O Estado do país 2026

O Costa era mais habilidoso

Não. Era mais interventivo mesmo. Aqueles 'trocos' com que muita gente gozava (porque para eles eram isso mesmo, trocos) podem fazer a diferença entre pôr mais ou menos comida na mesa naquele mês. E contra isso, não há nada a fazer. O IVA Zero, nos produtos essenciais, nesta fase seria muito importante. Se eu noto uma diferença óbvia nas compras, imagino famílias que contam os cêntimos todos. Não há ideologia que resista às reais dificuldades do dia a dia.
 
- A IL não descola, o Cotrim Figueiredo vale muito mais que o partido, parece-me que desde que correram com a Carla Castro estagnaram, deve ser karma; a nova líder não me parece ser muito popular e cativante, não deve ir longe.
Não me espantaria nada se, depois de acabar o mandato de eurodeputado em 2029, Cotrim cria um novo partido ou toma as rédeas de um partido pequeno qualquer, que ninguém conhece. :intrigante:Ele tem bastante potencial: é bastante saudável e jovial apesar da sua idade, é literalmente o político mais popular entre os mais jovens e nas zonas urbanas, tem uma forte presença nas redes sociais e programas de comentário em vários canais de televisão, é uma pessoa com ideais reformistas (gostem ou não gostem dele, o homem tem ideias para mudar Portugal, ao contrário da larga maioria de políticos tugas) e teve a experiência de participar nas Presidenciais (e tenho quase a certeza de que tirou lições disso, pois ele é tudo menos estúpido). Ah, e também já se viu que tem a capacidade de "moldar o discurso" às circunstâncias, algo que infelizmente é necessário num político de sucesso cá no burgo e que a maioria da malta dentro da IL simplesmente não consegue.

- O Chega pode ter atingido o pico de crescimento, pelo menos nos próximos tempos; o partido tem um problema de crescimento nos distritos do Litoral Norte e Centro, onde está metade da população; sem conquistar terreno nesta zona do país não conseguirão ultrapassar a barreira psicológica dos 25%.
Acredito que não seja só por causa do Chega não conseguir entrar no Litoral Norte e Centro. Ao contrário do que aconteceu entre 2023 e 2025, este ano o tema da imigração deixou de estar nos lugares cimeiros em termos de prioridades do eleitorado - isso é algo que é possível de se ver nos meios de comunicação e também nas redes sociais. Das pouquíssimas coisas que Montenegro fez bem foi na questão migratória: o regresso à legislação que existia antes de António Costa, o regresso das forças policiais de controlo de fronteiras e o fim das Manifestações de Interesse levaram a uma queda abrupta da chegada de imigrantes nos últimos dois anos. Com a imigração descontrolada já não sendo um dos maiores problemas do país na mente do eleitor comum, o partido basicamente fica encurralado entre duas bandeiras: a bandeira anti-cigana e a bandeira anti-"monhés". :rolleyes: As duas podem ter algum sucesso no Sul, onde há comunidades de ciganos e de indianos, mas dificilmente terão algum impacto no Norte e Centro, onde a população de indianos e de ciganos é irrelevante. E duvido muito que a bandeira anticorrupção tenha grande impacto neste momento, já que qualquer pessoa com dois olhos de testa olha para aquilo que o Chega tem feito na política autárquica e percebe que eles não são minimamente diferentes em relação aos restantes partidos. :nono:
 
Para o PSD cortar nos impostos tem de cortar nos gastos do Estado, e em boa verdade há lobbies que gravitam em torno do PSD que, se houver cortes no contexto de reformas, vão-se virar contra Montenegro. Um desses lobbies está no poder local, mas há outros.
Não têm cortado assim tanto nos impostos, aliás, os dados divulgados até evidenciam um aumento de 0,2% na carga fiscal. Deve ser à boleia da redução dos descontos no ISP que eles começaram a fazer ainda antes dos preços dispararem.
A redução do IRS, que no meu caso se refletiu em mais 1€ por mês após a última atualização das tabelas, acaba por ser absorvida com impostos indiretos. Como se costuma dizer, dá com uma mão e tira com outra.
Há muita gente surpreendida porque antes recebia reembolso e agora não recebe nada ou até paga. Não sei do que estavam à espera.

Uma coisa é certa, isto não vai mudar porque o PM diz que Portugal está muito melhor, mas na realidade está a governar um país que cada vez mais sobe até ao pódio dos indicadores negativos. Definitivamente, com políticos a viver numa realidade paralela nunca sairemos da sepa torta.
 
Portugal seria um país melhor se esses momentos de epifania não acontecessem só quando a direita está no poder. O Costa deu-me 150€ por causa do Covid, que eu guardei num mealheiro para usar mais tarde.
Esses 150€ não são uma fortuna, mas certamente que fizeram a diferença na mesa de muita gente e mesmo àqueles que dizem mal, também deve ter sabido bem.
Além disso, fizeram um pouco mais:
- IVA 0 nos bens essenciais;
- Desconto mais generoso no preço dos combustíveis;
- Taxa sobre lucros excessivos;

Podia ser melhor? Claro que sim, mas o atual governo consegue fazer ainda menos.

Mais uma vez, Portugal seria um país melhor se os políticos vivessem dentro da realidade e quando digo isto, refiro-me da direita à esquerda. O Costa, em muitas situações também dizia coisas que não correspondiam à realidade, mas o Luís Montenegro ainda está a conseguir ser pior nesse âmbito ao passar a mensagem de que temos uma excelente qualidade de vida quando claramente isso não se verifica. Mais valia estar calado e trabalhar, como ele tanto queria.

As sondagens só mostram que as pessoas não comem gelados com a testa e que a resposta aos problemas não está a ser dada.

O CH continua a ser subestimado nas sondagens e disso não tenho dúvidas, mas também não é uma alternativa. É um partido que odeia o Partido Socialista, mas vai buscar o exemplo de um país governado por Socialistas para o debate quinzenal. O populismo tem destas coisas.
 
Esses 150€ não são uma fortuna, mas certamente que fizeram a diferença na mesa de muita gente e mesmo àqueles que dizem mal, também deve ter sabido bem.
Além disso, fizeram um pouco mais:
- IVA 0 nos bens essenciais;
- Desconto mais generoso no preço dos combustíveis;
- Taxa sobre lucros excessivos;

Podia ser melhor? Claro que sim, mas o atual governo consegue fazer ainda menos.

Mais uma vez, Portugal seria um país melhor se os políticos vivessem dentro da realidade e quando digo isto, refiro-me da direita à esquerda. O Costa, em muitas situações também dizia coisas que não correspondiam à realidade, mas o Luís Montenegro ainda está a conseguir ser pior nesse âmbito ao passar a mensagem de que temos uma excelente qualidade de vida quando claramente isso não se verifica. Mais valia estar calado e trabalhar, como ele tanto queria.

As sondagens só mostram que as pessoas não comem gelados com a testa e que a resposta aos problemas não está a ser dada.

O CH continua a ser subestimado nas sondagens e disso não tenho dúvidas, mas também não é uma alternativa. É um partido que odeia o Partido Socialista, mas vai buscar o exemplo de um país governado por Socialistas para o debate quinzenal. O populismo tem destas coisas.

Distribuir dinheiro a torto e direito durante um ciclo inflacionista é incoerente, o BCE afirma e bem que isso é só estender um problema no tempo. Se existe inflação por escassez de um bem qualquer (neste caso energético), se não existe um freio no consumo a inflação continua a disparar. Estás a meter dinheiro no bolso das pessoas e a dizer-lhes vivam a vossa vidinha como sempre, que mais tarde pagamos isto. Isso tem o duplo efeito perverso. Vamos mesmo pagar todos esses apoios e a inflação vai continuar a disparar.

Em Portugal existe uma grande iliteracia financeira, e é por isso que existe este "julgamento" que as políticas de esquerda são melhores para a carteira, porque para 90% dos portugueses finanças é dinheiro em caixa.
 
Última edição:
- No Porto gastaram 10 ou 12 milhões de euros no edifício transparente, um arquitecto amealhou bastante, e agora vão demolir parte do mamarracho. O edifício é vidrado, quente que se farta no Verão e gelado no Inverno. Nunca deveria sequer ter sido construído naquela localização. Mas fora uns milhões para o lixo.

- Em Cacela em 2010 destruíram a península, onde se tinham gasto uns milhões para a recuperar, nos anos 90. Agora a fortaleza e a igreja estão em risco, e ninguém quer gastar uns milhões para corrigir a asneira.

- todos os anos saem condenações do TEDH contra Portugal, por causa de malta que mete processos por se sentirem ofendidos e ganham, mas o TEDH entende que há direito à liberdade de expressão. Resultado, mais uma despesa anual para o tuga pagar.

- estima-se que mais de metade dos alunos demore anos extra para acabar as licenciaturas, há cursos onde a média superar os 5 anos; desconfio que se voltasse o ano zero, e se Setembro voltasse a ser para todos, isto atenuava; ninguém parece interessado em fazer alguma coisa, e são mais uns valentes milhões estoirados, para o Estado e para as famílias.

- abriram mais 40 vagas de Medicina em Aveiro e vão abrir outras tantas em Trás-os-Montes para servir uma região que já tem 5 cursos de Medicina público e um privado; estas vagas com boa vontade abriam nas faculdades já existentes, e não era necessário estar a pagar novos salários a regentes e assistentes, mais instalações; para mim, serão mais uns milhões estoirados; se era para abrir curso, abram em Évora, pois o Sul tem apenas dois cursos clássicos públicos.

- não há qualquer dia município em Portugal que não queira ter o seu “monumento” nas rotundas”; todas, aliás; eu que vivo no estrangeiro reparo que por cá não há nada disto, e as rotundas têm árvores e plantas, que não requerem nenhuma manutenção especial por parte de jardineiros; mas são mais uns milhões que todos os anos são estoirados.

- os passadiços estão na moda, custam milhões, a manutenção nem se fala, os outros países europeus têm trilhos, que são baratos e funcionais; a indústria dos passadiços suga uma fortuna todos os anos, e não há fim à vista; este Inverno muitos foram destruídos, outros serão no Verão com os incêndios, e mais milhões serão gastos na sua reconstrução.

Enfim poderia continuar o dia inteiro a mostrar como em Portugal se estoura dinheiro, e como se poderia cortar e muito na despesa, sem tocar em salários e pensões. Há quem diga que isto tudo somado pode dar perto de 10 mil milhões por ano. O suficiente para termos combustíveis a preços de Espanha, e ainda ter excedente.
 
Distribuir dinheiro a torto e direito durante um ciclo inflacionista é incoerente, o BCE afirma e bem que isso é só estender um problema no tempo. Se existe inflação por escassez de um bem qualquer (neste caso energético), se não existe um freio no consumo a inflação continua a disparar. Estás a meter dinheiro no bolso das pessoas e a dizer-lhes vivam a vossa vidinha como sempre, que mais tarde pagamos isto. Isso tem o duplo efeito perverso. Vamos mesmo pagar todos esses apoios e a inflação vai continuar a disparar.

Em Portugal existe uma grande iliteracia financeira, e é por isso que existe este "julgamento" que as políticas de esquerda são melhores para a carteira, porque para 90% dos portugueses finanças em dinheiro em caixa.
O que tem de ser feito é cortar nos impostos. O Estado terá de se habituar gradualmente a não depender muito de impostos sobre os combustíveis, devido à provável expansão dos carros eléctricos nas próximas décadas. Além disso o Estado terá de se habituar a não tirar dos impostos para a Segurança Social. E como tem denunciado o João Cotrim Figueiredo, é isso que acontece. O sistema tem de evoluir de forma a premiar quem desconta desde cedo e punir quem não o faz, coisas como pensões iguais ao último salário foram aberrações. Não faltaram casos na função pública de gente que subia de escalão pouco tempo antes da reforma só para ter pensão igual ao último salário, ou reformas aos 55 iguais ao último salário. Nada disto era sustentável. Além disso temos um elevado número de pessoas que não descontam, biscateiros e afins, que depois também vão querer uma pensão. Conheço carradas deles, será justo? Para mim é cortar impostos e tornar o sistema mais justo e exigente.
 
Estive a fazer uma viagem no norte de Espanha na semana passada e fiquei espantado com o estado miserável das autoestradas. Fiz centenas de quilómetroa em piso horrível e a pôr em perigo a condução. O milagre de distribuir dinheiro e cortar impostos é maravilhoso até alguém se lembrar que é preciso gastar dinheiro em manutenção das infraestruturas e que alguém vai ter de pagar a factura do desleixo. Aqui aconteceu o mesmo.
 
Estive a fazer uma viagem no norte de Espanha na semana passada e fiquei espantado com o estado miserável das autoestradas. Fiz centenas de quilómetroa em piso horrível e a pôr em perigo a condução. O milagre de distribuir dinheiro e cortar impostos é maravilhoso até alguém se lembrar que é preciso gastar dinheiro em manutenção das infraestruturas e que alguém vai ter de pagar a factura do desleixo. Aqui aconteceu o mesmo.
Andaluzia está igual. O Sanchez também governa com cativações, a diferença para Costa é que Espanha continua a ter défice. O PSOE, Sumar e Podemos gastam fortunas com bandeiras ideológicas, feminismos e afins, na prática isto serve para dar emprego a milhares de licenciados em cursos de Ciências Sociais, que de outra forma seriam obrigados a trabalhar noutra coisa. Não é por acaso que vemos tantos antropólogos, sociólogos ou afins a apoiar estes partidos. É tudo gestão de egoísmos, como diria Adam Smith. Formam-se mais pessoas nestas áreas do que aquelas que o sistema de ensino pode absorver para serem docentes, logo uma boa oportunidade de emprego está na carreira política. E depois, criam-sê observatórios, institutos, gabinetes, centros de estudos para justificar mais empregos, onde se discute o machismo do homem branco, a transfobia, a devolução de peças museológicas, etc.

Na Andaluzia concluiu-se que apenas 10% do dinheiro público chegava às vítimas de violência doméstica, o resto ficava em salários de malta que anda em gabinetes a discutir feminismo e machismo. Aconteceu algo parecido em Portugal quando Costa estava no poder, é ver de onde vinham muitos membros do Governo e assessores…

Enfim, o dinheiro não chega para tudo, cada um faz as suas escolhas…
 
Por falar em Espanha.

Têm um desemprego em torno dos 12%, já tiveram no passado mais de 20% durante longos períodos, e vão legalizar mais de um milhão de ilegais? Num país com o desemprego mais alto da Europa Ocidental? Isto tem alguma racionalidade económica? Não tem! Por cada desempregado que não regressa ao trabalho e é substituído por um imigrante o país sofre um prejuízo!
 
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Deve ter sido ordem da Chefona Isabel Moreira. Subiram nas sondagens e já estão a dar tiros no pé. Quem sai a ganhar? O Chega…

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Por falar em Espanha.

Têm um desemprego em torno dos 12%, já tiveram no passado mais de 20% durante longos períodos, e vão legalizar mais de um milhão de ilegais? Num país com o desemprego mais alto da Europa Ocidental? Isto tem alguma racionalidade económica? Não tem! Por cada desempregado que não regressa ao trabalho e é substituído por um imigrante o país sofre um prejuízo!
O desemprego ronda os 10%, até ficou abaixo dos 10%, coisa que não acontecia desde 2008.

O que tem de ser feito é cortar nos impostos. O Estado terá de se habituar gradualmente a não depender muito de impostos sobre os combustíveis, devido à provável expansão dos carros eléctricos nas próximas décadas. Além disso o Estado terá de se habituar a não tirar dos impostos para a Segurança Social. E como tem denunciado o João Cotrim Figueiredo, é isso que acontece. O sistema tem de evoluir de forma a premiar quem desconta desde cedo e punir quem não o faz, coisas como pensões iguais ao último salário foram aberrações. Não faltaram casos na função pública de gente que subia de escalão pouco tempo antes da reforma só para ter pensão igual ao último salário, ou reformas aos 55 iguais ao último salário. Nada disto era sustentável. Além disso temos um elevado número de pessoas que não descontam, biscateiros e afins, que depois também vão querer uma pensão. Conheço carradas deles, será justo? Para mim é cortar impostos e tornar o sistema mais justo e exigente.
Alguns descontam o mínimo e depois chegam à reforma e recebem 300 € e depois dizem que o Estado ou governo é ladrão, porque trabalharam a vida toda e só recebem isto, mas esquecem-se das trafulhices quando andavam trabalhando.

Distribuir dinheiro a torto e direito durante um ciclo inflacionista é incoerente, o BCE afirma e bem que isso é só estender um problema no tempo. Se existe inflação por escassez de um bem qualquer (neste caso energético), se não existe um freio no consumo a inflação continua a disparar. Estás a meter dinheiro no bolso das pessoas e a dizer-lhes vivam a vossa vidinha como sempre, que mais tarde pagamos isto. Isso tem o duplo efeito perverso. Vamos mesmo pagar todos esses apoios e a inflação vai continuar a disparar.

Em Portugal existe uma grande iliteracia financeira, e é por isso que existe este "julgamento" que as políticas de esquerda são melhores para a carteira, porque para 90% dos portugueses finanças é dinheiro em caixa.
Tudo o que acontece na vida do tuga é culpa do governo e o caso do IRS é mesmo de dar umas valentes gargalhadas, se a retenção da fonte diminuiu é lógico que pode vir a ter que pagar IRS e depois têm muitos que nem pedem uma factura e ainda dizem eu não quero factura com NIF porque o governo não precisa de saber aonde gasto o dinheiro é o que se vê mais por aí. :D

O tuga quer que o governo baixe os impostos e depois por outro lado, quer que o governo baixe os combustíveis, IVA zero (coisa que nem se nota na carteira), só não sei aonde vai buscar o dinheiro para tudo e mais alguma coisa.
 
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