O Estado do País

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A Espanha suspendeu o TGV, então Portugal não suspende porquê deve ser para irmos do Poceirão para Caia.:lol::lmao:

E será que os algarvios têm que pagar coisas que não interessa ao Algarve, a 3ª travessia sobre o Tejo.:lol::disgust:

Eu vou bastantes vezes a Espanha, e é uma categoria a Auto-estrada , entra-se na Espanha uma auto-estrada sem lombas e grátis, agora a Via do Infante é uma desgraça.:disgust:
 
Eu também sou a favor do princípio do utilizador/pagador, não fosse o facto da descriminacão positiva em relação às regiões mais desfavorecidas do país ser de uma justiça inequívoca. Atendendo a que vão mesmo avançar com a eliminação das SCUTS, só posso manifestar o minha desilusão total! Reparem que não estou aqui a dizer que as regiões desfavorecidas (em termos de interioridade, e média de rendimentos per capita) não tenham de pagar taxas e impostos como o resto do país, mas restringindo-me à beira interior no eixo entre Guarda-Covilhã-Fundão-C.Branco, esqueceram-se de algo muito importante: Alternativas à A23, onde estão? Eu respondo, existia a nacional 18 e existia o IP2, mas foram eliminados em muitos kms de troços pela A23!! Ainda acham justo destruir o que havia, para depois obrigar a pagar sem alternativas? Penso que não.. Se repuserem o IP2 completo, também lhes digo que não preciso da A23 para nada. Uma solução passa por repor as alternativas que existiam antes, a outra proponho que exista uma via verde gratuita para residentes permitindo deslocar-se num raio de 50 km das cidades do interior.
 
Também não sou contra as grandes obras públicas como o TGV e o aeroporto, mas julgo ser uma ilusão pensar que darão emprego a 600mil desempregados, quando muito a 20-50mil no máximo! E a que preço neste momento difícil?? Ao preço de pagarmos mais impostos, ao preço de vermos os juros nos spreads bancários mais caros (para novos contratos, ou para aqueles que incumpram os contratos), sim porque quanto maior a dívida externa, tanto maior o risco e a exposição aos especuladores! Sim, é possível ir por uma política que gera mais emprego com estas obras, mas estaremos decerto mais pobres, pois não é exportação, é consumo/despesa interna! Enfim, não há ideologias perfeitas, precisamos de bom senso, umas vezes políticas de esquerda e outras de direita, mas sempre com juízo, sempre com objectivos concretizaveis e sustentáveis! Até acho desnecessária a 3a travessia do tejo, o futuro aeroporto, por coincidência fica logo ali, e o tempo até chegar a lisboa são apenas 8min, valerá a pena gastar 600milhões de euros para chegar 4min mais cedo a lisboa?? O Banco de Portugal tem 12.5 mil milhões de euros em reservas de ouro, para que servem? São reservas para uma guerra, ou para servirem de garantia aos credores da dívida? O preço do ouro está em alta, porque não aproveitar vender algum? O consumismo desmesurado leva muitas pessoas a obter crédito ao ponto de servir para pagar outros créditos, é considerada uma doença, e quando é o estado a fazê-lo? Será o estado doente, ou autista ou serei eu que tenho falta de visão por não acreditar que valha a pena endividar-nos tanto neste momento? Não digo que eu tenha razão, mas se tiver, haverá problemas sérios e irreversíveis. Tenho fé e acredito na capacidade de Portugal!
 
joseoliveira
Meu caro amigo deixe-me adivinhar vossa excelência é Lisboeta?

Não, na realidade não sou Lisboeta, sou de Coimbra!
Mas qual a razão da pergunta? :huh:

A Espanha suspendeu o TGV, então Portugal não suspende porquê deve ser para irmos do Poceirão para Caia.:lol::lmao:

E será que os algarvios têm que pagar coisas que não interessa ao Algarve, a 3ª travessia sobre o Tejo.:lol::disgust:

A utilização do TGV como meio de transporte, desde há algum tempo é reconhecida como um grande elefante e dos mais brancos que existem; na prática, monetáriamente acessível a minorias endinheiradas e ainda que seja viável durante a sua fase de implementação criando um número substancial de postos de trabalho, acredita-se que após essa fase será um investimento a converter-se numa enorme pedra no sapato do aparelho do estado e o pior de tudo é que as consequências ou os resultados dessa viabilidade se traduzirão num grande peso no bolso dos portugueses mesmo que indirectamente...

Claro que não seria justo que os algarvios fossem obrigados a contribuir para a construção da 3ª ponte sobre o Tejo, o que aliás também dei a entender nos exemplos que coloquei, já para não referir que Portugal tem um leque de prioridades "bem mais prioritárias" com as quais se debater, aliás esse projecto é daqueles que na minha opinião devia ser engavetado por tempo, para já, indeterminado!
 
Não, na realidade não sou Lisboeta, sou de Coimbra!
Mas qual a razão da pergunta? :huh:



A utilização do TGV como meio de transporte, desde há algum tempo é reconhecida como um grande elefante e dos mais brancos que existem; na prática, monetáriamente acessível a minorias endinheiradas e ainda que seja viável durante a sua fase de implementação criando um número substancial de postos de trabalho, acredita-se que após essa fase será um investimento a converter-se numa enorme pedra no sapato do aparelho do estado e o pior de tudo é que as consequências ou os resultados dessa viabilidade se traduzirão num grande peso no bolso dos portugueses mesmo que indirectamente...

Claro que não seria justo que os algarvios fossem obrigados a contribuir para a construção da 3ª ponte sobre o Tejo, o que aliás também dei a entender nos exemplos que coloquei, já para não referir que Portugal tem um leque de prioridades "bem mais prioritárias" com as quais se debater, aliás esse projecto é daqueles que na minha opinião devia ser engavetado por tempo, para já, indeterminado!

Exacto! O que se passa é que os sucessivos governos preferem sempre inaugurar, ou investir em coisas que se vejam! Vejamos o atraso que está sendo investir nas infraestruturas necessárias para distribuir a água do Alqueva por tanto alentejo quanto possível?! Os espanhóis concluíram a construção de canais a uma certa cota do alqueva no seu guadiana, para distribuir água de regadio pela extremadura e andaluzia espanholas, ao mesmo tempo que concluímos o alqueva! Inteligentes, hã?! Já nós preocupamo-nos mais com campos de golf à volta, só porque não lhes agrada investir em infraestruturas de regadio enterradas no solo, não se veêm, como inaugura-las?? :) Quando me vêm com novas pontes, de novo vêm as inaugurações, pois até parece que não temos trabalho para fazer! Onde? Que tal nas centenas de pontes com mais de 40anos (tempo de vida útil em construção civil) e que precisam de acções de inspecção e manutenção urgentes? É preciso demitirem-se mais políticos se mais pontes caírem? Não era melhor investir no que temos e assim gerar trabalho, com ganhos de empresas regionais e não os grandes da construção?! E quando nos falam do TGV, que tal fazer como os espanhóis e devolver ao país, tantos kms de linhas abandonadas, em especial em trás-os-montes e no alentejo? A manutenção e renovação dessas linhas não geraria emprego e turismo rural? É pena que não sirvam para festejar inaugurações.. Que raíva ver um país a parar, olhando para palácios com tanto por fazer à nossa volta!
 
O projecto da Alta Velocidade Lisboa - Porto pressupõe para 2016 um tráfego de 4 milhões de passageiros/ano no arranque do projecto, mais 58% do que existe agora, 12 milhões para o ano 2025 (180%) e 16 milhões para o ano 2035 (231%). É com base nestes números que se considera viável o projecto da Alta Velocidade.

O projecto da Alta Velocidade Lisboa - Madrid pressupunha para o ano 2010, 4.5 milhões de passageiros/ano, 8.5 milhões de passageiros/ano para 2020, 10.5 milhões de passageiros/ano para o ano 2030.
 
Pois é Agreste, mas tudo isso não passa do patamar das estimativas e não é mais do que isso mesmo…

O que consideram importante entre coisas realmente importantes é cumprir programas, relatórios, prazos delineados em contratos, alguns deles já antigos e adjudicados em sede de governações anteriores e por isso renovados, para que não fique a imagem do não atendimento às necessidades das populações que deram crédito a quem comanda o barco.

Isto é um verdadeiro pântano e um verdadeiro “4 em linha”, ou seja, diante das condições que atravessamos, recuar na execução destes projectos com vista a evitar um inevitável sobre-endividamento público, será tão ou quiçá mais grave do que simplesmente dar-lhes seguimento e a menos que os mesmos se traduzam em resultados práticos, portanto visíveis e não virtuais na evolução positiva da economia, revelam-se certamente uma enorme brasa nas mãos de quem governa e culminará na falta de credibilidade num País que já tão pouco em si confia!
 
O projecto da Alta Velocidade Lisboa - Porto pressupõe para 2016 um tráfego de 4 milhões de passageiros/ano no arranque do projecto, mais 58% do que existe agora, 12 milhões para o ano 2025 (180%) e 16 milhões para o ano 2035 (231%). É com base nestes números que se considera viável o projecto da Alta Velocidade.

O projecto da Alta Velocidade Lisboa - Madrid pressupunha para o ano 2010, 4.5 milhões de passageiros/ano, 8.5 milhões de passageiros/ano para 2020, 10.5 milhões de passageiros/ano para o ano 2030.

São precisamente esses altos patamares de milhões de clientes ano, que me preocupam! É que nas parcerias público-privadas são tidos em conta precisamente esses altos patamares, ficam contratualizados de forma a que em caso de não serem atingidos, o estado paga a diferença devido ao aval com que atestaram no contrato garantindo esse rendimento às parcerias! Ou seja, são números bonitos, mas caso não se cumpram seremos outra vez nós todos a pagar! E agora? Agora os patamares elevados já não parecem tão apelativos, pois não? Se fossem mais baixos, era melhor para todos.. :)
 
são números bonitos, mas caso não se cumpram seremos outra vez nós todos a pagar! E agora? Agora os patamares elevados já não parecem tão apelativos, pois não? Se fossem mais baixos, era melhor para todos.. :)

O grande problema é que esta virtualização de números, se fosse mais baixo, não era pomposo nem bajulante a quem dá luz verde a estes grandes feitos...
Simplesmente não vendem porque não estimulam! :rolleyes:
 
Desde que o desenrolar deste novelo cheio de nós por desatar, alguns muito antigos que o tempo se encarregou de solidificar, não se torne um combustível que crie palcos de esterismo colectivo, tipo Grécia, que sinceramente acho que poderá ser uma possibilidade e até cenas com contornos bem mais complicados, resistir a este estado de coisas e dar a volta por cima e nisso todos ou quase todos seremos testados, será um desafio que jamais poderemos ignorar..., pelo menos que sirva de lição a muito boa gente!
 
O país perde a cada segundo que passa, também nas mentalidades, porque para além da falta de incentivos e de vontade em fazer mais e melhor, também se aculturou toda uma geração, de forma a acreditar que o que vem de forma é que é bom! Como explicar que deixamos cair a indústria siderúrgica nacional? Como explicar, a propósito de se terem acabado os subsídios para cultivar tabaco, que a tabaqueira nacional não compre tabaco nacional? Como explicar que compremos produtos horticulas de fora havendo possibilidade, tempo e espaço, com o clima como o nosso? Como explicar que compremos conservas feitas fora com o nosso próprio peixe nacional?? Como explicar que a indústria de estaleiros navais portuguesa esteja a decair para níveis de quase-abandono? A indústria naval de viana do castelo sempre foi das melhores, mas agora queixam-se da falta de técnicos, do know-how que já vai faltando para saber construir e reparar navios! Então eu pergunto, que aconteceu aos bons técnicos que tinha? Deixaram-nos ir para a reforma com os seus conhecimentos bem guardados só para si? É essa uma das mentalidades mais mesquinhas que persiste em portugal um pouco por toda a parte: para manter os lugares, há que guardar o conhecimento e certas funções a 7 chaves longe dos vulgares colaboradores e estagiários, pois é.. depois reformam-se os técnicos e é o "meu Deus, não temos técnicos, nem ninguém que nos salve", temos pena! Aprendamos com os erros dos outros, e não apenas com os nossos, é o que vos digo! Penso que daqui a 2 ou 3 anos estaremos realmente em nós, perante a realidade, de volta a apostar em sectores que desleixamos das economias regionais. É preciso continuar a apostar nas energias renováveis e tornar rentável aquilo que se pode produzir cá dentro, promover os nossos produtos lá fora, e mostrar bem e em letras gordas a nossa marca não apenas made in, mas: "FEITO EM PORTUGAL"!
 
Creio que Portugal foi muito mal planeado a questão TGV implica outra questão a via férrea Portuguesa que foi abandonada, em função da Auto-Estrada.

Creio que em Auto-Estrada apenas devíamos ter os seguintes eixos, Vigo-Porto-Lisboa-Algarve, Lisboa-Badajoz.

Restantes ligações entre capitais de distrito com os IP's bem construídos e conservados e ligações entre cidades com boas nacionais. Totalmente gratuitos.

Em linha férrea de nova geração em ligação a todas as capitais de distrito, utilização de TGV ligando naquela estrutura primeiramente ligação a ligação espinha dorsal Porto ao Algarve (ligação directa aos 3 aeroportos nacionais e Portos Nacionais) e as restantes 3 ligações com Espanha, e restantes ligações entre capitais de distrito em Alfa-Pendular sendo que toda a rede férrea deve ser mercadorias.

Ligações entre cidades em modelo Metro (subterrâneo apenas nos centros das cidades, e ar livre onde acha a possibilidade)

Tudo isto ligado num único sistema de transportes ligando via TGV, Alfa's, Metro, e transporte colectivo publico em modelo de tarifa única.

O aeroporto de Lisboa é um caos mas diga-se de passagem é de loucos mas isso é por uma grande falta de um sistema de transportes que derive o tráfego para o Porto e Algarve e porque a mania de concentrar todo em Lisboa sem uma organização tornou o transporte publico adjacente o mais desorganizado do país!

Existe muita sinceramente duplicação de meios e estruturas sem necessidade alguma culpa muito do disparate libertinagem do após 25 de Abril.
 
Destruímos a nossa industria no pós 25 de Abril, saqueamos fundos europeus que nos deram um nível de vida com que nunca sonhámos...

Concordo com tudo o referido, excepto nesta parte.

Que indústria?

A revolução industrial não chegou a Portugal.

Depois instalou-se a indústria dos baixos salários, para trabalhadores com fracas qualificações e a manutenção de outra fortemente subsidiada pelo Estado.
 
Estado
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