O Estado do País 2016

como os brasileiros sairam todos e em geral os de leste já não se dedicam a essas tarefas vemos os grupos hoteleiros da região a fazerem palestras sobre a dignidade de profissões como limpezas e cozinha de hotel.

a dignidade são os salários.

salários em atraso, ausência de horários, contratos do mais precário que existe, subcontratação... um mar de ilegalidades e emprego formal.
 
o trabalho do anterior governo e os frutos que começam a aparecer...

- destruir a contratação coletiva.
- limitar os direitos sindicais.

um país cada vez mais injusto, um mar de precariedade, de trabalho informal, um absurdo em forma de lei.

empresas que não prestando qualquer serviço relevante já roubam partes importantes do salário dos trabalhadores...

Empresas de trabalho temporário já facturam mais de mil milhões

No final de 2015, existiam em Portugal 231 empresas autorizadas para prestar serviços de trabalho temporário, mais 26 do que no ano anterior, o que traduz um crescimento de 13%. Já o número de postos de trabalho no sector, em 2014, atingia os 78.686, mais quase 13 mil empregos do que no ano precedente.


http://www.jornaldenegocios.pt/empr...cial&utm_source=Facebook#link_time=1460479092
 
O número de postos de trabalho aumentou 13 %? Excelente notícia.

O lucro destas empresas aumentou? Excelente notícia. As empresas públicas podiam aprender alguma coisa com estas empresas.

Diminuição das liberdades sindicais? Mal dá para notar, é necessário atuar a sério e restringir as liberdades sindicais, de modo que as mesmas deixem de prejudicar gravemente a economia portuguesa ( e em boa parte dos casos, são totalmente inúteis, mesmo para os trabalhadores) .
 
O número de postos de trabalho aumentou 13 %? Excelente notícia.

O lucro destas empresas aumentou? Excelente notícia. As empresas públicas podiam aprender alguma coisa com estas empresas.

Diminuição das liberdades sindicais? Mal dá para notar, é necessário atuar a sério e restringir as liberdades sindicais, de modo que as mesmas deixem de prejudicar gravemente a economia portuguesa ( e em boa parte dos casos, são totalmente inúteis, mesmo para os trabalhadores) .

Eu nem acredito na barbaridade que acabei de ler. Devias ter vergonha. :angry:
 
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Para que não haja dúvidas, é bom que hajam muitas empresas a dar lucro e a dar emprego, sejam de trabalho temporário ou não.

E, sim, há uma desregulamentação da liberdade sindical. Tornaram - se organizações viradas para dentro, de perpetuação dos lugares e as principais vítimas são os próprios trabalhadores. E a prova é que cada vez há mais trabalhadores a deixar de estar sindicalizados.
Não sou, de modo algum, contra a existência de organizações sindicais. Sou pela democracia, por isso sou a favor do livre movimento associativo.

O socialismo é muito bonito no papel, mas acaba sempre com a classe média a ser sugada até ao tutano e com os ricos a colocar tranquilamente o capital nas off- shores, sem ser verdadeiramente incomodados.
Essa tem sido a nossa sina, infelizmente,nas últimas 4 décadas.
 
Muitos, por cegueira ideológica, vêm o lucro como se fosse o diabo, mas não vêm, por exemplo, o embuste que são as empresas públicas, que praticam serviços públicos com preços abaixo do mercado, que supostamente é a favor dos cidadãos.
Isso é um enorme embuste. Todas essas empresas têm défices crónicos, andam à décadas a ser capitalizados pelos contribuintes com valores astronómicos, diria mesmo incalculáveis.

Por essas e por outras, metade do salário ( mais se contarmos com taxas) dos portugueses vai para o Estado, como saiu hoje a notícia.

Se contarmos com as contribuições dos portugueses mais as capitalizacoes constantes das empresas públicas, os portugueses no geral têm saído a perder com os supostos bondoso preços prestados por instituições de carácter público.
Era bom que os portugueses abrissem os olhos.
 
como os brasileiros sairam todos e em geral os de leste já não se dedicam a essas tarefas vemos os grupos hoteleiros da região a fazerem palestras sobre a dignidade de profissões como limpezas e cozinha de hotel.

a dignidade são os salários.

salários em atraso, ausência de horários, contratos do mais precário que existe, subcontratação... um mar de ilegalidades e emprego formal.

Tenho amigos que trabalham em vários grupos hoteleiros e ganham bem. Se ganhar 700 € ou 800 € num hotel é precário vou ali já venho e algumas trabalham na limpeza do hotel. :rolleyes: Se calhar, sou eu que conheço pessoas que estão bem na vida. :rolleyes:

O número de postos de trabalho aumentou 13 %? Excelente notícia.

O lucro destas empresas aumentou? Excelente notícia. As empresas públicas podiam aprender alguma coisa com estas empresas.

Diminuição das liberdades sindicais? Mal dá para notar, é necessário atuar a sério e restringir as liberdades sindicais, de modo que as mesmas deixem de prejudicar gravemente a economia portuguesa ( e em boa parte dos casos, são totalmente inúteis, mesmo para os trabalhadores) .

É tão bom, estar sindicalizado, ganhar o salério mínimo e ainda pagar uma quota ao sindicato, porque eu pagando a quota quando for para o desemprego, o sindicato vai fazer barulho à porta da empresa e blá blá mas no fim, fui para o desemprego na mesma e aí o sindicato já não me dá nada porque não pago já a quotazinha para o Arménio gozar a vida à grande e à francesa.

Eu já trabalhei numa empresa de trabalho temporário e gostei não era explorado, ganhava bem, tinha horário de trabalho e era feliz. Mais vale trabalhar para uma empresa dessas, do que estar pseudo-dependente do IEFP para arranjar emprego e se nós não mexermos os cordelinhos bem podemos esperar sentados pela oferta de emprego fantástica do IEFP e algumas são bem piores do que trabalhar para uma empresa de trabalho temporário.

No sector privado, uma empresa que não dá lucro e começa a dar prejuízo atrás de prejuízo fecha a porta, já as do Estado (como TAP, Metros, Carris e companhia) dão prejuízos colossais e nunca fecham a porta, porque está cá o contribuinte para pagar os calotes dessas empresas.
 
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O estranho do trabalho precário que sim é uma forma de exploração e que é praticada principalmente por meia dúzia de grupos económicos monopolistas é que não é muito contestado ou não é uma grande bandeira principalmente de partidos tipo PCP, que parece que estão chipados para apenas defender os direitos dos trabalhadores que já têm montes de direitos e regalias, esquecendo-se deste mundo de trabalho anónimo e selvagem onde os direitos do trabalhador são totalmente anulados. Temos então duas realidades em Portugal, os funcionários públicos, professores, autarcas, etc extremamente defendidos por partidos como o PCP e que têm direitos e regalias muito acima da média e depois temos um universo gigante não sindicalizado de trabalho temporário e precário onde os trabalhadores por em simplesmente não têm voz, são dois mundos antagonistas que parecem que vivem em países diferentes.
E sim sou de direita conservadora e para mim o trabalho temporário e precário é uma aberração do grande capital monopolista. e de uma linha neo-liberal gananciosa.
 
Ontem tivemos mais uma sessão dupla no serão da sicnoticias de politica.
Tive ouvir com muita atenção 1º o actual presidente da CML Fernando Medina, numa entrevista, diria mais uma promoção em horário nobre, uma entrevista super querida, super afável, sem perguntas inconvenientes, como se fazia antigamente, sem armadilhas. E depois o ministro dos negócios estrangeiros Augusto Santos Silva.
Uma sessão dupla PSiana, muito fixe e esclarecedora, com o Fernando Medina ouvimos os projectos megalómanos para capital que ai vêm é bom termos uma câmara tão financeiramente viável como a CML ao contrário de praticamente todas as outras de Portugal continental e ilhas que têm de contar os trocos para até fazerem umas rotundas ou arranjarem os monumentos degradados.
Com Augusto Fernando Silva, adorei a perspectiva de no assunto dos refugiados Portugal, estar a ser mesmo um espectáculo, somos um grande actor neste teatro, é aquela velha máxima, aquele ditado "já que Maomé não vai á montanha, vai a montanha a Maomé", e lá está Augusto Fernando Silva diz aquilo que já todos tínhamos percebido Portugal no assunto dos refugiados está a ir para além da UE, Portugal tem sempre esta coisa pah que é ir sempre para além de tudo, fomos para além dos cabos das tormentas, fomos para além da troika e agora vamos para além da UE no drama dos refugiados, Portugal é assim nunca se conforma com a sua pequenez, nos queremos ser grandinhos, usar calças, e fazemos estas figuras bueda fixes de irmos para além de tudo, no governo anterior andamos a fingir que éramos austríacos, holandeses, finlandeses, era reuniões ao lado dos ricos, eramos convidados para as festas dos ricos sempre, foi espectacular. Agora com este governo vamos para além dos refugiados, o quê? gregos e italianos a receberem centenas de milhares de migrantes, poderem dizer mal e mal dos maus do Norte da Europa e da UE e nós ficamos fora disto? não pode ser... Portugal tem-se de mexer, temos de ser actores principais nisto, e lá estamos sempre a ir para além de tudo e mais alguma coisa, os refugiados não chegam cá, nem vêm para cá, não querem vir para cá, não passam por cá, não sabem onde isto fica, mas não faz mal nós somos Portugal pah, não somos os totos dos Belgas ou dos suiços ou dos irlandeses esses países insignificantes e pequeninos que não tiveram descobertas, nem têm Angolas e Brasis nós somos Portugal, temos de aparecer em grande, temos de estar sempre na crista da onda e lá foi nós até á outra ponta da Europa, sempre para além de tudo, somos um espectáculo.
A UE deu-nos uma cota de refugiados apenas de 4 mil, não pode ser queremos o triplo ou mais, não somos como aqueles totos dos suiços ou dos irlandeses que ficam caladinhos no seu canto, nós não temos de brilhar, temos um governo super fixe, diferente e inovador, temos economia para isso lógico somos um pais super prospero, até temos incêndios no Verão e tudo podem vir fiscalizar a nossa floresta, depois? logo se vê cá nos arranjamos até temos poucos jovens em Portugal e muitas casas vazias por arrendar.
Logico que a questão não é o numero de refugiados ou não, é atitude, quando é que os nossos governantes, passam a ser no mínimo como os outros sinceramente, basta isso, parece que o nosso pais tem um complexo qualquer de inferioridade, olhemos isto de fora, á 1,2 anos parecia que a Grécia tinha lepra, e que Portugal era nórdico,austríaco ou melhor rico, andávamos atrás do
Schauble numa atitude pouco digna no meu ponto de vista. Passados um,dois anos temos o oposto, temos um governo que já assina acordos bilaterais como a Grécia, e sem ninguém lhe pedir, e sem ser um actor principal no assunto, insiste e anda a implorar para receber o triplo de refugiados que nos é exigido pela UE. Já que somos tão preocupados com em sermos sempre protagonistas, já alguém pensou como é que os outros países discretos olham para nós? Devem dizer estes tipos querem ir a todas,primeiro foram além da austeridade, agora sem ninguém os pedir vão para além dos refugiados, devem no minimo ficar incrédulos.
No meu entender os nossos políticos querem sobretudo parecer, ponto aparecer é o que me parece os nossos políticos querem aparecer á força, para depois fazerem carreira internacional, o problema é que sacrificam a imagem e reputação e as politicas do próprio pais.
 
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Passados um,dois anos temos o oposto, temos um governo que já assina acordos bilaterais como a Grécia

As pessoas tipicamente defendem o seu emprego. E isso é especialmente visível na política. Há quem use outros termos: cinismo, hipocrisia...

No caso Costa...

Jan. 2015:

António Costa: Vitória de Syriza é "mais um sinal da mudança" na Europa

Set. 2015:

Costa prudente na reação à vitória do Syriza

Out. 2015:

Costa: "A Europa pode ficar descansada. O PS não é o Syriza"

Abril 2016:

Costa e Tsipras juntos contra a austeridade, mas com cautelas do PM português


Em política as palavras e os documentos simbólicos têm algo em comum. O vento leva-os consigo. E este foi mais um momento para a fotografia. Novamente, não é só aqui. Dou mais um exemplo. Como é que a luta contra os paraísos fiscais vai ser combatida se tens um ex-presidente de um paraíso fiscal à frente da UE (Juncker) e um membro da UE que é um paraíso fiscal e de lavagem de dinheiro (RU e Londres) por excelência?

No meu entender os nossos políticos querem sobretudo parecer, ponto aparecer é o que me parece os nossos políticos querem aparecer á força, para depois fazerem carreira internacional, o problema é que sacrificam a imagem e reputação e as politicas do próprio pais.

Claro. Quem é que não quer seguir os passos do Barroso? Já viste as benesses que ele teve e tem? Austeridade deve ser aplicada no setor público. Mas é em todo o lado menos na UE.

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Foi notícia o desagrado do Schauble face à política monetária expansiva do Draghi (especialmente os juros negativos). O presidente do Bundesbank defendeu o Draghi. O MF alemão não é economista mas tem alguma razão. Contudo, da mesma forma que a China indexa a sua moeda ao dólar, e faz pequenos ajustes, para manter as suas exportações competitivas, a Alemanha consegue manter as suas exportações competitivas indexando a sua moeda a mais de uma dúzia de outros países. As variações cambiais são mínimas. Como tal, a sua economia mantém-se mais ou menos estável distorcendo o 'mercado livre'.

Paralelamente, o FMI volta a chamar a atenção para a dívida grega. Pudera, o FMI tem como principal medida a desvalorização cambial para promover o crescimento económico. Na Grécia não foi possível implementar isso.

Como é bem sabido, sou um habitual crítico das projeções económicas. Renovo o criticismo (Março de 2015):

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http://www.cfp.pt/wp-content/uploads/2015/03/CFP-REL-03-2015_PT1.pdf

Abril de 2016:

O Fundo Monetário Internacional (FMI) actualizou, esta terça-feira, as projecções económicas até 2021.

Também Portugal piorou as projecções orçamentais, esperando que o défice seja de 2,9% este ano e que a dívida fique nos 127,9%, mantendo-se acima dos 120% até 2021.

http://www.sabado.pt/dinheiro/detalhe/fmi_crescimento_mundial_e_defice_portugues_estao_piores.html

Isto não é propriamente novidade. E não acontecerá só em PT. Como já escrevi, a austeridade não acabará a curto prazo.

Por fim:

Contribuintes só recuperaram 14% da ajuda à banca desde 2008

https://www.dinheirovivo.pt/economia/contribuintes-so-recuperaram-14-da-ajuda-banca-desde-2008/
 
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O estranho do trabalho precário que sim é uma forma de exploração e que é praticada principalmente por meia dúzia de grupos económicos monopolistas é que não é muito contestado ou não é uma grande bandeira principalmente de partidos tipo PCP, que parece que estão chipados para apenas defender os direitos dos trabalhadores que já têm montes de direitos e regalias, esquecendo-se deste mundo de trabalho anónimo e selvagem onde os direitos do trabalhador são totalmente anulados. Temos então duas realidades em Portugal, os funcionários públicos, professores, autarcas, etc extremamente defendidos por partidos como o PCP e que têm direitos e regalias muito acima da média e depois temos um universo gigante não sindicalizado de trabalho temporário e precário onde os trabalhadores por em simplesmente não têm voz, são dois mundos antagonistas que parecem que vivem em países diferentes.
E sim sou de direita conservadora e para mim o trabalho temporário e precário é uma aberração do grande capital monopolista. e de uma linha neo-liberal gananciosa.


Desculpa, mas neste ponto, não concordo contigo.

As empresas de trabalho temporário vendem grupos de " prestadores de serviços " em áreas diferenciadas.
Não há mal nenhum nisso em absoluto. Aumentam a taxa de emprego e se derem lucro, melhor ( menos hipótese haverá de depois de pedir o subsidiozinho ao Estado, que muitas empresas em Portugal, algumas delas chamadas de modelo, são férteis) .
Apenas a esquerda radical, retrógrada e sem vergonha é que é Contra por sistema.

Outra coisa completamente diferente são as empresas que atuam à margem da lei, algumas , é verdade, sem escrúpulos. Mas isso são casos de polícia, não são casos de legislação. A atual legislação já regulamenta bem a atividade não é por aí.

Também, é verdade, que muitas vezes, os trabalhadores são cúmplices. Não denunciam as situações e usufruem muitas vezes de pagamentos por baixo da mesa. E depois os patrões são uns malandros e os trabalhadores uns Santos, quando estes também usufruiram de rendimentos livres de impostos.
 
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A TAP registou um prejuízo de 99 milhões de euros. Ufa, ainda bem que graças aos patriotas do PS, PCP e BE e aos amigos de infância dos nossos governantes, houve uma reversão no seu processo de privatização. Assim, felizmente para a Pátria, os contribuintes ( traduzindo,a classe média sem capacidade de transferir os fundos para o Panamá) vão poder ajudar a pagar os prejuízos desta empresa. :lmao::lmao::lmao::lmao::lmao: