O Estado do país 2026

Cotrim, ao telefone: F***-** Mariana [Leitão] que m**** é essa? Andam a dizer que havia gente do partido que sabia duma queixa feita. Que eu tinha perguntado se a outra gostava de p*** larga, comprida, gorda, magra, ou assim-assim.

Mariana: ...

Pá, não seria de esperar que fosse a primeira coisa a ser feita?

A Mariana - que vai falar no comício de hoje - não entrou imediatamente em contacto com o galã? Por respeito institucional, político e social? Ufa, deve haver muita teia de aranha.

>03:37
 
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O António Filipe é mais perigoso para a sociedade do que o Gouveia e Melo que disse que devemos morrer pela Europa? Eu estou longe de defender extremismo de direita, mas partidos pró-Rússia hoje em dia são menos perigosos para a sociedade do que os denominados "moderados". Desde a invasão da Ucrânia que tem crescido de forma assustadora uma retórica falsa de que a Rússia é um perigo semelhante ao Nazismo e que devemos estar preparados para uma III Guerra Mundial, que as novas gerações vão para a guerra, isto está a ser normalizado e já assusta crianças. Putin é um tirano cruel, mas daí a ser uma grande ameaça que justifique uma guerra mundial vai uma longa distância. Os planos do Pentágono são muito mais perigosos para o mundo do que Moscovo.

Muitos políticos ocidentais estão mais interessados na guerra do que o próprio governo russo, e nem sequer colocam como opção melhorar as relações diplomáticas com ele.
 
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  • Revirar os Olhos
Reactions: "Charneca" Mundial
A comunicação social não ajuda, mas esta reação do Cotrim já revela algum desgaste e dificuldade em lidar com pressão. Como é que será se for PR?

Se a denúncia for caluniosa, isto é mau. Se não for, é pior. Eu compreendo perfeitamente que, se ele se sabe inocente, ser confrontado com isto deve ser uma coisa horrível. Sempre achei que uma pessoa ser acusada de uma coisa que não fez deve ser uma das piores coisas que podem acontecer a alguém. Mas ele é político e candidato à PR. Devia aconselhar-se devidamente e dizer apenas o que lhe dizem para dizer, principalmente se tiver a consciência tranquila. 'Vocês têm noção do que fizeram à minha vida?', dirigido à CS não faz sentido. Ou ele acha que se a denúncia fosse direccionada a outro candidato a CS não ia pegar nisso? Quando muito, a ter a consciência tranquila (e eu admito, perfeitamente, que possa ser o caso) poderia dizer' vocês têm noção do que uma acusação falsa fez à minha vida'?
 

Acho que o artigo acima insere-se no tema "vocês sabem o que fizeram à minha vida"? O PÚBLICO diz que testemunhou a denúncia...baseando-se no que disseram as autoras de de um livro chamado "Me Too"... oh well. Interessante este artigo do Público ser de acesso livre.

A reacção é perfeitamente natural para alguém que é acusado de uma coisa e não pode provar o seu contrário. Mais fácil validar as "testemunhas" que viram do que "testemunhas" que não viram.
 
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Acho que o artigo acima insere-se no tema "vocês sabem o que fizeram à minha vida"? O PÚBLICO diz que testemunhou a denúncia...baseando-se no que disseram as autoras de de um livro chamado "Me Too"... oh well. Interessante este artigo do Público ser de acesso livre.
Bem, se começamos a duvidar de todos os meios de comunicação e jornalistas, o que é que fazemos? O que é a verdade? É o que é conveniente para nós? E se não for?
A reacção é perfeitamente natural para alguém que é acusado de uma coisa e não pode provar o seu contrário. Mais fácil validar as "testemunhas" que viram do que "testemunhas" que não viram.
É uma reação compreensível num cidadão comum. Para alguém que se candidata ao mais alto cargo da nação, não o é de todo.
 
Bem, se começamos a duvidar de todos os meios de comunicação e jornalistas, o que é que fazemos? O que é a verdade? É o que é conveniente para nós? E se não for?

É uma reação compreensível num cidadão comum. Para alguém que se candidata ao mais alto cargo da nação, não o é de todo.
Não é duvidar. O Público diz no título que testemunhou a denúncia. Mas lês o artigo e chegas à conclusão que o Público testemunhou "uma jovem" que agora umas autoras vêm dizer, 2 anos depois, que era a assessora em causa. Está bastante implícito que o Público não sabe quem era "a jovem", apenas está a fazer a associação que quem faz da causa um negócio (as autoras do livro) pediram ao Público para fazer...
 


Só é pena que ninguém tenha filmado.

Pedro Pinto, ex-CDS, é, ao lado de André Ventura, um dos rostos mais conhecidos do Chega. Assumia o seu lugar de deputado e irá voltar à bancada, onde liderava o grupo parlamentar. É secretário-geral e adjunto da direção nacional do partido. Já viu o seu nome ligado a várias polémicas.

Uma delas está ligada à agressão de um jovem árbitro, de apenas 18 anos, em 2023, durante uma competição de futebol infantil na qual participava o seu filho. A GNR esteve presente no local. Além disso, em 2022, também terá ameaçado um assessor do PS com um alegado encosto de cabeça e um aviso: “Parto-te a tromba. És um anão”, por não ter gostado de uma publicação que este fez no Twitter.

Até podia publicar o vídeo em que o Cotrim enuncia os tipos do Chega associados à pedofilia m... "Ó Pedro Pinto, como vais pá! Dá cá um abraço! Como 'tás?!"

Indivíduos de mau caráter, especialmente com alguma notoriedade - atenção que não estou a indicar ninguém em específico - geralmente são do conhecimento geral. Como interagimos com eles quando os encontramos podem assumir muitos contornos.

O Cotrim supostamente é sofisticado. Certamente sabe distinguir entre formal/distante e amigável/próximo. Atenção que em nenhum instante estou a sugerir como é que o Cotrim devia ter interagido com o PP.

Novamente, entre Seguro e Cotrim para a ascensão do Chega... caminhos tortos por vezes vão dar ao mesmo local?

Em nenhum momento pretendo condicionar ou alterar votos. Mas não debitem tanga impoluta.
 
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Bem, se começamos a duvidar de todos os meios de comunicação e jornalistas, o que é que fazemos? O que é a verdade? É o que é conveniente para nós? E se não for?

É uma reação compreensível num cidadão comum. Para alguém que se candidata ao mais alto cargo da nação, não o é de todo.
Já testemunhei duas acusações falsas não de assédio mas de violação, num dos casos a acusadora não sabia que havia câmaras na casa do acusado, foi a tribunal e perdeu, por pouco não destruiu o casamento e a vida profissional do acusado, no outro caso já em tribunal a acusada teve um rasgo de consciência e assumiu a mentira, mas a carreira científica do acusado já estava destruída. Portanto cuidado com o timing ou contexto de algumas acusações deste tipo. Neste caso tudo sai a público depois de Cotrim começar a surgir na segunda volta em sondagens, o que é muito estranho.
 
Não sei se a acusação é verdadeira, caluniosa, ou uma meia verdade. Mesmo se fosse verdade, não sabendo o contexto, que num caso destes é relevante para aferir da gravidade do caso, é difícil fazer um juízo de valor. Tal como eu, toda a gente, exceptuando uma mão cheia de pessoas, não sabe nada do que se passou (ou não passou). Mas há factos, que não dependem da veracidade das acusações, que tornam o que se está a passar bastante claro:

- Ouvia-se (e lia-se no Twitter), há vários dias, que iria "sair" uma história "cabeluda" contra Cotrim (a própria candidatura "alertou" contra acusações falsas que iriam sair, na passada 6ª feira, Miguel Relvas confirmou na 2ª feira que já toda a gente no meio tinha ouvido boatos nos dias anteriores ao caso). Ora, isto vai um pouco contra a tese da partilha inocente num grupo privado de uma rede social;
- Inês Bichão, que afirma (e já num português consentâneo com uma licenciada em Direito) que "Essa divulgação está a ser instrumentalizada em contexto de campanha eleitoral, contra a minha vontade", veio na véspera do final da campanha eleitoral, confirmar todos os factos. Claro que nunca lhe passou pela cabeça que tal comunicado pudesse ser "instrumentalizado em contexto de campanha eleitoral";
- Só hoje, e apenas hoje, na comunicação social:
1 - truncaram-se as declarações de Cotrim para parecer que ele afirmara que Inês Bichão "nunca se sentiu desconfortável";
2 - um jornal "testemunhou" a denúncia através das cordas vocais da autora de um livro (que pelos vistos sabia do caso há ano e meio e não terá feito nada);
3 - aparecem fotografias de um paparazzo sobre um cumprimento entre um deputado e um ex-deputado num hotel de campanha (ele poderia ter sido "grosso" e não o ter cumprimentado, e assim arranjo uma situação em que faz sentido comparar grossura com cumprimento).

Claramente uma campanha orquestrada, e passámos a última semana da campanha para as "eleições presidenciais mais importantes de sempre" a discutir uma alegada historieta de gabinete, num país que certamente não tem mais nenhum assunto relevante para discutir. Merecemos o país que temos. Merecemos Ventura na 2ª volta. Merecemos o governo liderado pelo Chega que sairá das próximas eleições legislativas.
 
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Posso estar redondamente enganada (já aconteceu anteriormente e tudo!) mas nunca acreditei e continuo a não acreditar em Cotrim na segunda volta, nem antes nem depois da denúncia.
 
A tracking poll, hoje com 900 entrevistas (vai redundar numa sondagem final, amanhã, com 1050 entrevistas), das quais 700 foram feitas após a divulgação do alegado assédio, mantém Cotrim quase 10% acima do candidato apoiado pelo partido que, numa disputa interna, "obrigou" um dos candidatos a assumir a sua homossexualidade, para evitar os boatos que estavam prestes a ser lançados.
Como era previsível, o efeito do escândalo deverá ser nulo, os poucos votos perdidos serão recuperados pela maior notoriedade.
 
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Rui Rio acaba de apresentar um fortíssimo argumento para irmos todos votar no Ventura.

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Como era previsível, o efeito do escândalo deverá ser nulo, os poucos votos perdidos serão recuperados pela maior notoriedade.

Se tal é o caso, estás-te a contradizer e então qual é o problema?

Merecemos o país que temos. Merecemos Ventura na 2ª volta. Merecemos o governo liderado pelo Chega que sairá das próximas eleições legislativas.

Mesmo não havendo escândalo, era quase certo que o Ventura estaria na 2a volta. Porque o eleitorado o quer.

Tal poderia não acontecer se o MM abdicasse em favor do Cotrim. E mesmo assim, seria discutível porque quem quer votar no Cotrim... vota.

Fosse outro candidato qualquer, especialmente um, e não haveria assim tanta indignação com cabalas.

As pessoas falam e é bem possível que algum jornalista tenha recebido o furo e não publicado tendo em conta quem era. Interesseiros e chanfrados há em todas as profissões. Pena que nunca se saberá.

O Cotrim não tem nenhum problema com um governo Chega, e isso viu-se ao longo da campanha. Nem com um abraço ao PP? Txei.
 
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