O Estado do País

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Caro Paulo,

consta que as Monarquias dos restantes países europeus, com excepção do Reino Unido, são mais baratas que a Casa da República de Portugal. Por outro lado, numa Monarquia do século XXI não haveria aristocratas a viver à custa do Estado como no Antigo Regime. Eu não me oponho à existência de uma aristocracia, desde que:

- os seus membros sejam escolhidos pelo mérito científico, empresarial, literário ou artístico e não dependam financeiramente do Estado;

- os títulos não sejam hereditários.

Quanto à casa real de Inglaterra, não nos esqueçamos que a Rainha encabeça também a Commonwealth...

Dito assim, já seria bem mais aceitável o regime monarquico! :) Mesmo assim, não considero o Rei Juan Carlos como alguém que interaja activamente no rumo do seu pais (pode ser apenas impressão minha..), mas tenho muita simpatia por ele, pois viveu muitos anos entre nós em Portugal!
 
Dito assim, já seria bem mais aceitável o regime monarquico! :) Mesmo assim, não considero o Rei Juan Carlos como alguém que interaja activamente no rumo do seu pais (pode ser apenas impressão minha..), mas tenho muita simpatia por ele, pois viveu muitos anos entre nós em Portugal!

Sim concordo. Mas se a Espanha fosse uma República, não sei se a Catalunha ou o País Basco não teriam já saltado do barco... O mesmo princípio aplica-se ainda mais à Bélgica, onde neste momento o rei é o único factor de unidade nacional.
 
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Eu li e analisei esse livro em filosofia, e achei-o brutal, de uma ironia e metaforização completa. Aconselho :thumbsup:
 
É uma situação praticamente sem solução, eu não vejo saída para isto a não ser um grande colapso geral que arrastará quase toda a Europa ou um tremendo sacrifício nacional, que seria por exemplo baixar salários de toda a economia 30% ou 40% ganhando competitividade equivalente a uma desvalorização.

Aqui não concordo contigo Vince. Vou buscar uma entrevista ao economista João Ferreira do Amaral no Jornal de Negócios e parece-me que ele tem razão...

«Hoje é relativamente consensual que a entrada na zona euro foi a principal razão da perda de competitividade.»

«(…) a baixa da taxa de juro não é necessariamente uma benesse. Tudo depende do que vamos fazer ao crédito. E, com uma taxa de câmbio desajustada, como nós tínhamos, foram criados incentivos para a aposta no sector não transaccionável, o que criou a dívida insustentável que temos agora.»

«Mesmo que [uma queda de 20 a 30% dos salários] fosse socialmente exequível, a medida acabaria por ser ineficaz. Repare que o conteúdo de salários das exportações é de 30%. Se, por absurdo, se cortasse 30% nos salários, a nossa competitividade apenas aumentava 9%. Bastava uma oscilação do dólar para essa vantagens desaparecer.

«É melhor pensar em coisas exequíveis, como negociar com a Europa uma forma de alterar as instituições (…). Não tenhamos ilusões: se não conseguirmos uma alteração do enquadramento da Zona Euro, não estaremos muito mais tempo dentro dela.»

«A Europa não percebe que quantos mais planos de austeridade fizer mais ataques especulativos ela vai sofrer.»

«(…) sou completamente contra a ideia de um orçamento equilibrado. Não há nenhuma justificação política ou económica para que um país não tenha qualquer défice, e por isso também estranho que alguns partidos, mesmo de Esquerda, admitam a hipótese de inscrever na Constituição um limite para o endividamento.»
 
«Mesmo que [uma queda de 20 a 30% dos salários] fosse socialmente exequível, a medida acabaria por ser ineficaz. Repare que o conteúdo de salários das exportações é de 30%. Se, por absurdo, se cortasse 30% nos salários, a nossa competitividade apenas aumentava 9%. Bastava uma oscilação do dólar para essa vantagens desaparecer.

Eu não confiava muito nesse aumento de 9% na competitividade..
Se os salários dos portugueses baixasse 30% provavelmente o desemprego aumentava mais 10% (sector comércio, hotelaria, serviços)! E com isso, aumentavam os impostos para dar resposta ao desemprego. Embora o custo industrial EUR/Homem/hora diminuisse, a procura interna também diminuia e a procura externa demoraria algum tempo a reagir. Penso que seria um pouco injusto baixar 30% a todos os portugueses, pois existem empresas que pagam o ordenado mínimo e existem empresas onde um funcionário novo sem qualquer especialização começa logo a ganhar muito mais. Talvez nesse caso, o melhor fosse abolir o ordenado mínimo, há paises que não têm, e há países que têm ordenado mínimo diferenciado pelos seus estados. Caso não houvessem abusos derivados do isolamento geográfico com reduzido mercado de emprego, o ordenado a pagar seria ajustado de forma a não perder o trabalhador para outra empresa concorrente. Ok, é uma idéia um pouco liberal, pouco social, e agora vendo bem talvez fosse uma medida um pouco perigosa para um país de abusos de poder como portugal, é melhor não!! :)
 
Eu cá penso que Portugal de uma forma ou outra tem que estar preparado futuramente para um eventual desmebramento de Espanha, para depois não sermos surpreendidos, já que a Espanha quando se sente apertada vira-se sempre para Portugal. Portugal não consegue se desenvolver mais devido a Espanha que nos sufoca e axfixia não deixando a nossa economia prosperar como desejaríamos.

Longe vão os tempos que até estávamos bem melhor que eles nos anos 70...

Com um possível desmebramento de Espanha, Portugal viria a lucrar e muito passando de "patinho feio" da P.Ibérica a "Cisne", vindo a ser a potência dominante em toda a Península, beneficiando de uma integração das terras irredentas de Olivença que é território Português e que está ocupada ilegalmente por Espanha desde 1801 data das invasões napoleónicas, bem como provavelmente vila de Albuquerque que tem fortes ligações a Portugal e com a língua portuguesa e que queriam ser integrados em Portugal.

Em relação a Sócrates, tinha que sair obrigatóriamente do Governo, senão ainda num futuro próximo desgraça Portugal de uma vez por todas vendendo-o a Espanha. Espanha de ano para ano arma-se até aos dentes cada vez mais, porque está a pressentir o pior ou melhor, a sua dissolução, e quando ela acontecer, os espanhóis podem bem virar-se contra Portugal, dizendo que nós somos os verdadeiros culpados (eles tem que arranjar um bode expiatório, e Portugal precisará de estar preparado porque "de Espanha nem bom vento nem bom casamento"). Claro que a desagregação não será já amanhá, mas ela será inevitável que aconteça, e com toda a certeza começará pela Catalunha. Na Galiza acho mais difícil, devido à colonização cultural de Madrid.

Senhores carismáticos a meu ver, como o Dr. José Maria Martins, ou Mário Machado, é que deviam de estar à frente do poder desse país contra alguns maçónicos Iberistas, como Mário Soares, Saramago (Traidor da pátria) e Mário Lino deviam ser depostos e expulsos de Portugal, e se for preciso defender o meu país, eu já digo como o Mário Machado,:" saio à rua em caçadeira para o fazer" lol :D, ou então faço como as tropas luso francesas fizeram no passado nos Açores, dando forte luta e não se rendendo tão facilmente aos agressores e preferindo "morrer livre que em paz sujeitos", qual Padeira de Aljubarrota!


Portucale Nostrum!
Rex Noster Liber Est!
 
Em relação a Europa creio que está suposta crise dos EUA foi apenas um pretexto para entalar a europa em guerras económicas.

Neste momento Madoof e o seu sistema não morreram, ele saí impune e o sistema que ele criou já voltou a actividade.
 
Nunca gostei destas relações de proximidade com Espanha, e abomino o discurso iberista. Portugal deve aproveitar a sua posição geográfica e as suas relações históricas e ter um pé na Europa e outro no Mundo, um pouco ao estilo do Reino Unido.

Por um lado, manter relações de proximidade com a França, Alemanha, Benelux ou Reino Unido, por outro fortalecer os laços económicos com o Brasil, os Palop, os EUA, a Tailândia, a Indonésia, a China ou a Índia. Aproveitar a nova classe endinheirada que está a surgir nestes países para exportar produtos de qualidade, ou fazer a captação de cérebros dos países de língua portuguesa, como faz o Reino Unido em relação ao países que colonizou. Isso implica também mudar radicalmente o nosso Ensino Superior, mas isso já é outro tema...

Esqueçam lá a Espanha ou a Venezuela, os amigos actuais do Regime...

Não concebo Portugal como um mero estado no canto de uma Federação Europeia. Não concebo que o centro cultural da língua portuguesa seja São Paulo. Valemos mais que isso.
 
Quem nos dera que a Espanha fosse um país economicamente similar a França ou Alemanha.

Deixávamos de ser um país periférico da Europa.

Até podíamos aproveitar o facto de sermos um país periférico, sendo como que a porta ocidental da Europa, bastava estarmos equipados com terminais navais de contentores para grandes navios como está equipada a Holanda! Por aqui o tráfego marítimo ainda não é o caos que se deve verificar por lá, e deixaria por cá muito emprego e riqueza ao país.
 
Até podíamos aproveitar o facto de sermos um país periférico, sendo como que a porta ocidental da Europa, bastava estarmos equipados com terminais navais de contentores para grandes navios como está equipada a Holanda! Por aqui o tráfego marítimo ainda não é o caos que se deve verificar por lá, e deixaria por cá muito emprego e riqueza ao país.

A Holanda têm esses importantes portos derivado às excelentes condições físicas (com poucos problemas de navegabilidade) e sobretudo derivado à centralidade (junto a Alemanha e França).
 
Eu acho que poderíamos ser um dos principais produtores de produtos gourmet e de agricultura biológica da Europa. Temos somos e microclimas para isso, e seria uma indústria que captaria muita mão-de-obra qualificada e que poderia estar aliada à investigação universitária na área da nutrição, engenharia agrícola, biotecnologia, medicina, farmácia... Mas ninguém fala do assunto, tirando talvez o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles, que é ainda dos poucos que defende a agricultura. Vejam o que tem sucedido ao vinho português desde que optámos pela qualidade :thumbsup: Agora apliquem o mesmo princípio ao azeite, à fruta, à carne, ao leite, às ervas mediterrânicas (para produção de cosméticos e medicamentos)...Pensai nisso...
 
Eu acho que poderíamos ser um dos principais produtores de produtos gourmet e de agricultura biológica da Europa. Temos somos e microclimas para isso, e seria uma indústria que captaria muita mão-de-obra qualificada e que poderia estar aliada à investigação universitária na área da nutrição, engenharia agrícola, biotecnologia, medicina, farmácia... Mas ninguém fala do assunto, tirando talvez o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles, que é ainda dos poucos que defende a agricultura. Vejam o que tem sucedido ao vinho português desde que optámos pela qualidade :thumbsup: Agora apliquem o mesmo princípio ao azeite, à fruta, à carne, ao leite, às ervas mediterrânicas (para produção de cosméticos e medicamentos)...Pensai nisso...

Penso que a recessão desanimou um pouco essas ideias, em virtude de esses produtos terem tido uma menor procura nos dois últimos anos (até os mais afortunados se retraem). Mas penso que é uma boa ideia para um país sem agricultura competitiva.
 
Penso que a recessão desanimou um pouco essas ideias, em virtude de esses produtos terem tido uma menor procura nos dois últimos anos (até os mais afortunados se retraem). Mas penso que é uma boa ideia para um país sem agricultura competitiva.

Lousano, o Brasil, a Índia e a China continuam a crescer. A ideia seria exportar para esses países :thumbsup: Nós somos um país pequeno, temos de apostar na qualidade e deixar a quantidade para os outros.
 
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