O BPN nunca ficou muito bem explicado e merece ser recordado. O Prof. Miguel Cadilhe apresentou um plano de recuperação que foi rejeitado então pelo Governo de José Sócrates. O BPN foi nacionalizado, ficou um buraco brutal superioe a 4 mil milhões de euros MAS os activos da Sociedade Lusa de Negócios passaram para o Grupo Galilei e há quem diga que cobriam a maior parte do buraco do BPN. A Esquerda atira à cara regularmente o facto do BPN estar ligado a cavaquistas. Mas tudo indica que quem fez o buraco para o contribuinte pagar foi o último Governo PS. A opção de nacionalizar foi da Esquerda. Aliás é sempre essa a opção do BE e do PCP. Buracos? O Zé Povinho paga. Será também assim na Caixa. Aliás, será sempre assim enquanto formos governados por lunáticos radicais de extrema-esquerda.
Mas isto é novo? Não é. Andando um pouco para trás na História, poderíamos ir por exemplo à Guerra Civil entre D. Pedro e D. Miguel. A guerra deixou o país na penúria. Aliás já estava por causa das invasões francesas e da independência do Brasil. Curiosamente, os chamados Liberais eram grandes adeptos da Revolução Francesa, uma das grandes mentiras da História da Humanidade, a mesma que matou Lavoisier porque a República não precisava de cientistas. Ora os miguelistas diziam que os Liberais eram os Radicais. Mas os Liberais ficaram conhecidos como... liberais! Mas os miguelistas eram chamados de absolutistas (não o eram). E ficaram para a História não como miguelistas ou tradicionalistas mas sim como absolutistas... Adiante. O país eram maioritariamente partidário de D. Miguel, excepto facções de Lisboa ou Porto. E alguns concelhos dispersos pelo país. Então que fizeram os «Liberais»? Ora expropriaram os miguelistas. Em suma, um roubo. E venderam os bens das ordens religiosas, uma delapidação de património histórico e artístico nunca vista. Os frades velhos e doentes acabaram nas ruas sem um tecto e sem sustento. Desumano.
Mas os erros não ficaram por aqui. Era necessário um inimigo externo. E arranjou-se. Os ingleses. Ora historicamente, foram sempre os ingleses que nos ajudaram contra os dois grandes inimigos continentais. Os espanhóis e os franceses. Mas a Esquerda de então, os Radicais conhecidos como «Liberais». disseminaram a anglofobia. E fecharam os portos às importações de Inglaterra. Proteccionismo. Tal medida acabou por agravar ainda mais as condições económicas de Portugal. E quando o proteccionismo acabou, as indústrias protegidas foram as mais prejudicadas. Os ditos «Liberais» eram ainda provenientes das facções medíocres da sociedade. Descritos como mal vestidos, barba grande, sem regras de educação, diletantes que se perdiam em grandes discussões políticas.
Portanto quando D. Pedro venceu D. Miguel o que sucedeu? O povo mudou de dono. O Estado substituiu as grandes famílias proprietárias, os grandes comerciantes, os profissionais liberais, a Igreja. Aí começa a construção do Estado. O imposto gera a renda garantida para os novos senhores feudais: os funcionários públicos. Passa-se de uma situação de equilíbrio entre poderes para o surgimento de uma nova entidade que abre caminho mais tarde para o totalitarismo. Quem ficou mais à margem disto? O Reino Unido. O mesmo país que tradicionalmente a Esquerda odeia e cujo modelo se aproximaria mais da ideologia dos Miguelistas, perdão, Absolutistas, perdão, Tradicionalistas...
Sendo assim, se a História se repetir, sucederá isto. Um inimigo externo, ou vários, será a Alemanha, o Reino Unido, os mercados, e uma expropriação em massa dos portugueses via fiscal para pagar os erros económicos e financeiros. De resto, bate tudo certo. Políticos com grandes discursos desligados da realidade, a prometer novos mundos paradisíacos com a revolução, contra um «passado de exploração dos pobres pelos ricos», vidas de diletantismo, arrogância intelectual contra o povo tido como atrasado, vergonha do país, e um enorme problema com o dinheiro. Contas? Dizem em tom pejorativo, é coisa de merceeiro.
Dei o exemplo da Guerra Civil mas poderia recuar ainda mais. Por exemplo, a D. João III e à má gestão do comércio com o Império. Para tapar o buraco e sedimentar o poder central, usaram a Inquisição, que se dedicou até a criar judeus. Bastava haver dinheiro para extorquir...
E o resultado da fantástica vitória dos Liberais é conhecido. Chegámos a 1892 falidos e pobres. A República foi obra da mesma casta. Os ascendentes dos actuais socialistas, bloquistas e comunistas. Resultado? O mesmo. Perseguição de ideias e utopias sem qualquer fundamentação pragmática, racional. O desconcerto acabou com uma ditadura que atrasou irremediavelmente o país em termos culturais e sociais mas teve uma séries de vitórias que contrariam tudo o que foi Portugal desde a vitória de D. Pedro: em cerca de 40 anos de Estado Novo houve contas públicas sãs e o país cresceu economicamente; os impostos foram relativamente baixos e fez-se obra pública sem endividamento externo; começou a solucionar-se na prática o problema do analfabetismo e começou a colonização tardia e efectiva de África. Quarenta anos de intervalo que colocaram o país a convergir com a Europa mas atrasado em termos culturais e sociais e dividido ao meio: um Litoral Norte e Centro ou algarvio urbanos e desenvolvidos mas um interior pobre e rural. E uma guerra colonial que isolou Portugal no panorama internacional.
A Esquerda é o maior cancro que se entranhou em Portugal. São a grande fonte dos nosso males. Temos os nossos carrascos no funcionalismo público que agora dá vitórias eleitorais e votos ao PS, PCP e BE. São inimigos da Nação, representaram no passado interesses inimigos de Portugal e a máscara tem de cair. A solução que se segue virá a seguir. Proteccionismo, isolamento, expropriação via fiscal. Como no passado. É este o cancro chamado Esquerda portuguesa. Quando a nossa política se verá livre desta gente?