determinismo comportamental, aliás Portugal é um pais super moderno que foge em muitos aspectos a esses estereótipos, o português adere muito facilmente ao conhecimento digital, a nível de banca, os serviços de banca online, atms têm uma adesão que não tem Itália ou em Espanha, aprendemos línguas com muita facilidade, aderimos facilmente a energias renováveis, a nivel de organização do Estado, não temos comparação com a Grecia ou mesmo com Itália existem medidas que seriam impossíveis de serem tomadas na Grécia que foram cá em Portugal. O português é um excelente trabalhador um trabalhador de ponta, isso ve-se com as multinacionais tecnológicas instaladas cá em Portugal, e com a imagem espectacular que o trabalhador português tem lá fora, nomeadamente na Alemanha. O que o português tem e sempre teve foi péssimos governos, fomos sempre mal governados, e como disse á pouco tivemos uma elite pouco empreendedora, pouco estimulada que sempre se habitou aos saques do Império colonial, não sendo estimulada para melhorar, modernizar, e sempre que alguma cidade, alguma região, deste pais tentou o fazer levou uma sapatada pelo Poder para não se autonomizar de demasiado, não crescer demasiado. No meio disto tudo esta elite sempre teve e tem a mania das obras publicas, das grandezas, dos grandes eventos e o nosso povo é bebado disso, vive isso, adora isso. Isso separa-nos de paises como a Irlanda( terra de músicos) mas que não precisam de ter dezenas de festivais, clubes de futebol com grandes estádios, tudo á grande e essa forma de estar é a principal responsavel pelo nosso estado de coisas.
Olhando para numeros de 1997 não bastava ir mais para trás ai ainda íamos a tempo, Portugal tinha tudo para ter um desemprego baixissimo, um pais muito bem formado, com excelentes infra-estraturas.
Este estado de coisas não se deve aos portugueses serem do sul, do norte, do leste ou do Oeste mas da forma como fomos governados durante decadas e decadas.
 
  • Gosto
Reactions: VimDePantufas
A descolonização era inevitável. O povo negro já estava farto da ditadura branca. Em muitos locais há ainda muito rancor como por exemplo na África do Sul e no Zimbabué. E eu concordo. A melhor forma para acabar com a diferenças é a emancipação. Claro que as coisas demoram tempo.

Quando à dependência de petróleo, é comum à maioria dos produtores. Não é muito diferente na Líbia, Nigéria...

As invasões de territórios ultramarinos ocorrem quando se é fraco militarmente. Portugal perdeu a soberania sobre Macau. O RU sobre Hong Kong. A Commonwealth Britânica é mais visível onde? Nova Zelândia, Austrália e Canadá. Tudo países brancos e colonizados por europeus. Se Portugal tivesse acesso ao petróleo de Cabinda não haveria muita diferença (em relação à dependência do petróleo). Seria ainda pior. Estavam os angolanos a dizerem que a exploração portuguesa continuava. Não é um isso um bom motivo para formar uma insurgência armada?

Angola e Rússia. Há assim tanta diferença entre os dois países?

Concordo Africa é Africa e Africa tem de crescer por si, como Angola vai crescendo depois de uma guerra civil horrivel.
Não vejo nada positivo em Portugal ter, protectorados fora da nossa area geografica.
 
Topê não seriam protectorados. Seria uma transição de 10 ou 20 anos. Teria sido melhor para todos.

Cabo Verde e São Tomé são territórios pequenos. Portugal tinha claramente recursos para administrar esses dois territórios.

Andámos a insistir no Ultramar fora do tempo.

Agora insistimos num modelo de Estado Social e de mercado laboral fora do tempo. Estamos a fazer o mesmo erro de Salazar. Aqueles que criticam o Estado Novo são iguais na teimosia e na burrice que essa casmurrice acarreta.
 
  • Gosto
Reactions: Scan_Ferr e Topê
O que o português tem e sempre teve foi péssimos governos, fomos sempre mal governados, e como disse á pouco tivemos uma elite pouco empreendedora, pouco estimulada que sempre se habitou aos saques do Império colonial, não sendo estimulada para melhorar, modernizar, e sempre que alguma cidade, alguma região, deste pais tentou o fazer levou uma sapatada pelo Poder para não se autonomizar de demasiado, não crescer demasiado. No meio disto tudo esta elite sempre teve e tem a mania das obras publicas, das grandezas, dos grandes eventos e o nosso povo é bebado disso, vive isso, adora isso. Isso separa-nos de paises como a Irlanda( terra de músicos) mas que não precisam de ter dezenas de festivais, clubes de futebol com grandes estádios, tudo á grande e essa forma de estar é a principal responsavel pelo nosso estado de coisas.
Olhando para numeros de 1997 não bastava ir mais para trás ai ainda íamos a tempo, Portugal tinha tudo para ter um desemprego baixissimo, um pais muito bem formado, com excelentes infra-estraturas.
Este estado de coisas não se deve aos portugueses serem do sul, do norte, do leste ou do Oeste mas da forma como fomos governados durante decadas e decadas.
Não é meu hábito participar neste tópico, contudo não posso deixar de dizer que os governantes que tivemos , temos e teremos, foram e serão sempre o retrato da esmagadora maioria do povo que somos.
 
  • Gosto
Reactions: frederico e Topê
Topê não seriam protectorados. Seria uma transição de 10 ou 20 anos. Teria sido melhor para todos.

Cabo Verde e São Tomé são territórios pequenos. Portugal tinha claramente recursos para administrar esses dois territórios.

Andámos a insistir no Ultramar fora do tempo.

Agora insistimos num modelo de Estado Social e de mercado laboral fora do tempo. Estamos a fazer o mesmo erro de Salazar. Aqueles que criticam o Estado Novo são iguais na teimosia e na burrice que essa casmurrice acarreta.

É verdade e sim nesse ponto de vista seria prudente, e claro que a descolonização foi quase tão má como a colonização, basicamente andamos sempre fora de jogo.
Mas infelizmente hoje como está o mundo já não conseguimos perceber o que é certo ou errado, é uma indefinição total, Até considero pessoalmente que regiões muito distantes da América do Sul, América do Norte, Oceania, serão as melhores regiões para se viver daqui a umas décadas.
O nosso barómetro Europa está num caldinho total que já não sabemos o que vai sair dali. Mas isso é outro assunto.
 
  • Gosto
Reactions: frederico