O Estado do país 2026

Há muitos anos que aqui neste fórum tenho dito que «há restaurantes a mais».


Restauração e cafeteria são sectores sobredimensionados em Portugal, com baixa produtividade. O turismo deu um novo alento ao sector, contudo, também alimentou uma nova explosão com muitos estabelecimentos que por vezes funcionam como «tourist traps».

Por outro lado, as leis migratórias de Costa provocaram uma queda dos salários, fornecendo mão-de-obra barata, que aceita o SM e não recebe horas extra. A bolha ainda mais cresceu.

Não sendo um sector prioritário, o Estado não deve dar um único cêntimo de apoios. Quem tiver capital e qualidade vai certamente sobreviver. O que o Estado deve fazer é outra coisa:

- aumentar a fiscalização para identificar potenciais casos de fuga ao fisco ou lavagem de dinheiro;

- possivelmente, tal como sucede em alguns países desenvolvidos, passar a exigir aos proprietários um curso de formação profissional em restauração e higiene alimentar, que acrescento, deve ser pago na totalidade pelos interessados;

- passar também a fiscalizar com mais eficácia potenciais casos de exploração laboral;

- diria ainda mais, proibir os estrangeiros não UE de abrir estabelecimentos no sector, sem um plano viável onde seja demonstrado que têm um capital mínimo para investir, e experiência e formação no sector.
 
O grupo Sonae vai abrir mais hotéis em Portugal. Vejo muito investimento nacional a ser desviado para a hotelaria e imobiliário destinado ao turismo, mas pouco ou nada vejo a ser anunciado para a indústria e Ciência... isto poderá correr mal...
 
~390 mil seguidores.

Coitado do Afonso. Perseguido pelo 'regime' português.





xsqXSA3.png
 
Última edição:
Sem dúvida, na prática os fluxos migratórios, o imobiliário e coisas como o PRR é que tem sido o motor da economia da última década.

E imensa gente está a fazer fortunas no imobiliário, entre os quais muitos políticos de variados quadrantes. Sem dúvida nenhuma.

Referiste António Costa, a meia dúzia de casas dele mais do duplicou de valor enquanto foi governante, agora já vão a caminho de terem triplicado de valor.

Ou ainda se lembram daquela T4 Duplex que Medina comprou por 650 mil abaixo do preço mercado a uma pessoa ligada à Teixeira Duarte, quando o mesmo Medina tinha adjudicado uma obra de 5,5 milhões a essa construtora ?
Ora esse T4 duplex numa zona nobre de Lisboa, hoje se calhar nesta bolha atual já vale 1,.5 ou 2 milhões...

Ou a casa que o Pedro Nuno Santos vendeu por 485 mil € a cidadão chinês com uma mais valia brutal, inclusive o valor de venda é engraçado, uns trocos abaixo do meio milhão exigido de investimento dum visto Gold, talvez para não se notar logo.

Lembras-te das primeiras edições da Websummit, aonde se vendia a ideia de Portugal e Lisboa serem a Califórnia e a São Francisco da Europa ? Para atrair startups, "unicórnios", nómadas digitais, etc ?

Ora, não é que resultou mesmo? Mas o que achavam eles na altura que iria acontecer com o imobiliário no futuro?

Resumindo, sim, há toda uma multidão a encher-se de dinheiro nesta bolha atual e que como referi no inicio, isto é basicamente o motor da economia atual, ou seja, também as finanças publicas estão todas assentes e dependentes disto, deste modelo.

E Montenegro, como acho que tentei dar a entender, aquilo das dezenas imóveis não é à partida nada de relevante até porque ele nem sequer era governante até há poucos anos.

Agora o presente. Há uma serie de medidas que pessoalmente acho corretas, e há outras que discordo, sendo a que discordo mais a da garantia publica na compra de imóvel pois também está a alimentar a bolha.

Mas se tens uma economia que se viciou neste modelo desde 2017 para cá, nota-se que o governo atual vai corrigindo umas coisas, propondo outras, também não está nada interessado em que isto rebente de repente.

Mas pessoalmente temo que por exemplo a garantia publica esteja a levar muitos portugueses a comprar casas, que agora estão mesmo a comprar casas e não apenas estrangeiros como foi durante muitos anos, mas temo que estejamos a levar muitos desses portugueses a endividamento excessivo. Acho que o mercado tem que passar por uma correção. Só que isso vai ter impacto na nossa economia.

O proprio banco de Portugal tem estado apreensivo:
Resumindo, é tudo igual. :D Há uns bons anos, um vereador da CML do Bloco de Esquerda, teve de sair de cena por causa de uma polémica com um imóvel que tinha em Lisboa.
É como o PCP defender que se deve combater a crise na habitação utilizando os prédios devolutos do estado e depois é um dos partidos com mais património imobiliário, muito dele provavelmente nem é utilizado.

Em relação à garantia pública do estado, já tinha comentado esse possível travão do BdP. De facto, a medida está a impulsionar a compra de casa por parte de jovens e por isso os preços estão a disparar ainda mais, mas caso os juros aumentem devido ao atual contexto internacional, não vai ser fácil para muitos.
A nossa economia atualmente é impulsionada pelo turismo e pelo mercado imobiliário, portanto, claramente que nunca vai ser competitiva assim.
 
Correm boatos que alguns estabelecimentos abertos em anos recentes por cidadãos de nacionalidade estrangeira no Algarve são centros de lavagem de dinheiro. Os boatos têm saído da boca de funcionários... o que é certo é que está à vista de toda a gente que é impossível que lucrem sequer para a renda e salários. Onde andam as autoridades?
 
  • Gosto
Reactions: "Charneca" Mundial
De Espanha. Mas foi num supermercado de produtos bios e locais. Acredito que se fosse num supermercado normal seriam mais baratas

E chegam aí decentes? Adoro cervejas mas só compro daquelas gordinhas e bem escuras. A desvantagem é que se estragam rapidamente.
 
Quanto custará um pomar de cerejeiras no Fundão? Dá vontade de investir...

Não faço ideia. É uma coisa muito sazonal e que não me interessa. Tirando a parte de comer. Há meia dúzia de anos comprava caixa de 2 kgs por 6€.
 
Sempre importante relembrar que os apelos ao boicote só os beneficiam. Estão completamente dedicados a vencer -> https://www.nytimes.com/2026/05/11/...e_code=1.hlA.xuox.8VC7Rrha5drT&smid=url-share

No caso de estar bloqueado:
“I am a little bit surprised why this is a matter that the embassy is looking into,” Stefan Eiriksson, the head of Iceland’s national broadcaster, wrote to an Israeli diplomat who wanted to discuss Eurovision last December.
Israel’s efforts to influence Eurovision’s vote were broader and started years earlier than previously known. Even before the voting controversy burst into view, financial records show, Israel spent at least $1 million on Eurovision marketing. Some of that money came from Mr. Netanyahu’s “hasbara” office, a euphemism for overseas propaganda, to promote Israel’s singer.
Israel’s singer won the popular votes in countries where polls show that Israel is deeply unpopular. A vote analysis shows that, in some countries, it would have only taken a few hundred people to tip the popular vote, which in turn can shape the final outcome because of the contest’s voting system.

There is no evidence that Israel, as some Eurovision fans speculated, used bots or other covert tactics to manipulate the vote.
Organizers have kept full vote data a closely guarded secret, even from their own broadcasters. Faced with an internal revolt and threats from Israeli allies to leave the contest, they publicly downplayed Israel’s vote campaign and never thoroughly investigated it.

Contest organizers commissioned a review of broadcasters’ feelings on Israel but kept the full report secret. They called a vote on keeping Israel in the contest, then abruptly canceled it. They discouraged broadcasters from talking to journalists.

“The Israeli government has co-opted Eurovision,” said Stefan Jon Hafstein, the chairman of the board for Iceland’s public broadcaster.
In Malmo, the Israeli government spent more than $800,000 in Eurovision-related advertising, according to data from the Israeli Government Advertising Agency. The data, which was obtained by the Israeli media watchdog The Seventh Eye and provided to The Times, reveals that the bulk of the money came from the foreign ministry. A line item from the prime minister’s hasbara office showed that it had also allocated money for “vote promotion.”
But one broadcaster, from Slovenia, noted the peculiar vote outcome and asked Eurovision to release more data. Organizers never responded, the broadcaster said.

Eurovision said last week that it had not deemed any Israeli promotions from 2024 to be excessive.
At the 2025 Eurovision contest, in Basel, Switzerland, Israel finished second overall and won the popular vote — once again carrying countries where people have been outspoken against Israel’s policies.

This time, the unexpected results were noticed.

Using Google’s ad library, journalists at the Finnish broadcaster Yle revealed that the Israeli government had bought online advertisements in multiple languages, calling on people to vote for the Israeli contestant, Yuval Raphael, up to the maximum 20 times.
Israel’s promotion efforts could have easily affected the popular vote, an analysis of vote data found. That’s because, in some countries, records show, so few people vote that only several hundred voting repeatedly could change the outcome.

After the contest, Slovenia’s broadcaster again demanded voting data and threatened to withdraw. Others privately called for an outside investigation.

Mr. Green, the director, promised that Eurovision’s governing body would review the vote. But that group never received a full vote analysis, just “top-line” data, Mr. Green acknowledged.

 
Última edição:
  • Zangado
Reactions: hurricane