O Estado do País 2016

longe vão os tempos em que os bancos se vendiam ao balcão... ou ainda mais distantes os tempos em que eram os próprios bancários que procuravam as pessoas para efetuar depósitos.

bancos e clientes estão a afastar-se talvez porque os interesses ou os produtos que uns comercializam já não são do interesse dos outros.
 
O BCP tem um péssimo sistema informático.

Um depósito feito na máquina inteligente depois das 15h00 só fica disponível no dia útil seguinte à meia-noite. Em fins-de-semana prolongados, o dinheiro só fica disponível 4 dias depois... e na internet o sistema não funciona durante algumas horas da madrugada, e isto sucede todos os dias da semana.

Os clientes reclamam há muitos anos sem efeito.

Na CGD nada disto sucede.
 
sr bancário... um esquerdalho como eu detetou no seu discurso várias palavras suspeitas...

portanto num balcão só se fazem negócios... e acima de que valor? 500 mil euros? o resto vai tudo para as maquinetas...

Não necessáriamente, entenda-se por negócio desde a compra de uma casa de milhões, até uma simples abertura de conta de serviços mínimos bancários que nada paga ao banco em comissões, pelo menos na CGD.
 
O BCP tem um péssimo sistema informático.

Um depósito feito na máquina inteligente depois das 15h00 só fica disponível no dia útil seguinte à meia-noite. Em fins-de-semana prolongados, o dinheiro só fica disponível 4 dias depois... e na internet o sistema não funciona durante algumas horas da madrugada, e isto sucede todos os dias da semana.

Os clientes reclamam há muitos anos sem efeito.

Na CGD nada disto sucede.

Na CGD os depósitos nas maquinas em dinheiro são imediatamente disponibilizados, em cheque obviamente que não, pois requerem confirmação manual e se forem de outros bancos têm de ir à compensação, demoram em média 3 dias a ficar disponíveis.
 
longe vão os tempos em que os bancos se vendiam ao balcão... ou ainda mais distantes os tempos em que eram os próprios bancários que procuravam as pessoas para efetuar depósitos.

bancos e clientes estão a afastar-se talvez porque os interesses ou os produtos que uns comercializam já não são do interesse dos outros.

Até concordo contigo. Há uns 15 anos atrás era tudo feito ao balcão e se calhar conhecíamos as pessoas que trabalhavam no banco e tinhamos confiança nelas. Hoje, em dia, é um olho no burro e outro no cigano. :huhlmao: Melhor, é quando os gestores de conta nos ligam a dizer que têem umas novas aplicações que não acarretam custos e dão bons juros é só aceitar e fazem a papinha toda. Depois, aquilo dá barracada e lá se vi o guito ao ar como nos casos do BPN, BES e companhia. Quantas vezes é que já não ligaram-me para fazer isso eu é que digo sempre que não e só na minha presença e ler todo o contrato, prontos ficam logo aziados. :rolleyes:

Qualquer dia, até a assinatura que faço no banco tenho que pagar comissão. Tens a conta parada toma lá uma comissão, mexes na conta toma outra comissão ao fim ao cabo é sempre a sacarem. Melhor mesmo, é esconder debaixo do colchão, porque aí pelo menos não sacam a comissão.
 
http://economico.sapo.pt/noticias/g...mais-financiamento-que-o-previsto_239835.html

Aonde já vi este filme. :rolleyes: Ou a Troika põe esta gentalha no lugar ou vamos ao fosso outra vez. Mas é bom que vaiamos ao fosso, é assim que a malta gosta. :rolleyes:

A vaca tem as tetas cheias de leite para os da função pública mamarem, pior vai ser quando a teta da vaca secar, aí logo vão ver como elas vão morder.
Este governo reverte tudo, às cegas, e certamente vai acabar por reverter a troika! Qualquer dia estão de volta, com as malas para ficar.

Não digo isto com satisfação, estou deveras muito preocupado! Embora fiquemos abaixo dos 3% de défice, já estão aí os primeiros sinais:
- juros da dívida a subir, ao nível de 2014.
- reembolso tardio à troika, que nos vai custar mais 500milhões em juros.
- dívida contraída a aumentar até 2019
- impacto de 200milhões nos funcionários públicos, a que se deve acrescer o pagamento de horas extra em serviços de trabalho contínuo (hospitais, água e saneamento,..)
- resoluções bancárias que levam à perda de confiança dos investidores estrangeiros.

É que a economia mundial está neste momento à beira do precipicio:
- china a crescer cada vez menos
- bolhas financeiras na bolsa da china
- nos países emergentes (bric) só a índia se safa pela positiva.
- petróleo não pára de descer (é mais quebra de procura, do que aumento de oferta), prejudicando angola e os nossos bancos.
- perigo de novas guerras
- há quem afirme que alguns índices bolsistas americanos podem baixar 75% este ano (seria um crash como nunca visto)

Não sei não.. estou a ver isto muito muito perigoso! E mais uma vez, não estaremos preparados para um novo embate, nem os nossos bancos.

Isto é muito sério!
 
- petróleo não pára de descer (é mais quebra de procura, do que aumento de oferta), prejudicando angola e os nossos bancos.

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Não obstante o gráfico, o preço do petróleo nem sempre reflete a dinâmica oferta/produção.
 
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Não obstante o gráfico, o preço do petróleo nem sempre reflete a dinâmica oferta/produção.
Pois não.. Tem a ver com os contratos futuros e outros produtos derivados, certo? É uma espécie de aposta / compra antecipada, para daqui a 3, 6 meses..

Os futuros não são coisa nova e exclusiva do mundo financeiro. Já há muitas décadas, que os preços são combinados/contratados, meses antes de produzir as matérias primas (ex: cereais).

Espero não estar a dizer nenhuma tolice.. :)
 
Não sou economista mas parece-me que os modelos económicos, financeiros e políticos foram pensados para uma população que não pararia de crescer, para um aumento eterno do consumo, para recursos geológicos infinitos... veja-se só o modelo do Estado Social que resultou após o baby boom que se seguiu à Segunda Guerra... mas entretanto tem sido reformado no Norte...

A História mostra que durante séculos as médias de crescimento durante longos períodos rondavam os 0.1%...

E todos sabemos como acabou a Grande Depressão dos anos 30...

Os políticos como o Costa só conseguem governar com um cenário económico e geopolítico à anos 60, 70 ou 80...
 
Não sou economista mas parece-me que os modelos económicos, financeiros e políticos foram pensados para uma população que não pararia de crescer, para um aumento eterno do consumo, para recursos geológicos infinitos... veja-se só o modelo do Estado Social que resultou após o baby boom que se seguiu à Segunda Guerra... mas entretanto tem sido reformado no Norte...

A História mostra que durante séculos as médias de crescimento durante longos períodos rondavam os 0.1%...

E todos sabemos como acabou a Grande Depressão dos anos 30...

Os políticos como o Costa só conseguem governar com um cenário económico e geopolítico à anos 60, 70 ou 80...
também não sou economista e a mim chateia-me pagar milhares a economistas e a coisa estar na mesma, como o senhor bava e outros afinal ser economista é só para ter canudo pois os crashes não param de acontecer seja nos usa capitalistas ou na china comuna
 
Não sou economista mas parece-me que os modelos económicos, financeiros e políticos foram pensados para uma população que não pararia de crescer, para um aumento eterno do consumo, para recursos geológicos infinitos...

E o crédito:

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Interessante seria saber que percentagem das dívidas, quer de Portugal quer de outros, são apenas e só os juros acumulados.

também não sou economista e a mim chateia-me pagar milhares a economistas e a coisa estar na mesma, como o senhor bava e outros afinal ser economista é só para ter canudo pois os crashes não param de acontecer seja nos usa capitalistas ou na china comuna

Entre outros motivos, dinheiro imprimido do nada e cobrança de juros desse mesmo dinheiro imprimido do nada. Mesmo que se quisesse não há dinheiro suficiente em circulação para pagar as dívidas (causando um bocadinho de mossa na perspetiva que os pobres são preguiçosos). Porque é que a deflação é um mal enorme?

Há sempre mais dívida em circulação do que dinheiro. Portanto, o crédito tenderá a aumentar (divida = dinheiro imprimido do nada + juros) sendo reduzido aquando das crises (calotes em massa). A ordem dos afetados depende depois dos fluxos de capital. Mas quando devedores afundam-se os credores seguem-se.

As dívidas arrasam impérios/países/civilizações. Os romanos e a Alemanha pós-IGM são uma boa prova.
 
Última edição:
Há sempre mais dívida em circulação do que dinheiro
Não é essa a base da economia o dinheiro ser algo difícil de obter so assim lhe damos importância, durante a Historia tem sido assim desde o ouro ao sal. Eu acho mal a situação actual em que as notas e os bits (cartões e afins) não têm suporte fisico ou desde quase toda a humanidade o ouro o que pode vir a ser algo mau, todos nos lembramos da bolha do subprime americano apoiado no "real state" quando rebentou muita gente ficou com propriedades que não valiam nada
 
Não me lembro se já publiquei isto. De 2013:

A maioria dos depositantes portugueses tem no banco quantias inferiores a 100 mil euros. A notícia é avançada pelo Diário Económico, afirmando que apenas 1,2% dos clientes bancários fica fora do patamar de segurança estabelecido para a zona euro (100 mil euros). Ao todo, o número de depositantes nesta circunstância não ultrapassa os 197 mil.

Embora seja uma minoria, estes clientes são responsáveis por quase metade do dinheiro depositado nos bancos portugueses: 65 milhões de euros que equivalem a 41% do total depositado. Em média, cada um destes clientes tinha 332,5 mil euros no banco.

http://www.dinheirovivo.pt/economia/apenas-12-dos-portugueses-tem-depositos-acima-dos-100-mil-euros/

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Pois não.. Tem a ver com os contratos futuros e outros produtos derivados, certo? É uma espécie de aposta / compra antecipada, para daqui a 3, 6 meses..

Os futuros não são coisa nova e exclusiva do mundo financeiro. Já há muitas décadas, que os preços são combinados/contratados, meses antes de produzir as matérias primas (ex: cereais).

Espero não estar a dizer nenhuma tolice.. :)

Tudo o que é trocado em bolsa está sujeito a especulação. No mundo desenvolvido, até nem se vê muito. Já nos países em desenvolvimento...

- nos países emergentes (bric) só a índia se safa pela positiva.

Ninguém escapa. A Índia tem um problema estrutural no défice, que é a importação de ouro (e tem uma exposição considerável à China). Há mais de 20 mil toneladas lá. Os problemas económicos podem impedir que os mais pobres comprem. Mas os mais ricos devem compensar. A tentativa do governo controlar o comércio do ouro é para reduzir o défice.

Ainda em termos de intervenções governamentais na economia, até o governo de direita argentino faz o mesmo.

Não sei não.. estou a ver isto muito muito perigoso! E mais uma vez, não estaremos preparados para um novo embate, nem os nossos bancos.

Os bancos que falharam antes vão falhar novamente. Houve algum banco europeu com grande dimensão que não recebeu ajuda estatal e/ou ajuda escondida?

- petróleo não pára de descer (é mais quebra de procura, do que aumento de oferta), prejudicando angola e os nossos bancos.

Se fosse 'só' isso era um mal menor.

- dívida contraída a aumentar até 2019

Não somos os únicos. São poucos os países que conseguiram controlar a sua dívida. Até os alemães não reduziram muito. O envelhecimento da população (a Alemanha é um dos países mais velhos do mundo), a desaceleração económica e agora os refugiados devem encarregar-se de, tendencialmente, aumentar a dívida pública.

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Não é essa a base da economia o dinheiro ser algo difícil de obter so assim lhe damos importância, durante a Historia tem sido assim desde o ouro ao sal.

Se é essa a base da economia então tens que te resignar às consequências que sempre aconteceram e sempre acontecerão.
 
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Ministro das Finanças alemão sugere taxa sobre combustíveis para financiar a resposta europeia à crise dos refugiados. Portugueses já pagam cinco taxas/impostos na gasolina e gasóleo.

http://observador.pt/2016/01/16/schaeuble-sugere-imposto-combustiveis-financiar-migracoes/

Quem devia e deve pagar o imposto era e são as multinacionais ligadas à guerra. Boeing, Lockheed Martin... Se têm dinheiro para criar armamento e para apoiar políticos que iniciam guerras também têm que contribuir para mitigar as consequências.
 
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