O Estado do País 2016

Eu, no ensino secundário, estudei no ensino público. E posso afirmar que tive bons professores, mas a maior parte era medíocre.

É curioso que tenho conhecidos que dizem que há escolas públicas que eles frequentam e que inflacionam as notas para muitos entrar em Medicina.

É curioso verificar o número anormal de entradas que se registaram em algumas escolas públicas em Medicina nos últimos anos.

Mas toda a gente sabe que a Igreja ou outras instituições da sociedade civil não podem praticar serviço público. Como bom estado socialista - marxista e totalitário que somos, apenas o Estado e todos os que à sua volta gravitam é que podem ter a mama.

Por estas e por outras, sou cada vez mais liberal e cada vez tenho mais nojo do Estado que temos.

Há muita raiva acumulada contra o Estado, mas votamos em quem? Nenhum partido tem vontade de reduzir o peso de Estado, de reduzir burocracias, de baixar impostos.

Quem defende os profissionais liberais, os trabalhadores do privado, os pequenos e médios empresários? Ninguém.
 
O povo não compreende por que motivo o Estado promove uma mesquita «à força» e também força a vinda de refugiados.

A raiva acumula-se e não se manifesta, mas quando há recalcamento depois as consequências são mais nefastas.
 
Aqui no Norte, há muita revolta com essa história dos contratos de associação. É um pouco contida para já. E há muita gente do PS ligada à isso que está revoltada.
Se AC não souber dar a volta, isso pode provocar um terramoto no Governo.
 
Quando se fala de escola misturam-se dois sentimentos. O anticlericalismo mata-frades e o jacobinismo. Os alunos no fundo são quem mais sofre. A escola que deveria servi-los e que deveria servir para promover a meritocracia não serve.
 
Aqui no Norte, há muita revolta com essa história dos contratos de associação. É um pouco contida para já. E há muita gente do PS ligada à isso que está revoltada.
Se AC não souber dar a volta, isso pode provocar um terramoto no Governo.

Há revolta de quem pode perder o acesso mas também há revolta de quem nunca usufruiu (dizem que não tem de ser o Estado a pagar o colégio privado a alunos). É uma questão que divide muito.
 
O povo não compreende por que motivo o Estado promove uma mesquita «à força» e também força a vinda de refugiados.

A raiva acumula-se e não se manifesta, mas quando há recalcamento depois as consequências são mais nefastas.

A extrema esquerda marxista sempre teve o ideal do homem novo, nunca respeitou o legado determinista Historico de milhares de milhares de anos, tentou irradicar a religião da URSS, dizendo que era uma manifestação reacionária dos poderes exploradores do passado, cria criar um homem novo despido, limpo de toda a essa marca identitária milenar, pois bem, a Russia e o mundo Ortodoxo nunca foi tão forte como agora, a religião, ou melhor a marca identitária eslava, russa renasce ainda com mais força e o nacionalismo russo, não é de esquerda, é de direita e bebeu e bebe da humilhação que foi a queda da URSS e da velha russia imperial ortodoxa.
A esquerda do politicamente correcto cá de Portugal que trabalha muito bem a propaganda tem peso nos media, tem um legado do 25 de Abril que deu a democracia ao pais, que tem Poder um Poder real, está neste momento a querer cometer um erro crasso, atirar para as urtigas,reformar um legado civilizacional judaico-cristão que basicamente fundou este pais, e que em vários episódios da Historia tentaram irradiar e sempre sem sucesso.
A questão aqui não é o abrir uma mesquita, existem dezenas, centenas, milhares de igrejas evangélicas em Portugal, em maior numero que a comunidade muçulmana bem integrada que existe em Portugal, comunidade que existe formalmente desde dos anos 60, ora bem é uma comunidade muito recente em Portugal(apesar de mega valorização que se dá á presença árabe á mais de 700,800 anos em Portugal). A questão não é receber refugiados, que na pratica, por muita tristeza para os nossos politicos, não vêm para cá, primeiro por não querem, segundo por estarmos nos antipodas geograficos desses exodos também para muita pena de muita gente.
A questão são os sinais, o que passa, para o povo, como o povo, a maioria silenciosa, lê isto, então estes gajos fecham colégios da Igreja e vão abrir mesquitas? é isto que as pessoas pensam... então o Presidente da républica a 1ª coisa que faz quando toma posse é ir a uma cerimonia numa mesquita? como tivesse sido eleito por 100 mil pessoas? ok, o respeito pelas minorias é incontestável, mas sem excessos, sem propaganda, e sem muito importante darem sinais de desrespeitar a tal maioria silenciosa, sobe pena de um dia para outro, os ventos mudarem de repente não aqui mas lá fora e depois ficarem muito admirados por surgir, um movimento não previsto, não apoiado por lobbies.
Tenho uma teoria de que os povos ibéricos são muito mais conservadores que aparentam, mesmo que aparentemente esquerdistas.
 
  • Gosto
Reactions: frederico
Portugal um estado socialista marxista? Essa é nova. Será que a França, a Itália ou a Grécia por terem governos de esquerda são Estados socialistas marxistas leninistas? A sério James assim ninguém te leva a sério. Quanto a Igreja é quem mais lucra com os contratos, basta ver que muitos colégios são congregações religiosas. Eu estudei no ensino público e só tenho a dizer bem. Tive bons e maus professores, que os há em todo o lado, mas tive sempre bom aproveitamento e onde fui muito feliz. Sou a favor, que qualquer governo independentemente do partido que governa, deve apostar na qualidade da escola pública. Todos temos a ganhar com isso, ou será que só quem tem dinheiro é que pode beneficiar de um ensino de qualidade? Renegociar os contratos de associação dos colegios é reformar o estado, que mexam também nas fundações e institutos que não servem para nada a não ser para meter algum ao bolso. Acabem com a mama, de uma vez por todas.
 
Lamento um pouco o oportunismo da Igreja nesta questão. Como mete dinheiro, aparece a Igreja portuguesa. Pergunto onde estava quando foram aprovadas leis que mexem com o aborto, adopção gay, casamentos gay, barrigas de aluguer, etc...
 
No aborto os portugueses votaram o fim da criminalização.

Não votaram abortos pagos pelo Estado sem qualquer acompanhamento nem prevenção da prática.

O outro lado da moeda é oculto e traduz-se no arrependimento profundo da mulher que aborta e sofre o resto da vida com o sentimento de culpa.

Disto a Igreja pouco ou nada fala mas agora com os colégios apareceu. Mete dinheiro...
 
  • Gosto
Reactions: Nando Costa
Há revolta de quem pode perder o acesso mas também há revolta de quem nunca usufruiu (dizem que não tem de ser o Estado a pagar o colégio privado a alunos). É uma questão que divide muito.

E têm razão eu que sou pobre nunca usufrui. Estudei na escola pública e não morri por causa disso. Se eu gostava de estudar num Colégio privado? Sinceramente não teria estômago para isso. Toda a gente sabe que a educação é um negócio como é a saúde. Hã sempre cunhas, dinheiro por baixo da mesa, notas inflacionadas, etc. Isso existe ponto. Por isso, não acho que a escola privada seja melhor do que a pública. Assim sendo, eu não tenho que pagar para que outros usufruam. Mas que é isso. Se querem estudar num colégio que paguem do próprio bolso, se poderem senão podem sempre escolher uma boa escola pública, que as há e são muitas felizmente.
 
Levo a coisa mais para o lado mais tribal e reactivo e identitário das populações, pois desde do fim da URSS e com a globalização é isso que vai marcar os novos conflitos que serão velhos no futuro. É como o fim do Império romano e surgimento da idade média.
E neste campo a esquerda e direitas democráticas andam já á uns bons anos a jogar um jogo perigoso no mundo ocidental, por um lado devido a sermos sociedades que se auto-criticam atacam em demasia o cristianismo, criou-se muito a moda de expor as hipocrisias da Igreja católica( que existem ninguém as nega), excederam-se no multiculturarismo.
Mas tudo isto tem consequências e vai te-las pois, não se atira seculos, milénios de civilização assim de uma forma tão leviana.
A Historia da Europa não é só apenas o humanismo, o iluminismo, o laicisimo.
A Historia europeia, fez com muito como se diz em espanhol de "critianiano" assim se fizeram nações, se criou uma identidade colectiva comum, assim se fez epopeias maritimas, assim se deu novos mundos ao mundo.
 
E têm razão eu que sou pobre nunca usufrui. Estudei na escola pública e não morri por causa disso. Se eu gostava de estudar num Colégio privado? Sinceramente não teria estômago para isso. Toda a gente sabe que a educação é um negócio como é a saúde. Hã sempre cunhas, dinheiro por baixo da mesa, notas inflacionadas, etc. Isso existe ponto. Por isso, não acho que a escola privada seja melhor do que a pública. Assim sendo, eu não tenho que pagar para que outros usufruam. Mas que é isso. Se querem estudar num colégio que paguem do próprio bolso, se poderem senão podem sempre escolher uma boa escola pública, que as há e são muitas felizmente.

A cena da Igreja e no Norte do pais é bem diferente que apenas a dicotomia privado vs publico.
A esquerda deste governo está a entrar num campo, perigoso.
O Norte de Portugal deve ser das regiões com mais misticismo e magnetismo e religiosidade que deverá existir na Europa, basta estar a menos de 100-200 kms de Santiago de Compestela, essa maneira de estar, esse poder instituido mesmo que errado ou incoerente, deveria ser respeitado.
A esquerda ao querer como irei dizer extreminar, essa dimensão no Norte e centro do pais está a cometer um erro enorme.
Pois isto pode ser entendido como uma humilhação, é como cuspir em alguém, o cuspir não magoa, não aleija, mas aleija mais que um soco. E não pensam para isto ser visto numa perspectiva de bom senso, racional, justa, algo quando é humilhado não pensa racionalmente.
 
Dizem que são apenas 3% dos colégios? Verdade, verdadinha é desde que esta questão se levantou que o actual 1º ministro Antonio Costa que tem estado bem e tem conseguido funcionar o governo e gerir UE, partidos da extrema esquerda.
A verdade é que cada vez que vai ao Norte tem manifestações, essa é que a realidade.
 
Eu estudei na escola pública mas repeti o 12. ano no Norte e vi que de facto o privado funciona melhor, embora tenha também percebido que muitas famílias optavam pelo privado por causa do inflacionamento das notas.

E no que funciona melhor o privado? Uma das coisas que notei grande diferença foi no absentismo. Na escola pública os professores no meu tempo, há 10/15 anos, faltavam muito, havia casos escandalosos de absentismo e não cumprimento dos programas. No privado isto não acontecia, os professores não faltavam e os programas eram dados a tempo e horas. Outra diferença estava na organização dos horários, mais produtivos, sem furos pelo meio, feitos à medida do interesse dos alunos e não do interesse de meia dúzia de professores como sucedia na escola pública, onde havia muitos furos o que era mau especialmente para os alunos de longe. Na escola privada apesar do inflacionamento das notas os bons alunos tinham o mereciam face aos conhecimentos que demonstravam nos testes, na escola pública era frequente discriminarem bons alunos com desculpas, não participa, chegou atrasado, falou com o colega do lado, e alunos de 19 ou 18 nos testes acabavam com 16 ou 17, isto é impensável num colégio privado. E há outros pormenores que favorecem a escola privada.

E por que motivo a escola pública é má? Bem, em parte por causa dos sindicatos, os maus professores não podem ser despedidos, as escolas não têm avaliação externa, os alunos não têm alternativas para mudar a média interna, como acesso ao Superior apenas por exames, portanto a culpa é das políticas educativas, que não ouvem as queixam dos alunos e dos bons professores, mas estão capturadas por teorias educativas que não têm qualquer noção da realidade prática do que se passa nas escolas, e estão capturadas por interesses corporativos dos sindicatos.
 
Manter os contratos de associação vai manter a qualidade de ensino em algumas povoações do país, mas não resolve os problemas de má qualidade do ensino público em 90% do país.

Um aluno de Mértola, Vila Real de Santo António, Tavira, Almodôvar, Serpa, Odemira, Moura, Idanha-a-Nova, Sabugal, Freixo-de-Espada-à-Cinta ou Miranda do Douro nunca terá direito a ter uma «escolha», a não ser que vá estudar para um grande centro (e isto só sucederá se tiver «pais ricos» que paguem o alojamento).