O Estado do país 2026

Do ponto de vista lúdico, ter o Coiso como PR ia ser qualquer coisa! E ia ter alguma graça principalmente porque ele não quer ser PR.
 
Impressionante como o António Costa, com a sua gerigonça, esvaziou a extrema esquerda.

A fragmentação e as tricas entre os candidatos à direita deu seguramente votos a António José Seguro, que bastou fazer-se de "morto" e fazer uma campanha a la rainha de Inglaterra. Vai ter que se aplicar bem mais agora na 2ª volta, em que a campanha vai ser mais dura e sobretudo lamacenta.
 
Bem, já sei em quem eu vou votar na segunda volta. :rolleyes:
Que seja um voto pelo Seguro. :D Digam o que disserem, entre quem defende a democracia e quem está constantemente a fazer referência aos tempos da ditadura, não deviam existir dúvidas.

Uma possível eleição do Ventura pode ser o início do fim do CH, mas dispensa-se esse senhor seja onde for.

Na minha terra ganhou o Ventura e mais uma vez questiono-me porquê dado não haver as minorias que o CH está constantemente a atacar. Não estou surpreendido, mas é triste.

Nada está garantido e não sei até que ponto a direita não vai votar em massa no Ventura. Dia 8 iremos perceber onde está a direita democrática. Apesar das divergências, o PS e o PSD têm a defesa da democracia em comum.
 
Acabei de falar com uma amiga liberal e confirmou o meu receio de que uma parte significativa da direita democrática ou se vai abster - o que, na prática, beneficia o Ventura - ou vai mesmo votar nele, com o mesmo efeito.

O argumento dela resume-se a um ódio profundo ao socialismo e ao PS. Tentei explicar que o Seguro representa uma esquerda moderada, institucional, longe de qualquer radicalismo. Não resultou.

Nesta lógica de radicalização, a IL acaba por reproduzir o mesmo esquema do Chega: a política reduzida a um combate identitário, direita vs esquerda, “nós vs eles”.

Enquanto não sairmos desta mentalidade, o radicalismo só tende a crescer, de um lado e do outro. E com muita tristeza começo a ver amizades a desfazerem-se precisamente por causa disso.
 
Sobre a tão falada tracking poll, não se pode dizer que tenha estado desfasada da realidade. Terá falhado na descida de Cotrim (provavelmente nos últimos dias), e não terá, por natureza, avaliado o voto de última hora em Seguro. Sobre Ventura transcreveu bem a pouca oscilação e o voto fidelizado. No restante foi quase na mouche.
 
A Esquerda radical e populista teve um resultado fraquíssimo para a exposição mediática que tiveram. Cerca de 4%, deve ser o pior resultado de sempre. O candidato do Livre ficou abaixo do Vieira.
 
  • Gosto
Reactions: "Charneca" Mundial
André Ventura.
Credo, não. Prefiro 1000 vezes alguém do PS tradicional do que um charlatão, que diz uma coisa num dia e outra noutro dia. :unsure:

Acabei de falar com uma amiga liberal e confirmou o meu receio de que uma parte significativa da direita democrática ou se vai abster - o que, na prática, beneficia o Ventura - ou vai mesmo votar nele, com o mesmo efeito.
Na segunda volta Ventura terá 40% dos votos, não porque tenha 40% de aprovação mas porque 40% da população odeia mais a esquerda do que o facto de Ventura ser um aldrabão e um manipulador de todo o tamanho. Tenho dito. :hmm:
 
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Acabei de falar com uma amiga liberal e confirmou o meu receio de que uma parte significativa da direita democrática ou se vai abster - o que, na prática, beneficia o Ventura - ou vai mesmo votar nele, com o mesmo efeito.

O argumento dela resume-se a um ódio profundo ao socialismo e ao PS. Tentei explicar que o Seguro representa uma esquerda moderada, institucional, longe de qualquer radicalismo. Não resultou.

Nesta lógica de radicalização, a IL acaba por reproduzir o mesmo esquema do Chega: a política reduzida a um combate identitário, direita vs esquerda, “nós vs eles”.

Enquanto não sairmos desta mentalidade, o radicalismo só tende a crescer, de um lado e do outro. E com muita tristeza começo a ver amizades a desfazerem-se precisamente por causa disso.
Também tive conversa com duas pessoas liberais em que uma delas disse ter dúvidas entre AJS e Ventura e outra tinha mesmo a certeza que ia votar no Ventura se o Cotrim não passasse à 2ª volta.

A que estava indecisa disse que era preciso fazer reformas para o país avançar e eu questiono-me que reformas são feitas com radicalismos e alguém que está constantemente a destilar ódio por todo o lado.

No meu post anterior disse que estava tudo em aberto e que a vitória de AJS não era certa exatamente por este motivo. O ódio ao PS é superior à vontade de manter a democracia viva, apesar de nesta eleição não haver partidarismo.

AJS representa a ala do PS com que me identifico, a mais centrista. A esquerda já apelou ao voto, mas não existe muita margem, pois todos juntos tiveram apenas cerca de 4%. Tal como já disse, dia 8 vai ser o teste do algodão sobre se de facto ainda existe direita democrática ou não.
 
Eu confesso que votei Cotrim na 1a volta, porque me considero liberal e gosto da visao que ele tem para Portugal e para UE (e também porque estava na esperanca de que pudesse ficar a frente de Ventura), mas agora na 2a volta nao penso sequer duas vezes e votarei em Seguro! Alias, qualquer liberal que se preze devia ter o mesmo pensamento. Ventura despreza tudo o que é liberal.