Ontem tivemos mais uma sessão dupla no serão da sicnoticias de politica.
Tive ouvir com muita atenção 1º o actual presidente da CML Fernando Medina, numa entrevista, diria mais uma promoção em horário nobre, uma entrevista super querida, super afável, sem perguntas inconvenientes, como se fazia antigamente, sem armadilhas. E depois o ministro dos negócios estrangeiros Augusto Santos Silva.
Uma sessão dupla PSiana, muito fixe e esclarecedora, com o Fernando Medina ouvimos os projectos megalómanos para capital que ai vêm é bom termos uma câmara tão financeiramente viável como a CML ao contrário de praticamente todas as outras de Portugal continental e ilhas que têm de contar os trocos para até fazerem umas rotundas ou arranjarem os monumentos degradados.
Com Augusto Fernando Silva, adorei a perspectiva de no assunto dos refugiados Portugal, estar a ser mesmo um espectáculo, somos um grande actor neste teatro, é aquela velha máxima, aquele ditado "já que Maomé não vai á montanha, vai a montanha a Maomé", e lá está Augusto Fernando Silva diz aquilo que já todos tínhamos percebido Portugal no assunto dos refugiados está a ir para além da UE, Portugal tem sempre esta coisa pah que é ir sempre para além de tudo, fomos para além dos cabos das tormentas, fomos para além da troika e agora vamos para além da UE no drama dos refugiados, Portugal é assim nunca se conforma com a sua pequenez, nos queremos ser grandinhos, usar calças, e fazemos estas figuras bueda fixes de irmos para além de tudo, no governo anterior andamos a fingir que éramos austríacos, holandeses, finlandeses, era reuniões ao lado dos ricos, eramos convidados para as festas dos ricos sempre, foi espectacular. Agora com este governo vamos para além dos refugiados, o quê? gregos e italianos a receberem centenas de milhares de migrantes, poderem dizer mal e mal dos maus do Norte da Europa e da UE e nós ficamos fora disto? não pode ser... Portugal tem-se de mexer, temos de ser actores principais nisto, e lá estamos sempre a ir para além de tudo e mais alguma coisa, os refugiados não chegam cá, nem vêm para cá, não querem vir para cá, não passam por cá, não sabem onde isto fica, mas não faz mal nós somos Portugal pah, não somos os totos dos Belgas ou dos suiços ou dos irlandeses esses países insignificantes e pequeninos que não tiveram descobertas, nem têm Angolas e Brasis nós somos Portugal, temos de aparecer em grande, temos de estar sempre na crista da onda e lá foi nós até á outra ponta da Europa, sempre para além de tudo, somos um espectáculo.
A UE deu-nos uma cota de refugiados apenas de 4 mil, não pode ser queremos o triplo ou mais, não somos como aqueles totos dos suiços ou dos irlandeses que ficam caladinhos no seu canto, nós não temos de brilhar, temos um governo super fixe, diferente e inovador, temos economia para isso lógico somos um pais super prospero, até temos incêndios no Verão e tudo podem vir fiscalizar a nossa floresta, depois? logo se vê cá nos arranjamos até temos poucos jovens em Portugal e muitas casas vazias por arrendar.
Logico que a questão não é o numero de refugiados ou não, é atitude, quando é que os nossos governantes, passam a ser no mínimo como os outros sinceramente, basta isso, parece que o nosso pais tem um complexo qualquer de inferioridade, olhemos isto de fora, á 1,2 anos parecia que a Grécia tinha lepra, e que Portugal era nórdico,austríaco ou melhor rico, andávamos atrás do
Schauble numa atitude pouco digna no meu ponto de vista. Passados um,dois anos temos o oposto, temos um governo que já assina acordos bilaterais como a Grécia, e sem ninguém lhe pedir, e sem ser um actor principal no assunto, insiste e anda a implorar para receber o triplo de refugiados que nos é exigido pela UE. Já que somos tão preocupados com em sermos sempre protagonistas, já alguém pensou como é que os outros países discretos olham para nós? Devem dizer estes tipos querem ir a todas,primeiro foram além da austeridade, agora sem ninguém os pedir vão para além dos refugiados, devem no minimo ficar incrédulos.
No meu entender os nossos políticos querem sobretudo parecer, ponto aparecer é o que me parece os nossos políticos querem aparecer á força, para depois fazerem carreira internacional, o problema é que sacrificam a imagem e reputação e as politicas do próprio pais.