O Estado do País

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É apenas um refrescamento do «Dever da Verdade».

Medina Carreira não evoluiu não sua teoria e continua sem reconhecer onde está o dinheiro.

O dinheiro já não está no trabalho, está na bolsa, nos ratings, nos seguros e em todas as actividades especulativas.

Sobre elas nenhum indício de julgamento criminal.

Mas viva Cavaco, a agricultura e o mar... porque «se ficarmos sem dinheiro, temos pelo menos de ter comida»
 
Produz-se consoante as encomendas que surgem, logo, podemos afirmar que as empresas estão sintonizadas umas com outras, e se precisam de produzir mais, então das 4 uma: ou contratam mais trabalhadores, ou fazem mais horas extra, ou melhoram os seus processos produtivos, ou subcontratam para garantir os compromissos com os seus clientes!

Já ouvis-te falar de Flexibilidade no trabalho? No horário do trabalho? Acho mal os recibos verdes mas algo tem de mudar. E se está conversa surge no mercado privado, no publico também é a mesma coisa em todos os trabalhos existem períodos de maior trabalho em que não tem havido a resposta adequada.

Outra questão é a conversa construir para o monte, os grandes armazém e aqueles que fazem dinheiro tem montes de material armazenados. Que um estudo empresarial serio só leva a ter melhores preços de venda e maior margem de lucro.

Aqui é que cai-se no erro que coloca-se o povo a pagar mais caro só para não fazer stock. Quantas coisas já mandei eu vir da alemanha via dhl e sai mais barato que comprar no mercado local... É ir a alemanha e a belgica e ver parques das nações de uma só empresa armazenista.
 
Nuvens negras

5:30 Quinta feira, 16 de Jun de 2011

Deve ser a isto que os especialistas chamam a admirável intemporalidade dos clássicos. Uma peça de Aristófanes, escrita há uns 25 séculos, parece um decalque da atual vida portuguesa. Como é óbvio, trata-se de uma comédia. Claro que esta feliz coincidência pode dever-se menos à habilidade de Aristófanes para se manter atual e mais à habilidade de Portugal para se manter atrasado. Mas, seja o talento do retratista ou do retratado, não deixa de ser notável.

Na peça Nuvens, um homem chamado Estrepsíades está cheio de dívidas e cercado por credores. Resolve então recorrer a Sócrates. O objetivo é aprender a argumentar com o famoso filósofo e, através de falácias, demonstrar aos credores que uma dívida não é, na verdade, uma dívida. Em Aristófanes, Sócrates é um charlatão. Exceto na opinião de um pequeno grupo de apaniguados, é um troca-tintas. Um impostor. Um pequeno bandido, digamos. Este é, talvez, o ponto em que a peça se afasta mais da nossa realidade - declaração que faço imbuído do mais profundo amor à verdade e também para evitar processos judiciais. Mas, tirando esta discrepância flagrante e grotesca, tudo na história faz lembrar o Portugal do século XXI. Estrepsíades é os portugueses (especialmente aqueles portugueses, ainda não especificados, que se endividaram em 78 mil milhões de euros), os credores são os credores, e Sócrates é Sócrates. O facto de a peça decorrer na Grécia - que é, neste momento, o país mais parecido com Portugal - também ajuda.

Todos os que acreditam nas capacidades proféticas da literatura devem, no entanto, desiludir-se. Não será a peça de Aristófanes a mostrar-nos o futuro. Como toda a gente que aposta em Sócrates para lhe resolver o problema das dívidas, Estrepsíades tem um grande dissabor, e fica ainda pior do que estava. Infelizmente, a peça acaba exatamente nesse ponto. Vemos Estrepsíades vingar-se de Sócrates, é verdade. Mas o que acontece à vida de Estrepsíades depois de castigar Sócrates? Não sabemos. Aristófanes não diz. Talvez porque, como todas as comédias, a peça tenta ocupar-se apenas das coisas que dão vontade de rir. Quando a tragédia a sério começa, cai o pano.

Ricardo Araújo Pereira

http://aeiou.visao.pt/nuvens-negras=f607959
 
É sempre bom lembrar...que o fado ainda é mais triste, agora
Segundo se contou esta semana, o presidente da República apelou no seu discurso de 10 de Junho a uma "retoma" da agricultura.

Para quem anda esquecido ou nunca se lembrou de perguntar ou saber, em Abril de 1985, já lá vão 26 anos ( é muito tempo...) os portugueses, tendo à cabeça Ernâni Lopes e outros responsáveis no governo de então e fora dele ( António Marta), negociaram a adesão de Portugal à CEE em moldes que implicavam a desistência da agricultura como a tínhamos e poderíamos vir a ter. Escolhemos antes os "fundos estruturais" para construir grandes obras e estradas em triplicado. Foi uma opção consciente, pensada e decidida pelo poder político de então, no qual o presidente da República estava e viria a estar num papel de relevo importantíssimo. A aposta na desistência da agricultura ( e pescas) não pode ser esquecida mas deve ser lembrada aos vindouros, com menção explícita de quem foram os seus autores directos e indirectos.
O povo, quanto a isso, não foi visto nem achado porque nunca houve referendos ou eleições para tal escolha. Foram os habituais génios da pátria, sempre beneméritos, quem escolheu. Parece que mal. Mas apesar disso, em vez de pedirem desculpas ao povo e recolherem ao anonimato, castigo merecido de quem arruína uma nação, ainda se proclamam os seus salvadores e oráculos.

Ainda não vi nem ouvi nenhum desses senhores e senhoras a dizer publicamente: errámos. Pedimos desculpa porque a nossa vida de privilégios na função pública e cargos de prebenda assentou nesses erros e não a merecemos. Nunca pedirão desculpa nem sequer aludirão ao facto porque como se sabe, nunca se enganam e raramente têm dúvidas. Ou vice-versa.

O único que vislumbrou as asneiras grossas que se fizeram foi Eduardo Catroga. Disse há pouco tempo que nos últimos 15 anos "a geração dele só fez porcaria". O problema é que deveria ter ido um pouco mais atrás. Uns dez anitos antes...

É ler o resumo do acordo de adesão para entender como foi e porque foi. Clicar na imagem da Grande Reportagem de 4.4.1985, a qual na capa alvitrava o fim do fado...
O fado é um espelho da nossa tragédia colectiva, da nossa saudade de um futuro que nunca se cumpriu como devia apesar das promessas sempre renovadas de quem nos desgraçou.


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GR%2B4.4.1985





Fonte:http://portadaloja.blogspot.com/
 
Pode haver quem diga que a Constituição não impediu a reconstituição dos grandes grupos económicos e até pode ser verdade, mas apenas em parte: os grupos económicos deixaram de ter o húmus e a cultura que havia antes. O dinheiro, capital que regressou nunca mais foi o mesmo. Os capitalistas nunca mais foram os mesmos e a apareceram outros que foram apenas meros sucedâneos dos capitães de indústria de outros tempos que o PCP e o BE apelidam de "donos de Portugal", mas afinal eram apenas os trabalhadores mais qualificados que jamais tivemos a lidar com o capital. Mesmo que alguns fossem os mesmos, os anos de revolução modificaram-nos. As leis mudaram e o espírito de 72 perdeu-se. E perdeu-se algo insubstituível que a Espanha, por exemplo, nunca perdeu: a capacidade produtiva da iniciativa privada. Perdeu-se porque o comunismo e a esquerda em geral logrou passar a sua narrativa que vinha de trás e logrou politicamente condicionar o país e o desenvolvimento económico de um modo que o salazarismo/caetanismo nunca sonharam. O comunismo e a esquerda foram as forças ideológicas que nos destruiram. São eles, ou melhor essa ideologia, a razão primeira do nosso atraso.

Num espaço de meia dúzia de anos ( 74 a 80) desapareceram os capitães de indústria e esfumou-se o espírito capitalista que havia em Portugal em 1972 e que as imagens supra mostram e quem viveu esse tempo se lembra muito bem.

http://portadaloja.blogspot.com/
 
Hatton apresenta o Portugal de Salazar como um país atrasado e pobre, ao mesmo tempo que escreve que o crescimento económico chegou a atingir 11% ao ano na década de 60 (na realidade, o crescimento de 11% foi em 1973, enquanto o crescimento da década de 60 foram uns admiráveis 6 a 7% ao ano). O Estado Novo, ao contrário do que se diz dele, foi uma extraordinária máquina de crescimento económico e de progresso social. O ponto de partida, herdado da I República, é que era muito baixo. A I República, que não o Estado Novo, é que foi um período de empobrecimento atroz. E para que, na comparação com a Inglaterra, Portugal alguma vez saia bem, no período do Estado Novo Portugal cresceu a uma taxa média anual que foi mais do dobro da inglesa.

Tomando uma analogia do ciclismo. Em 1926, Portugal estava muito atrás do pelotão de países da Europa Ocidental, mesmo junto ao carro-vassoura. Entre 1926 e 1974 pedalou vigorosamente para se aproximar do pelotão (foi o país que mais cresceu na Europa Ocidental entre 1926 e 1974), a tal ponto que em 1974, embora ainda na cauda da Europa Ocidental, já estava junto ao pelotão da frente. Tivesse o regime continuado, com o seu crescimento económico impressionante, e Portugal seria hoje muito provavelmente o camisola amarela, em lugar de estar outra vez a aproximar-se, mas do carro-vassoura.

Entre os cientistas sociais, o Indice de Desenvolvimento Humano (IHD), publicado anualmente pela ONU, é o indicador consensual para as comparações internacionais do desenvolvimento. Neste quadro, está a comparação do IDH para os diferentes países do mundo entre 1975 e 2005, ordenados pelo ranking de 2005, em que Portugal era 29º.

É possível, a partir do quadro, inferir a posição de Portugal no ranking de 1975, o primeiro ano para o qual o IDH foi calculado. Dispensando-me de apresentar os detalhes desta inferência, Portugal era então o 24º país mais desenvolvido do mundo. Para todos os países, o Índice é calculado com base nos indicadores económicos e sociais dos dois anos anteriores. No caso do Índice de 1975, ele foi calculado com base nos indicadores económicos e sociais de 1973 e 1974, coincidentes com o fim do Estado Novo. Deixar o país como o 24º país mais desenvolvido do mundo, num universo de perto de duzentos países, é deixar o país atrasado? Não, não é. Só é na mente do Vasco Pulido Valente e de outros políticos e intelectuais portugueses - e, como se estes não bastassem, também agora na mente de um jornalista e autor inglês -, os quais, provavelmente, utilizam indicadores de desenvolvimento que só eles conhecem e que não revelam a ninguém, permanecendo segredos muito bem guardados.

Em 1975 Portugal era o 24º país mais desenvolvido do mundo. Em 2005 tinha caído para 29º, regredindo, mas ainda assim continuando a ser um dos países mais desenvolvidos do mundo. E em 2010, a última vez que o IHD foi publicado? Continuava a ser um dos países mais desenvolvidos do mundo, porque o Índice não varia radicalmente de um ano para o outro. O problema é que já vai em 40º (cf. aqui). Portanto, a verdade é esta: o Estado Novo deixou Portugal como um dos países mais desenvolvidos do Mundo (24º). A democracia é que o tem atrasado e agora ele é apenas 40º. A este ritmo, qualquer dia será considerado com propriedade um país atrasado. Está em queda livre.


http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/
 
Pode haver quem diga que a Constituição não impediu a reconstituição dos grandes grupos económicos e até pode ser verdade, mas apenas em parte: os grupos económicos deixaram de ter o húmus e a cultura que havia antes. O dinheiro, capital que regressou nunca mais foi o mesmo. Os capitalistas nunca mais foram os mesmos e a apareceram outros que foram apenas meros sucedâneos dos capitães de indústria de outros tempos que o PCP e o BE apelidam de "donos de Portugal", mas afinal eram apenas os trabalhadores mais qualificados que jamais tivemos a lidar com o capital. Mesmo que alguns fossem os mesmos, os anos de revolução modificaram-nos. As leis mudaram e o espírito de 72 perdeu-se. E perdeu-se algo insubstituível que a Espanha, por exemplo, nunca perdeu: a capacidade produtiva da iniciativa privada. Perdeu-se porque o comunismo e a esquerda em geral logrou passar a sua narrativa que vinha de trás e logrou politicamente condicionar o país e o desenvolvimento económico de um modo que o salazarismo/caetanismo nunca sonharam. O comunismo e a esquerda foram as forças ideológicas que nos destruiram. São eles, ou melhor essa ideologia, a razão primeira do nosso atraso.

Num espaço de meia dúzia de anos ( 74 a 80) desapareceram os capitães de indústria e esfumou-se o espírito capitalista que havia em Portugal em 1972 e que as imagens supra mostram e quem viveu esse tempo se lembra muito bem.

http://portadaloja.blogspot.com/

Branco mais branco não há.

Sobre o dia 15 de agosto de 1971 não encontro nada. Foi aqui que tudo começou para não irmos a Milton e ao Chile de Allende.

 
Editado por um moderador:
Por acaso há um candidato republicano que quer regressar ao padrão ouro, o que seria óptimo para Portugal.

Em que medida?

O que circula por ai (através dos serviços secretos russos) é que o Strauss-Kahn foi preso porque descobriu que os Estados Unidos não possuem quaisquer reservas de ouro e andam a enganar o resto do mundo sobre esse aspecto. Se assim for o Dollar afundaria-se-á dramaticamente e rebentará com a China que é quem tem a maior reserva mundial de Dollares...



Em 1975 Portugal era o 24º país mais desenvolvido do mundo. Em 2005 tinha caído para 29º, regredindo, mas ainda assim continuando a ser um dos países mais desenvolvidos do mundo. E em 2010, a última vez que o IHD foi publicado? Continuava a ser um dos países mais desenvolvidos do mundo, porque o Índice não varia radicalmente de um ano para o outro. O problema é que já vai em 40º (cf. aqui). Portanto, a verdade é esta: o Estado Novo deixou Portugal como um dos países mais desenvolvidos do Mundo (24º). A democracia é que o tem atrasado e agora ele é apenas 40º. A este ritmo, qualquer dia será considerado com propriedade um país atrasado. Está em queda livre.

Resposta simples dada pelo ex-Presidente Brasileiro Lula da Silva: Os pobres começaram a comer!
 
Eu acredito que há uma elevada probabilidade de DSK ter caído numa cilada. O enredo tem todos os ingredientes típicos de um escândalo criado para destruir alguém indesejável. Os americanos adoram lançar estes folhetins sexuais para escandalizar a puritana (hipócrita) sociedade dos EUA. Ele foram as revistas porno do Bin Laden, o viagra dado pelo Kadafi aos soldados para violarem mulheres da oposição, e agora a imigrante africana que foi para a cama com o DSK. Mas se entramos numa de teorias da conspiração, temos muito por onde pegar.

1) 11 de Setembro.

2) Guerra no Iraque.

3) Morte do Presidente Kennedy.

4) Revolta no Egipto e guerra na Líbia.
 
Já agora, o que acontecerá à China se os EUA entrarem em «default temporário» em Agosto?

Acontecerá o mesmo que vai acontecer ao Credit Agricole francês (e maior acionista do BES) que tem 600 milhões de euros em títulos de dívida soberana da Grécia. Se não os conseguir repassar a ninguém terá de os incorporar no seu balanço.

É assim que funciona o capitalismo de casino.

Ah, o Julian Assange também foi afastado com um escândalo sexual. Típico.

Parece que isso do ouro falso não é novidade:

http://www.dailypaul.com/129150/is-there-any-gold-in-fort-knox-ron-paul-wants-to-find-out

Mas parece que o DSK não é o Paulo Portas. O DSK viu... não lhe contaram ao ouvido. É o boato que circula por aí
 
Em que medida?

O que circula por ai (através dos serviços secretos russos) é que o Strauss-Kahn foi preso porque descobriu que os Estados Unidos não possuem quaisquer reservas de ouro e andam a enganar o resto do mundo sobre esse aspecto. Se assim for o Dollar afundaria-se-á dramaticamente e rebentará com a China que é quem tem a maior reserva mundial [/B]

Quem se mete com o dólar, leva. Adivinhem lá quais foram os dois líderes políticos de países exportadores de petróleo, que na última década decidiram que iriam vender o seu petróleo numa outra moeda? Ou o líder africano que propôs a criação de uma moeda única africana?
 
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