O Estado do país 2026

É uma viagem maior do que destas eleições até à implementação de um regime totalitário em Portugal?
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Reactions: "Charneca" Mundial
Mas o veto fragiliza o governo, neste caso exclusivamente com o argumento que o diploma é aprovado pelo Chega.

Haverá um desgaste do governo aos olhos da opinião pública, porque o António José Seguro que foi levado num andor inclusivé por reputados sociais-democratas, cristãos e liberais, não concorda com as decisões do governo. Não há nada de errado no veto, mas o único objectivo de Seguro com o veto é levar o PS ao poder o mais rapidamente possível.
Da experiência recente dos dois governos de Montenegro, houve mais leis aprovadas pelo PS e pelo Chega contra o governo, do que leis do governos aprovadas pelo Chega, portanto não estou a perceber qual será o drama.

Grandes reformas anunciadas até agora, apenas a Lei laboral, que o Chega já disse que a chumba. De resto, exceptuando a lei da emigração, não estou a ver nada que possa sair de um acordo entre PSD e Chega.

E maior desgaste do governo haverá com Ventura a PR, que é muito mais imprevisível, inconstante e populista. O governo será sempre desgastado, porque apostou num mau candidato nesta eleição.
 
Da experiência recente dos dois governos de Montenegro, houve mais leis aprovadas pelo PS e pelo Chega contra o governo, do que leis do governos aprovadas pelo Chega, portanto não estou a perceber qual será o drama.

Grandes reformas anunciadas até agora, apenas a Lei laboral, que o Chega já disse que a chumba. De resto, exceptuando a lei da emigração, não estou a ver nada que possa sair de um acordo entre PSD e Chega.

E maior desgaste do governo haverá com Ventura a PR, que é muito mais imprevisível, inconstante e populista. O governo será sempre desgastado, porque apostou num mau candidato nesta eleição.

Quem vai votar em Ventura é que tem de equacionar se ele é imprevisivel, inconstante e populista. Quem vai votar em Seguro não está com medo de Ventura ser imprevisivel, inconstante e populista, está a dizer que quer Seguro como PR.

Se é "só" a lei da emigração então está tudo bem.
 
Quem vai votar em Ventura é que tem de equacionar se ele é imprevisivel, inconstante e populista. Quem vai votar em Seguro não está com medo de Ventura ser imprevisivel, inconstante e populista, está a dizer que quer Seguro como PR.

Se é "só" a lei da emigração então está tudo bem.
Certo, quem vai votar é que tem que decidir se ele é imprevisível e populista, pois nos últimos 5 anos isso nunca ficou muito claro... As mudanças de opinião constantes em matéria económica revelam uma pessoa ponderada e que não quer saber da opinião do eleitorado antes de tomar uma posição. A proposta para equiparar a pensão mínima ao salário mínimo revela bom senso.

Se o voto em Seguro significa apenas e só votar em Seguro, o que fazem os mais de 2 milhões de eleitores que não votaram em Seguro na primeira volta e que não querem votar em Ventura por ele ser populista, inconstante e imprevisível (entre outras)?
 
Pois eu já decidi, não vou votar em ninguém. Para votar tenho de fazer 200 km até Londres de transporte público, e andar de metro dentro da cidade, com um braço todo ligado não me vou meter em aventuras. Mudem a lei e metam o voto postal nos emigrantes para as eleições presidenciais, como existe para as legislativas.
 
Se o voto em Seguro significa apenas e só votar em Seguro, o que fazem os mais de 2 milhões de eleitores que não votaram em Seguro na primeira volta e que não querem votar em Ventura por ele ser populista, inconstante e imprevisível (entre outras)?

Essas pessoas terão de responder a si próprias a essa questão. Como alguém que está nesse grupo de 2 milhões de pessoas, também tive que responder a mim mesmo.

Uma coisa é o voto individual de cada um, e as respostas que cada um dá a si mesmo, com a qual não tenho nada a ver. Outra é a resposta encontrada porque algumas lideranças e notáveis decidiram dramatizar estas eleições e torná-la numa questão de "vida ou de morte". Tenho, para mim, que as consequências desse voto a medo mas o facto de ser especialmente reforçado num modelo com o qual não me revejo, fará com que muito em breve estejamos novamente sob a "égide" socialista.
 
Essas pessoas terão de responder a si próprias a essa questão. Como alguém que está nesse grupo de 2 milhões de pessoas, também tive que responder a mim mesmo.

Uma coisa é o voto individual de cada um, e as respostas que cada um dá a si mesmo, com a qual não tenho nada a ver. Outra é a resposta encontrada porque algumas lideranças e notáveis decidiram dramatizar estas eleições e torná-la numa questão de "vida ou de morte". Tenho, para mim, que as consequências desse voto a medo mas o facto de ser especialmente reforçado num modelo com o qual não me revejo, fará com que muito em breve estejamos novamente sob a "égide" socialista.
Cada um que decida por si, mas não me venham com o argumento do socialismo. Às segundas, quartas e sextas o Chega é tão socialista quanto Seguro, às terças e quintas é ainda mais socialista que Seguro. Votar Ventura para combater o socialismo, é como votar Sócrates para combater a corrupção.
 
A Meloni é governo há 3 anos. Tens noção que isso num calendário italiano é uma eternidade não tens? Deve ser para aí o 2o ou 3o governo com mais longevidade da história democrática italiana...
Tenho noção sim, ainda há bem pouco tempo saiu uma notícia sobre o facto de ser um dos governos com maior longevidade. É sinal que provavelmente existe alguma estabilidade e isso deve ser a prioridade, seja qual for o partido político que lá chegue. No nosso caso o CH não evidencia que viria a dar estabilidade, é só discursos populistas a atacar tudo e todos, mas sem ideias que realmente resolvam os nosso problemas.
Em tempos vi alguém do chega a dizer que o PS não governa, nem deixa governar, mas o que é certo é que deixou passar o orçamento. O CH fez o quê? Pois...

É importante falarmos de números concretos em vez de "sensações" de que afinal estava tudo bem (ou tudo mal), as taxas de migração em Itália em 2012/2013 no auge dos refugiados sírios eram muito elevadas, comparáveis às que Portugal teve entre 2022 e 2024, mas desde então desceram imenso, e acho perfeitamente razoável achar que o número atual de imigrantes poderia aumentar um pouco mas que esses valores extremos que referi não eram sustentáveis
Eu não disse que os valores extremos eram sustentáveis, não foram em Itália e também não foram em Portugal. Eu já disse várias vezes aqui que uma das coisas que mais me desiludiu e que discordei totalmente no governo de António Costa foi a política de imigração que adotaram sem controlo nenhum. E como eu, muitas outras pessoas afetas ao PS dizem o mesmo, principalmente da ala mais centrista.
No entanto, aquilo que quero dizer é que não acho que ser completamente anti-imigração seja correto. Quer queiramos, quer não, todos sabemos que precisamos deles em certas áreas fundamentais, mas têm que comprovar que vêm para cá trabalhar, isso concordo a 100%.
 
Cada um que decida por si, mas não me venham com o argumento do socialismo. Às segundas, quartas e sextas o Chega é tão socialista quanto Seguro, às terças e quintas é ainda mais socialista que Seguro. Votar Ventura para combater o socialismo, é como votar Sócrates para combater a corrupção.

Mas haverá pessoas que não votam em Ventura e não querem Seguro com 70% dos votos. É uma opção válida como qualquer outra. E essa % de pessoas será relevante na discussão daqui a meses quando começarem com a lenga lenga que o "povo mostrou naquelas eleições o modelo que quer para Portugal".
 
Há dois países europeus que têm Partidos da Direita mais “populista” há algumas décadas, são a Suíça e a Áustria. O que a se pode observar é que estes partidos têm altos e baixos, crises, mas uma vez instalados não desaparecem. Podem cair para 10% mas anos depois recuperam para 20 ou 30%.

O partido da Le Pen é um caso diferente, tem apresentado um crescimento lento mas sustentado, com uma estratégia a longo prazo que passou muito pela tentativa de implementação a nível do poder local. Tanto cresceu que agora chegou ao ponto de estar com 35 a 40% das intenções de voto, e com elevadas chances de vencer numa segunda volta.

Já agora o discurso do Chega não é novidade nenhuma na política portuguesa. Manuel Monteiro quando estava no CDS teve um discurso idêntico, e estava contra o euro e até dava a entender que preferia que Portugal estivesse apenas no mercado único, mas fora da UE, como a Noruega. Paulo Portas teve o mesmo discurso mas com mais populismo, e também Nuno Melo, numa altura em que Guterres era PM, e havia muita imigração ilegal em Portugal, a maioria trabalhadores do Brasil ou de Cabo Verde que estavam em obras públicas e construção civil. E nessa altura tínhamos 3 ou 4 vezes menos imigrantes do que temos agora. Quem recuar no tempo verá que o discurso de Portas tinha muito em comum com Ventura, e com essa estratégia trouxe o partido para perto dos 10%, e de certa forma salvou o CDS. Contudo Portas era tratado de outra forma pela comunicação social e pelos opositores políticos, afinal tinha berço, fazia parte de uma certa elite, vinha da família certa. Não era nenhum “suburbano classe média-baixa”, ou “provinciano que tinha caído na capital”.