Mário Barros
Furacão
"O fim da ilusão" de Medina Carreira
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/edicaodanoite/article631029.ece
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/edicaodanoite/article631029.ece
Produz-se consoante as encomendas que surgem, logo, podemos afirmar que as empresas estão sintonizadas umas com outras, e se precisam de produzir mais, então das 4 uma: ou contratam mais trabalhadores, ou fazem mais horas extra, ou melhoram os seus processos produtivos, ou subcontratam para garantir os compromissos com os seus clientes!
Nuvens negras
5:30 Quinta feira, 16 de Jun de 2011
Deve ser a isto que os especialistas chamam a admirável intemporalidade dos clássicos. Uma peça de Aristófanes, escrita há uns 25 séculos, parece um decalque da atual vida portuguesa. Como é óbvio, trata-se de uma comédia. Claro que esta feliz coincidência pode dever-se menos à habilidade de Aristófanes para se manter atual e mais à habilidade de Portugal para se manter atrasado. Mas, seja o talento do retratista ou do retratado, não deixa de ser notável.
Na peça Nuvens, um homem chamado Estrepsíades está cheio de dívidas e cercado por credores. Resolve então recorrer a Sócrates. O objetivo é aprender a argumentar com o famoso filósofo e, através de falácias, demonstrar aos credores que uma dívida não é, na verdade, uma dívida. Em Aristófanes, Sócrates é um charlatão. Exceto na opinião de um pequeno grupo de apaniguados, é um troca-tintas. Um impostor. Um pequeno bandido, digamos. Este é, talvez, o ponto em que a peça se afasta mais da nossa realidade - declaração que faço imbuído do mais profundo amor à verdade e também para evitar processos judiciais. Mas, tirando esta discrepância flagrante e grotesca, tudo na história faz lembrar o Portugal do século XXI. Estrepsíades é os portugueses (especialmente aqueles portugueses, ainda não especificados, que se endividaram em 78 mil milhões de euros), os credores são os credores, e Sócrates é Sócrates. O facto de a peça decorrer na Grécia - que é, neste momento, o país mais parecido com Portugal - também ajuda.
Todos os que acreditam nas capacidades proféticas da literatura devem, no entanto, desiludir-se. Não será a peça de Aristófanes a mostrar-nos o futuro. Como toda a gente que aposta em Sócrates para lhe resolver o problema das dívidas, Estrepsíades tem um grande dissabor, e fica ainda pior do que estava. Infelizmente, a peça acaba exatamente nesse ponto. Vemos Estrepsíades vingar-se de Sócrates, é verdade. Mas o que acontece à vida de Estrepsíades depois de castigar Sócrates? Não sabemos. Aristófanes não diz. Talvez porque, como todas as comédias, a peça tenta ocupar-se apenas das coisas que dão vontade de rir. Quando a tragédia a sério começa, cai o pano.
Ricardo Araújo Pereira
Pode haver quem diga que a Constituição não impediu a reconstituição dos grandes grupos económicos e até pode ser verdade, mas apenas em parte: os grupos económicos deixaram de ter o húmus e a cultura que havia antes. O dinheiro, capital que regressou nunca mais foi o mesmo. Os capitalistas nunca mais foram os mesmos e a apareceram outros que foram apenas meros sucedâneos dos capitães de indústria de outros tempos que o PCP e o BE apelidam de "donos de Portugal", mas afinal eram apenas os trabalhadores mais qualificados que jamais tivemos a lidar com o capital. Mesmo que alguns fossem os mesmos, os anos de revolução modificaram-nos. As leis mudaram e o espírito de 72 perdeu-se. E perdeu-se algo insubstituível que a Espanha, por exemplo, nunca perdeu: a capacidade produtiva da iniciativa privada. Perdeu-se porque o comunismo e a esquerda em geral logrou passar a sua narrativa que vinha de trás e logrou politicamente condicionar o país e o desenvolvimento económico de um modo que o salazarismo/caetanismo nunca sonharam. O comunismo e a esquerda foram as forças ideológicas que nos destruiram. São eles, ou melhor essa ideologia, a razão primeira do nosso atraso.
Num espaço de meia dúzia de anos ( 74 a 80) desapareceram os capitães de indústria e esfumou-se o espírito capitalista que havia em Portugal em 1972 e que as imagens supra mostram e quem viveu esse tempo se lembra muito bem.
http://portadaloja.blogspot.com/
Por acaso há um candidato republicano que quer regressar ao padrão ouro, o que seria óptimo para Portugal.
Em 1975 Portugal era o 24º país mais desenvolvido do mundo. Em 2005 tinha caído para 29º, regredindo, mas ainda assim continuando a ser um dos países mais desenvolvidos do mundo. E em 2010, a última vez que o IHD foi publicado? Continuava a ser um dos países mais desenvolvidos do mundo, porque o Índice não varia radicalmente de um ano para o outro. O problema é que já vai em 40º (cf. aqui). Portanto, a verdade é esta: o Estado Novo deixou Portugal como um dos países mais desenvolvidos do Mundo (24º). A democracia é que o tem atrasado e agora ele é apenas 40º. A este ritmo, qualquer dia será considerado com propriedade um país atrasado. Está em queda livre.
Já agora, o que acontecerá à China se os EUA entrarem em «default temporário» em Agosto?
Ah, o Julian Assange também foi afastado com um escândalo sexual. Típico.
Parece que isso do ouro falso não é novidade:
http://www.dailypaul.com/129150/is-there-any-gold-in-fort-knox-ron-paul-wants-to-find-out
Em que medida?
O que circula por ai (através dos serviços secretos russos) é que o Strauss-Kahn foi preso porque descobriu que os Estados Unidos não possuem quaisquer reservas de ouro e andam a enganar o resto do mundo sobre esse aspecto. Se assim for o Dollar afundaria-se-á dramaticamente e rebentará com a China que é quem tem a maior reserva mundial [/B]