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A "Central" dá mais um exemplo, um faît-divers irrelevante, mas que é a 3ª notícia da página do Público na internet, só atrás da Líbia e do 1º de Maio:

Hino de campanha do PSD diz que “está na hora de mudar… o Passos Coelho”

O hino de campanha do PSD para as legislativas comete uma gafe. Diz que "está na hora de mudar... o Passos Coelho".

Já está no site oficial do PSD o “Jingle Legislativas 2011”. Uma espécie de hino para a campanha social-democrata. Só que tem uma gafe. No refrão principal, diz que “está na hora de mudar... o Passos Coelho”.

Todo o “jingle” assenta na ideia de mudança. E a vontade de mudar é tanta que até pede a mudança do líder. “Este, Oeste, Sul e Norte/Um país unido e forte/Um coro de vozes a cantar/Está na hora de mudar…o Passos Coelho”, diz o refrão.

Claro que a intenção não é essa mas é isso que o coro grita: “Está na hora de mudar”, segue-se uma ligeiríssima pausa e surge então “o Passos Coelho”.

“Viana do Castelo, Coimbra e Vila Real/Mudar é fundamental/Braga, Porto e Bragança/Todos querem a mudança/Aveiro, Coimbra, Viseu e Guarda/A mudança já não pára/Setúbal, Évora, Portalegre, Beja, Faro/ Mudar agora é claro/Castelo Branco, Leiria e Santarém/A mudança só faz é bem”, diz também a letra da canção.

O “Jingle Legislativas 2011” pode ser ouvido aqui.

EDIT: Correcção actualizada pelo Público:

Letra oficial do hino do PSD diz que “está na hora de mudar!/ Com Passos Coelho”

A letra do hino do PSD para as eleições legislativas diz que no refrão principal “Está na hora de mudar!.. Com Passos Coelho” e não está na “está na hora de mudar… o Passos Coelho” como parece ouvir-se na versão cantada colocada no site do PSD.

Letra do hino aposta na mudança com Passos Coelho (Foto: José Manuel Ribeiro/Reuters/arquivo)

Fonte da direcção social-democrata assegurou PÚBLICO que “essa a versão de sempre” da música intitulada “Portugal Forte”.

O PSD enviou ao PÚBLICO a letra na íntegra. A música pode ser ouvida no site oficial do PSD, embora na última hora tenham existido algumas dificuldades em entrar na página.
 
Défice público: cinco propostas*
“O Estado português chegou à bancarrota porque sucessivos governos andaram a beneficiar os amigos, esbanjando o dinheiro dos nossos impostos. Não será pois admissível que, na hora de poupar e proceder a cortes na despesa, sejam os mais humildes e a classe média a sofrer os maiores sacrifícios.”
Pelo contrário, deverão ser os que mais usufruíram desta bandalheira generalizada a abdicar dos seus múltiplos privilégios. Os cortes devem ser drásticos, mas não nos salários ou nas pensões. Devem, sim, afectar os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado. É este o único objectivo que justifica uma “ampla unidade nacional” para implementar as medidas que se impõem.
Em primeiro lugar, urge promover uma renegociação global de todas as parcerias público-privadas. As rentabilidades garantidas em alguns destes negócios atingem valores escandalosos, superiores a 14% (!), como acontece nas SCUT, e deverão ser reduzidas para menos de metade. Com esta atitude de determinação face às concessionárias, obter-se-ia uma poupança estimada em mais de mil milhões de euros por ano. A segunda medida que permitiria poupar muitos milhões aos cofres do Estado consiste na imediata reestruturação da dívida pública. Bastará resolver os contratos de crédito ruinosos assumidos nos últimos meses, substituindo empréstimos contraídos a taxas de juro de mais de 6%, por taxas mais favoráveis, da ordem de 3%, aqui com o apoio de organismos internacionais. Obter-se-ia assim uma poupança superior a mil milhões de euros anuais (valores que são aliás públicos).
Impõe-se ainda reduzir, de imediato, e pelo menos para metade, os alugueres e rendas imobiliárias que o Estado paga neste momento. São centenas de milhões de euros por ano, em valor não quantificável com precisão. Recorde-se que o mercado imobiliário está em baixa e as rendas nos privados vêm diminuindo progressivamente. Para além de que muitos contratos foram artificialmente inflacionados numa lógica de favor do Estado aos proprietários. A adesão aos novos valores por parte dos senhorios deve ser obviamente facultativa; e nos casos em que não se verifique, o Estado deve encontrar alternativa, respeitando todos os compromissos legalmente assumidos.
Outra área onde se poderia ainda obter um enorme ganho seria ao nível da formação profissional. A maioria das acções actualmente em curso em Portugal é inútil ou até perversa. Raramente cumprem a sua missão, limitando-se a manter os formandos ocupados e subsidiodependentes; e, claro, permitindo o enriquecimento de alguns “empresários” mais habilidosos. A supressão deste modelo de formação profissional financiada permitiria um encaixe anual de cerca de 600 milhões de euros.
Complementarmente às medidas supra referidas, deveria proceder-se à redução da taxa social única em pelo menos 3%, a favor da entidade patronal. O próprio Estado beneficiaria, enquanto empregador, desta medida num valor estimado em cerca de 400 milhões de euros. O efeito de quebra de receita para o fundo autónomo de Segurança Social representaria menos de 10% e poderia facilmente ser compensado pela fixação de um montante máximo do valor das pensões de reforma futuras. Esta medida libertaria, complementarmente, recursos nas empresas e estimularia a economia. Relativamente aos actuais pensionistas, poderia também estabelecer-se um montante máximo, por uma questão de equidade. Para evitar injustiças, deveriam compensar-se aqueles que hajam descontado mais do que deveriam, indemnizando-os em títulos da dívida pública.
Com acções como as que acima propomos, obter-se-iam ganhos da ordem dos 3,5 mil milhões de euros anuais, quatro vezes mais do que se pouparia com uma anunciada redução de salários generalizada na Função Pública, da ordem dos 10%: apenas 900 milhões de euros. Recuperava-se uma fatia bem maior do défice, sem ter de penalizar os funcionários ou os reformados, que são os últimos dos responsáveis pela situação a que chegámos. Para além de que se reporia alguma decência na forma como o Estado português tem vindo a gastar o nosso dinheiro.
É claro que assumir um caminho destes colide com muitos dos interesses cronicamente instalados no regime. E afronta muitos daqueles que financiam a classe política e que à custa dela acumulam fortunas obscenas. Haverá coragem para trilhar este caminho?
*Ontem, no Jornal de Notícias.


http://blasfemias.net/2011/05/02/defice-publico-cinco-propostas/#more-37994


Subvenções
Ajudas de milhões ao desbarato
Associação Portuguesa de Bancos, Automóvel Clube de Portugal, Mota-Engil, Parkalgar e Colecção Berardo entre as entidades beneficiadas.


http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/ajudas-de-milhoes-ao-desbarato-015139157
 
Pelo que tem surgido na comunicação social, o FMI tem vindo a convencer o BCE e UE a uma extensão do prazo do pagamento crédito (limites do valor do défice).

Não sei se o FMI tenta "lavar a cara" com as situações europeias ou a UE tem de repensar a sua união.

Queiram ou não a UE foi formada para ter influência política e económica... mas cada vez mais mostram desunião. (alguém se recorda da dificuldade do tratado de Lisboa).

Ao contrário do uma política de concentração de poderes, através de uma maior confiança nas decisões de um órgão soberano, o que acontece é uma desconfiança entre Estados.

Regras são necessárias e sobretudo uma comissão europeia com verdadeiro poder, para as regras político/económicas não serem decididas quase uniteralmente.
 
Ontem, mais uma vez, tivemos a demonstração de que não existem de facto muitos partidos em Portugal. O PCP e o BE recusaram-se a encontrar com a "tróica" do FMI/BCE/CE.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/troika-psd-cds-governo-fmi-europa/1247562-1730.html

Portugal vive uma situação dramática, e quanto a mim, as ideias destes partidos deveriam ser levadas em conta. Aqui há umas semanas por exemplo li uma série de ideias do BE, e eu até concordo com metade delas.

Mas não, estes partidos não estão interessados nisso, demitem-se das suas funções, estão-se nas tintas para resolver os graves problemas que vivemos, demitem-se de defender os que votam neles, limitam-se a viver nos seus pequenos mundos marxistas de onde não querem nunca sair, só se interessam em debitar a cassete do século passado.

Estes partidos nunca serviram para nada na nossa democracia, gerem apenas as suas agendas partidárias e sindicais, são um peso morto na nossa doente democracia. Não compreendo porque as pessoas insistem em votar em tal inutilidade ou em dizer que existem mais partidos responsáveis em Portugal. Infelizmente não existem.

O Partido Comunista recusa encontrar-se com a “troika” internacional, mas tem perguntas a fazer ao Governo sobre o pedido de ajuda externa.

O secretário-geral comunista Jerónimo de Sousa apresentou hoje duas listas: A que elenca os candidatos a deputados, que encabeça, por Lisboa, e uma outra com perguntas ao Executivo.

“O PCP exige ao Governo que seja concretizado o direito de informação, que constitucionalmente é devido ao povo português, sobre quais são as necessidades de facto de financiamento do Estado, a curto, médio ou longo prazo”, questiona Jerónimo de Sousa.

O líder comunista quer saber qual é o montante da dívida externa, “qual a origem da dívida, a quem se deve, quais são os montantes, os prazos e as taxas de juro”.

Jerónimo de Sousa garante que “o PCP e a CDU não prescindem de intervir e ser parte da solução para os problemas nacionais”.

O Partido Comunista quer mais votos nas eleições de 5 de Junho, mais deputados, porque não é tempo de “ir na conversa” do PS, PSD e CDS, que estão unidos num programa comum de venda do país, acusa o líder do PCP.

Fonte: Renascença

É preciso ter vergonha, primeiramente (talvez devido a orgulho ou por imposição ideológica) negaram (repudiaram) qualquer discussão sobre ajuda externa, agora pedem (ou exigem?) informações sobre essas negociações. :disgust:
 
Colo aqui um post do blog A Defesa de Faro sobre as obras da Parque Escolar na Escola Secundária Tomás Cabreira, escola onde andei e que tem 122 anos. O edifício antigo é o que está do lado direito meio escondido pelo betão assim como os campos de jogo exíguos também já ocupados pelo betão e que desapareceram.

Não sei o que dizer sobre o andamento das "obras"...

maiom.jpg
 
Vou relatar-vos um caso que serve como exemplo do que se passa neste momento no mundo das PME's. Um empresário algarvio que se passeia de Mercedez de 100 000 euros deve contas de 10, 15 ou 20 mil euros a vários fornecedores, há quase um ano. Tem dois negócios muito lucrativos na área da saúde, e ainda empresas na área do comércio. Viaja regularmente, cruzeiros, Brasil, etc, e os filhos, na casa dos 30, não trabalham, têm casa própria, bom carro à porta e vivem de mesada milionária. Mas o dito empresário, praticamente desde o Verão passado, não paga a ninguém, e já deve meses de ordenado a empregados (anda a pagar 200, 300 euros, e diz que depois dá o resto). Claro que os fornecedores desesperam, têm salários para pagar, contas para pagar, e precisam do dinheiro. Mas o devedor continua a exibir ostensivamente uma vida de luxo, ao ponto de nesta Páscoa ter feito uma festa para amigos no seu iate. Esta falta de ética, de respeito nos negócios privados não pode continuar. Não é só o Estado que tem pagamentos em atraso. E este caso é isolado? Não. Sempre conheci o problema das dívidas por pagar nas PME's, contas acumuladas, em dívida, durante meses ou anos, facturas de 20000, 10000, 30000 euros, enquanto os caloteiros compravam carro novo ou viajavam regularmente para o estrangeiro. Assim nunca teremos uma economia saudável.
 
Macário ameaça chefias com despedimento

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, decretou guerra à burocracia. Mandou abrir quatro processos disciplinares aos funcionários que "enrolam" as decisões, empatam e metem os documentos na gaveta e promete que não vai ficar por aqui.

"Manter uma paz podre, coexistir com a incompetência e tratá-la com sorrisos é prejudicial", diz o autarca, que detectou 3000 documentos pendentes, há cerca de dois anos, e passou ao confronto, ameaçando com a demissão das chefias. "Os dirigentes que quiserem sair é um favor que nos prestam, até agradeço que aqueles cuja competência está posta à prova que desapareçam." Na semana passada, os chefes de departamento e de divisão foram avisados, por correio electrónico, que teriam de despachar meia centena de documentos por dia. "Mandem-me 50 por dia que eu trato [despacho] 50 por dia", disse Macário.

A ameaça de sanções, aparentemente, resultou para alguns funcionários. Ontem, foram enviados para o presidente 80 documentos, mas outros mantiveram o ritmo e não cederam às ameaças. "Na semana passada, deparei com quatro situações de escandalosa e manifesta incompetência - uma pessoa que vai quatro vezes à Loja do Cidadão para despachar uma certidão", exemplificou. Só entre 2008 e 2009, vindos do executivo anterior, presidido pelo socialista José Apolinário, disse, "havia 3000 documentos sem seguimento".

O autarca do PSD admite que um documento pode levar "semanas ou meses a despachar, mas nunca ficar anos sem resposta". Por isso, promete: "Abri quatro processos de inquérito e pelo vejo vou abrir mais estes dias - por manifesta falta de zelo, por irresponsabilidade."

Já quando foi autarca em Tavira, o social-democrata levantou mais de uma dezena de processos disciplinares, mas não conseguiu demitir ninguém: "A lei é corporativa e defende a incompetência." Na Câmara de Faro, em ano e meio de mandato, diz já ter detectado "uns 50 funcionários que não fazem mais nada do que receber o ordenado". O número de documentos despachados na Câmara de Faro, segundo o seu presidente, é de sete a oito por semana. Como havia 3000 em lista de espera, conclui que iria "levar mais de dez anos" para normalizar a situação. Passo seguinte: reuniu as chefias e "cara a cara" informou que queria a casa arrumada. "Achei que o assunto estava a ter proporções de falta de lealdade para comigo e tinha de ter consequências", declarou. A seguir, por email, deu instruções sobre como queria ver ultrapassada a questão. Um dos exemplos que aponta como exemplificativo do cúmulo da burocracia: um documento que deu entrada em Maio de 2008 "vai em 63 passos e ainda não está resolvido". O caso refere-se a obras particulares, com o direito de audição do munícipe, no núcleo histórico da cidade. "Isto é o cúmulo da irresponsabilidade da administração pública - uma máquina inoperante burocrática, com falta de mentalidade prática, que enrola sobre si própria."

Perante este quadro, Macário sustenta que "tem de haver alguém a dar uma pancada forte para despertar, e quem se portou mal tem de comer". Questionado sobre se não teme a contestação política, responde: "Tenho plena consciência disso, agora se não fizer nada, o regabofe continua". E para quem ache que não tem competência para decidir, afirma: "Deleguei as competências máximas, mesmo assim enrolam e não decidem."

http://www.publico.pt/Local/macario-ameaca-chefias-com-despedimento_1492496

Muito bem!
 
A declaração do Sócrates é só para hipnotizar os portugueses. Em nenhuma palavra que ele disse eu acredito em nenhuma. Quero ouvir as medidas da boca da troika.

Afinal, ninguém vai ser despedido do Estado, afinal as pensões não vão baixar e até vão subir. Eles existem coisas muito estranhas nesta declaração.
 
Bem, o sócrates lá sabe o que obteve das negociações com a tróika.. Se o que ele diz é mentira, é muito grave e deveria ser desde já desmentido pela respectiva tróika! O truque está naquilo que não disse, isso sim!! Para não haver nenhuma das medidas austeras enunciadas, alguma coisa de muito mau em contrapartida virá! E disso nada foi dito.. É do tipo, deixemos as más notícias para os outros, que os nossos hipnotizados ouvintes já ouviram de nós as boas novas! É uma maneira de passar por bom e deixar os outros no esgoto, enfim.. técnicas!

Uma coisa é certa, há um ditado muito antigo que diz "quem cabritos vende e cabritos não tem, de algures lhes vem!"

E portanto, só temos de aguardar pelas más notícias, porque o dinheiro tem que vir de algum lado, a despesa tem de ser cortada, os nossos credores não perdoam querem o dinheiro que lhes pedimos nestes últimos 6 anos e mais!

Os restantes partidos vão cair que nem um patinho ao terem de anunciar as más notícias!

PS: Adorei ver uma figura ao lado do Sócrates, afinal o que disse ou o que é que estava lá a fazer o Teixeira dos Santos? Qual espantalho.. Ele vai certamente fazer companhia ao Vitor Constâncio que está a ganhar 25mil eur (mais 7mil euros) que em Portugal!
 
Sobe IVA, IMI e taxas moderadoras na saúde, diminuem autarquias e despesas com Defesa
De acordo com o memorando de entendimento entre a troika e o Governo, haverá um aumento do IVA e o IMI, das taxas moderadoras na área da saúde a partir de Setembro e, por outro lado, diminuição do número de autarquias e respectivos funcionários.

O Estado vai ainda sair do capital da EDP e da REN até ao final do ano, bem como vender o BPN.

Será ainda apresentada uma revisão da Lei da Programação Militar com a intenção de impor tectos de despesa.

O memorando pressupõe que Portugal só saia da recessão em 2013.

IVA e IMI vão subir

Taxas moderadoras na saúde aumentam até Setembro

Trabalhadores na Administração Central e nas autarquias terão de baixar

Número de autarquias e freguesias vai diminuir

Governo e troika proíbem militares de gerar despesa

Estado vai sair da EDP e da REN até final do ano

Acordo entre Governo e troika prevê recessão económica por mais dois anos

Lusa/Sol
 
Acordo
Conheça todas as medidas da troika que vão mudar a sua vida


‘Golden shares' do Estado são para eliminar até Julho

Taxas moderadoras aumentam e atingem mais portugueses

‘Troika' quer incentivar arrendamento

Portugal tem mais tempo para cortar défice mas não evita dois anos de recessão

Novo aeroporto sem fundos públicos e TGV Lisboa-Porto suspenso

‘Troika' quer aumentar IVA na factura da electricidade

Menos oito mil funcionários públicos por ano

Patrões descontam menos para a segurança social

Proprietários de casa serão penalizados com mais IMI

Mais cortes na Transtejo e no Metro de Lisboa colocam serviços em risco

O que a imprensa internacional diz sobre o acordo com a ‘troika'

BPN será vendido até Julho e não tem preço mínimo

Governo tem 12 mil milhões para injectar nos bancos

Desempregados só vão ter subsídio durante 18 meses

TAP, EDP e REN para privatizar na totalidade este ano

Redução de pessoal no Estado é para continuar

Sócrates anuncia resgate de 78 mil milhões

Pensões acima de 1.500 euros vão ser cortadas

Acordo não prevê redução de salários nem corte nos subsídios de férias e Natal

Troika cobre 100% das necessidades de financiamento em 2011

Objectivo do défice para 2011 fixado em 5,9%

Fonte: DE

‘Troika’ quer aumentar IVA na factura da electricidade

Além dos aumentos do preço da electricidade, que este ano vão pesar mais 3,8%, os portugueses deverão contar com mais agravamentos na factura da energia.

A missão técnica da ‘troika' consagra um novo aumento, desta feita do IVA sobre a factura da electricidade que é actualmente de 6% e arrisca-se a passar para
a taxa intermédia (13%) ou mesmo a normal (23%). Uma medida que será introduzida a partir de Janeiro de 2012.

O memorando de entendimento entre o Governo e a ‘troika' prevê ainda a redução da subsidiação à produção de electricidade proveniente de energias renováveis. Além disso, vão prosseguir as negociações para a alteração dos CMEC (contratos de manutenção de equilíbrio contratual).

Fonte: DE

Quem ouviu ontem o Sócrates até parece que não íamos pagar nada.

Afinal, quem vai pagar isto é sempre o mesmo, é sempre o que tem menos, logo a começar pela electricidade. Vamos seguir com atenção. Que surpresas vamos ter nós mais. :D:thumbsup:
 
Para já, este acordo parece-me uma vitória política para o PS. É mais leve que o grego e o irlandês, pouco mais pesado que o PECIV, o que servirá para a central de propaganda culpa o PSD pela vinda do FMI e por desejar medidas ainda mais duras, que passassem pela privatização de serviços públicos. Parece-me que Sócrates deu mais um passo para vencer as próximas eleições. O inexperiente PPC meteu de novo o pé na argola, mais valia ter ouvido Pacheco Pereira e Manuela Ferreira Leite: deixava passar o PEC IV e esperava que o castelo de cartas ruísse por si.
 
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