Isto tem a ver com a ausência de politicas sustentaveis na área urbana, há tempos o bloco de esquerda e penso que outro partido sugeriram uns incentivos à requalificação da malha urbana dos centros das cidades.
Não só as nossas cidades, mas sim em todas de uma maneira geral, até mesmo numa escala mundial. A actual politica de expansão periférica vai levar a desiquilibros graves a nivel ambiental, social e outros.
Há que elaborar propostas de aumento significativos de impostos na construção de habitações em novos bairros e estimulos musculados a remodelações, restauros de habitações dos centros urbanos. Tornando as cidades mais saudaveis, equilibradas e que desvastem menos o ambiente que cada vez mais leva pancada do sector imobiliário.
Pessoalmente acho que devíamos voltar às cidades dos bairros típicos. Cidades que são um conjunto de pequenas vilas ou aldeias numa malha urbana que depois tem uma identidade própria e forma um conjunto coeso. Bairros onde haja locais de convívio, seguros, com espaços verdes, pracetas, onde as pessoas convivam, onde os vizinhos se conheçam e convivam entre si nos cafés, bares, locais públicos, etc. Nas últimas décadas, em Portugal, destruímos os bairros tradicionais de Lisboa, Porto ou Coimbra, uma asneira pegada. As cidades deveriam crescer em raio, do centro para as periferias, com um planeamento centralizado, como sucedeu por cá até meados dos anos 60. Temos agora cidades desumanas, sem identidade, onde as pessoas vivem longe do emprego, onde ninguém se conhece, cheias de insegurança...
Nos países nórdicos tem havido um caminho no sentido do conceito de cidade que defendo, mas por cá nada foi feito.

(mas nunca tinha dito ao contrário nem me estava a queixar)
Menos cargos para os boys