O Estado do País 2016

A comunicação social mainstream é culpada de boa parte dos nossos males.

De um dia para o outro desapareceram das notícias os emigrantes portugueses que saíram do país por causa da austeridade (a emigração já era elevadíssima quando Sócrates estava no poder), os doentes em fila de espera (Sócrates também não teve solução para o problema), os desempregados de longa duração (este Governo já está a destruir mais empregos que Passos Coelho e parte do desemprego gerado no Governo PSD deveu-se à explosão de sectores sobredimensionados, iria ocorrer fosse quem fosse para o poder).

Também quando Tsipras começou a aplicar o plano de austeridade a Grécia desapareceu da comunicação social portuguesa.

Ocultam-se factos, distorcem-se dados, dá-se antena apenas a um lado da barricada. Temos certamente das comunicações sociais mais nojentas da Europa.


No tempo do anterior Governo, havia jornalistas à porta de hospitais a ver se alguém tropecava, para dizer que a culpa era do Governo, para não falar que havia sempre alguém ( a trabalhar para quem? ) com uma câmara na mão a filmar qualquer coisa, que aparecia logo no telejornal da noite.

Já para não falar também das gigantescas " manifestações espontâneas " das mesmas 20 pessoas que percorriam o país a insultar membros do Governo, tanto eram vistas em Bragança como em Faro.
Deixaram de aparecer. Será que o patrão as mandou estrategicamente para casa ou foram tirar um curso de boas maneiras para aprender a ter alguma educação?
 
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Tenho pena de dizer isto, mas Portugal é um país que está doente.

Quando 1/5 dos portugueses que vão votar, votam em ideologias de extrema esquerda, que nada de positivo têm para oferecer ( bem pelo contrário) , tenho forçosamente que concluir que uma parte do país não está nada bem. Assim, Portugal não tem futuro.

Portugal é um pais a médio prazo sem futuro.
Esta viragem á esquerda deve-se também á ausência de uma direita com coluna vertebral capaz de se identificar com o pais real que temos em Portugal, partidos de direita não podem apoiar governos de base ideológica -marxistas, seja aqui, seja em Angola, seja no Myanmar, nem podem desfalcar um eleitorado de classe média, profissões liberais e pequenas e micro empresas como fez.
Dantes dizia-se que a esquerda fazia o jogo da direita, hoje note-se plenamente que a direita faz o jogo da esquerda, Portugal está orfão de uma direita séria, uma direita de valores, uma direita que represente o português, esta direita no meu entendimento não o faz, e pior não se vê alternativas na propria direita a uma mudança de rumo, a mudança que se quer implementar na direita é que se aproxime mais ainda do PS que se afaste. Portugal precisa actualmente de um renascimento de uma direita um novo partido de direita julgo que faria falta e muita falta a Portugal, enquanto na esquerda temos uma oferta para todos os gostos, á direita só temos uma direita que sei lá faz coisas como vender a economia ao partido comunista chinês, que está refém e cheia de medo do Governo do MPLA vejam bem isto, do MPLA( ainda sou do tempo em que o Partido comunista pedia aos seus militantes para saírem á rua para se manifestarem a favor do MPLA), temos de ter uma direita patriótica, mesmo a sério, porque senão o pais estará condenado a um fingimento de alternativas que no fundo não são alternativas.
 
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A comunicação social mainstream é culpada de boa parte dos nossos males.

De um dia para o outro desapareceram das notícias os emigrantes portugueses que saíram do país por causa da austeridade (a emigração já era elevadíssima quando Sócrates estava no poder), os doentes em fila de espera (Sócrates também não teve solução para o problema), os desempregados de longa duração (este Governo já está a destruir mais empregos que Passos Coelho e parte do desemprego gerado no Governo PSD deveu-se à explosão de sectores sobredimensionados, iria ocorrer fosse quem fosse para o poder).

Também quando Tsipras começou a aplicar o plano de austeridade a Grécia desapareceu da comunicação social portuguesa.

Ocultam-se factos, distorcem-se dados, dá-se antena apenas a um lado da barricada. Temos certamente das comunicações sociais mais nojentas da Europa.

O marxismo-cultural domina neste momento Portugal e até grande parte da Europa.
 
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o PCP domina tudo apenas com 445 mil votos.

Porque é que a direita não faz o mesmo que a esquerda faz? porque não vai para a rua manifestar-se?
Não vai porque não existe.
 
O UKIP no Reino Unido domina neste momento boa parte da comunicação social inglesa. Os jornais com maior seguem claramente a linha ideológica da extrema-direita nacionalista representada pelo Nigel Farage. Contudo nem um deputado têm.

O PCP domina o espaço mediático português e tem uma estratégia clara de infiltração nos programas escolares e nos cursos de Letras em algumas universidades. Os programas de História do século XX são denunciadores.
 
o PCP domina tudo apenas com 445 mil votos.

Porque é que a direita não faz o mesmo que a esquerda faz? porque não vai para a rua manifestar-se?
Não vai porque não existe.

Faria, e há uma força, um gigante adormecido, que fazia isso em dois tempos, bastava o clique da Igreja ser novamente ligado como em 1974, mas a Igreja está no estado litúrgico, e parece super confortável por perder fieis diariamente. É por isso que considero que o pensamento marxista-cultural domina o pais.
 
Os governos vêm e vão-se…
Não esquecem que vive-se num bonito país… quando não chove… :lol:

Diz-se em francês: "l'herbe n'est pas toujours plus verte ailleurs" ;)
 
O UKIP no Reino Unido domina neste momento boa parte da comunicação social inglesa. Os jornais com maior seguem claramente a linha ideológica da extrema-direita nacionalista representada pelo Nigel Farage. Contudo nem um deputado têm.

O PCP domina o espaço mediático português e tem uma estratégia clara de infiltração nos programas escolares e nos cursos de Letras em algumas universidades. Os programas de História do século XX são denunciadores.

A Grã-Bretanha, diria mais a Inglaterra, neste momento deverá já ter perto de 20,30% da população de origens estrangeiras, e com as ex-colónias asiáticas sobre-povoadas( é bom ter a noção que países como a Índia, Paquistão, Bangladesh têm 10,11,20,30,50 vezes mais população que TODO o continente europeu á quem não tenha bem a noção do que esta zona do globo representa a nível demográfico) e com uma saída da UE a Inglaterra vai ficar totalmente dependente do mercado da commonwealth, em menos de uma década terá perto de 50% da população de origem estrangeira a partir dai os votos da esquerda marxista-cultural estarão sempre garantidos e uma reacção que possa surgir de uma extrema-direita ou de uma direita simplesmente patriótica será totalmente inconsequente.
Sim pouco falta para o Dom Afonso Henriques passar a ser um tirano e os nossos navegadores uns colonialista sem escrúpulos, por acaso não acompanho essa área, mas olhando para o que se passa na comunicação social e para as barbaridades que venho ouvindo no main-stream,ou que já se lê na enciclopédias online, imagino que deve ser a loucura.
O marxismo-cultural do pós-guerra concluiu facilmente porque é que o marxismo-económico bolchevique não triunfou na Europa Ocidental, o diagnostico, foi simples as nações reacionarias tinham uma forte identidade cultural judaico-cristã que impedia ou impediu a entrada do comunismo na Europa Ocidental, logo o plano foi simples ir degradando aos poucos essas sentido identitário e mais a propaganda tinha de começar a ser direccionada para as classes altas e não para as baixas ou para o proletariado, o que não deixa de ser muito curioso.
 
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A Igreja esquerdizou-se. Além de ter várias figuras carismáticas ligadas ao PS e à Esquerda em geral com enorme tempo de antena que outros padres e bispos nunca tiveram nem terão a Igreja acomodou-se a viver do Estado através das IPSSs e dos colégios com contrato de associação, entre outros apoios. Em parte, foi comprada.
 
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A Igreja esquerdizou-se.

Espantado ficaria eu se bispos, cardeais e papas dissessem que os ricos devem ter benefícios fiscais, que o neoliberalismo é a melhor solução para os pobres e que os banqueiros fazem o trabalho de Deus.

Jesus não seria comunista. Até porque, obviamente, não se coadunaria muito com o ateísmo. Acho um erro associar teorias económicas à personagem. Até porque o arbítrio livre é um dos tópicos centrais da mensagem. Em certas coisas é liberal e em outras é conservador. Mas enfim, há que operacionalizar as ideias. Daí que surjam movimentos como a teologia da libertação na América Latina.

"É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” - Uma igreja que não de esquerda (em teoria porque na prática o caso é complexo) seria um pouco estranho, não? A igreja não tem como função principal criar riqueza. O seu propósito é outro.
 
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Como enquadras numa Igreja de Esquerda o marxismo cultural?

Na teologia cristã não há propriamente linhas orientadoras para a economia. Por exemplo, há certas denominações que obrigam os fiéis a doarem parte do rendimento. Na Alemanha há um imposto religioso. E em outros países também. Não tenho conhecimento de que tal coisa exista em PT.

Penso que o problema da Igreja é um problema de comunicação. É como classificar quem critica os EUA como anti-americano, quem critica os israelitas como anti-semita... Há muita generalização. Os problemas têm que ser analisados em partes e não na sua generalidade.

O problema dos conceitos económicos é que entre estes há uma linha muito ténue. Como defender o individualismo e preservar a identidade solidária? Como incitar as pessoas a criarem riqueza e ao mesmo tempo exortar para que a mesma seja partilhada? Adota-se uma perspetiva darwiniana de que os ricos são ricos porque trabalharam para isso e os pobres são pobres porque não trabalharam o suficiente? Adota-se uma perspetiva mais absolutista de que os ricos ficaram ricos porque são maus e exploraram os pobres e os pobres são sempre as vítimas dos ricos? Ou adota-se uma das inúmeras perspetivas intermédias?

Dou um exemplo concreto:

A senior cardinal chosen by Pope Francis to manage the Vatican’s finances has launched into a spirited defence of free markets, countering the perception that the Catholic church under the Argentine pontiff has turned against capitalism and business.

George Pell, the head of the Holy See’s secretariat for the economy, told a conference hosted by The Global Foundation in Rome on Sunday that “no better model is available at the moment” than market economies, citing their capacity to “rejuvenate” after the Great Depression and recent global financial crisis, and their failure to produce the “massive alienation” predicted by Karl Marx.

A discussão acerca do que é um mercado livre é certamente muito extensa e é algo não existe hoje em dia. Desde tarifas e acordos comerciais até regulações para a segurança alimentar, há muita coisa que não se coaduna com o 'mercado livre'. Em que é que ficamos? Mercado livre ou anti-negócios? E quais são as perspetivas intermédias?

Ainda no marxismo cultural, que entendo como a homogenização da população, não sei qual é a surpresa. A Igreja é uma instituição passível de exercer poder político. Nesse campo é equivalente às outras ideologias políticas. A igreja de hoje em dia nada tem a ver com a igreja antiga. Hoje em dia não só é tudo voluntário como está sendo dilacerada pela reduzida adesão. Assiste-se a uma personalização da religião que evolui ao mesmo tempo com o secularismo (as pessoas dizem que não são religiosas mas espirituais). Exclui-se as ideias que são mais inconvenientes (casamento gay, divórcios e subsequentes casamentos...). Eventualmente restará uma caricatura da antiga atitude ultra-conservadora.

Os judeus de antigamente divorciavam-se. Jesus disse-lhes que tal foi só permitido para que eles não se alienassem da fé. No Novo Testamento apela-se a uma atitude menos hipócrita e absolutista para com os outros (não criticar quando se faz o mesmo por exemplo; isto foi especialmente dirigido aos padres da altura). Mas em nenhum lado há a 'liberalização' da fé. Cada um é livre de acreditar no que quer. Mas quando se adota uma determinada fé não faz muito sentido moldá-la à nossa vontade e manter o mesmo nome. Algo semelhante seria um capitalista neoliberal introduzir conceitos marxistas e continuar a chamar a sua teoria de neoliberal.
 
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