O Estado do País 2016

Entretanto o Governo diz que vai «legalizar» a UBER. Suspeito que o regulamento lá no meio terá um ou dois artigos que na prática impedirão a aplicação de funcionar e os motoristas de trabalhar. E a UBER acabará por sair de Portugal. Foi o que fizeram nas apostas online. Legalizaram mas o regulamento está tão mal feito que impede as casas de exercer actividade, com excepção da Santa Casa... veremos se o PS segue outro caminho mais sério e transparente. Já foi um ponto positivo a DECO ter participado nas reuniões da Comissão, mas a UBER não foi convidada, o que põe em causa a imparcialidade do Governo nesta matéria.
 
Orion tu moras numa região cujo desenvolvimento turístico foi bloqueado durante décadas por causa da TAP e da SATA, se não fosse a UE a fazer pressão...

Sabes eu estive em 1999 em São Miguel corri a ilha toda e fiquei chocado com a pobreza que vi fora de Ponta Delgada, nunca tinha visto crianças a trabalhar como adultos...

Os Açores deveriam ser um enorme paraíso fiscal com um estatuto especial como as ilhas do Canal da Mancha, não são por causa da cultura socialista de Lisboa.
 
Orion tu moras numa região cujo desenvolvimento turístico foi bloqueado durante décadas por causa da TAP e da SATA, se não fosse a UE a fazer pressão...

Sabes eu estive em 1999 em São Miguel corri a ilha toda e fiquei chocado com a pobreza que vi fora de Ponta Delgada, nunca tinha visto crianças a trabalhar como adultos...

Os Açores deveriam ser um enorme paraíso fiscal com um estatuto especial como as ilhas do Canal da Mancha, não são por causa da cultura socialista de Lisboa.

O relatório de contas de 2015 ainda não está disponível. Contudo, sou o primeiro a escrever que todos os governos são iguais. A SATA está minada de interesses.

Do que sei, ao longo dos anos, a SATA inter-ilhas foi sempre a divisão da empresa que teve contas mais saudáveis. A internacional dava prejuízo (com voos para a Europa que iam vazios) e esse prejuízo foi transferido para a inter-ilhas. Assim, a empresa toda está com problemas ao invés de uma divisão.

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A redução de custos implica a redução de pessoal e de voos. Coisa que é complicada para as ilhas mais pequenas que estão sempre a queixar-se de falta de acessibilidades.

De fora é muito fácil falar. Os livros de economia indicam que é tudo fácil e linear.

A SATA internacional não transporta só passageiros. Transporta carga, algo que as companhias de baixo custo não fazem. A entrada das low-cost reduz a necessidade de voos da SATA-I. Mas isso traz problemas na coesão económica. O que se faz? Manda-se a SATA vazia de passageiros e com meia dúzia de Kg de carga? A TAP já saiu da ilha do Pico para cortar custos. As low-cost não vão para lá. Resta a SATA-I. Certamente com muitos voos vazios. Escrito isto, o óbvio acontece:

"A verdade é bem pior nas restantes cinco ilhas da região, que veem as suas dormidas com taxas de crescimento negativas, designadamente as Flores, a cair 33,8%; o Corvo, a cair 11,4%; o Faial, a cair 9,4%; o Pico, que cai 8,9% e São Jorge 5,6%", referiu o empresário.

Empresários lamentam que turismo cresça em "apenas quatro ilhas" dos Açores

http://www.dnoticias.pt/actualidade...ismo-cresca-em-apenas-quatro-ilhas-dos-acores

A sazonalidade do turismo dos Açores é por demais óbvia (este ano há mais empresas a vir para cá mas acredito que será só mesmo no Verão). A maioria das ilhas dos Açores são muito pequenas e as viagens são geralmente caras/não muito curtas. A viagem entre a Madeira e Porto Santo de ferry são 2 horas. De PDL para Sta. Maria são 3/4 horas. Para a Terceira são 6 horas. São pequenos grandes pormenores que dificultam a dispersão da atividade turística. Quem viajar na SATA-I tem um 1 voo de borla na Sata inter-ilhas de transferência. Isto é feito para promover o turismo nas várias ilhas. Mas também sai caro ao contribuinte.

Em relação ao paraíso fiscal o que é que de novo isso traria? Duvido que as empresas fossem para as pequenas ilhas. Viriam para S. Miguel. A Terceira usufruiu muito tempo do dinheiro de borla da base. Este está a secar. As limitações físicas ao desenvolvimento são bastante significativas. Se fosse há 200 anos os Açores seriam um posto intermédio de comércio por excelência. Mas não há necessidade disso hoje em dia.

A Sata Internacional vai de PDL para a Terceira e depois para Lisboa. Isto para captar mais alguns passageiros. Mas agora as low-cost vão para a Terceira. Daí que a SATA-I vai apostar mais na Macaronésia e nos EUA/Canadá. Resta saber o resultado disso tudo.

Ainda por cá, os empresários estão a exigir regulamentação dos guias turísticos, do alojamento... Queixam-se que o setor turístico está cheio de concorrência desleal e pouco qualificada (as ofertas no OLX são horríveis dizem). Novamente, é assim em todo o lado. Quem paga impostos não consegue competir com o empobrecimento competitivo.
 
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"No ano 2000, as duas sub-regiões do Minho e Alto Douro e Trás-os-Montes foram identificadas como as mais pobres da UE-15. Por isso, a União Europeia injectou na região Norte cerca de sete mil milhões de euros entre 2000 e 2006 para que houvesse um crescimento de 4,5 por cento neste período, mas não só a região não cresceu como ainda por cima contém a sub-região mais pobre da UE-27", lembrou este responsável."

Outro artigo do Diário de Noticias muito claro:

http://www.dn.pt/arquivo/2008/interior/norte-a-regiao-mais-pobre-da-europa-1127956.html

"Em 2005, o Norte de Portugal era a região da UE a 25 com o mais baixo índice de rendimento por habitante. A riqueza (PIB), medido em termos de poder de compra, representava 57,4% da média da UE. Lisboa, para o mesmo ano, detinha um PIB per capita de 104,3% da média da União." "O Norte é a região mais pobre, com um PIB de 60,3% por habitante da média da UE, seguindo-se o Centro (64,4%), Açores (67,6 %), Alentejo (71,9%), Algarve (79,6%) e a Madeira (96,3%)."
O que não bate aqui certo é que o Norte é a região que mais produz, que mais exporta, a que seguramente com as gestões autarcas mais reguladas e mais descortinadas, é como foi referido anteriormente a mais sustentável e a que não vive acima das suas possibilidades em teoria seria a que teria o PIB mais alto "guest what" é a que tem mais baixo, mais que qualquer outra região do pais.
Em relação aos motivos eles já foram aqui referidos varias vezes no forum, não vale a pena repeti-los a toda a hora e toda a gente sabe quais são.

Ok, assim está bem :thumbsup:

Uma coisa é a região do litoral norte industrializada e altamente povoada e outra coisa diferente que agora referes é o norte, que engloba também o interior rural pouco industrializado e com desequilíbrios estruturais; é bom que não se confundam as duas áreas geograficamente distintas (o litoral norte como região administrativa não existe e o norte vai desde o litoral até à raia com a Espanha).

Quanto aos motivos que (não) referes, subjacentes a esse "atraso" económico, continuo a desconhecê-los.
 
:angry: é assim que eu me sinto com a justiça em Portugal

Tuna Académica da Universidade Lusíada de Famalicão – MFM senta-se no banco dos réus acusada ela por quatro crimes de difamação. A mesma justiça que foi incapaz de encontrar os culpados da morte do filho quer condenar a mãe por ter nomeado os suspeitos da morte do filho.

Público

A mãe do aluno foi absolvida pelo Tribunal.
 
Ok, assim está bem :thumbsup:

Uma coisa é a região do litoral norte industrializada e altamente povoada e outra coisa diferente que agora referes é o norte, que engloba também o interior rural pouco industrializado e com desequilíbrios estruturais; é bom que não se confundam as duas áreas geograficamente distintas (o litoral norte como região administrativa não existe e o norte vai desde o litoral até à raia com a Espanha).

Quanto aos motivos que (não) referes, subjacentes a esse "atraso" económico, continuo a desconhecê-los.

Todo o Norte está nivelado por baixo a nivel de condições e indicadores sociais seja no litoral ou interior.

Apresento-te numeros e estudos mais detalhados dos distritos do Porto,Aveiro,Viana e Braga .Parece que é muito dificil de provar que nestes distritos os pibs per capita são os mais baixos,desemprego maior, indices de pobreza maiores. Achas mesmo que vale a pena argumentar o obvio?

Mas aqui vai:
https://www.dinheirovivo.pt/economi...tugal-que-todos-os-ministros-deviam-conhecer/

http://www.tvi24.iol.pt/economia/ine/as-regioes-mais-pobres-do-pais-sao

"A sub-região do Tâmega, que inclui oito concelhos do distrito do Porto, apresenta o terceiro rendimento «per capita» mais baixo do país, revela esta quinta-feira um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nesta que é a terceira região mais densamente povoada de Portugal, com cerca de 550 mil habitantes, e uma das mais industrializadas, a sua população ganha apenas 63,48 por cento da média nacional. "

http://www.dn.pt/arquivo/2008/interior/norte-a-regiao-mais-pobre-da-europa-1127956.html

""O Norte trabalha e Lisboa consome". Esta frase já passou para o baú da história. As cifras não enganam: nos primeiros cinco anos da década, a riqueza produzida no país aumentou 22%. Ao mesmo tempo, no Norte, entre o Douro e o Minho, incluindo Trás-os-Montes, a riqueza cresceu apenas 18,7%, enquanto no Alentejo expandia-se 21,8%.

O Norte do país pode trabalhar muito, mas e os rendimentos - salários, rendas e pensões - aumentaram na mesma proporção? Os dados oficiais parecem castigar as gentes do Norte. Em 2006, em rendimentos anuais (ordenados, rendas) cada nortenho auferia 7307 euros, em média, de acordo com o s inquéritos aos rendimentos familiares do INE. Ou seja, no final do ano, cada nortenho levava menos 1483 euros, em relação à média ostentada pelo cidadão nacional.

Até mesmo os alentejanos - por norma, associados à "pobreza" - ganhavam mais do que os nortenhos: 7390 euros anuais. Mas, em termos de ganhos, diz a estatística, a diferença para a Grande Lisboa é abismal. É que o típico lisboeta ganha mais 4355 euros do que o nortenho.

Prejudicados nos ganhos, os nortenhos são, também, "mal-tratados" quanto aos subsídios sociais. Em média nacional, os pensionistas recebem 4006 euros anuais - dados de 2007 - mas os nortenhos são os últimos na cadeia da solidariedade nacional: recebem apenas 3187 euros, o que pode ser explicado pela pirâmide populacional
. Um último dado: em 2007, a pensão média nacional de velhice era de 359 euros, mas em Braga a pensão média não passava dos 316 euros. E, se no Porto o pecúlio atingia os 390 euros, já em Lisboa tocava os 463 euros."

Até mesmo o flagelo social mais temido não perdoa as gentes do Norte. Entre 2000 e 2007, o desemprego em Portugal aumentou 118%. Mas, mais uma vez as estatísticas oficiais são cruéis para a zona Norte. Entre o Douro e o Minho o exército sem emprego aumentou 145%, só ultrapassado pelo crescimento no Centro, entre o Tejo e o Douro: 174,6%. E, a demonstrar que em Lisboa pode existirem mais oportunidades no mercado laboral, o desemprego aumentou "apenas" 77,6%.

Em 2005, o Norte de Portugal era a região da UE a 25 com o mais baixo índice de rendimento por habitante. A riqueza (PIB), medido em termos de poder de compra, representava 57,4% da média da UE. Lisboa, para o mesmo ano, detinha um PIB per capita de 104,3% da média da União."


Em relação aos motivos já foram apresentados aqui não vou citar comentarios de terceiros onde me revejo nem vou repetir o que já escrevi em discussões surdas,pois sei que este assunto é uma ferida um tema incomodo que suscipta rivalidades e depois há quem queira descarregar no elo mais fraco e para esse peditorio já não dou.

Se 80 por cento da populaçâo ou mais da região Norte estão nos distritos do Porto,Aveiro,Viana do Castelo,Braga achas que os estudos são feitos a representar que população?

Alias quando se defende o indefensavel só assiste a quem o faz eu recuso alimentar esse tipo de despique.

Eu sou de Lisboa, cresci e vivi sempre em Lisboa, conheço o Alentejo profundo do mais comuna ao mais reacionário,não falo de cor, nem venho lá de cima,sei bem o que é Lisboa e o sul do pais .

E sei muito bem qual é o discurso anacronico que tem levado a este estado de coisas como tivessemos parados eternamente nos anos 80.

Este assunto neste patamar de argumentação por mim está encerrado.
 
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Todo o Norte está nivelado por baixo a nivel de condições e indicadores sociais seja no litoral ou interior.
(...)

Essa ideia é incorrecta, pois toda a gente sabe dos enormes contrastes entre o litoral densamente povoado e industrializado que se estende desde o Minho até à Grande Lisboa, em contraste com as regiões do interior norte e centro, onde predominam vastas regiões de baixa densidade populacional e essencialmente agrícolas. Esse facto reflecte-se também nos grandes contrastes de rendimento dentro de cada NUT II.
Por exemplo, tendo em conta as subregiões NUT III, o Grande Porto, Entre Douro e Vouga e Baixo Vouga só perdem para a Grande Lisboa, tendo um PIB per capita similar ou superior a todas as outras subregiões do país. Assim, é um absurdo nivelar o norte como um só todo, tendo em conta que se trata da região com mais população de Portugal e onde ocorrem os maiores contrastes socioeconómicos.
cap3d_177c.jpg


Naturalmente, considerando todo o norte como um só todo, o PIB per capita terá um determinado valor que não mostra os contrastes existentes entre as diversas subregiões que compõem o norte.O mapa que represento acima trata de dados de 2001 (Produto Interno Bruto per capita, a preços de mercado, por NUT III, 2001. Fonte: http://dev.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_p177c_image.html) e na altura eram as subregiões do interior norte e centro onde o PIB per capita era o mais baixo do continente; mas o Grande Porto apenas perdia para a Grande Lisboa.
Portanto, dizer que todo o Norte está nivelado por baixo a nivel de condições e indicadores sociais seja no litoral ou interior, é não relativizar as subregiões e não compreender que estamos em presença da região com mais população de Portugal, onde se vão encontrar as maiores diferenças socioeconómicas do país.
 
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Essa ideia é incorrecta, pois toda a gente sabe dos enormes contrastes entre o litoral densamente povoado e industrializado que se estende desde o Minho até à Grande Lisboa, em contraste com as regiões do interior norte e centro, onde predominam vastas regiões de baixa densidade populacional e essencialmente agrícolas. Esse facto reflecte-se também nos grandes contrastes de rendimento dentro de cada NUT II.
Por exemplo, tendo em conta as subregiões NUT III, o Grande Porto, Entre Douro e Vouga e Baixo Vouga só perdem para a Grande Lisboa, tendo um PIB per capita similar ou superior a todas as outras subregiões do país. Assim, é um absurdo nivelar o norte como um só todo, tendo em conta que se trata da região com mais população de Portugal e onde ocorrem os maiores contrastes socioeconómicos.
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Naturalmente, considerando todo o norte como um só todo, o PIB per capita terá um determinado valor que não mostra os contrastes existentes entre as diversas subregiões que compõem o norte.O mapa que represento acima trata de dados de 2001 (Produto Interno Bruto per capita, a preços de mercado, por NUT III, 2001. Fonte: http://dev.igeo.pt/atlas/Cap3/Cap3d_p177c_image.html) e na altura eram as subregiões do interior norte e centro onde o PIB per capita era o mais baixo do continente; mas o Grande Porto apenas perdia para a Grande Lisboa.
Portanto, dizer que todo o Norte está nivelado por baixo a nivel de condições e indicadores sociais seja no litoral ou interior, é não relativizar as subregiões e não compreender que estamos em presença da região com mais população de Portugal, onde se vão encontrar as maiores diferenças socioeconómicas do país.

Quando falo em discurso anacrónico que conheço de trás para a frente e de frente para trás pois cresci a ouvi-lo, vivo no sul, vivo em Lisboa, conheço muito bem posso dizê-lo o Alentejo, portanto isso dá-me alguma legitimidade para ser auto-critico. Eis que o Gerofil lança um gráfico de 2001, ora bem falamos de um gráfico, um estudo com mais de 15 anos, não sei se os meus comentários são lidos com atenção ou não mas referi aqui que isto começou a mudar por volta de 1998, em 15 anos muda-se muita coisa.
A verdade é que em baixo Lisboa e sul utilizamos um discurso que parou em meados dos anos 80,90 muito numa lógica provinciana, e de guerrinha regional. Já foi aqui dito que Lisboa centralizou multinacionais, Meios de comunicação social. sedes de bancos(muitos tinham as suas sedes no Porto), centralidade politica etc.

Como já foi aqui referido o processo de empobrecimento do Norte e onde se concentram 80% da população no Litoral é recente. Ainda está por esclarecer a pergunta que fiz como a Região Norte tem o Pib mais baixo, tem 80% da população a viver no Litoral e como é que essa pobreza se limita apenas no interior como o Georofil afirma e defende? como é estas médias são calculadas? não esclareceu.

Junto envio um mapa mais recente de 2007, aqui já se vê e é impossível ignorar só não vê quem não quer, que a assimetria não é apenas entre interior e Litoral, mas sim entre TODO O NORTE e parte do centro e o Sul. Verificamos um dado curioso distritos do Alentejo uma região de esquerda, muito ligada ao PCP, com pouco eleitorado de direita, tem PIBs superiores ao maior parte dos distritos do Norte inclusive do Litoral Norte.

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Temos um discurso anacrónico sobre este tema das desigualdades e assimetrias.
Logicamente que não nego o óbvio, e existem assimetrias sociais e económicas entre Interior e Litoral.
Interpretando este gráfico mais recente, vê-se perfeitamente essa assimetria no centro do pais pais, vemos bem a região Pinhal Litoral do distrito de Leiria e Baixo Mondego com Pibs mais elevados que as regiões da Beira Interior, vemos a sul a a Grande Lisboa,Litoral Alentejano e Algarve com Pibs mais elevados que o interior Alentejano, mas também vemos excepções a essa regra a Península de Setúbal tem pibs inferiores ao interior Alentejano.
Em relação á região Norte vemos que o Grande Porto,Baixo Vouga as sub-regiões com Pibs mais elevados da região norte têm Pibs idênticos que o interior alentejano, vemos uma uniformidade nivelada por baixo a nivel de pibs per capita,logo está correcto o que afirmei. A grande assimetria vê-se a nivel demográfico.
 
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Índice de disparidade do PIB per capita em 2014 (Portugal = 100,0)

Portugal – 100,0

Continente – 100,3

Norte – 83,0
Alto Minho – 77,6
Cávado – 78,8
Ave – 80,1
A. M. Porto – 92,9
Alto Tâmega – 71,1
Tâmega e Sousa – 61,9
Douro – 72,5
Terras de Trás-os-Montes – 76,8

Centro – 86,3
Oeste – 82,1
Região de Aveiro – 93,5
Região de Coimbra – 89,9
Região de Leiria – 99,0
Viseu Dão Lafões – 78,5
Beira Baixa – 94,2
Médio Tejo – 83,6
Beiras e Serra da Estrela – 66,9

A. M. Lisboa – 137,1

Alentejo – 89,7
Alentejo Litoral – 119,4
Baixo Alentejo – 96,2
Lezíria do Tejo – 83,8
Alto Alentejo – 75,3
Alentejo Central – 86,1

Algarve – 99,6

R. A. Açores – 90,9

R. A. Madeira – 94,4

Fonte: INE

E evidente que se a refinaria de Sines fosse noutra região, o Alentejo seria logo a região de NUT II mais pobre de todo o país.
 
(...) Quando falo em discurso anacrónico que conheço de trás para a frente e de frente para trás pois cresci a ouvi-lo, vivo no sul, vivo em Lisboa, conheço muito bem posso dizê-lo o Alentejo, portanto isso dá-me alguma legitimidade para ser auto-critico. Eis que o Gerofil lança um gráfico de 2001, ora bem falamos de um gráfico, um estudo com mais de 15 anos, não sei se os meus comentários são lidos com atenção ou não mas referi aqui que isto começou a mudar por volta de 1998, em 15 anos muda-se muita coisa (...)

Como já foi aqui referido o processo de empobrecimento do Norte e onde se concentram 80% da população no Litoral é recente.

:lmao:

Acho que o Frederico já tinha dado uma excelente explicação...

O caso do Norte tem raízes históricas. Foi a primeira região do país a dar luta forte à fome e à miséria no século XVIII com trabalho e organização das suas gentes. A esperança média de vida no século XVIII no Litoral Norte aumentou muito! Para isso houve o contributo da cultura do milho, a pequena propriedade e o comércio local, que era forte. O Porto era uma capital regional que comprava produtos do interior e do Minho. Mas havia problemas, um deles era a política de monopólios e concessões do Marquês, que impedia a concorrência e a actividade privada. Outra característica do Norte eram as taxas de alfabetização, maiores que no resto do país. As famílias enviavam os jovens já alfabetizados para o Brasil No século XIX muita gente do Norte faz fortuna no Brasil e investe depois na região. O Porto do século XIX tem um grande vigor comercial, académico e cultural, e uma grande influência inglesa. O Norte continua a fazer o seu caminho mas muito atrasado, o PREC tirou o capital aos empresário da região, e depois as empresas ainda não estavam preparadas para a entrada na CEE, fazia falta uma preparação de uma década para entrarmos no mercado único. Isto foi culpa do poder político.

Sobre isto...

Como já foi aqui referido o processo de empobrecimento do Norte e onde se concentram 80% da população no Litoral é recente. Ainda está por esclarecer a pergunta que fiz como a Região Norte tem o Pib mais baixo, tem 80% da população a viver no Litoral e como é que essa pobreza se limita apenas no interior como o Georofil afirma e defende? como é estas médias são calculadas? não esclareceu.

... é só ir ler novamente aquilo que eu escrevi.

Junto envio um mapa mais recente de 2007, aqui já se vê e é impossível ignorar só não vê quem não quer, que a assimetria não é apenas entre interior e Litoral, mas sim entre TODO O NORTE e parte do centro e o Sul.
:thumbsup: Parabéns; a cartografia ajuda imenso e diz aquilo que eu escrevi.

Verificamos um dado curioso distritos do Alentejo uma região de esquerda, muito ligada ao PCP, com pouco eleitorado de direita, tem PIBs superiores ao maior parte dos distritos do Norte inclusive do Litoral Norte.

Assim não... o mapa representa as NUT e não os distritos... é uma conclusão precipitada que os leitores devem ter cuidado.

Em relação á região Norte vemos que o Grande Porto,Baixo Vouga as sub-regiões com Pibs mais elevados da região norte têm Pibs idênticos que o interior alentejano, vemos uma uniformidade nivelada por baixo a nivel de pibs per capita,logo está correcto o que afirmei.

Os dados de 2014 contradizem essa conclusão.
 
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:lmao:

Acho que o Frederico já tinha dado uma excelente explicação...



Sobre isto...



... é só ir ler novamente aquilo que eu escrevi.

:thumbsup: Parabéns; a cartografia ajuda imenso e diz aquilo que eu escrevi.



Assim não... o mapa representa as NUT e não os distritos... é uma conclusão precipitada que os leitores devem ter cuidado.



Os dados de 2014 contradizem essa conclusão.

Como disse já anteriormente não vou adiantar este tema neste registo de argumentação muito mais até por inicialmente até limitei-me a concordar com um comentário de um colega de forum Frederico longe de mim querer iniciar aqui uma esgrima interminável de argumentos,,mas como disse este tema é uma tema sensível que para mim tem uma génese oculta de rivalidades, estereótipos e preconceitos, e sei perfeitamente que a exposição deles melindra e ofende e irrita susceptibilidades de muito boa gente que se habitou nas ultimas duas décadas a não ter contraditório nesta matéria mais regional.
Apenas demonstrei aqui que tenho os argumentos suficientes e válidos para sustentar as minhas opiniões, os outros terão as suas, que posso considerar mais ou menos válidas, mais ou menos credíveis ou vice-versa.
Portanto neste tema não existem verdades absolutas, nem espaço para reparos, ou correcções, apenas á espaço para se ter poder de encaixe para aceitar opiniões de outros mesmo que sejam totalmente as opostas as nossas e nos irrite solenemente.
Dou este assunto, neste padrão, neste esgrimir de argumentos por encerrado.Até porque estar apresentar argumentos e os mesmos serem ignorados não eleva e no meu ponto de vista discussão, limitando-a a um despique que recuso participar.
 
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Vota-se no homem massivamente e depois admiram-se como se o não conhecessem. É que há alguns que enganam, mas este só engana mesmo quem não viveu cá nas últimas décadas, quem viveu mas numa gruta sem acesso aos meios de comunicação social ou quem esteva em coma e acordou mesmo a tempo das eleições. A mim, que não votei nele, obviamente, não só não me tem surpreendido nada do que disse/fez como muito pouco me surpreenderá futuramente. O facto de ele irritar particularmente os que mais mais nele votaram, é um toque delicioso. Dito isto, tenho rido a rodos com ele. Se há um PR nos antípodas da anterior figura, é mesmo este. Surpresa, zero. Diversão, total!
 
Vota-se no homem massivamente e depois admiram-se como se o não conhecessem. É que há alguns que enganam, mas este só engana mesmo quem não viveu cá nas últimas décadas, quem viveu mas numa gruta sem acesso aos meios de comunicação social ou quem esteva em coma e acordou mesmo a tempo das eleições. A mim, que não votei nele, obviamente, não só não me tem surpreendido nada do que disse/fez como muito pouco me surpreenderá futuramente. O facto de ele irritar particularmente os que mais mais nele votaram, é um toque delicioso. Dito isto, tenho rido a rodos com ele. Se há um PR nos antípodas da anterior figura, é mesmo este. Surpresa, zero. Diversão, total!

O homem é capaz de dizer tudo e o seu contrário na mesma frase. É espantoso!

E parece que quer estar de bem seja com quem for...

Um dia destes ainda vamos vê - lo a elogiar os líderes do PNR e do MRPP. :facepalm:
 
Atenção que o Alentejo Litoral não tem apenas Sines, a revista Exame deste mês tem um mapa com a balança comercial de todos os concelhos e Odemira está já bem evidenciado como concelho exportador, têm surgido muitos projectos na zona por causa das características climáticas ímpares.

O desenvolvimento do regadio na região foi muito tardio, já final do Estado Novo, a democracia atrasou tudo, houve a confusão do PREC, depois o Cavaco com gente que dizia «agricultura nunca mais», o Guterres a desviar o investimento para a construção e obras públicas... temos muitas décadas de atraso em relação a Espanha! Em Odemira têm surgido culturas de frutos vermelhos, batata-doce, hortaliças, creio que também de amendoins.

Infelizmente faltam jovens e a mão-de-obra é maioritariamente imigrante, o PIB do país aumenta mas as populações locais não tiram muito proveito destes projectos, pois são maioritariamente idosos reformados que já não trabalham.