O Estado do País

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Não são os delirantes/sonhadores que estão a mudar de estratégia. Parece que troika não está a funcionar mas é bem verdade que há ainda muita gente que não compreende o que está a acontecer. As grandes mudanças levam tempo a concretizar-se.
 
O que se passa na Madeira levanta algumas questões pertinentes a ter em conta numa futura e desejada Quarta República.

- Será que deveremos ter Governos Regionais, mesmo nos arquipélagos dos Açores e da Madeira?

- Deverá ser permitida a existência de empresas públicas regionais ou empresas municipais?

- Dever-se-á permitir que organismos públicos exerçam uma concorrência desleal, explorando ou apoiando restaurantes, discotecas, bares, centros comerciais, projectos turísticos e afins?

- As colocações de funcionários públicos mesmo em autarquias e juntas de freguesia deverão ser feitas a nível do Estado Central para prevenir cunhas e compadrios?

- Dever-se-á proibir a existência de meios de comunicação propagandísticos como o Jornal da Madeira? Dever-se-á combater a dependência da comunicação social regional e local da publicidade de empresas municipais, municípios ou outros organismos públicos?
 
Sobre as eleições na Madeira:

- O PSD vence com maioria absoluta de deputados, mas não de votos. As especificidades do método de Hondt permitiram a Jardim manter a maioria na Assembleia Regional, mas não deixa de ser a pior vitória de sempre em eleições regionais. O CDS sobe tanto como o PSD desceu, creio que houve clara transferência de votos;

- O PS cometeu a proeza de perder votos numa eleição em que o PSD desceu 15%, o que deve ser inédito na história da democracia em Portugal. Algumas declarações de dirigentes nacionais podem ter ajudado a este resultado vergonhoso;

- José Manuel Coelho é a 4ª força política na Madeira, com largo avanço sobre os restantes. Não é o PTP, tal como não era a Nova Democracia, como já havia ficado patente nas presidenciais;

- Inacreditável último lugar do BE, a única força política que não elege deputados, fica atrás do PAN e do MPT. Deu mais um passo em frente, a caminho do precipício.
 
José Manuel Coelho é um caso de estudo interessante, é o equivalente ao Partido Pirata da Suécia, e a outros casos do género que nasceram na Islândia ou na Alemanha, com bons resultados eleitorais, é ainda o equivalente ao Tiririca do Brasil, representa o descontentamento dos povos ocidentais para com a degradação moral do Ocidente, com a corrupção, o compadrio, o tráfico de influências, é acima de tudo um voto contra o sistema.
 
Re: Outros Protestos

Alberto João Jardim já era. Qualquer que seja o resultado, se vencer, não poderá recandidatar-se. Começa hoje a contagem decrescente.

Era tão bom que essa verdade fosse extensível às direcções partidárias de todos os partidos nacionais e regionais ... :w00t:
 
Qualquer Nação, qualquer Império, qualquer Regime, qualquer partido, tudo o que há quando perde a virtude cai. Assim será.

Medina Carreira está farto de dizer que após o 25 de Abril quem estava à frente dos partidos eram pessoas com mérito e carreira, na sua maioria médicos, professores, advogados, empresários.

Para mim a política deveria ser isto, um serviço que se presta depois da vida estar organizada, depois de se provar na sociedade civil que se está à altura de se assumir um cargo político. Outra alternativa é a formação de elites à moda antiga, gente com Letras, que aprendia latim e grego na adolescência, que cumpria serviço militar, e a quem a polémica estava vedada. De qualquer das formas, antigamente era necessário ter maturidade, a política era algo, genericamente, para quem tinha mais de 40, família estabelecida e uma carreira.

Os políticos profissionais são um grave problema, um produto da degradação do Ocidente.
 
Subsídios de Natal e Férias em risco
Depois do «ir para além» da troika, o Governo poderá ter de ir além do Orçamento do Estado para 2012 (OE2012) em matéria fiscal, para conseguir colmatar eventuais desvios orçamentais ao longo do ano e cumprir as apertadas metas impostas para o défice de 2012 – 4,5% do PIB, cerca de metade do registado no primeiro semestre deste ano (8,3%), adiantam fiscalistas ao SOL.

A uma semana da apresentação do OE 2012, já se sabe que, no próximo ano, automóveis, tabaco e electricidade vão ficar mais caros; que as famílias vão deduzir menos despesas de saúde e educação nos seus impostos; que os funcionários públicos terão mais um ano de salários congelados; que as em presas vão perder as taxas reduzidas de IRC e permanece a incógnita sobre se os subsídios de férias ou Natal se irão manter na íntegra.

O OE2012 vai trazer uma nova ‘vaga’ de aumento de impostos de famílias e empresas, num ano que todos sabem que será ‘a doer’. Os agregados familiares terão maiores dificuldades e menores rendimentos para consumir, as empresas menor margem para investir e contratar.

Perigo de novos ‘desvios’

Ainda que o Governo – seguindo a exigência troika – assegure que no próximo ano a maior fatia da correcção das contas públicas será feita através de um corte na despesa (dois terços do total, cerca de 3,4 mil milhões de euros), a realidade é que terá de ir buscar cerca de 1,7 mil milhões através do aumento de impostos ou da redução e extinção de benefícios fiscais.

Os impostos têm sido, até agora, o principal instrumento do Executivo para corrigir os desvios orçamentais que têm vindo a ser encontrados e que superam já os dois mil milhões de euros (Madeira, BPN ou corte de despesa abaixo do estimado). E este ‘truque’ poderá ser de novo utilizado ou reforçado em casos de emergência – por exemplo, medidas extra e imediatas para atingir o défice orçamental de 5,9% do PIB_pedido pela troika para 2011. No primeiro semestre, o défice situou-se em 8,3%. Entretanto, as famílias viram o IVA do gás e electricidade subir de 6% para 23%, os transportes a aumentarem 15% e, no Natal, o subsídio será cortado ao meio.

Sol

Vem para aí uma avalanche de cortes e impostos, ao menos ainda não cortaram o calor :lmao:
 
Vamos ficar fechados cá dentro e vão apagar a luz para poupar na conta.

Com tanta potencialidade aqui foram dar o prémio nobel a uma universidade americana.

Podemos sempre seguir o exemplo da Coreia do Norte, assim poupa-se uns milhões na electricidade.

Não concordo com este tipo de medidas, mas alguém tem de pagar as brincadeiras que andaram a fazer durante anos, tenho pena é que seja muita gente que não teve nada a ver com isso. Enfim
 
Ou podemos seguir o exemplo de Wall Street, roubar descaradamente e quando o dinheiro acabar, roubar o dinheiro dos contribuintes e continuar a roubar como antes, como se nada se tivesse passado.
 
Estado
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