Há muitos anos que aqui neste fórum tenho dito que «há restaurantes a mais».
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Restauração e cafeteria são sectores sobredimensionados em Portugal, com baixa produtividade. O turismo deu um novo alento ao sector, contudo, também alimentou uma nova explosão com muitos estabelecimentos que por vezes funcionam como «tourist traps».
Por outro lado, as leis migratórias de Costa provocaram uma queda dos salários, fornecendo mão-de-obra barata, que aceita o SM e não recebe horas extra. A bolha ainda mais cresceu.
Não sendo um sector prioritário, o Estado não deve dar um único cêntimo de apoios. Quem tiver capital e qualidade vai certamente sobreviver. O que o Estado deve fazer é outra coisa:
- aumentar a fiscalização para identificar potenciais casos de fuga ao fisco ou lavagem de dinheiro;
- possivelmente, tal como sucede em alguns países desenvolvidos, passar a exigir aos proprietários um curso de formação profissional em restauração e higiene alimentar, que acrescento, deve ser pago na totalidade pelos interessados;
- passar também a fiscalizar com mais eficácia potenciais casos de exploração laboral;
- diria ainda mais, proibir os estrangeiros não UE de abrir estabelecimentos no sector, sem um plano viável onde seja demonstrado que têm um capital mínimo para investir, e experiência e formação no sector.
Há restaurantes a mais em Portugal? Retrato de um negócio “estruturalmente débil”
Com milhares de espaços de restauração em “falência técnica”, como deve o Estado lidar com este sector? O governador do Banco de Portugal diz que não há crise, mas vários especialistas contradizem-no.
Restauração e cafeteria são sectores sobredimensionados em Portugal, com baixa produtividade. O turismo deu um novo alento ao sector, contudo, também alimentou uma nova explosão com muitos estabelecimentos que por vezes funcionam como «tourist traps».
Por outro lado, as leis migratórias de Costa provocaram uma queda dos salários, fornecendo mão-de-obra barata, que aceita o SM e não recebe horas extra. A bolha ainda mais cresceu.
Não sendo um sector prioritário, o Estado não deve dar um único cêntimo de apoios. Quem tiver capital e qualidade vai certamente sobreviver. O que o Estado deve fazer é outra coisa:
- aumentar a fiscalização para identificar potenciais casos de fuga ao fisco ou lavagem de dinheiro;
- possivelmente, tal como sucede em alguns países desenvolvidos, passar a exigir aos proprietários um curso de formação profissional em restauração e higiene alimentar, que acrescento, deve ser pago na totalidade pelos interessados;
- passar também a fiscalizar com mais eficácia potenciais casos de exploração laboral;
- diria ainda mais, proibir os estrangeiros não UE de abrir estabelecimentos no sector, sem um plano viável onde seja demonstrado que têm um capital mínimo para investir, e experiência e formação no sector.
Há uns bons anos, um vereador da CML do Bloco de Esquerda, teve de sair de cena por causa de uma polémica com um imóvel que tinha em Lisboa.