O Estado do País

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O Pingo Doce abordou ao longo das últimas semanas diversos produtores nacionais com o objetivo de aumentar, por exemplo, entre 2 a 3,5% das suas margens de lucro a partir de maio.

A denúncia partiu do presidente da Centromarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, que não tens dúvidas de que se trata de uma consequência das campanhas de megadesconto.

"A campanha [do 1.º de maio] e as campanhas subsequentes já estão a começar a ser pagas", disse à TSF João Paulo Girbal.

Contactado por esta estação de rádio, que avança a notícia esta manhã, o Grupo Jerónimo Martins, proprietário desta cadeia de supermercados, não quis comentar.

Recorde-se que em entrevista à SIC Notícias a 9 de maio, questionado sobre quem pagaria a fatura da campanha do 1.º de maio, o presidente do Grupo Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, afirmou categoricamente: "Não vamos apresentar nenhuma fatura e não entramos em contacto com nenhum fornecedor" (...)

Produtores em risco



Mas o presidente da Centromarca assegura que não é isso que está a acontecer. "Aquilo que está a ser pedido a cada um dos produtores poderá não ser exatamente a mesma coisa. Os temas andam à volta de um aumento de margem pedido pelo distribuidor, que variará entre os 2 e os 3,5% a partir de maio; uma verba em valor absoluto que o produtor teria que entregar ao Pingo Doce; uma renegociação de contratos e verbas para reforço de contratos", explicou João Paulo Girbal.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/pingo-doce-produtores-pagam-fatura-do-1-de-maio=f728524#ixzz1vsUseFwA

http://expresso.sapo.pt/pingo-doce-produtores-pagam-fatura-do-1-de-maio=f728524

Ora aqui está aquilo que alertei há umas semanas, embora aqui se defendesse o pingo doce pela caridadezinha, pelo facto de trabalhar 1º Maio, pelo acto altruista e virtuoso, como vimos, isto de bom pouco tem, se a jusante pode ter algumas vantagens, a montante a coisa pode ruir em alguns sectores, e como em economia tudo está interligado, acaba por criar mossa a jusante também, sem dúvida, mais valia terem ficado quietos....
 
Ora aqui está aquilo que alertei há umas semanas, embora aqui se defendesse o pingo doce pela caridadezinha, pelo facto de trabalhar 1º Maio, pelo acto altruista e virtuoso, como vimos, isto de bom pouco tem, se a jusante pode ter algumas vantagens, a montante a coisa pode ruir em alguns sectores, e como em economia tudo está interligado, acaba por criar mossa a jusante também, sem dúvida, mais valia terem ficado quietos....

Esta posição da associação de produtores vem, em primeiro lugar, clarificar um ponto. O Pingo Doce não praticou dumping no 1º de maio, porque esse crime exige que os produtos vendidos a preço baixo tenham sido adquiridos noutro país. Ora se os produtores nacionais se estão a queixar que têm que custear a promoção, foram certamente eles a fornecer os produtos vendidos.

A mim espanta-me a posição dos produtores, porque na prática é tudo muito simples, quem compra quer pagar menos, quem vende quer receber mais. Se o Pingo Doce propõe pagar menos, os produtores que recusem a renegociação do contrato. São pequenos, não têm força, isso são desculpas de quem está preguiçosamente encostado à saia do "nanny state", um problema de vários países, incluindo Portugal. Os pequenos não querem ser grandes, querem apenas que os grandes sejam pequenos como eles, e para isso pedem ajuda ao Estado. E assim nada avança.

Se os produtores dizem que as margens de lucro das grandes superfícies são enormes têm boa solução. Unam-se, aluguem uns espaços, e ponham os seus produtos à venda directamente ao consumidor por 50% do preço, parece que dá bom resultado e que as pessoas aderem.
 
Esta posição da associação de produtores vem, em primeiro lugar, clarificar um ponto. O Pingo Doce não praticou dumping no 1º de maio, porque esse crime exige que os produtos vendidos a preço baixo tenham sido adquiridos noutro país. Ora se os produtores nacionais se estão a queixar que têm que custear a promoção, foram certamente eles a fornecer os produtos vendidos.

A mim espanta-me a posição dos produtores, porque na prática é tudo muito simples, quem compra quer pagar menos, quem vende quer receber mais. Se o Pingo Doce propõe pagar menos, os produtores que recusem a renegociação do contrato. São pequenos, não têm força, isso são desculpas de quem está preguiçosamente encostado à saia do "nanny state", um problema de vários países, incluindo Portugal. Os pequenos não querem ser grandes, querem apenas que os grandes sejam pequenos como eles, e para isso pedem ajuda ao Estado. E assim nada avança.

Se os produtores dizem que as margens de lucro das grandes superfícies são enormes têm boa solução. Unam-se, aluguem uns espaços, e ponham os seus produtos à venda directamente ao consumidor por 50% do preço, parece que dá bom resultado e que as pessoas aderem.

Poderá ser dumping pois os produtos adiquiridos foram antes da promoção, esta proposta é para compensar as perdas dos anteriores, seria dumping se a venda destes fosse posterior a esta nova proposta.

Sabe-se perfeitamente que o mercado tem variaveis que o tornam imperfeito, provavelmente teriamos um sector dominado na integra por um grupo ecónomico, pois estes, não conseguiriam competir com estes grupos. com o monópolio a curva da oferta será igual à procura, um mercado perfeito é onde existem muitos produtores/vendedores em que cada um não consiga sozinho influenciar o mercado. O equilíbrio do monopolista não garante a eficiência e causa o desperdício de recursos. devido ao monopólio ser um mau distema, leva a politicas de intervenção no mercado.
 
Poderá ser dumping pois os produtos adiquiridos foram antes da promoção, esta proposta é para compensar as perdas dos anteriores, seria dumping se a venda destes fosse posterior a esta nova proposta.

Quando há práticas de dumping (aquisição de bens a produtores em países onde o seu custo de produção é muito inferior ao que se pratica em Portugal, levando os produtores portugueses à penúria, por não poderem competir), não há qualquer prejuízo para o retalhista, que vende o produto a preços mais baixos, porque o adquiriu também a valores mais reduzidos.

Sabe-se perfeitamente que o mercado tem variaveis que o tornam imperfeito, provavelmente teriamos um sector dominado na integra por um grupo ecónomico, pois estes, não conseguiriam competir com estes grupos. com o monópolio a curva da oferta será igual à procura, um mercado perfeito é onde existem muitos produtores/vendedores em que cada um não consiga sozinho influenciar o mercado. O equilíbrio do monopolista não garante a eficiência e causa o desperdício de recursos. devido ao monopólio ser um mau distema, leva a politicas de intervenção no mercado.

Não há qualquer hipótese de monopólio num mercado livre, pelo menos de forma durável. Mesmo que de repente um retalhista estabelecesse um monopólio e começasse a abusar a nível de preços, qualidade, variedade, pagamento a fornecedores, o próprio mercado acabaria por compensar, aparecendo concorrência onde não ocorreriam esses abusos, e que teria, logicamente, maior sucesso junto dos consumidores e produtores.
 
Não há qualquer hipótese de monopólio num mercado livre, pelo menos de forma durável. Mesmo que de repente um retalhista estabelecesse um monopólio e começasse a abusar a nível de preços, qualidade, variedade, pagamento a fornecedores, o próprio mercado acabaria por compensar, aparecendo concorrência onde não ocorreriam esses abusos, e que teria, logicamente, maior sucesso junto dos consumidores e produtores.

Não é bem assim " Uma firma já existente e de grandes dimensões pode suprir o mercado a custos mais baixos do que qualquer outra firma que deseje entrar na indústria. Este parece ser o caso das indústrias que têm uma parcela de custo fixo e custos variáveis relativamente baixos. Nestas condições, os custos fixos passam a ser distribuídos entre um número cada vez maior de unidades à medida que a produção aumenta, cabendo a cada unidade produtiva uma carga cada vez menor dos custos fixos. A tendência, então, é ter uma curva de custo médio de longo prazo decrescente em uma larga faixa de produção. Como resultado, uma única firma pode suprir a totalidade do mercado a um custo mais baixo do que qualquer outra. Esse fenômeno dá origem àquilo que os economistas denominam Monopólio Natural;
 
Água vai custar entre 2,5 e três euros por metro cúbico em todo o país

A factura da água deverá ser igual para todo o país e custar entre 2,5 e três euros por metro cúbico, depois da harmonização tarifária em curso, revelou ontem Manuel Frexes, administrador da Águas de Portugal (AdP).

O processo a executar a partir de 2013 prevê a fusão de empresas do grupo AdP e vai fazer com que o preço da água seja gradualmente igual em todo o território, esteja o cliente numa grande cidade ou numa pequena aldeia.

A estratégia prevê “períodos de convergência” de alguns anos para os casos em que sejam necessárias maiores correcções, para que “não haja subidas drásticas de preços”, sublinhou Manuel Frexes.

Segundo Manuel Frexes, “é muito importante ter em conta a situação das famílias. Nada invalida que continue a haver políticas sociais para as famílias mais carenciadas”.

O valor entre 2,5 e três euros permite respeitar “recomendações nacionais e europeias”, segundo as quais “a factura da água, como bem essencial, não deve ultrapassar dois a três por cento do rendimento das famílias”, justificou à Lusa.

O objectivo das contas é que “a factura de uma família de quatro pessoas, com um consumo médio de dez metros cúbicos por mês, não supere os 25 euros com tudo incluído” – sendo admitidas oscilações territoriais “de 10 a 15%”, sobretudo na fase inicial.

Preços muito variáveis

Actualmente há uma grande disparidade de preços da água para consumo final, pois ele é decidido pelas câmaras municipais, que gerem sistemas autónomos e têm liberdade na matéria.

Em Alberagaria-a-Velha, o preço era 36 vezes mais elevado do que em Penedono, segundo noticiava então o semanário Expresso. Os dois municípios não são muito distantes, mas Albergaria cobrava 24,3 euros por metro cúbico para um consumo mensal de 10m3, enquanto Penedono cobrava 0,70 euros.

“As pessoas podem gastar o que quiserem no telemóvel, e gastam muito mais que isso, ou gastar mais noutros produtos, como a electricidade, mas queremos que a água continue a ter um preço económica e socialmente sustentável”, disse ainda Manuel Frexes.

E alertou para a necessidade de harmonização e exemplificou com o facto de haver municípios “que ainda nem cobram taxas de saneamento”, para ilustrar os contrastes entre operadores.

De uma forma geral, os municípios e outras entidades que tratam das águas “cobram os serviços abaixo do preço real”, fazendo com que o sector “tenha um défice estimado de 600 milhões de euros por ano” – 10% do qual da AdP, cabendo o restante a todas as outras entidades, nomeadamente autarquias.

Dado o défice, o preço médio da água pode aumentar, mas Manuel Frexes prefere falar de “um caminho de dois sentidos”, contrapondo com uma “redução de custos” graças à fusão e racionalização das estruturas do grupo AdP.

Fonte: Publico

Mais um roubo a caminho. Uma família de 4 pessoas gasta 10m3 de água por mês, deve só dar banho uma vez por semana, não deve cozinhar em casa, não deve lavar roupa nem loiça.

A água vai ser mais cara do que a gasolina. :angry::angry::angry:

Só com as rupturas de condutas que existe aqui onde moro, a água vai toda pela sargenta abaixo. Desde de ontem, só tive 5 horas de água e a conduta rebentou novamente. :lol:
 
Partilho casa com 2 estudantes e gastamos entre 14 a 18 m3, em média. Quando li que uma família de 4 pessoas gasta 10 m3 achei ridículo, quem fez essas afirmações está a gozar-nos, está a tomar os portugueses por parvos, por ignorantes. É impossível que 4 pessoas gastem 10 m3, entre duche diário, lavatório, descargas, máquina de lavar roupa, loiça, cozinhar, limpezas, etc.

Na minha opinião a distribuição de água não deve dar lucro! E certamente que o sistema poderá ser racionalizado, acabando com as empresas municipais, mexendo em salários e regalias de administradores e gestores, etc.

As autarquias estão sem dinheiro devido à queda brutal dos lucros provenientes da construção civil e da queda das transferência do Estado Central, além da queda das receitas fiscais devido a encerramentos/falências!

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David, na cultura portuguesa as cooperativas funcionam muito mal, nós não temos o espírito comunitário dos alemães ou dos suecos. Familiares meus no passado participaram em cooperativas agrícolas e industriais, e em boa verdade há sempre uns vigaristas pelo meio a tentar enganar os restantes sócios, a desorganização é brutal, ninguém cumpre o que é definido nas reuniões...

Claro que os produtores se poderiam organizar e destruir as grandes superficies, mas isso provavelmente nunca sucederá porque em primeiro lugar ninguém tomará a iniciativa, e depois as coisas nunca funcionariam. Ao fim de pouco tempo os membros estariam todos desentendidos e a odiar-se de morte uns aos outros.

À partida não seria algo de muito complicado, os produtores organizar-se-iam, alugariam uns armazéns perto dos grandes centros urbanos e depois venderiam os produtos a baixo custo! Uma espécie de outlet da alimentação!
 
Por falar em grandes superfícies, consegui chegar a uma fase em que não compro praticamente nada por lá. Legumes e fruta compra-se aos produtores, na praça, de produção local e da época. Deixei de comer carne e de beber leite ou consumir lacticínios. Peixe compra-se também ao Sábado de manhã na praça. O resto em mercearias «gourmet» e lojas de produtos biológicos. E gasto menos em alimentação do que poderão pensar, não compro refrigerantes, pão, bolos, carne e derivados, lacticínios, cereais de pequeno-almoço, óleos, margarinas, isso já dá uma poupança enorme. Comprar também os legumes na praça permite poupar imenso, pois consegue-se comprar a metade do preço, comparando com os preços praticados nas grandes superfícies.
 
Partilho casa com 2 estudantes e gastamos entre 14 a 18 m3, em média. Quando li que uma família de 4 pessoas gasta 10 m3 achei ridículo, quem fez essas afirmações está a gozar-nos, está a tomar os portugueses por parvos, por ignorantes. É impossível que 4 pessoas gastem 10 m3, entre duche diário, lavatório, descargas, máquina de lavar roupa, loiça, cozinhar, limpezas, etc.

E tens razão.. Eu como já trabalhei nos serviços municipalizados, posso dar o meu contributo relativamente àquilo que é considerado consumo no dimensionamento de estações elevatórias de águas residuais. O dimensionamento da estação elevatória tem em conta 2 parâmetros:
1- Consumo médio diário de água por habitante. O consumo médio padrão é de 150litros/dia/habitante, portanto uma família de 4pessoas x 30dias consomem 18m3 de água, que salvo alguma evaporação corporal e consumo de outros líquidos (refrigerantes, etc) podemos considerar despreziveis.
2- Horizonte a 20anos da evolução populacional na área em questão.

Isto para dizer o quê: a produção média diária por habitante de resíduos é de 150litros, sabendo que é quase água, o resíduo sólido é desprezível.
 
Eu digo que o que é preciso é que a fome não acabe nunca...

«Um extraordinário exemplo de esperança da sociedade portuguesa” face à crise actual, considera Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, em declarações ao PÚBLICO.»

«Cerca de um quinto dos portugueses vive actualmente em situação de pobreza, segundo dados do Banco de Portugal, citados pela presidente do Banco Alimentar, que adianta que se fossem retiradas as prestações sociais, quase metade (40%) das pessoas viveria abaixo do nível de rendimento mínimo.»

Considerar um exemplo de esperança assistir permanentemente uma sociedade de pobres sem qualquer autonomia é uma vergonha.
 
Eu digo que o que é preciso é que a fome não acabe nunca...

«Um extraordinário exemplo de esperança da sociedade portuguesa” face à crise actual, considera Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, em declarações ao PÚBLICO.»

«Cerca de um quinto dos portugueses vive actualmente em situação de pobreza, segundo dados do Banco de Portugal, citados pela presidente do Banco Alimentar, que adianta que se fossem retiradas as prestações sociais, quase metade (40%) das pessoas viveria abaixo do nível de rendimento mínimo.»

Considerar um exemplo de esperança assistir permanentemente uma sociedade pobres sem qualquer autonomia é uma vergonha.

Então também deves ser favorável à retirada de todos os subsídios e apoios estatais (desemprego, RSI, etc) à população mais necessitada, de modo a dotá-los de "maior autonomia", não?

Eu sei que era preferível uma sociedade sem pobreza, mas não acontecendo isso, só há que elogiar o Banco Alimentar e quem contribuiu nesta campanha.
 
Ontem também contribui para o banco alimentar. É de parabenizar todos os envolvidos que abdicaram de um domingo e do tempo que poderiam a usufruir para fazer outras coisas o dedicaram à causa.

No entanto estas iniciativas amenizam os problemas momentaneamente, não se combate apenas a pobreza através de esmolas ou até de prestações sociais. Devem ser repensados mecanismo de estimulo, formas dessas pessoas sairem desta situação por elas mesmas, desenvolvendo politicas de emprego e formação profissional. A caridadezinha deve ficar para doentes, idosos, e outros setores cujas alternativas infelizmente não existem. A essas deve ser dada condições de forma a terem uma vida digna de um ser humano.
 
Eu digo que o que é preciso é que a fome não acabe nunca...

«Um extraordinário exemplo de esperança da sociedade portuguesa” face à crise actual, considera Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar, em declarações ao PÚBLICO.»

«Cerca de um quinto dos portugueses vive actualmente em situação de pobreza, segundo dados do Banco de Portugal, citados pela presidente do Banco Alimentar, que adianta que se fossem retiradas as prestações sociais, quase metade (40%) das pessoas viveria abaixo do nível de rendimento mínimo.»

Considerar um exemplo de esperança assistir permanentemente uma sociedade pobres sem qualquer autonomia é uma vergonha.

Eh pa, eu nem sou um tipo que se manifeste muito de assuntos políticos, confesso não ter a participação/informação/interesse suficientes para me achar no direito de opinar com muito fundamento e com muita "razão", por isso vou assistindo a este tópico, vendo algumas discussões fundamentadas, outras não tanto, umas construtivas, outras destrutivas, algumas até ridículas, etc..

E mais uma vez, não tendo nenhuma preferência partidária, pois odeio que se leve a política e o destino de um país ao nível do "clubismo", defendendo um ideal como uma camisola de um clube, sem qualquer capacidade de encaixe ou de flexibilidade, ainda assim, na minha "superficial" ideologia política acho que até me posso considerar um tipo relativamente de esquerda..

Mas bolas Agreste, por mais que um tipo seja fiel aos seus princípios e ideologias, acho que chega quase ao ridículo o ir buscar tudo e mais alguma coisa, para às vezes defender.. o nada......

Foi a campanha do Pingo Doce (aliás, as várias já agora), com a qual eu até posso não concordar com algumas coisas, que apesar das vantagens, teve muita confusão, alguma porcaria pelo meio, até algumas coisas meio "obscuras" de entender, e mesmo esquecendo toda o golpe politico/publicitário que a envolveu, a verdade é que para muita gente foi uma oportunidade. Cada um sabe de si, e se houve pessoal a abusar? A disparatar? A gastar o que não podia? Claro que houve.. Lá está, cada um sabe de si... Mas no final.. Houve (e há) ou não gente necessitada a conseguir fazer compras que raramente pode fazer, a alternar entre diferentes marcas e promoções à procura das melhores ofertas e a juntar alguns euros preciosos, a poupar dinheiro essencial ao fim do mês? Se me dizes que não... Poupa-me...

E agora esta do Banco Alimentar.. Bolas.. Mas isto é alguma utopia? Estamos contentes por haver pobres e pessoas com fome? Alguém está? Não me parece... Mas alguém tem a ilusão que isso deixa de acontecer? Que vai chegar o dia em que não haverá alguém a precisar de ajuda?...
Mesmo que toda a conjuntura melhorasse 1000%, essa parte da população continuaria sempre a existir.

Portanto, entre pobreza sem ajuda para "aliviar" e pobreza com ajuda, em que preferimos ficar?...

Se o teu ideal de esquerda é não haver ajuda nem iniciativas destas para tentar "aliviar" um pouco o que muita gente anda a sofrer na pele, na utopia de achar que é sem elas, e sem o assumir da pobreza, que ela de facto existe e tem que ser encarada de frente, que tudo se vai resolver fingindo que não se deve assumir a pobreza e a necessidade, onde raio queres chegar afinal?

A um país tipo Cuba, ou a alguma "pseudo igualdade" para todos, com racionamento dos alimentos, ou algo do género?

:confused:
 
Um sociedade sem pobres, com o nosso nível de riqueza é realmente utópico.

Mas como hoje é segunda-feira, as nossas consciências estão mais leves. Desfizemo-nos do pacote da massa e da conserva do atum. Comprámos as nossas senhas de desobriga e podemos ter mais 6 meses de tranquilidade porque só no natal é que teremos de nos desobrigar de novo.

Assim como a pobreza já se tornou paisagem, estes rituais de caridade também já perderam qualquer sentido. Lembra-me de ter lido que este projecto do banco alimentar estava esgotado. Eu acrescento-lhe que é um projecto falhado. Em vez de termos menos pobres e pessoas mais capazes temos cada vez mais pobres e pessoas mais incapazes.
 
Um dia...

(Nem os subtítulos nem o video é meu mas isto é José Pedro Correia Pereira, deputado eleito em 8º lugar na lista do PSD na Assembleia Regional da Madeira)




«A confirmação da vitória do PSD com maioria absoluta, que ainda assim representa o pior resultado do partido de Jardim nas Regionais, levou a caravana do PSD a percorrer o centro do Funchal. Ao passarem junto à sede do Diário de Notícias da Madeira, foram disparados três "very lights" para a entrada do edifício, confirma o site do jornal.

"O fumo fez disparar o alarme de incêndio do edifício, enquanto isso elementos do PSD e da JSD cantavam "nós só queremos o DIÁRIO a arder"", relata o DN/Madeira.

A incitar à violência de microfone em punho estava José Pedro Pereira, líder da JSD/Madeira e deputado na Assembleia Regional, enquanto gritava "filhos da puta olé", sendo seguido por um coro de apoiantes. Este deputado é o mesmo que em Julho foi acusado de urinar para o capot duma viatura da PSP, chamada a uma discoteca por causa de distúrbios. Mais tarde negou tê-lo feito, dizendo que apenas se acusara para proteger um amigo.

Já nesta campanha, José Pedro Pereira esteve de novo envolvido em desacatos, acompanhando a JSD no ataque a um comício do PND. Uma granada de fumo foi lançada para junto dos candidatos e do público que assistia ao início do comício no Mercado dos Lavradores.»

 
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