Acabei de falar com uma amiga liberal e confirmou o meu receio de que uma parte significativa da direita democrática ou se vai abster - o que, na prática, beneficia o Ventura - ou vai mesmo votar nele, com o mesmo efeito.
O argumento dela resume-se a um ódio profundo ao socialismo e ao PS. Tentei explicar que o Seguro representa uma esquerda moderada, institucional, longe de qualquer radicalismo. Não resultou.
Nesta lógica de radicalização, a IL acaba por reproduzir o mesmo esquema do Chega: a política reduzida a um combate identitário, direita vs esquerda, “nós vs eles”.
Enquanto não sairmos desta mentalidade, o radicalismo só tende a crescer, de um lado e do outro. E com muita tristeza começo a ver amizades a desfazerem-se precisamente por causa disso.