O Estado do País

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Mais uma privatização, mais uma corrida ao dinheiro...

50 mortos na Argentina em comboios que parecem ser privados... "Se lo veía venir. No se invierte lo suficiente en mantenimiento. Y al final, los sectores más carenciales son los que sufren este tipo de cosas. Este tren generalmente trae personas de las zonas más desfavorecidas del país. Viajan como ganado".

 
Editado por um moderador:
Vince não é fanatismo é mesmo gozar com o povo.

Por exemplo: Deputado "É assim tão difícil de perceber que o estado não tem dinheiro..." desabafo da jornalista: "São os Portugueses que o tem?,,,"

Estamos a chegar ao cúmulo de exigir por parte de deputados que se dê o dinheiro ao estado. Tenham paciência mas isto revolta-me o estômago, e estou a passar-me!!!

Associado a essa loucura que a água da torneira é mais cara que água engarrafada, PORRA PAROU!
 
Vince não é fanatismo é mesmo gozar com o povo.

Por exemplo: Deputado "É assim tão difícil de perceber que o estado não tem dinheiro..." desabafo da jornalista: "São os Portugueses que o tem?,,,"

Estamos a chegar ao cúmulo de exigir por parte de deputados que se dê o dinheiro ao estado. Tenham paciência mas isto revolta-me o estômago, e estou a passar-me!!!

Associado a essa loucura que a água da torneira é mais cara que água engarrafada, PORRA PAROU!

Não se esqueçam que a água engarrafada nem sempre é mais segura, não sabemos como é feito o transporte e armazenamento, somos um País de sol e calor, as garrafas se forem deixadas ao calor podem ficar com residuos de plástico.
 
Ser privado ou público os acidentes acontecem independentemente disso, mais tem a ver com o investimento e normas de segurança. Podem ser privados mas desde que existam regras e vigilancias apertadas a quem não cumpre. Quando nos anos 80 houve o acidente de alcafache, o estado Português investiu na segurança das linhas dotando-as de controladores de trafego dos mais avançados da europa, que impede de certa forma erros humanos tal como suspeitou na altura que tenha acontecido. Desde aí acidentes semelhantes felizmente parecem nunca mais aconteceram no nosso país.

Na altura do acidente de alcafache o acidente aconteceu e a rede ferroviária era do estado, portanto, ser estatal ou não não será por aí.

O que não pode acontecer é que se descure na segurança por questões economicistas, como parece ser o caso em alguns barcos na travessia do tejo em que a empresa pretende substituir as valsas por um sistema de boias em que as pessoas ficam com o corpo na água.

Podemos imaginar a dificuldade de pessoas com 80 anos podem ter ao sentirem a água fria de inverno, ou outros problemas em pessoas com necessidades especiais. Isso sim deve ser regulamentado e é aqui que o estado tem um papel muito importante, Regulamentar, zelar pela segurança dos cidadãos.
 
Ser privado ou público os acidentes acontecem independentemente disso, mais tem a ver com o investimento e normas de segurança. Podem ser privados mas desde que existam regras e vigilancias apertadas a quem não cumpre. Quando nos anos 80 houve o acidente de alcafache, o estado Português investiu na segurança das linhas dotando-as de controladores de trafego dos mais avançados da europa, que impede de certa forma erros humanos tal como suspeitou na altura que tenha acontecido. Desde aí acidentes semelhantes felizmente parecem nunca mais aconteceram no nosso país.

Na altura do acidente de alcafache o acidente aconteceu e a rede ferroviária era do estado, portanto, ser estatal ou não não será por aí.

O que não pode acontecer é que se descure na segurança por questões economicistas, como parece ser o caso em alguns barcos na travessia do tejo em que a empresa pretende substituir as valsas por um sistema de boias em que as pessoas ficam com o corpo na água.

Podemos imaginar a dificuldade de pessoas com 80 anos podem ter ao sentirem a água fria de inverno, ou outros problemas em pessoas com necessidades especiais. Isso sim deve ser regulamentado e é aqui que o estado tem um papel muito importante, Regulamentar, zelar pela segurança dos cidadãos.

Quando nós analisamos a ação da ASAE, criada para que mudasse um sistema económico em Portugal, muitos criticam, outros aplaudem.

Em suma o que se verificou foi uma revolução em muitos setores, principalmente no da hotelaria e sem dúvida para muito melhor. Neste momento alguém que se desloque à vizinha Espanha fica enojado com certas situações que lá encontram, mas que com um pouco de memória relembra que elas existiam até há pouco tempo em Portugal.

Neste momento se alguém verificar que existem situações menos lícitas é normal denunciar porque sabe que serão verificadas com minunciosamente.

Isso é o que necessitamos, de uma ação fiscalizadora eficaz em todos os setores, e deixar esses setores serem regidos por uma livre concorrência.

Nas situações em que não há possibilidade de existir concorrência saudável, terão obrigatoriamente de ser da responsabilidade do Estado.
 
Eu sou um homem de fé. Acho que é mais provável encontrar cristo sentado em cima de uma oliveira do que usar as políticas atuais para sair da crise.

Vai sendo altura de criarmos uma congregação espiritual qualquer. Um Taizé para o governo.

Paulo Portas no Vaticano apoiando um "governante" que quer resgatar as mulheres de volta ao lar.

Assunção Cristas com fé que chova.

E a JSD que traz a consolação da fé para quem quer trabalhar.

ic8w9w.jpg


http://p3.publico.pt/

Indo além da nuvem messiânica e desfiando a mensagem evangélica, aquilo que se pretende no fundo é: «um contrato de primeiro emprego com “menos garantias” e “mais desafios”, garante a contratação de jovens recém-licenciados mediante um salário que será o dobro do mínimo.»

"como menos garantias" a gente já sabe o que é agora o "mais desafios" haja alguém que traduza... O dobro do salário mínimo até ele sabe que é mentira... :lol:

Mas há mais...

«Ainda nas propostas, (..), a JSD propõe a possibilidade de contratação de um jovem por várias empresas, uma espécie de regime "freelance".

«Quanto aos estágios, é contra a obrigatoriedade de serem remunerados, porque “a obrigação faz com que muita gente nem sequer estágio tenha”.»

Deixa ver se eu entendo esta última parte. A obrigação de pagar pelo trabalho que é realizado faz com que muitas empresas não contratem trabalhadores. Já não se discute a fuga aos impostos. Isto já avançou para a fuga ao pagamento de salários... :eek:

Não há limites para a exploração. Não há limites criativos para sugar dinheiro. :facepalm:
 
Vai sendo altura de criarmos uma congregação espiritual qualquer. Um Taizé para o governo.

Paulo Portas no Vaticano apoiando um "governante" que quer resgatar as mulheres de volta ao lar.

Assunção Cristas com fé que chova.

E a JSD que traz a consolação da fé para quem quer trabalhar.

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http://p3.publico.pt/

Indo além da nuvem messiânica e desfiando a mensagem evangélica, aquilo que se pretende no fundo é: «um contrato de primeiro emprego com “menos garantias” e “mais desafios”, garante a contratação de jovens recém-licenciados mediante um salário que será o dobro do mínimo.»

"como menos garantias" a gente já sabe o que é agora o "mais desafios" haja alguém que traduza... O dobro do salário mínimo até ele sabe que é mentira... :lol:

Mas há mais...

«Ainda nas propostas, (..), a JSD propõe a possibilidade de contratação de um jovem por várias empresas, uma espécie de regime "freelance".

«Quanto aos estágios, é contra a obrigatoriedade de serem remunerados, porque “a obrigação faz com que muita gente nem sequer estágio tenha”.»

Deixa ver se eu entendo esta última parte. A obrigação de pagar pelo trabalho que é realizado faz com que muitas empresas não contratem trabalhadores. Já não se discute a fuga aos impostos. Isto já avançou para a fuga ao pagamento de salários... :eek:

Não há limites para a exploração. Não há limites criativos para sugar dinheiro. :facepalm:

Não vejo nenhum problema em alguém ter fé. Acho estranho é criticarem outros por a terem.

Essas propostas de resolução de emprego jovem são no mínimo hilariantes e apenas poderão beneficiar quem os contrata. Mas neste momento quem os poderá contratar está com a "corda na garganta" e não há nada pior do que um jovem sem ocupação.

Tem de ser uma ação com um limite temporal curto e não há certeza se terá resultados positivos.
 
E porque hoje é o tal dia de domingo...

Os dias da semana em Portugal eram, como em toda a Europa, dedicados aos deuses e astros. Lues (Lua), Martes (Marte), Mércores (Mercúrio), Joves (Júpiter), Vernes (Vénus), Sábado (relacionado com Sabbath judaico) e Domingo (antes dia do sol rebaptizado Dia do Senhor). No século XV, a Santa Sé exigiu que os reinos deixassem de ter dias dedicados a deuses pagãos. Se repararem nos dias da semana dos outros países, só Portugal é que mudou.

O Vaticano não nos liga puto, nem sequer quer saber da nossa língua para nada mas fazemos questão de ser sempre o seu mais velho e bom aluno, desde o século XV.

Os 2 novos espaços de notícias do reino dos céus sem português disponível.

http://pope2you.net/

http://www.news.va/en

E porque hoje é domingo esta semana tivemos outro homem de fé...

“O país mais exemplar é a Irlanda. Tinha um problema parecido com o nosso, défice externo, apreciação real, e seguiu sempre uma política de excedentes orçamentais. Quando teve o problema bancário, pôde resolvê-lo rapidamente e neste momento está muito à frente de Portugal”, disse o ex-ministro das Finanças, á margem da conferência “O papel da UE entre os EUA e os BRICS”.

Luís Campos e Cunha, actual membro do conselho directivo do Centro Cultural de Belém (além do emprego no Santander) e formado na Universidade Católica.
 
Para o Agreste.

Não enveredo muito por este tipo de discurso: «ah e tal não temos solos para a agricultura!». Conheço o país de Norte e Sul e em boa verdade temos extensas regiões com bons solos agrícolas. Penso nos vales e regiões litorais do Minho e Douro Litoral, Beira Litora, vale do Mondego, região Oeste, Ribatejo, barros de Beja, ou no litoral e barrocal algarvios.

Nas últimas décadas instalou-se em Portugal um discurso proveniente de um certo novo-riquismo que tem vergonha da agricultura e que prefere serviços e cimento. Medina Carreira contou há uns meses numa entrevista que dentro do último Governo de Cavaco havia quem defendesse que «agricultura nunca mais». Pouca gente entretanto denunciou a mentira em que estávamos mergulhados, uma excepção foi o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles.

Mesmo nas zonas serranas com piores solos é possível produzir, nem que seja castanhas, cortiça ou mel. E nós por cá temos do melhor mel da Europa.

Quem não está convencido que ponha os olhos em Israel, um país semi-árido a Norte e desértico a Sul, que tem uma das agriculturas mais produtivas e avançadas do planeta. Temos ainda outros exemplos do género na Califórnia ou em Almeria. Querem comparar o extensíssimo vale do Tejo e os vales dos seus afluentes, a qualidade desses solos, com os solos desérticos de Israel?

A agricultura moderna precisa da Ciência, e em Portugal este sector poderia empregar milhares de licenciados: engenheiros, gestores, agrónomos, etc.
 
O economista Paul Krugman vê Portugal como o país mais difuso do euro, duvida que consiga pagar a sua dívida e afirma que os salários dos portugueses têm de cair até 30% face à Alemanha.



Economista Paul Krugman não acredita que Portugal consiga pagar a sua dívida.

Segunda-feira, Paul Krugmam vai receber na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, o grau de Doutor Honoris Causa atribuído, pela primeira vez, juntamente por três universidades portuguesas (Universidade de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa e a Universidade Nova de Lisboa).

Na sua coluna no jornal "The New York Times", a 23 de maio de 2011, o economista norte-americano escrevia que "é agora claro que a Grécia, Irlanda e Portugal não conseguem e não vão pagar as suas dívidas por inteiro", ou seja, a Europa teria de estar preparada para uma redução destes montantes.

Um ano antes, a 17 de maio de 2010, Krugman frisava no seu blogue, também no diário nova-iorquino, que "neste momento, os salários na Grécia/Espanha/Portugal/Letónia/Estónia, etc., têm de cair algo como 20 a 30% em relação aos salários na Alemanha".

No ano passado, o Nobel da Economia de 2008 acreditava que Portugal seria a próxima peça a cair no dominó da zona euro. "Esperava que não, principalmente - claro - por causa dos portugueses (...), mas também egoisticamente porque é, de longe, o mais difuso dos países periféricos com problemas", referia então Krugman.

O que significa que a história portuguesa é "mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda", porque Portugal "não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários. Houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê".

"O que é claro, porém, é que nesta altura Portugal enfrenta problemas de ajustamento semelhantes aos espanhóis e, possivelmente, piores. Os custos laborais estão desalinhados com o resto da zona euro e adequá-los vai necessitar uma desvalorização interna dolorosa, ou seja, deflação", acrescentava Krugman.

O economista norte-americano estará bastante familiarizado com a realidade nacional, uma vez que foi em Lisboa que começou a trabalhar em termos de política económica, em 1976.

Num discurso na Universidade de Princeton, Krugman lembrava as "sábias palavras" do governador do Banco de Portugal na altura, Silva Lopes: "Quando eu tenho seis meses de reservas, eu terei zero reservas", numa referência à quebra de reservas que o banco central enfrentou após o 25 de abril.

Numa página sobre "incidentes" da sua carreira, o economista esclarece: "O que aprendi dessa experiência foi o poder de ideias económicas muito simples e, simultaneamente, a inutilidade de teorias que não podem ter conteúdo operacional. Em particular, a minha experiência num país onde era um enorme desafio até decidir se a produção estava a aumentar ou a cair deu-me uma alergia crónica a modelos que dizem que uma política potencialmente útil existe sem darem uma única forma de determinar que política é essa".


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2327057&page=2








Krugman não consegue explicar a origem da nossa dívida privada, mas eu explico. As empresas e as concessionárias envolvidas nas PPP's endividaram-se na Banca nacional e essa dívida foi contabilizada como dívida privada. Tal como sucedeu com empresas públicas, empresas municipais ou Hospitais. Mais. O excessivo crédito à habitação também é culpa do Estado, que nas últimas décadas promoveu a expansão urbana e a compra de casa própria, desprezando o mercado de arrendamento, que hoje é quase inexistente.

Quanto aos salários. Em Portugal juízes, médicos, enfermeiros, professores, catedráticos, militares, políticos, gestores públicos, todos recebem muito acima da capacidade da nossa economia. Aí sim o Estado deverá cortar 30%. Pode começar, por exemplo, por retirar o subsídio de alojamento aos juízes.
 
É o ordenado mínimo que deve ser cortado 30%...
Tá lindo tá, salários ao nível Europeu ou ao nível Chinês?

Mas atenção esse corte dos 30% já é quase real! onde eu trabalho!
 
É o ordenado mínimo que deve ser cortado 30%...
Tá lindo tá, salários ao nível Europeu ou ao nível Chinês?

Mas atenção esse corte dos 30% já é quase real! onde eu trabalho!

Quem tem empresas e não é canalha sabe que o ordenado mínimo não prejudica nada, há sim outros problemas que afectam as PME's como a carga fiscal, o preço da energia, a morosidade da Justiça, a burocracia ou os valores das rendas e dos solos.

Portugal tem uma grande disparidade de salários e isso é mais notório na função pública, especialmente naqueles que já estão mais no topo. Vejam quanto ganham muitos médicos, administradores ou gestores de Hospitais Empresa, gente das empresas de transportes públicos, militares, trabalhadores de empresas municipais ou oligarquias do Regime. É aí que estão os salários elevados, é aí que tem de haver cortes. E para isso basta por vezes tirar regalias. Acabar com motoristas, subsídios de alojamento ou alimentação, reformas a quem está ainda em idade activa, etc.

Nas últimas décadas criou-se a ideia de enriquecer à custa do Estado, temos de mudar de paradigma. Quem quiser enriquecer que crie empresas! Precisamos de uma sociedade mais dinâmica, mais activa, com mais mobilidade social e com menos direitos adquiridos.
 
O custo da energia agradeçam aos verdinhos pela não entrada do Nuclear no nosso país, muitos aqui do fórum que levaram a décadas de falta de competitividade!!!
 
Mesmo sem nuclear seria possível baixar a factura em 40%, segundo alguns entendidos na matéria.

A custa de que? Não me digas que é problema dos trabalhadores.
 
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