O Estado do País 2016

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Olha, olha.. Esta é para os que dizem em tom monocordico que a austeridade! :) Então não é que o amigo varoufakis, que só se queixava do passos ser velhaco, agora deu-lhe para atirar Portugal para a charca. Ora diz que Portugal é uma bolha, ora diz que não vai conseguir sair da austeridade! Oh catarina e costa, com amigos destes.. :)

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...rao_capazes_de_ultrapassar_a_austeridade.html

E parece que o Centeno já fez disparar os alarmes do FMI, ao querer financiar-se mais 15 a 25% do normal, é ver o juros a 10anos a subir. Diz que vão papar a almofada financeira toda em 2016 e mais uns trocos a financiar.
 
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Olha, olha.. Esta é para os que dizem em tom monocordico que a austeridade já acabou! :)

Então não é que o amigo varoufakis, que só se queixava do passos ser velhaco, agora deu-lhe para atirar Portugal para a charca. Ora diz que Portugal é uma bolha, ora diz que não vai conseguir sair da austeridade! Oh catarina e costa, com amigos destes.. :)

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...rao_capazes_de_ultrapassar_a_austeridade.html

E parece que o Centeno já fez disparar os alarmes do FMI, ao querer financiar-se mais 15 a 25% do normal, é ver o juros a 10anos a subir. Diz que vão papar a almofada financeira toda em 2016 e mais uns trocos a financiar.
 
Olha, olha.. Esta é para os que dizem em tom monocordico que a austeridade já acabou! :)

Então não é que o amigo varoufakis, que só se queixava do passos ser velhaco, agora deu-lhe para atirar Portugal para a charca. Ora diz que Portugal é uma bolha, ora diz que não vai conseguir sair da austeridade! Oh catarina e costa, com amigos destes.. :)

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...rao_capazes_de_ultrapassar_a_austeridade.html

Não há caso nenhum aí. O Varoufakis, à semelhança do PCP e do BE, sempre defendeu a reestruturação da dívida. Achas que Portugal vai conseguir ultrapassar a austeridade com um crescimento à volta de 1%? E acreditas que Portugal vai crescer 2/3/4%? Muito falam na Irlanda. O certo é que é um caso quase único na Europa. Porque será? É porque é tudo mais inteligente lá?

Novamente, o caso grego não é único:

In short, the slowest U.S. recovery since the end of World War II is even weaker than everyone thought.

http://www.marketwatch.com/story/us...-as-we-were-told-from-2012-to-2014-2015-07-30

Slowest economic recovery in history has held back wages, says independent report (RU)

http://www.mirror.co.uk/news/uk-news/slowest-economic-recovery-history-held-5269696

Crescimento económico reduzido com taxas de juro médias a altas equivalem a maior aquisição de dívida para cobrir os custos da dívida anterior. Mais austeridade tende a contrair mais a economia. Se ninguém compra, ninguém exporta por mais que se esmague o consumo interno.

A Comissão Europeia previa em 2014 que a Grécia ia crescer 2.9% em 2015. Qual foi a previsão da mesma comissão em 2015?

"We were forecasting 2.5 percent growth in Greece this year, now we expect a 2.0-2.5 percent recession," Dombrovskis told Reuters on the sidelines of the International Monetary Fund's meetings in Lima.

http://www.reuters.com/article/us-eurozone-greece-growth-idUSKCN0S32DB20151009

Aparte da quase infeliz divinização das entidades europeias, as economias estão ligadas umas às outras. E por mais que se queira nem sempre a culpa reside em personagens individuais.

O PIB na zona Euro cresceu 0.3% no 3º trimestre de 2015. Porque será?
 
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Orion, supostamente no ano 2016 haveria já redução efetiva da dívida.

Quando falam em reestruturação da dívida, dizem que apenas 1/3 dela é reestruturavel. E o que é a devolução antecipada da dívida a juros mais baixos senão uma reestruturação da dívida? O bloco esquerda deseja reestruturar a dívida, mas ao mesmo tempo, fazem o contrário! Qual vai ser o destino da dita almofada financeira? Gastos com o estado e reestruturar nada!
 
Orion, supostamente no ano 2016 haveria já redução efetiva da dívida.

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“Vamos demorar 15 a 20 anos a regressar a padrões aceitáveis na nossa dívida pública”, disse Pedro Passos Coelho.

http://www.dinheirovivo.pt/economia...anos-a-reduzir-a-divida/#sthash.3XcBKIql.dpuf

Tendo em conta o crescimento miserável, acho que vamos demorar um pouco mais.

E enquanto a dívida não descer...

O primeiro-ministro defendeu hoje que Portugal só conseguirá sair da atual crise "empobrecendo" e desafiou quem conheça forma de diminuir a dívida e o défice "enriquecendo e gastando mais" a dizer como isso se faz.

http://expresso.sapo.pt/dossies/dos...amos-sair-da-crise-empobrecendo-video=f683176

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Quando falam em reestruturação da dívida, dizem que apenas 1/3 dela é reestruturavel. E o que é a devolução antecipada da dívida a juros mais baixos senão uma reestruturação da dívida? O bloco esquerda deseja reestruturar a dívida, mas ao mesmo tempo, fazem o contrário! Qual vai ser o destino da dita almofada financeira? Gastos com o estado e reestruturar nada!

Quando falam em reestruturação da dívida querem dizer a manutenção dos apoios sociais e redução, se não eliminação, de parte da dívida. Tendo em conta esse aspeto são coerentes. Porque até, e não te esqueças, isto é um 'governo PS'. Não um governo PCP/BE/PS.
 
Última edição:
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http://www.dinheirovivo.pt/economia...anos-a-reduzir-a-divida/#sthash.3XcBKIql.dpuf

Tendo em conta o crescimento miserável, acho que vamos demorar um pouco mais.

E enquanto a dívida não descer...
O que o passos quis dizer foi que vamos demorar 15 a 20anos até que a dívida baixe de uns aceitáveis 80% do pib. Para baixarmos de 60% só lá para 2050.

Portanto se a dívida pública efectiva baixasse já este ano e nos próximos, poderíamos afirmar que vai sendo sustentável! Certo?

A dívida é insustentável quando já não conseguimos baixa-la. Ora o caminho é baixar o défice o suficiente, para que em conjunto com o aumento do pib, e uma gestão de créditos eficiente, se consiga baixar e reestruturar a dívida.

O combate à pobreza consegue-se por um lado, pela justa distribuição da riqueza, e por outro, tornando o país atrativo ao investimento, sem contrair dívida desnecessária!
 
O que o passos quis dizer foi que vamos demorar 15 a 20anos até que a dívida baixe de uns aceitáveis 80% do pib. Para baixarmos de 60% só lá para 2050.

Em 2012:

Na sequência do processo de ajustamento das finanças públicas iniciado em 2011, estima-se que, a partir de 2012, sejam gerados excedentes primários que irão contribuir para a inversão da tendência crescente da dívida pública em percentagem do PIB. Tendo em conta a evolução esperada para as finanças públicas, prevê-se que o rácio da dívida relativamente ao PIB atingir o máximo em 2013, passando a diminuir a partir daí.

Página 48:

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http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Documents/DEO_2013-2016.pdf

Em 2014 e p. 14:

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http://app.parlamento.pt/webutils/d...6-8253-440e-b07d-36925ab37ec4.pdf&Inline=true

Claro que já houve a inclusão de contas escondidas, mudanças nos critérios de contabilidade... Ainda assim, consegues ver a tendência decrescente da dívida pública portuguesa como as várias projeções sugeriam?

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http://pt.tradingeconomics.com/portugal/government-debt-to-gdp

Portanto se a dívida pública efectiva baixasse já este ano e nos próximos, poderíamos afirmar que vai sendo sustentável! Certo?

Tendo em conta que se está mais perto de uma recessão mundial do que uma expansão fenomenal, acho que as dívidas públicas vão-se mexer. Mas não é para baixo de certeza.

A dívida é insustentável quando já não conseguimos baixa-la. Ora o caminho é baixar o défice o suficiente, para que em conjunto com o aumento do pib, e uma gestão de créditos eficiente, se consiga baixar e reestruturar a dívida.

Muito se diz que a Europa vai pelo caminho do Japão. Pelo gráficos, percebe-se o porquê (muita dívida e pouco crescimento):

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http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2014/11/japans-economy-0
 
A Europa Continental tem um problema de excesso de regulamentação! Sempre que surge algo inovador muitos países bloqueiam com legislação castradora! Não é por acaso que há uma emigração brutal para os países anglo-saxónicos. A UBER é um caso paradigmático, mas há muitos outros. Assim a Europa não vai conseguir acompanhar o crescimento dos EUA. Para além disso ainda faltam muitas décadas para uma integração plena do mercado único europeu, o que vai ser bom para a economia europeia no todo mas mau para quem não se conseguir adaptar à concorrência. Portugal como país altamente periférico teria muito a ganhar se fosse um paraíso fiscal, os call-centers de muitas empresas europeias poderiam estar aqui.
 
Portugal não pode continuar com estes números na natalidade.

Não podemos ter parte dos jovens entretidos com mestrados e doutoramentos até aos 30. O modelo de Bolonha deve ser repensado. Os jovens têm de entrar mais cedo no mercado de trabalho, muito mais cedo. O doutoramento deve ficar para depois dos 30 ou dos 40, como no passado.

Não podemos ter jovens a mudar de curso vezes sem fim no Secundário e entretidos nisto por vezes até aos 25 anos.

As famílias não podem impor às jovens que tenham «carreira». A maternidade a tempo inteiro tem de voltar a ser estimulada pela sociedade e vista com outros olhos. Na Alemanha ou na Suécia muitas mulheres preferem estar em casa por opção para cuidar dos filhos e fazem-no por livre e espontânea vontade, e a opção é valorizada. As famílias portuguesas pressionam demasiado as jovens para prosseguirem estudos e terem carreira.

Em muitos cursos a diferença entre homens e mulheres começa a ser demasiado alta. A sociedade deveria perguntar-se por que motivo os rapazes estão a ficar para trás no acesso ao Superior.

Não é com subsídios que não podemos pagar que vamos resolver o problema da natalidade. E este é mesmo um problema assustador que Portugal tem e ningu+en fala nem quer saber.

Se repovoarmos as povoações com aumento natural da população não só a SS ficará mais equilibrada como a economia crescerá muito mais.
 
Portugal não pode continuar com estes números na natalidade.

Não podemos ter parte dos jovens entretidos com mestrados e doutoramentos até aos 30. O modelo de Bolonha deve ser repensado. Os jovens têm de entrar mais cedo no mercado de trabalho, muito mais cedo. O doutoramento deve ficar para depois dos 30 ou dos 40, como no passado.

Não podemos ter jovens a mudar de curso vezes sem fim no Secundário e entretidos nisto por vezes até aos 25 anos.

As famílias não podem impor às jovens que tenham «carreira». A maternidade a tempo inteiro tem de voltar a ser estimulada pela sociedade e vista com outros olhos. Na Alemanha ou na Suécia muitas mulheres preferem estar em casa por opção para cuidar dos filhos e fazem-no por livre e espontânea vontade, e a opção é valorizada. As famílias portuguesas pressionam demasiado as jovens para prosseguirem estudos e terem carreira.

Em muitos cursos a diferença entre homens e mulheres começa a ser demasiado alta. A sociedade deveria perguntar-se por que motivo os rapazes estão a ficar para trás no acesso ao Superior.

Não é com subsídios que não podemos pagar que vamos resolver o problema da natalidade. E este é mesmo um problema assustador que Portugal tem e ningu+en fala nem quer saber.

Se repovoarmos as povoações com aumento natural da população não só a SS ficará mais equilibrada como a economia crescerá muito mais.

Para não me tornar quase omnipresente neste tópico vou ser (relativamente) breve:

- A redução da natalidade é transversal à maior parte do mundo ocidental/desenvolvido. A meu ver até pode ser visto como a correção (adotando a linguagem bolsista e é um termo exagerado mas uso-o na mesma) das famílias numerosas há poucas gerações atrás;

- Na Alemanha está a 2ª ou a população mais envelhecida do mundo (depende das estatísticas que se consulta). A valorização da tarefa maternal aparentemente não tem um enorme impacto. E é um país com muita imigração e riqueza;

- Os custos de criar um filho são enormes. O governo pode dar todas as benesses simbólicas que quiser. Tipicamente quem não tem meios não vai ter filhos por mais valorização que a sociedade dê;

- Reverter o papel da mulher para enfatizar a maternidade prejudica, e muito, a sua emancipação. E numa cultura muito paternalista/machista como a portuguesa isso não é lá muito bom (algo que o tempo vai mudando ligeiramente à medida que as gerações mais conservadoras vão diminuindo/desaparecendo). Por outro lado, causa uma escassez de força laboral que pode contribuir para aumentar os salários (sim, estou a ser otimista);

- Não é para levares a mal o que vou escrever. Tem a ver com a coerência e para contextualizar. Do que leio aqui, tens um pai/familiar que foi ou é diplomata e estás no ramo da medicina. Assumo que sejas do estrato médio-alto. Conta-me lá. Na tua família não há nem houve pressão para a prossecução de uma carreira? A enfatização de uma carreira académica também tem muito a ver com a noção de que se tem melhores salários. Daí a importância da educação na vida da mulher;

- Há que ter cuidado com as engenharias sociais. As linhas são difusas. Às vezes não se está a fazer o que é o melhor para as pessoas em geral.

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A Europa Continental tem um problema de excesso de regulamentação! Sempre que surge algo inovador muitos países bloqueiam com legislação castradora! Não é por acaso que há uma emigração brutal para os países anglo-saxónicos. A UBER é um caso paradigmático, mas há muitos outros. Assim a Europa não vai conseguir acompanhar o crescimento dos EUA.

Acho que vai para além disso. O acesso e a maior divulgação dos mercados de capitais tem muito a ver.

Dás o exemplo da UBER. Eu tenho um melhor. Qual é a diferença entre a americana Theranos e a portuguesa Biosurfit?

Uma delas está avaliada por volta dos 9 mil milhões apesar de estar cheia de problemas relativamente aos seus procedimentos e a outra usa empréstimos do Banco Europeu de Investimento e passa largamente desconhecida. O negócio é o mesmo. Mas as circunstâncias são diferentes.

O esforço individual é crítico para o sucesso. Mas se não houver um contexto favorável, muitas vezes é como remar contra a corrente.

Na Europa faz-se muita coisa boa. Mas não tem a mesma publicidade. Por outra palavras não é uma americanisse.

Silicon Valley tem muita fama. Mas também tem muito investimento governamental/do contribuinte. Claro. Quem mais poderia investir em pesquisas que às vezes não dão lucro mas que dão benefícios a todos?
 
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Portugal não pode continuar com estes números na natalidade.

Não podemos ter parte dos jovens entretidos com mestrados e doutoramentos até aos 30. O modelo de Bolonha deve ser repensado. Os jovens têm de entrar mais cedo no mercado de trabalho, muito mais cedo. O doutoramento deve ficar para depois dos 30 ou dos 40, como no passado.

Não podemos ter jovens a mudar de curso vezes sem fim no Secundário e entretidos nisto por vezes até aos 25 anos.

As famílias não podem impor às jovens que tenham «carreira». A maternidade a tempo inteiro tem de voltar a ser estimulada pela sociedade e vista com outros olhos. Na Alemanha ou na Suécia muitas mulheres preferem estar em casa por opção para cuidar dos filhos e fazem-no por livre e espontânea vontade, e a opção é valorizada. As famílias portuguesas pressionam demasiado as jovens para prosseguirem estudos e terem carreira.

Em muitos cursos a diferença entre homens e mulheres começa a ser demasiado alta. A sociedade deveria perguntar-se por que motivo os rapazes estão a ficar para trás no acesso ao Superior.

Não é com subsídios que não podemos pagar que vamos resolver o problema da natalidade. E este é mesmo um problema assustador que Portugal tem e ningu+en fala nem quer saber.

Se repovoarmos as povoações com aumento natural da população não só a SS ficará mais equilibrada como a economia crescerá muito mais.


Só faltava dizeres que o lugar da mulher é na cozinha. E porque é que os jovens não podem ficar em casa a tomar conta dos filhos? É obrigatório que no fim do trabalho vão para os cafés ser uns inúteis quando podiam estar em casa a ajudar na educação dos filhos e a enriquecer a relação pai - filho?

Eu passo grande parte do meu tempo livre com os meus filhos e ajudo nas tarefas com eles sempre que posso. E não é por isso que deixei de ter uma carreira. O cerne da questão é exatamente esse, se o pai e a mãe estiverem na mesma onda, não há qualquer problema com a natalidade e a educação das crianças.
As pessoas devem ser livres nas suas escolhas, eu como liberal sou 100 % a favor disso, independentemente do género. Temos que que evoluir e ter uma perspectiva de igualdade atualizada ais nossos tempos, voltar à idade das trevas não é solução. Se não, ainda ficamos parecidos com os muçulmanos radicais, que tanto e bem censuramos.
E não é preciso ser de esquerda para pensar assim. Eu penso assim e considero - me de direita, liberal e anti - comunista.
De uma maneira geral, identifico - me com as considerações que aqui vais postando, neste aspeto discordo. Cumprimentos.
 
Sim tens razão mas aí entramos num problema cultural. Sempre me apercebi que em muitas famílias os pais são muito ausentes. As figuras mais presentes são as mães, avós, tias.

O meu comentário vai no sentido de salientar que adiar a maternidade por causa da carreira também contribui para a queda da natalidade e não tem de ser assim.

Quando estudei aprendi que o ideal para as crianças é a mãe ter menos de 30 e depois dos 35 os riscos aumentam exponencialmente ano após ano.

Há uns anos um médico americano em tom provocador até disse que as mulheres deveriam ser mães e só depois ir estudar.
 
Sim tens razão mas aí entramos num problema cultural. Sempre me apercebi que em muitas famílias os pais são muito ausentes. As figuras mais presentes são as mães, avós, tias.

O meu comentário vai no sentido de salientar que adiar a maternidade por causa da carreira também contribui para a queda da natalidade e não tem de ser assim.

Quando estudei aprendi que o ideal para as crianças é a mãe ter menos de 30 e depois dos 35 os riscos aumentam exponencialmente ano após ano.

Há uns anos um médico americano em tom provocador até disse que as mulheres deveriam ser mães e só depois ir estudar.

Sim, neste aspeto dou -te razão. Em Portugal, adia - se tudo. O casamento, começar a trabalhar, ter filhos. E as pessoas, muitas vezes, até desejam isso. Mas é mestrados, doutoramentos, pós - graduações, habituação a ter comida e roupa lavada na casa dos pais.

E, de repente, chegam aos 40, parece que passaram a vida toda a estudar e ainda nem começaram a trabalhar propriamente. E também ficam com a sensação que estão a desperdiçar a vida em toda a sua plenitude . É um problema cultural de facto. Se calhar, está a criar - se uma geração de pessoas infelizes, que daqui a uns anos vão encher os divas dos psiquiatras (sorte a deles) .

Eu acho que ninguém devia entrar numa espiral de mestrados e doutoramentos sem começar a trabalhar primeiro. No meu caso, só após ter uma vida profissional e familiar estabilizada, é que parti para uma especialização na minha área.
 
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