O Estado do País 2016

Eu estaria mais preocupado com a tentativa de afastamento do Governador do Banco de Portugal ou com o que João Soares está a fazer no CCB.
 
quanto ao Governador temos de manter a separação do politico do regulador mas nas mãos do homem faliram vários bancos e os senhores da kmg vão ter de dar explicações pois auditaram as contas do bes Angola na altura de maior sangria de pilim. O João Soares esta esta a ser autoritário e isso é mau
 
A Banca foi capturada pelo poder político socialista e pelas corporações e empresas que vivem à conta do Regime político. Até a CGD perdeu independência e foi tomada pelo poder político. Agora estão aflitos pois começam a perceber que cada vez mais quem manda na nossa Finança está em Madrid e em Bruxelas. O compadrio acabou.
 
Caso Maria Luís... de facto é uma coisa complicada. Se for uma pessoa que nunca saiu dos circuitos políticos é um boy ou girl. Parece-me um bocado ingénuo esperar que todos os políticos vão para as universidades ensinar após exercerem os seus cargos. Eles têm contactos e esses contactos são úteis para qualquer empresa. E cunhas há em todo o lado (e toda a gente usa-as de uma forma ou de outra). Só que algumas pessoas trazem mais competência do que outras.

Claro que a acumulação de cargos com grande conflito de interesses deve ser veementemente combatida. Pessoalmente, vejo isto...

Carlos César, presidente e líder parlamentar do PS, considera “no mínimo embaraçoso para a política e para a Assembleia da República” a polémica que envolve Maria Luís Albuquerque. Ainda assim, o socialista deixou claro que uma eventual alteração da lei das incompatibilidades aplicada aos detentores de cargos políticos e altos cargos públicos não está em causa.

.. e encolho os ombros...

Carlos César foi contratado no início do ano para as funções de conselheiro sénior para a Europa da Globestar Systems, Lda. A empresa tem sede em Ponta Delgada desde 2008, mas é integralmente detida pela Globestar Systems Inc., com sede no Canadá.

César começou por contratualizar com a empresa que agora o emprega serviços de telecomunicações, monitorização e protecção de dados para unidades de saúde da região e de controlo de emissão de gases em algumas zonas do arquipélago.

Em 2010, segundo o portal da internet ‘contratos públicos online’, foi assinado um contrato entre o Serviço Regional de Protecção de Bombeiros e a Globestar Systems no valor de 72.835 euros, para fornecimento, implementação e manutenção do sistema integrado de gestão de avisos e alertas de emergência.

... porque é tudo tretas de gente com telhados de vidro. Mas enfim, sempre dá para estimular a ira direita vs esquerda.

Num outro assunto, vejo por aí a esquerda a orgulhar-se da durabilidade da gerigonça. Eu cá vejo um governo que ainda está em posse devido à decisão da oposição (PSD no caso Banif), o PCP a acusar o BE mediante jornais para haver menos atenção (propaganda interna), e ameaças de uma cisão nos assuntos mais importantes. Uma ponte que ameaça desabar quando um veículo mais pesado passar por cima não só não se aconselha como provavelmente seria fechada preventivamente ao trânsito. Mas na terra das ilusões e propaganda tudo vale. Quando a tempestade vier e a areia entrar para os olhos, a miragem do oásis desaparece e vem a dor.

No lado do PSD, não vou abordar a abordagem face ao atual governo. Algumas posições são simplesmente cómicas tendo em conta o que fizeram. Abordo sim isto. Marcelo seria doido se numa crise não convocasse eleições. A sua plataforma de consenso esfumar-se-ia. Algo que também não seria inédito na política.

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A Banca foi capturada pelo poder político socialista e pelas corporações e empresas que vivem à conta do Regime político. Até a CGD perdeu independência e foi tomada pelo poder político. Agora estão aflitos pois começam a perceber que cada vez mais quem manda na nossa Finança está em Madrid e em Bruxelas. O compadrio acabou.

A banca é como o sistema de pensões. É um esquema ponzi. Quando o crédito expande as coisas funcionam. Quando isso já não acontece os problemas surgem. Até os locais da lavagem do dinheiro estão com dificuldades.
 
Juros muito baixos são uma ilusão que se pagará bem cara. Criam bolhas, alimentam empresas inviáveis, estimulam um consumismo desmesurado e o endividamento das famílias, e não criam estímulos para a poupança e para um investimento saudável e sustentável.
 
o problema da economia são as bolhas que vão aparecendo e que acabam por apanhar todos como a do subprime a que não estávamos expostos como outros países a Islândia sofreu bastante. quanto aos juros tão baixos nem compensa ter o dinheiro no banco pois é sempre a perder e os que dão juros altos são de risco. O problema das pensões e ter nascido torta, assenta na premissa que a população está sempre a crescer ou no pior estabilizava e voltava a crescer
 
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Ser ministro de estado e das finanças só dá para almejar um emprego não executivo numa empresa de cobrança de dívidas...
Esta Albuquerque é mesmo muito importante.

O psd que é tão rápido a arranjar empregos da treta para toda a gente, desta vez não arranjou nada.
 
ser ministra de estado e das finanças é um cargo importante e em que muita matéria sensível passa pelas mãos... este cargo pra onde ela vai é um biscate. Os ex ministros das finanças não fazem biscates... a menos que sejam mesmo maus.
 
Não foi pior que os anteriores, não senhor.
Mas, infelizmente, não temos tido grandes ministros das finanças...
E continuamos a não ter, não mudámos para melhor, bem pelo contrário...

Mas concordo, que devia haver um " período de nojo " superior entre a saída do Governo e a entrada para alguma empresa privada ( ou pública) com quem tenha tido relações privilegiadas. Falta também alguma falta de decoro aos nossos políticos, de esquerda e de direita.
 
Não foi pior que os anteriores, não senhor.
Mas, infelizmente, não temos tido grandes ministros das finanças...
E continuamos a não ter, não mudámos para melhor, bem pelo contrário...

Um (grande) ministro das finanças... pode ser qualquer um como o alemão o atesta. Ele de economia só diz: 'não consumir mais do que produzem'. Quando não se sabe contrata-se quem sabe (mais).

Defendo que os ministros das finanças deviam deixar de falar na dívida em relação ao PIB. Deviam sim falar na dívida/despesas em relação às receitas. Uma pequena mudança na comunicação que certamente faria muita diferença, ficando mais percetível para o comum cidadão.
 
Um grande ministro das finanças... pode ser qualquer um como o alemão o atesta. Ele de economia só diz: 'não consumir mais do que produzem'. Quando não se sabe contrata-se quem sabe (mais).

Defendo que os ministros das finanças deviam deixar de falar na dívida em relação ao PIB. Deviam sim falar na dívida/despesas em relação às receitas. Uma pequena mudança na comunicação que certamente faria muita diferença.

E seria mais realista, com certeza. Mas temo que não fosse isso que o " povao " quisesse ouvir.
 
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Relativamente ao ambiente português...

Eucaliptos - As críticas da Portucel são legítimas porque a revogação prejudica o seu negócio. Contudo, quando afirma que Portugal pode ser mais competitivo que o Brasil ou a China, o caso muda de figura. Basta olhar para o mapa para constatar que só plantando eucalipto no país inteiro é que Portugal pode ser minimamente(?) competitivo com países geograficamente muito, muito maiores.

Produção de petróleo em Portugal - Com os preços baixos é pouco provável que a exploração off-shore seja rentável. Já que em Portugal se consome petróleo, tanto melhor que não se tenha que comprar lá fora. As críticas da indústria do turismo percebe-se. Nem tanto pela 'destruição' da paisagem. A exploração estará a >80km de distância da costa. Quanto muito o que vai incomodar mais é a chama semi-permanente. Os lucros para o estado serão ridículos. Mas já em 2003 não eram muito melhores.

O artigo da esquerda.net aborda as explorações de xisto. Mas vou aprofundar. Este tipo de exploração em Portugal é um perfeito disparate. Começo pela paisagem:

gyRzQtd.jpg


A exploração de xisto é cara. O consumo de água é tendencialmente elevado e Portugal não é propriamente um país rico nesse aspeto. Este tipo de poços poluem. E depois há a questão do armazenamento das águas residuais. Há muitas substâncias perigosas. Em Portugal não há muita sismologia mas mesmo assim o fracking aumenta a sismicidade. A última coisa que se precisa é a contaminação, subterrânea e à superfície, do solo e da água.
 
Não se sabe o que pensa o Governo português sobre o famigerado Brexit. Há cerca de 90 mil portugueses a residir no RU e mais de 40 mil britânicos com residência em Portugal. O Reino Unido é o principal mercado do turismo algarvio. Exportamos mais do que importamos para o RU. É um aliado histórico que nem sempre foi leal mas salvou a nossa independência em momentos de aperto.

As sondagens indicam neste momento uma provável saída...
 
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O eucalipto parece-me um erro estratégico muito grave. Neste momento se houvesse vontade política, coisa que não existe, poderia ser feita uma discussão pública alargada e um plano de intervenção após diálogo com os produtores, plano esse para 30 a 50 anos. É nestas coisas que se vê como faz falta um partido ambientalista moderado de Direita no Parlamento. Ou alternativamente uma ala ambientalista forte nos principais partidos. Nada disso existe. O Ambiente não tem qualquer expressão política nesta momento. E sim, o PAN não conta. Não tem qualquer política reformista para o sector.

Esse plano, dizia eu, deveria assumir a importância da produção de madeira e de cortiça. Portugal explora muito mal as potencialidades do sobreiro. A cortiça só muito recentemente começou a ser aproveitada para produção de malas, carteiras, tapetes, guarda-chuvas. Por todo o mundo o produto é desconhecido, não há marketing. A cortiça pode ser uma alternativa ecológica e com valor acrescentado às peles de animais. Pode ser muito mais utilizada por designers, decoradores ou estilistas. Há muitas utilizações de relevo para este material. O sobreiro é espontâneo em toda a região Centro mas não cresce devido à presença de pinheiros, eucaliptos e acácias no seu habitat natural. O sobreiro também é comum no Norte mas o seu habitat foi ocupado pelo eucalipto.

Temos depois a madeira. Mais um sector mal explorado que poderia empregar muitos milhares de jovens. Com as nossas espécies podem-se produzir artigos de elevado valor acrescentado e com procura global por parte dos consumidores mais exigentes. Artigos de cozinha com madeira de oliveira, pipas para bebidas alcóolicas feitas com carvalho-cerquinho, mobiliário de nogueira, carvalho-roble ou cerejeira.

No futuro a produção de eucalipto deverá ficar restrita às explorações mais produtivas. Será assim possível reduzir consideravelmente a área ocupada pela espécie e aumentar drasticamente a produtividade. Para isso é necessária uma regulação ambiciosa que obrigue as explorações a terem uma área mínima e acompanhamento de técnicos especializados. Os pequenos produtores seriam assim obrigados a agrupar-se em cooperativas. Fora das explorações licenciadas o eucalipto deveria ser considerado uma invasora e proibido, juntamente com outras espécies como as mimosas e acácias. Esta medida, no longo prazo, pouparia muitos milhões aos contribuintes no que diz respeito ao combate aos incêndios e no combate às invasoras.

Para terminar, Portugal deveria seguir o exemplo de outros países, que têm elevadas percentagens de floresta pública. Idealmente deveríamos ter 20% de floresta pública com espécies portuguesas, para garantir a protecção do património genético da nossa flora nativa. Já deixei aqui no fórum uma lista de locais que deveriam ser incluídos nesta rede florestal e onde não é necessário reflorestar, basta limpar as invasoras e auxiliar as espécies nativas.

Há mais de 20 anos que a Quercus ou a LPN alertam para o erro estratégico que é o eucalipto.

Portugal é pobre e endividado porque quer.
 
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