O Estado do País 2016

Basta que a próxima avaliação da agência rating dbrs em março seja para outlook negativo ou pior.. A questão dos resultados abaixo do esperado a meio do ano obrigarão a duplo esforço de austeridade para cumprir metas ao fim do ano. E são tantos indicadores que podem falhar:
desemprego estagnado ou a a subir, défice nos 5 ou 6% a meio do ano, receita de impostos a descer, %pib muito abaixo, exportações a descer.

Mas o que me surpreende é o colega Agreste andar agora com a cassete do costa "a austeridade acabou", coisa que o cassete jerônimo nunca disse!
 
O Agreste nada vai dizer, a Claúdia emigrou que nunca mais pareceu por aqui.

A Cláudia (o acento é no a) não emigrou, não (não seguiu, portanto, o conselho dado pelo 'falecido'). Não te preocupes. A Cláudia decidiu logo no início do ano (e disse-o aqui!) que não lhe apetece, neste momento, partilhar este espaço com pessoas com a tua educação, por exemplo, (apesar de outras me merecerem todo o respeito!), o que é um direito que lhe assiste. Mas tem-se divertido bastante a ler. Preocupar-me-ei é quando a histeria e os fanicos terminarem...
De qualquer modo, apraz-me saber que há quem sinta a minha falta. Já tinha desconfiado, dado o tom monocórdico, aborrecido e histérico que prevalece. Escreve-se muito e mal. E não me refiro apenas à ortografia.
Hasta. :D
 
A questão da TAP, na minha opinião, vai ser complicada a médio prazo. E nem é pelo dinheiro necessário para substituir os aviões. Vendo o relatório de 2014...

A nível de vendas, Portugal e Brasil mantêm proporções próximas entre si no total de vendas de passagens, de 23% e 22% do total respetivamente. A Europa, excluindo Portugal, é responsável por 40% das vendas totais, África, 7% (dos quais Angola 4,7%), EUA e América Latina (excluindo Brasil) 4% cada. Já na Venezuela se verificou, ao longo de todo o período uma redução da atividade de vendas, provocada pelas dificuldades sentidas pela TAP na repatriação dessas verbas para Portugal, tendo por isso optado por estimular apenas fora da Venezuela as vendas para essa rota.

... o futuro da TAP mais cedo ou mais cedo passará por uma reestruturação profunda tal como tem acontecido nas restantes companhias aéreas de 'bandeira' que têm despedido trabalhadores e/ou criado subsidiárias de baixo custo (as greves, claro, aparecem logo). O mercado intra-europeu será dominado pelas companhias de baixo custo. A Lufthansa tem a Germanwings, a AirFrance tem a Hop!...

Low-cost carriers have about half of the market and have seized customers from the traditional airlines, many of which are seeking to slash costs or are engaged in difficult restructuring. For example, International Airlines Group – parent of British Airways – has cut 3,000 jobs at Iberia, its Spanish subsidiary.

Average profit margins of leading low-cost airlines are in double-digits. Traditional carriers struggle to break even. To fight back, flag carriers have launched their own low-cost brands, such as Lufthansa’s Germanwings and IAG’s Vueling.

http://www.ft.com/cms/s/2/31a382d4-f6f2-11e3-8ed6-00144feabdc0.html

Já na frente internacional, o caso da TAP continua negro. O real está a afundar (câmbio EUR-BRL):

C9fa6Ahl.jpg


https://www.ecb.europa.eu/stats/exchange/eurofxref/html/eurofxref-graph-brl.en.html#

Essa desvalorização vai fazer uma grande mossa nas receitas. Aliás, o cenário já deve ser bastante feio no relatório de 2015. E nem tão cedo a situação vai melhorar no Brasil.

O governo que estiver em funções quando a bronca vier a acontecer, que vai, vai ter que tomar uma decisão muito difícil. Duvido que os investidores privados queiram permanecer na TAP suportando os inevitáveis prejuízos muito significativos (especialmente depois de gastaram muito em aviões novos). Por outro lado, não será politicamente recomendável despedir milhares.

A vitória de hoje será a derrota muito penosa de alguém muito brevemente. Resta saber quando se irá tomar decisões, quem irá decidir e o que se vai fazer. Será a TAP novamente nacionalizada ou irá à falência como tantas outras já foram? A posição minoritária dos investidores privados e o poder de veto do governo irão decerto complicar muita coisa.

A parte mais complicada para a indústria aérea tradicional virá inevitavelmente. Voos de longo curso não de baixo custo, que aparentemente é difícil, mas com menor custo:

http://www.leighfisher.com/sites/de...iabilityoflong-haullow-costcarrierservice.pdf
 
Última edição:
TTIP investor court illegal, say German judges

https://euobserver.com/economic/132142

Critics says the new court, which is intended to replace a much loathed investor-to-state dispute settlement (ISDS) system, will pressure governments into clawing back consumer protection rights and environmental standards in favour of corporate interest.

"The German Magistrates Association sees no need for the establishment of a special court for investors," it states.

It says the new investor court would alter national court systems "and deprive courts of member states of their power."
 
orc3a7amentoestado2016.jpg




Portanto já sabem. Com a PaF não haveria mais impostos. Com o PS? Sempre podem deixar de fumar e andar de bicicleta. É óbvio que mais tarde ou mais cedo o aumento do preço dos combustíveis se irá reflectir em tudo, afectando mais os que mais precisam, os mais pobres e que não trabalham para o Estado nem dele dependem.
 
A TAP pode ter sido transformada numa espécie de PPP. Uma gestão privada com o risco, ou pelo menos metade dele, do lado do Estado. Será que o Bloco de Esquerda e o PCP já perceberam isso?



Então vejamos. Depois de 15 anos de tentativas, Passos Coelho vende a TAP à pressa em dois meses. Fá-lo sabendo que existia uma enorme probabilidade de haver um novo Governo que era contra a venda. E usa como desculpa — verdadeira —, que a situação financeira da TAP era insuportável. De facto a empresa não tinha dinheiro para pagar, nem a fornecedores, nem a trabalhadores.

Se em termos empresariais e até sociais a venda era essencial de modo a garantir que a empresa não fechava, em termos políticos foi uma asneira. Não vender tinha colocado o Governo de António Costa com uma bomba relógio em mãos e sem saber como a resolver.

Depois entram os novos donos e mantêm a liderar a empresa a mesma gestão que depois de 15 anos só conseguiu levar a TAP à ruína financeira. Para logo a seguir serem confrontados com a ameaça de que a privatização tinha de ser revertida. A bem ou a mal, o Estado tinha de ficar com 51% da TAP.

Nada disso aconteceu. Em vez disso há um anúncio de um acordo futuro meio sombrio onde há ainda muita coisa ainda por definir. Tudo para tentar abafar um Orçamento do Estado do qual o Governo parece ter vergonha.

E no final a teimosia de António Costa deu como fruto seis administradores e um presidente do Conselho de Administração. Uns “lugarzinhos” para distribuir e uma vitória de Pirro. Tudo para que pudesse dizer que o Estado ficou com 50% da capacidade de votar num órgão que não manda nada. Qualquer decisão estratégica terá de ser aprovada por maioria qualificada, ou seja, todos os acionistas têm de estar de acordo. E claro, a gestão executiva será sempre privada.

Em troca ainda vai ter de ajudar a fazer a reestruturação financeira da empresa e colocar mais 30 milhões se quiser ficar com menos de 20% dos direitos económicos da companhia.

E se a empresa tiver de fazer um aumento de capital entretanto? E se necessitar de novos empréstimos? Nesse caso o Estado terá de entrar com mais capital? Ou vai ter de dar garantias extra?

A TAP pode ter sido transformada numa espécie de PPP. Uma gestão privada com o risco, ou pelo menos metade dele, do lado do Estado. A teimosia do Governo transformou-se numa grande vitória de Neeleman.

Será que o Bloco de Esquerda e o PCP já perceberam isso?

http://expresso.sapo.pt/blogues/blo...-02-06-TAP-dizem-que-e-uma-especie-de-vitoria
 
... o futuro da TAP mais cedo ou mais cedo passará por uma reestruturação profunda tal como tem acontecido nas restantes companhias aéreas de 'bandeira' que têm despedido trabalhadores e/ou criado subsidiárias de baixo custo (as greves, claro, aparecem logo). O mercado intra-europeu será dominado pelas companhias de baixo custo. A Lufthansa tem a Germanwings, a AirFrance tem a Hop!...

Claro que sim... amanhã aparecem as companhias aéreas não de baixo custo mas de micro custo que farão concorrência às de baixo custo e os trabalhadores destas coitados não querendo ficar sem trabalho transitarão para as de micro custo.

Em 2020 as companhias de micro custo terão a concorrência das companhias de nano custo... e os trabalhadores das anteriores como a lei da greve é coisa de museu transitarão para as de nano custo para evitar o desemprego...

a uma escala logarítmica iremos assistir ao sucessivo nascimento de novas companhias aéreas...

as de pico custo.
as de femto custo
as de atto custo
as de zepto custo
e finalmente as de yocto custo

A eficiência será brilhante.
 
após o descalabro das companhias aéreas de yocto custo... assisteremos finalmente ao nascimento de aviões sem asas ou de aviões de papel como os que se faziam na escola primária.
 
No entanto, o socialista e primeiro-ministro António Costa veio esclarecer dúvidas ao garantir, este sábado à tarde, numa sessão de esclarecimento com militantes, que “as 35 horas entrarão em vigor já no próximo dia 1 de julho”.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...oras-costa-deu-a-resposta-que-centeno-nao-deu

O ministro das Finanças, em entrevista ao Expresso, não deu garantias do calendário de aplicação da medida."A medida avança como está inscrita no programa de Governo. Avança quando conseguirmos garantir, do ponto de vista do governo, que esta medida se pode aplicar, tendo garantias de não aumento da despesa", salientou Mário Centeno. Questionado sobre se a medida ainda entraria em vigor este ano, o ministro deixou em aberto: "não lhe posso responder".

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A reposição do horário de trabalho da função pública nas 35 horas vai ser feita a partir de 1 de julho e de forma gradual, de forma a acautelar o objetivo do programa do governo de que daqui não resulte um aumento da despesa global com pessoal.

Este esclarecimento de fonte oficial do Ministério das Finanças surge depois dos sinais de preocupação e das questões levantadas pelos dirigentes sindicais na sequência das declarações (primeiro) do ministros das Finanças que, em entrevista ao Expresso, afirmava não poder garantir que as 35 horas regressassem este ano, e (depois) do primeiro-ministro a garantir que a medida avança a partir de 1 de julho.

http://www.dinheirovivo.pt/economia/35-horas/

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Tenho muitas dúvidas de que PPC seja a melhor figura para liderar o PSD no Portugal pós-intervenção (direta). Uma cara nova certamente daria mais credibilidade à reinvenção da imagem do partido para ganhar eleições trabalhar em prol dos portugueses. Neste momento é apenas uma medida desavergonhadamente eleitoralista e populista que transparece um certo tipo de cinismo. PPC é péssimo comunicador e aparentemente os seus assessores de imagem não têm conseguido grandes conquistas. Uma via que se podia abordar e repetir até à exaustão seria a excepcionalidade do período de governação PSD. Mas até agora essa argumentação está ausente.

No CDS tenho grandes dúvidas se AC será a líder mais indicada para suceder a PP no CDS. Também acho que o PP orbitará o CDS durante algum, se não muito, tempo.
 
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Claro que sim... amanhã aparecem as companhias aéreas não de baixo custo mas de micro custo que farão concorrência às de baixo custo e os trabalhadores destas coitados não querendo ficar sem trabalho transitarão para as de micro custo.

Em 2020 as companhias de micro custo terão a concorrência das companhias de nano custo... e os trabalhadores das anteriores como a lei da greve é coisa de museu transitarão para as de nano custo para evitar o desemprego...

a uma escala logarítmica iremos assistir ao sucessivo nascimento de novas companhias aéreas...

as de pico custo.
as de femto custo
as de atto custo
as de zepto custo
e finalmente as de yocto custo

A eficiência será brilhante.

após o descalabro das companhias aéreas de yocto custo... assisteremos finalmente ao nascimento de aviões sem asas ou de aviões de papel como os que se faziam na escola primária.

À falta de melhor termo, duas intervenções infantis e desprovidas de conteúdo útil. As greves na AirFrance e Lufthansa, por exemplo, são conspirações da imprensa de direita imperialista e devorista. Claro que a TAP é uma das maiores empresas da Europa estando por isso imune a tudo.

Acho que és capaz de mais e melhor. É preciso ser ainda mais condescendente?
 
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Neeleman quer a TAP a concorrer com as low-cost

http://expresso.sapo.pt/economia/2015-11-13--Neeleman-quer-a-TAP-a-concorrer-com-as-low-cost

"Talvez o maior desafio sejam as companhias aéreas low cost. Passei pelo Porto no outro dia e fiquei assustado com oito aeronaves da Ryanair e mais quatro da easyJet. Não podemos desistir. Temos que nos tornar mais competitivos", afirmou o empresário num encontro com trabalhadores da TAP, a decorrer nas instalações da empresa em Lisboa.

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A Azul foi eleita a melhor companhia aérea de baixo custo da América Latina. No ranking com todas as empresas do mundo, aparece em 62º lugar.

http://economia.uol.com.br/noticias...ica-do-sul-azul-e-a-melhor-de-baixo-custo.htm

:sono:

Numa pergunta escrita dirigida ao Ministério da Economia pelos deputados do PCP Paulo Sá e Bruno Dias é ainda questionado "que medidas estão a ser ponderadas (ou já foram tomadas) para inverter o ciclo vicioso" que terá sido gerado pelos apoios concedidos às 'low cost' [companhias aéreas de baixo custo] e que, segundo os comunistas, terá tido impactos negativos, nomeadamente na economia regional algarvia.

"É caso para dizer 'casa arrombada, trancas na porta', pois não foram nem uma nem duas as vezes que o PCP alertou para as implicações a médio e longo prazo da política que estava a ser seguida pelo Estado Português e pela própria ANA, uma política objetivamente prejudicial à TAP pública e de favorecimento das companhias aéreas 'low cost' privadas", sustenta o PCP.

http://www.sapo.pt/noticias/pcp-quer-que-governo-divulgue-apoios-dados-as_569d1d0ac57c93896a85451c

Se o PCP mandasse, abolia-se todas as companhias aéreas de voar para Portugal sem ser a TAP para que não houvesse low-cost. O turismo caía a pique e o capital internacional imperialista era novamente o culpado.