O Estado do País 2016

Em Portugal há bons exemplos autárquicos, veja-se o caso de Ponte de Lima, com tantas freguesias mas contas sãs e património conservado.

Se os outros não conseguem ser assim resolva-se o mal pela raiz. O Estado que tenha mais autoridade e mude a lei do financiamento autárquico e coloque um limite ao endividamento e aos impostos que as autarquias cobram per capita aos seus munícipes. O dinheiro que o país pede lá fora não pode ser canalizado para o regabofe das autarquias, que estão a destruir as finanças nacionais.
 
O BE chegou a ter propostas interessantes, como taxar as mais valias imobiliárias, disse aqui várias vezes e repito, a especulação sobre solos é dos maiores cancros que há em Portugal, mexe com muita coisa, e no fundo é um mecanismo brutal de empobrecimento do país e de corrupção e tráfico de influências. O BE que se diz ser anti-sistema poderia propor muita coisa que deixaria o país mais limpo, desde o fim dos ajustes directos ao fim dos PIN, estas mudanças seriam muito mais importantes para combater a corrupção que andar a vigiar as contas à ordem do cidadão comum. No entanto ainda não vi nada por parte do BE nem por parte do BCP, António Costa também disse que acabaria com os contratos com escritórios de advogados e que o Estado passaria a usar juristas interno e até agora nada, aguardemos... algo me diz que não vai fazer nada e que o BE também nada fará, o que aos olhos de muitos portugueses mais informados só confirmará que são apenas paus mandados de sindicatos e corporações e não verdadeiros partidos interessados na melhoria das condições de vida do cidadão comum.
 
O Estado paralelo continua aí.

Os colégios são uma gota de água no Monstro mas até agora foi o único sector tocado. Se ficarem por aqui tudo soará a jacobinismo mata-frades.

As empresas municipais não existiram boa parte das 4 décadas de democracia e ninguém deu pela sua falta. São um embuste que duplica o funcionalismo no poder local e que dá oportunidade às câmaras para contratar com cunhas fugindo às regras gerais de contratação da função pública. E em muitos casos duplicam a dívida real das autarquias.

Para quando coragem para acabar com isto?

Uma casa começa-se a construir pelas fundações. Reformas como o Simplex não levam a lado nenhum se não mexermos nas fundações do Estado, no poder local, nas escolas, universidades, nos institutos...
 
Proponho aos colegas do fórum do Norte ou de Lisboa que vão de férias ao Algarve que dêem um salto à serra de Aracena, e que vejam a indústria alimentar, florestal, mineira e turística que existe naquelas povoações. Depois comparem com a realidade dos concelhos vizinhos do Alentejo e do Algarve.

Algo continua muito, muito errado no nosso modelo de desenvolvimento económico.
 
Em Portugal há bons exemplos autárquicos, veja-se o caso de Ponte de Lima, com tantas freguesias mas contas sãs e património conservado.

Se os outros não conseguem ser assim resolva-se o mal pela raiz. O Estado que tenha mais autoridade e mude a lei do financiamento autárquico e coloque um limite ao endividamento e aos impostos que as autarquias cobram per capita aos seus munícipes. O dinheiro que o país pede lá fora não pode ser canalizado para o regabofe das autarquias, que estão a destruir as finanças nacionais.


É verdade, Ponte de Lima, uma câmara do CDS à muitos anos, é sem dúvida uma das melhores do país, com contas em ordem e património natural e cultural bem conservado.

E ainda com uma população com alguma implementação nas aldeias, apesar de ser muito montanhoso e com muitas zonas isoladas.
 
O PS tornou-se o grande partido da captura. Avental, construtoras, escritórios de advogados, funcionalismo militante, uma ou outra corporação profissional.

Se volta a estoirar o país como Sócrates temo pelo futuro de Portugal. O PS é um partido importante em democracia mas radicalizou-se e não tem gente séria lá dentro.


Esta nova geração do PS é muito má, com meninos e meninas que gritam muito, muito radicalizados e muito cools, mas vazios de substância.

Mas para bem da verdade, também não vejo nas novas gerações do PSD e CDS muito melhor.

Continuaremos com falta de qualidade na política, infelizmente...
 
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O BE chegou a ter propostas interessantes, como taxar as mais valias imobiliárias, disse aqui várias vezes e repito, a especulação sobre solos é dos maiores cancros que há em Portugal, mexe com muita coisa, e no fundo é um mecanismo brutal de empobrecimento do país e de corrupção e tráfico de influências. O BE que se diz ser anti-sistema poderia propor muita coisa que deixaria o país mais limpo, desde o fim dos ajustes directos ao fim dos PIN, estas mudanças seriam muito mais importantes para combater a corrupção que andar a vigiar as contas à ordem do cidadão comum. No entanto ainda não vi nada por parte do BE nem por parte do BCP, António Costa também disse que acabaria com os contratos com escritórios de advogados e que o Estado passaria a usar juristas interno e até agora nada, aguardemos... algo me diz que não vai fazer nada e que o BE também nada fará, o que aos olhos de muitos portugueses mais informados só confirmará que são apenas paus mandados de sindicatos e corporações e não verdadeiros partidos interessados na melhoria das condições de vida do cidadão comum.


O BE tem e continua a ter algumas propostas na área do ambiente interessantes.

Mas são uma espécie de desilusão. Chegaram a determinada altura a poder ser uma lufada de ar fresco no panorama da esquerda portuguesa. Apesar de discordar ideologicamente, achava isso positivo.

Foi quando a ala de Miguel Portas ( um senhor, era uma espécie de moderado dentro de uma estrutura radical, dava equilíbrio ao partido ; eu próprio gostava de o ouvir) começou a ganhar alguma preponderância.

O desaparecimento de Miguel Portas foi uma grande perda para o partido e a democracia portuguesa.

Depois, o partido perdeu o equilíbrio, comecou uma espécie de apanhar as bruxas. E os bons militantes e equilibrados do partido, como Daniel Oliveira, Ana Drago ou Joana Amaral Dias saíram.

Agora, o BE ficou entregue à ala da velha UDP, radical e cega ideologicamente. O partido pode ganhar votantes, mas a esquerda moderada portuguesa e a democracia em geral saíram a perder.
 
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O CDS tem umas caras novas com substância, caso do sec. de Estado Adolfo Mesquita Nunes. Parece-me para já o partido mais promissor, novos políticos mais liberais, educados, dialogantes e com substância, veremos o que sucede ao partido agora que a Cristas está à frente. O CDS tem conquistado eleitores nos mais jovens e isto não é muito falado, especialmente em zonas urbanas mais instruídas, aliás nas últimas eleições houve muita gente com menos de 30 anos a votar na PaF enquanto os pensionistas preferiam a Esquerda...

EDIT: e felizmente Portas soube sair, os escândalos em torno da sua prestação política ao longo dos anos foram muitos, e os eleitores estão cada vez menos tolerantes. Penso que se Rajoy fizesse o mesmo em Espanha talvez as chances de vencer e formar maioria com o Ciudadanos fossem mais elevadas.
 
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A Esquerda deveria explicar muito bem isto.

E os populistas nacionalistas da extrema-direita no Norte de Itália, França ou Áustria também cantam o canto da sereia.
 
No congresso do PS, o PS decidiu virar à esquerda e aproximar - se ao BE.

Por mim, nada tenho a obstar, cada partido faz as escolhas que quer e escolhe os seus parceiros. E escolhe também os seus processos, sejam de pasokizacao, sejam outros quaisquer.

Só espero é que nas próximas eleições digam logo ao que vêm e quais são os seus parceiros e não finjam ser um partido do centro - esquerda apenas para sacar votos como se viu nas últimas eleições.

Isso já não é possivel, esse tipo de estratégia ou trunfo só foi possivel uma vez, pois tem haver em apanhar o eleitorado de surpresa , e o PS ai tomou uma decisão virar-se mesmo para esquerda radical e isso ve-se na propria vontade dos seus quadros.
 
não é de esquerda mas tem as propostas possíveis de aprovar pelo PS.
Estamos onde sempre estivémos, dependentes dos alemães.
Eu já estava fora da UE.

Agreste não me digas que somos a Arábia Saudita e não sabemos :unsure:.
O discurso anti-Alemanha e UE é eficaz, o português tende muito a explicar os seus erros com os outros, e sem duvida que tem muitos apoiantes.
O que esse discurso não explica é o essencial, ok a Alemanha é o papão, sabemos lidera a UE(alguém teria de liderar), pois bem Agreste sabes que a Alemanha ou melhor multinacionais alemães, e capitais alemães criam centenas de milhares postos de trabalho, em areas do sector terciário e secundário em Portugal? Pergunto em letigio com os Alemães e com a UE a Catarina Martins e o Jerónimo irão conseguir substituir esse investimento? criar esses postos de trabalho? será a Grecia e o syrisa que irão investir em postos de trabalho de qualidade em Portugal? seria bom as Marisas Matias, as Catarinas, os Jeronimos esclarecerem o pessoal, sai-se do euro, as empresas multinacionais saem de Portugal e depois é a Grécia essa potência económica que vai investir em Portugal?
Depois também seria interessante que as Catarinas,Marisas e Jeronimos explicassem com a saida do euro, com emprestimos a duplicar, juros a duplicarem, investimento externo a desaparecer, multinacionais a sairem de Portugal, como é que eles iriam estancar ou evitar isso? ok acho que já explicaram, acreditar no nosso pais, somos um excelente povo e um excelente pais(talvez a Bulgaria também o seja, e o PC bulgaro diga exactamente o mesmo), mas talvez na pratica Portugal, não seja assim tão espectacular, se calhar é um pais com solos improdutivos, sem escala, sem mercado, se calhar parte das nossas aguas nem para pesca intensiva serve assim tanto, se calhar ao contrário de outros paises da UE, pequenos mas localizados no centro da europa, nós estamos encalhados entre um imenso atlântico e a periferia de Espanha, ou melhor sem possibilidades de auto-suficiência seja no que for.
Ok somos um povo espectacular, temos sol, e temos 800 anos de Historia. :lol:
 
:angry: é assim que eu me sinto com a justiça em Portugal

Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão – MFM senta-se no banco dos réus acusada ela por quatro crimes de difamação. A mesma justiça que foi incapaz de encontrar os culpados da morte do filho quer condenar a mãe por ter nomeado os suspeitos da morte do filho.

Público
 
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Eu não sou jurista mas por coisas que vou lendo noto que a Justiça é o sector que pior funciona em Portugal, é muito pior que a Saúde e pior que a Educação.

Há uns anos um vizinho fez uma garagem num terreno que era do meu avô, foi há 20 anos e ainda anda em tribunal... na minha terra e arredores há muitos casos assim, nunca na vida vi uma construção ilegal ser demolida, o caso mais famoso foi o da casa do familiar do Picasso. Se temos um terreno registado na Conservatória, se um vizinho ocupa, por que carga de água é necessário chamar testemunhas e enrolar tantos e tantos anos o processo? Existindo a documentação, não deveria haver ordem de demolição imediata? Foi neste caso e noutro igual com a minha família que percebi como é enviesada, injusta e ineficaz a nossa Justiça. De quem é a culpa? De quem legisla, de que escreve as leis. Não é dos juízes, nem dos funcionários da Justiça. E quem escreve as leis em Portugal? Ora é isto que deveria ser do conhecimento do público. E mais. Alguém faz a avaliação prática da aplicabilidade de uma lei? Ninguém! E a verdade é que na prática a legislação não funciona, não é justa nem prática! Dou um exemplo, a lei da difamação e calúnia, dos anos 80. Não especifica em que situações concretas pode haver difamação e calúnia, e por isso a lei é utilizada para silenciar, tendo alguns julgamentos sobre esta matéria gerado já condenações de Portugal no Tribunal Europeu! Este é mais um sector capturado por uma classe profissional (juristas e advogados) em prejuízo do cidadão comum e da nossa economia.
 
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Topê um comentário muito lúcido, não somos um território tão rico como pensamos, para produzir os nossos antepassados trabalharam o dobro ou o triplo de alemães, ingleses ou franceses, é ver a monumental obra que foi feita ao longo de séculos no Douro. Não temos as vastas áreas planas com solos profundos e férteis que há na Europa Média, e a nossa posição geográfica não ajuda. Por isso temos de jogar com outras regras, 10 milhões é um mercado interno pequeno, o Brasil não quer saber de nós e Angola com o petróleo em baixa não é mais uma opção. Resta-nos atrair investimento estrangeiro, e isso só se consegue tendo impostos muito mais baixos que os outros, e pouco regulamentação. Ora tal choca com as ideologias de Esquerda que temos no poder, que querem mais impostos e mais controlo. Portanto não vamos sair disto. Ao contrário do que dizem os bloguistas de Esquerda Portugal tem muita margem para crescer mais no turismo e nas exportações, podemos crescer em Marrocos, EUA, Canadá, América Latina, fazer a ponte atlântica. Podemos exportar mais mobiliário, calçado, azulejos, cerâmicas, têxteis, frutas, ourivesaria. Não tem muito valor acrescentado mas a nível local o impacto no emprego é brutal, e permite a acumulação de capital, que mais tarde poderá ser investido em biotecnologia, sem endividamento externo. Mas mais uma vez voltamos à questão dos impostos, com carga fiscal assim não nos safamos.
 
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O Estado paralelo continua aí.

Os colégios são uma gota de água no Monstro mas até agora foi o único sector tocado. Se ficarem por aqui tudo soará a jacobinismo mata-frades.

As empresas municipais não existiram boa parte das 4 décadas de democracia e ninguém deu pela sua falta. São um embuste que duplica o funcionalismo no poder local e que dá oportunidade às câmaras para contratar com cunhas fugindo às regras gerais de contratação da função pública. E em muitos casos duplicam a dívida real das autarquias.

Para quando coragem para acabar com isto?

Uma casa começa-se a construir pelas fundações. Reformas como o Simplex não levam a lado nenhum se não mexermos nas fundações do Estado, no poder local, nas escolas, universidades, nos institutos...


Não te iludas, Frederico, é mesmo jacobinismo mata frades.

Se tivéssemos um Governo preocupado com a poupança do Estado, não gastava mais 40 milhões de euros na redução do horário de trabalho no já privilegiado setor da função pública.

Se tivéssemos um Governo preocupado com a igualdade, não ouvíamos membros do Governo afirmar que parte da " poupança " com os contratos de associação vai ser direcionada para pagar manuais escolares de todos os alunos, sejam eles da família do Belmiro de Azevedo sejam filhos de um sem abrigo.

Se tivéssemos um Governo preocupado com a pobreza, não haveria devoluções de salários para os bem ou razoavelmente instalados e ofertas de cafés para os mais pobres.

Se tivéssemos um Governo preocupado com a ética do serviço público, era revisto de imediato o financiamento a fundações e outros movimentos associativos, muitas delas sem prestar qualquer serviço público e outras mesmo sem atividade à anos.

E, já agora, porque será, será que o BE, sempre tão preocupado com a ética na política apenas se os políticos forem de PSD ou CDS, já não dizem nada, agora que está a crescer como cogumelos o número de militantes do PS que estão a ir para a Banca e outras empresas e que tiveram participação direta em alguns negócios?


São estas as verdades que incomodam muita gente de esquerda, até aqui no fórum, alguns que foram para o exílio ( ou será que desistiram pois reconheceram os argumentos superiores da outra parte? ) e outros que querem fechar o tópico ou mandam calar os outros membros ( quando não se tem argumentos, é assim) .
 
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