O Estado do País

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A CP tem uma gestão PÉSSIMA. Tal como a Refer. E o problema tem décadas.

Na minha região natal, antigamente, os horários dos comboios estavam de acordo com os horários escolares e a maioria dos estudantes utilizavam o comboio, que até é mais rápido que o autocarro. Para se ter uma noção do que estou a falar, a viagem Cacela-VRSA demora cerca de 10 minutos, de comboio, e 35 minutos de autocarro. Mas a maioria dos estudantes passou para o autocarro! E os passes de autocarro são bem mais caros que os passes de comboio. Se a gestão da CP fosse outra, nunca teriam perdido os estudantes como utilizadores regulares!

Mais. No último governo de Cavaco Silva tiraram a primeira classe aos regionais na linha do Algarve, afastando assim um certo tipo de clientes. Encerraram estações com movimento. E a viagem Lagos-VRSA continua a demorar perto de 3 horas, quando poderia demorar metade do tempo. Isto na região com mais turismo em Portugal Continental. Que dirão os turistas alojados em Tavira que querem visitar Sagres? Ou os turistas alojados em VRSA que querem visitar Ayamonte? Ou os turistas alojados em Isla Canela que querem visitar Albufeira?

Mas será que ninguém vê nada? Que raio de democracia da treta é esta?

E os problemas da linha do Algarve são apenas uma gota de água no oceano. Andamos há anos a falar no TGV, mas ninguém fala no dinheiro que já foi investido na linha do Norte, com uma série de deslizes pelo meio, e a linha ainda não está em condições para o Alfa poder desenvolver todo o seu potencial. Poderíamos ter Lisboa-Porto em duas horas se a linha estivesse decente. E Porto-Faro em quatro horas ou quatro horas e meia.

Será que o QI dos portugueses é inferior ao QI dos restantes europeus? Será que os teutónicos e os anglo-saxónicos serão «raças» intelectualmente superiores aos europeus meridionais?
 
Mudando de assunto, uma nota sobre o sobredimensionamento do Estado.

Na minha região, há 30 anos, existia apenas uma C+S. Os alunos de Cacela ou Martinlongo frequentavam a telescola até ao 6.º ano, que aliás era um excelente método, ao ponto dos alunos da telescola terem melhores resultados no sétimo ano que os alunos da C+S. Agora existem seis, repito, seis escolas de Ensino Básico (C+S). E há uns anos havia intenções de construir outra.

Localidades com C+S:

- Vila Nova de Cacela
- Monte Gordo
- Castro Marim
- Alcoutim
- Martinlongo
- Vila Real de Santo António

O antigo presidente Murta, do PS, ainda teve como promessa eleitoral a construção de uma segunda C+S em VRSA.

Ora pelo menos 3 destes escolas têm poucas turmas e poucos alunos, e na minha opinião, exactamente 3 deveriam encerrar. Os alunos da C+S de Monte Gordo poderiam frequentar a C+S de VRSA. Tal como os alunos de Castro Marim, escola que aliás tem poucos alunos e poucas turmas. Monte Gordo está a 3 ou 4 km de VRSA, tal como Castro Marim. No concelho de Alcoutim bastaria que houvesse uma C+S. E a C+S de Cacela poderia servir três freguesias: Cacela, Altura e Conceição.

Claro que estes encerramentos implicariam muita poupança. Mas também implicariam outra coisa, despedimentos de funcionários públicos. Pessoal de secretaria, professores, funcionários. E isso é impopular, não dá votos, e não cabe no discurso diletante do «apoio de proximidade», «apoio às populações», «paixão pela Educação», etc.

O importante é fazer o máximo gastando o menos possível, mas isso é um conceito que não cabe nestas cabecinhas deste canto pré-magrebino.
 
Em alternativa à formação pública de pessoas junto dos lugares onde vivem sempre se pode continuar a plantar pinheiros. Daqui a 10 anos começam a resinar e a dar pinhas. Daqui a 30 dão madeira. É mais lucrativo e pouco dispendioso.
 
Em alternativa à formação pública de pessoas junto dos lugares onde vivem sempre se pode continuar a plantar pinheiros. Daqui a 10 anos começam a resinar e a dar pinhas. Daqui a 30 dão madeira. É mais lucrativo e pouco dispendioso.

Agreste, qual é o problema de um aluno de Monte Gordo percorrer 3 km e gastar 10 ou 15 minutos para se deslocar para a escola? Ou um aluno de Martinlongo percorrer 25 km e gastar 30 minutos para se deslocar até Alcoutim?

Não sei em que mundo vives. Cuidas que temos poços de petróleo como o Dubai?

Até vou mais longe, há Universidades a mais e Escolas Superiores em excesso que deveriam encerrar! A política de uma universidade ou escola superior em cada distrito é um absurdo para caçar votos. É preferível concentrar, ter qualidade, e formar gente que não se acumule em caixas de supermercado. Vejo por aí muitos lamentos de estudantes que estão a 50 ou 100 km de casa, pois deveriam ir a Inglaterra e conhecer gente da Ásia, da Austrália ou da América do Sul que só vai a casa 1 ou 2 vezes por ano e que nem está preocupada com isso.

De facto, isto já tem pieguice a mais. Façam-se homens! Façam-se mulheres! Chega de choradeiras, birrinhas, caprichos!
 
Vince, importa não esquecer que em Espanha há milhões de imigrantes a fazer aquilo que os espanhóis recusam. Diz-se que na Andaluzia o número de imigrantes é igual ao número de desempregados. Eu próprio já tive oportunidade de constatar essa realidade, pois a minha família já produziu laranja e nectarina; a empresa contratada para tratar os pomares era da Huelva e tirando o engenheiro agrícola, que era espanhol, os empregados eram todos marroquinos, equatorianos ou da Europa de Leste. Na indústria conserveira da região de Ayamonte estão neste momento a trabalhar muitos portugueses, e na apanha do morango, em Lepe e Cartaya, só se vêem imigrantes! Isto porque em Espanha tem havido generosos subsídios de desemprego, e outros tipos de ajudas estatais! Graças a estas ajudas públicas e a mesadas da família, os espanhóis dão-se ao luxo de recusar empregos que consideram pouco «dignos».
 
Receitas fiscais caíram 7,9% em Janeiro

De acordo com os dados da execução orçamental do primeiro mês do ano, divulgados hoje pela Direcção-Geral do Orçamento, o défice do Estado foi de 327 milhões de euros em Janeiro.

A receita fiscal caiu 7,9%, para 2.606,3 milhões de euros, o que a DGO explica com a “variação negativa de 18,8% dos impostos directos”, ou seja, IRS e IRC, e a “variação positiva de 0,5% dos impostos indirectos”, onde se inclui o IVA.

Esta diminuição (de 222,3 milhões de euros) resultou num efeito atípico nas receitas que se deve, por um lado, a uma quebra nas receitas de IRC de 61,3%, por causa da antecipação da distribuição de dividendos ocorrida em Dezembro de 2010 e, por outro, a uma quebra de 4,5% nas receitas de IRS.

Se fosse retirado este efeito, a receita fiscal “registaria um decréscimo de cerca de 1,6% face ao período homólogo de 2011, explicado pela variação negativa de cerca de 4,8% nos impostos directos e pela variação positiva de 0,5% nos impostos indirectos”, sublinha a DGO.

No IVA, observou-se um aumento de 5,7% na receita em relação ao último ano, para 1.029,1 milhões de euros. A receita líquida conseguida com o Imposto sobre o Tabaco subiu para 154 milhões de euros, graças a um aumento de 13,9%.

O saldo da Administração Central – que reúne Estado e serviços e fundos autónomos, como universidades, institutos públicos e hospitais – e da Segurança Social registou uma melhoria de 117 milhões de euros, em relação a Janeiro de 2011. Houve uma redução do défice do Estado de 306 milhões de euros, enquanto o saldo dos fundos e serviços autónomos se reduziu em 108 milhões de euros e o da Segurança Social em 81 milhões.

Notícia actualizada às 22h06: Detalha as receitas de IVA e do Imposto sobre o Tabaco, bem como o saldo da Administração Central e da Segurança Social

Fonte: Público


Este tipo de notícia é o que temo ao longo do ano, que a redução da despesa pública seja esfumada pela diminuição de receita (apesar dos aumentos dos impostos) e poderá não levar à diminuição do défice público (apesar de ser uma notícia de contas de apenas de um mês).

Apesar de notícias não muito positivas, destaco que agora temos relatórios financeiros mensais (apesar de ainda não se poder acreditar que sejam totalmente fidedignos), uma forma do povo poder saber a que estado segue a economia do país.
 
A Troika, já que anda por cá, poderia olhar para os sacrifícios a que os nossos deputados se sujeitam. De modo a poupar ao erário público, por mês, 4680 euros em jarros, e 2730 euros em pessoal ultra-especializado para os encher, limpar e arrumar, eles fazem o sacrifício de beber água engarrafada ao invés de consumirem a luxuosa água da torneira:

Proposta
Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30 vezes mais cara

O Conselho de Administração da Assembleia da República manifestou-se, mais uma vez, contra a introdução da água da torneira nas reuniões parlamentares, argumentando que o seu custo é quase 30 vezes superior ao da água engarrafada.


A ideia de acabar com as garrafas de água mineral no Parlamento tem vindo a ser defendida pelo Partido Socialista, como um exemplo contra a produção desnecessária de resíduos. Uma primeira tentativa, em 2010, aplicável a toda a Assembleia da República, recebera um parecer desfavorável do Conselho de Administração.

Em Novembro passado, o PS apresentou uma nova proposta, para servir água da torneira pelo menos nas reuniões da Comissão do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Poder Local. Mas a ideia foi chumbada pela maioria dos deputados na comissão, a qual solicitou, por proposta do PSD, uma avaliação dos custos e benefícios de diversas alternativas para o fornecimento de água.

A conclusão foi enviada há dias aos deputados e brevemente discutida nesta terça-feira na Comissão de Ambiente.

Num documento enviado aos deputados, o Conselho de Administração do Parlamento sustenta que a água engarrafada servida nas reuniões da comissão custa 259,20 euros por mês. Para a água da torneira, o valor a que se chegou foi muito maior. O cálculo incluiu os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrumo dos vasilhames” e chegou à cifra de 2730 euros – cerca de dez vezes o valor para a água mineral. O Conselho de Administração também considerou o custo dos jarros em si, avaliados em 4680 euros – o equivalente a 18 meses de água mineral.

“Face aos encargos evidenciados, o Conselho de Administração pronunciou-se favoravelmente à utilização de água engarrafada, considerando que o respectivo uso, enquanto recurso geológico nacional distribuído por empresas portuguesas, assegura as melhores condições aos utilizadores internos e aos convidados da Assembleia da República, a um custo sem significado financeiro”, conclui o documento.

Para o próximo concurso de fornecimento de água, previsto para Julho, o Conselho de Administração sugere que se exijam garrafas de vidro, reutilizáveis.

Quando apresentou a sua proposta, o PS citou números a dizer que, de Janeiro a Novembro de 2010, consumiram-se no Parlamento 35 mil litros de água mineral, em 45 mil garrafas plásticas de 330 mililitros, duas mil garrafas de litro e meio e 78 mil copinhos de plástico.

O deputado socialista Pedro Farmhouse, autor da iniciativa, estranhou os números agora apresentados pelo Conselho de Administração e levantou a questão na reunião da comissão. "Fiquei surpreendido", afirma, mencionando que não só não há uma explicação concreta de como se chegou àqueles valores, como eles chocam com outros apresentados em 2010 também pela administração da Assembleia da República. "Vou escrever uma carta a pedir esclarecimentos ao Conselho de Administração", refere Pedro Farmhouse.

Em pareceres elaborados em 2010, o custo com a aquisição de 100 jarros - para todas as comissões e para o plenário do Parlamento - estava orçado em 1300 euros. A mudança para a água da torneira implicaria uma redução dos custos directos de cerca de 8800 euros para pouco menos de 1400 euros. Mas a questão da necessidade de encher e lavar os jarros era já nessa altura apontada como um problema.

António Couto dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República, explicou que para um serviço destes seria necessário alguém presente nas comissões do Parlamento. “Estas pessoas teriam que ser pagas para estar lá durante o tempo todo da comissão para ir buscar e trazer a água”, disse ao PÚBLICO.

As comissões no Parlamento duram várias horas. Actualmente a empresa que está de apoio às comissões coloca as garrafas e os copos antes de a reunião iniciar. O deputado do PSD referiu ainda as dificuldades práticas se o sistema fosse alterado. “Onde é que iam buscar a água?”, questionou. Naquela região do edifício a água canalizada só existe nas casas de banho, a cozinha está noutro lado da AR, uma terceira alternativa seria a construção de canalização de propósito para abastecer as salas de comissões. “É um absurdo populista que até custa a acreditar que venha de deputados”, resumiu Couto dos Santos. “Se isso é a resolução dos problemas do país? Temos tanto para nos ocupar.”

http://www.publico.pt/Sociedade/par...-mais-cara-do-que-a-engarrafada-1534706?all=1
 
Oh David tu não percebes, eles querem é ter uns jarros de ouro e um ambrósio a servi-los e a fazer massagens por causa do stress dos orçamentos.

A Troika, já que anda por cá, poderia olhar para os sacrifícios a que os nossos deputados se sujeitam. De modo a poupar ao erário público, por mês, 4680 euros em jarros, e 2730 euros em pessoal ultra-especializado para os encher, limpar e arrumar, eles fazem o sacrifício de beber água engarrafada ao invés de consumirem a luxuosa água da torneira:



http://www.publico.pt/Sociedade/par...-mais-cara-do-que-a-engarrafada-1534706?all=1
 
Oh David tu não percebes, eles querem é ter uns jarros de ouro e um ambrósio a servi-los e a fazer massagens por causa do stress dos orçamentos.

Vê-se logo que este pessoal das políticas, não foi feito para contas de casa.. É mais para contas de sumir! :) eu até tenho medo, do que se possam lembrar agora que lhes descobriram a careca por causa da água mineral para os vasos.. :S É que senão vejamos algumas contas de obras:
- casa de banho do ministério da cultura, do carrilho há uns 8 anos atrás foi de 20mil euros
- ministério da justiça do ex-governo, foi remodelada com uns pilares lá de uma maçonaria qualquer..
- sala de fumo ao pé do refeitório na assembleia da república, penso que foram umas largas dezenas de milhares de euros..

Já imaginaram o que é equipar a assembleia da república com água canalizada, para evitar ter de comprar água mineral para os jarros e pessoal especializado para colocar as águas nas mesas e encher os jarros? Uma fortuna.. Quase que mais valia deitar o edifício abaixo e construir de raiz! É que aquele palácio só tem água nas casas de banho que estão na ponta, e no refeitório! Temos de tentar compreender as dificuldades destes meninos.. :)

Ps: ah.. Estava-me a esquecer de todos aqueles ex-ministros que afinal tinham uma linha de crédito com plafond de 10mil euros/ mês! Isto a somar com os ordenados, enfim.. Bem podia levar água mineral de casa para o trabalho!! :)
 
Eu sou um homem de fé. Acho que é mais provável encontrar cristo sentado em cima de uma oliveira do que usar as políticas atuais para sair da crise.

Ontem no "Negócios da Semana" perguntou-se aos senhores das confederações patronais - indústria, comércio, turismo, agricultura - por uma ideia que acrescentasse mais valias ao que desgraçadamente já temos, no tal "acordo de concertação social", uma ideia apenas... nem isso. E tiveram 1 hora de "banda-larga" para o fazer...

Mentira. A melhor "ideia" que apresentaram foi a criação de um banco de fomento nacional, com dinheiro barato, o que prova que sem fundos públicos nada se faz em portugal.
 
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