O Estado do país 2026

Anyway, só resultaria cá se importássemos também os Nórdicos. Toda a gente fala de governos mas ninguém fala do que verdadeiramente transforma um país: os cidadãos. Os políticos, governos são apenas um reflexo dos cidadãos.
A minha prima é professora e organizou uns intercâmbios com a Suécia. Na altura em que isto aconteceu ela contava que os alunos suecos aprendiam a cozinhar, a organizar uma casa, a gerir um orçamento, a poupar, pagar impostos, calcular juros, investir poupanças, etc.

Uns tempos atrás falei com uma sueca que vive em Tavira, e cuja filha estudava na escola secundária local. Entretanto chegaram outros cidadãos estrangeiros, e a conversa girou em torno de críticas ao sistema de ensino, que não dava competências práticas para a vida. Diziam-me que em Matemática os alunos tinham de ir a exame nacional e saber derivadas, mas não sabiam calcular juros de um empréstimo, ou o que era a inflação, ou gerir um salário.
 
Nem me dei ao trabalho de referir a kryptonite dos liberais à Tuga: os funcionários públicos...
Segundo um artigo que li no Jornal Sol há uns meses os números oficiais não são fiáveis. O Estado na realidade não sabe quantas pessoas tem o poder local, o número real é muito superior. E tens ainda uma particularidade em Portugal, o Estado paralelo, que é enorme; os seus trabalhadores dependem do Estado para receber, mas não entram nas estatísticas…
 
A teoria do Liberalismo clássico não se opõe a um estado social quando o nível de riqueza de uma sociedade atinge um certo nível.

Estamos todos a falar no liberalismo à Tuga. No caso do liberal a Tuga esse nível de riqueza é NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM. No caso dos países nórdicos não estamos a falar da existência de um estado social. Estamos a falar na existência de um estado social como o que existe lá.
 
A minha prima é professora e organizou uns intercâmbios com a Suécia. Na altura em que isto aconteceu ela contava que os alunos suecos aprendiam a cozinhar, a organizar uma casa, a gerir um orçamento, a poupar, pagar impostos, calcular juros, investir poupanças, etc.

Uns tempos atrás falei com uma sueca que vive em Tavira, e cuja filha estudava na escola secundária local. Entretanto chegaram outros cidadãos estrangeiros, e a conversa girou em torno de críticas ao sistema de ensino, que não dava competências práticas para a vida. Diziam-me que em Matemática os alunos tinham de ir a exame nacional e saber derivadas, mas não sabiam calcular juros de um empréstimo, ou o que era a inflação, ou gerir um salário.

Se tens um sistema que impulsiona a literacia financeira as pessoas começam a fazer perguntas. E para os governos, ter pessoas a questionar e a pensar pela sua cabeça nunca é bom. A iliteracia financeira dos jovens portugueses é propositada.
 
E os sindicatos eheh
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Aposto que esses sindicatos não se insurgem contra a possibilidade de os patrões anteciparem o pagamento de parte do subsídio de férias para janeiro, fevereiro, etc.. Nem mudam a intensidade da sua luta em função do partido que governa o país. O meu problema não são os sindicatos em geral, mas os sindicatos que temos por cá.
Segundo um artigo que li no Jornal Sol há uns meses os números oficiais não são fiáveis. O Estado na realidade não sabe quantas pessoas tem o poder local, o número real é muito superior. E tens ainda uma particularidade em Portugal, o Estado paralelo, que é enorme; os seus trabalhadores dependem do Estado para receber, mas não entram nas estatísticas…
O Estado não faz a mínima ideia dos funcionários que tem, tal como não sabe nada sobre imóveis, gastos correntes, viaturas, etc.. É impossível avaliar-se o que quer que seja sem dados, mas não há qualquer interesse em fazer-se esse inventário. Se fosse uma empresa privada a não fazer esse inventário (para entregar ao Estado) seria multada na hora.
Opõem-se sempre a Estados grandes. Quanto menor, melhor.

Idolatram os países nórdicos que têm Estados enormes.

Make it make sense.
Pelas razões que escrevi acima, é impossível avaliar o quão grande é o Estado em Portugal. Mas duvido muito que o peso do nosso Estado não seja maior que nos países nórdicos, pelo menos, em proporção do PIB.
 
E os sindicatos eheh
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De referir que são os sindicatos que pagam os subsídios de desemprego nos países nórdicos, daí haver uma percentagem muito elevada de trabalhadores sindicalizados.
 
Pena que o original não é gratuito para tentar perceber isto:

Henrique Gouveia e Melo entende que “Portugal tem de abandonar lógicas corporativas dentro do Estado e atribuir funções às entidades com mais preparação e capacidade para agir em desastres e crises”.

Para o ex-candidato, “a Protecção Civil tem de ser remodelada de alto a baixo: deve ser fortemente profissionalizada, liberta de clientelas políticas e verdadeiramente capacitada”. Propõe a criação de “um novo ramo” nas Forças Armadas dedicado à Protecção Civil para “profissionalização, incorporação de conhecimento, treino permanente, melhor gestão de capacidades e unidade de comando”.

Assumo que seja a subordinação da PC às FA porque o primeiro objetivo pode ser perfeitamente concretizado na ausência do segundo.

À Mondego ainda se acabaria por ter um qualquer Coronel a humilhar publicamente os comandantes distritais.
 
Pena que o original não é gratuito para tentar perceber isto:



Assumo que seja a subordinação da PC às FA porque o primeiro objetivo pode ser perfeitamente concretizado na ausência do segundo.

À Mondego ainda se acabaria por ter um qualquer Coronel a humilhar publicamente os comandantes distritais.
A FA ainda não combate incêndios florestais em Portugal?
 
Vou falar-vos do que é a Alemanha. O meu pai recebia duas 'reformas' da Alemanha. Uma da segurança social alemã, fruto dos seus descontos e outra de um fundo da empresa. Sim, a empresa onde o meu pai trabalhou 20 anos pagava-lhe uma pequena reforma para além da reforma da segurança social Alemã e da Portuguesa. Quando o meu pai partiu, tivemos de tratar das intermináveis burocracias que vêm com a morte de alguém. Algumas tratadas pela agência funerária e outras por nós. Pedi à senhora da agência funerária para enviar para o fundo da empresa cópia da certidão de óbito do meu pai para que não recebessemos dinheiro indevido. Cerca de 10 dias depois recebemos uma carta de lá. 1 - Foi a única instituição, até agora, que nos endereçou as condolências. 2 - tinha um formulário a ser preenchido com os dados da viúva para ela requerer a parte dela. Uma empresa Alemã com a qual o meu pai deixou de ter ligação em 1985 tomou a iniciativa de nos contactar para a minha mãe receber dinheiro por parte de uma empresa onde nunca trabalhou. The end.
 
Vou falar-vos do que é a Alemanha. O meu pai recebia duas 'reformas' da Alemanha. Uma da segurança social alemã, fruto dos seus descontos e outra de um fundo da empresa. Sim, a empresa onde o meu pai trabalhou 20 anos pagava-lhe uma pequena reforma para além da reforma da segurança social Alemã e da Portuguesa. Quando o meu pai partiu, tivemos de tratar das intermináveis burocracias que vêm com a morte de alguém. Algumas tratadas pela agência funerária e outras por nós. Pedi à senhora da agência funerária para enviar para o fundo da empresa cópia da certidão de óbito do meu pai para que não recebessemos dinheiro indevido. Cerca de 10 dias depois recebemos uma carta de lá. 1 - Foi a única instituição, até agora, que nos endereçou as condolências. 2 - tinha um formulário a ser preenchido com os dados da viúva para ela requerer a parte dela. Uma empresa Alemã com a qual o meu pai deixou de ter ligação em 1985 tomou a iniciativa de nos contactar para a minha mãe receber dinheiro por parte de uma empresa onde nunca trabalhou. The end.
Agora que tive este problema de saúde tenho visto muita coisa sobre as pessoas. Ingleses que não me conhecem a ajudar-me como a família não o faria e colegas ingleses também. Uma colega e o marido compraram-me roupa especial para esta situação e ofereceram-se para vir ajudar-me no banho. Eu recusei e vieram na mesma. Outros têm vindo fazer-me as compras ou cozinhar. Eu recuso, mas eles não aceitam. Entretanto na minha terra natal já sei que sou motivo de gossip intenso. A especulação é em torno do facto de não ter voltado a casa e não ter ido lá no Natal nem no Ano Novo. Andam a perguntar aqui e acolá se alguém sabe, e a procurar informação nas redes sociais. Hoje fiz uma limpeza e tratei de bloquear esta gente. Nunca na vida tinha bloqueado ninguém da minha terra mas fico irritado com estas coisas pois sempre detestei este tipo de ambiente de meio pequeno. Têm o meu número, se querem saber alguma coisa por que razão não me ligam e perguntam se está tudo bem? A baixa médica tem servido para perceber muita coisa acerca das pessoas.