Há já quem aposte em surdina na saída de Portugal da zona euro
A transição que promete ser a mais suave, proposta pelo Capital Economics, assenta em três grandes etapas. No primeiro dia do fim do euro, as novas notas e moedas seriam introduzidas, com a paridade de 1 para 1 face ao euro, mantendo-se em circulação as notas e moedas europeias durante um período de “phasing-out” de seis meses, apenas para as pequenas transacções. Ao mesmo tempo, preços, salários, empréstimos e depósitos seriam convertidos para a nova moeda com a mesma paridade, de 1 para 1.
Sair do euro = Rigor orçamental e combate à inflação + perdão de dívida
As autoridades do país recém-saído do euro anunciariam de imediato um regime assente na fixação de um objectivo para a taxa de inflação (estratégica semelhante à seguida, por exemplo, pelo Banco de Inglaterra), adoptariam um Orçamento de rigor, acompanhado de um conjunto de regras orçamentais bem firmes, que passariam a ser vigiadas por peritos independentes (uma espécie de Conselho de Finanças Públicas). A indexação dos salários à inflação seria proibida e o Governo passaria a financiar-se através da emissão de títulos de dívida com remuneração, essa sim, dependente da taxa de inflação, o que serviria de incentivo extra a uma política focada o mais possível na estabilidade dos preços.
O "stock" acumulado de dívida pública seria também redenominado na nova moeda, com paridade de 1 para 1 face ao euro, mas a Capital Economics recomenda que o Governo que saia do euro anuncie a sua intenção de renegociar a dívida para a trazer em linha com o máximo recomendado equivalente a 60% do PIB, o que deverá conduzir a incumprimentos substanciais.
Jornal de Negócios
A minha teoria de momento diz que o BES e a nomenclatura de cleptocratas e grunhos intelectuais que dominam este país há séculos já estão, de facto, ainda que na sombra, a apostar na saída de Portugal da zona euro. Só assim esperam continuar o seu execrável domínio e empobrecimento do país. E o curioso é que contem, na preparação e execução deste crime, com o apoio do PCP e do senhor Louçã. Quem diria!
Quem ganharia com a saída de Portugal do euro?
Os muito ricos, a começar pelos banqueiros, os negreiros das indústrias de exportação de baixa tecnologia, a burocracia da função pública, dos sindicatos e das corporações (ainda que inevitavelmente condenada a uma cura de redução de ativos e de emagrecimento), e os atuais partidos políticos com assento parlamentar, embora sujeitos no curto prazo a crises profundas de ajustamento: roturas, fusões, expulsões, e muita gritaria.
Quem perderia com a saída de Portugal do euro?
Toda a classe média produtiva e profissional, toda a cultura portuguesa, e o âmago da democracia, ultrapassadas pelo novos Condes de Abranhos. Sócrates, Relvas, Seguro, e uma interminável turma de videirinhos com cartão partidário e emprego nas sucursais bancárias e agências de tráfico de influências deste país, preparam-se para transformar Portugal numa cleptocracia autoritária, e a prazo, num Estado inexoravelmente falhado.
Por enquanto ainda podemos evitar esta tragédia. Mas se sairmos do euro, será muito mais difícil 
La Famiglia
Ângelo Correia e Joaquim Coimbra voltam a tribunal por negócio fotovoltaico
A Fomentinvest, de Ângelo Correia, e a JVC, de Joaquim Coimbra, vão responder em tribunal como rés numa acção relacionada com dois projectos fotovoltaicos na Madeira, cujo financiamento é contestado por dois accionistas minoritários que consideram ter sido ilegalmente marginalizados. António Xavier Martins e Carmen Xavier querem anular um contrato com o Banco Espírito Santo (BES), por esse financiamento ter sido feito sem as suas assinaturas, contrariando os estatutos da empresa.
Jornal de Negócios
Para quem não saiba, a Fomentinvest, uma empresa dedicada à captação de negócios subsidiados, chefiada pelo inefável Ângelo Correia, é o empregador-mor do nosso PM, Passos de Coelho. Curiosamente, tudo isto anda colado com BES. Depois não percebemos porque é que a privatização da TAP não anda, nem desanda, ou porque é que o BES não recorre ao refinanciamento do Estado. Na realidade, espera dinheiro doutras paragens..., com a bênção deste governo, de que o PM é, aliás, seu empregado, claro!
Esta democracia e este regime precisam mesmo e rapidamente de um grande refrescamento. E já não será com este governo, chefiado por um PM dependente do BES e que não quer saber como o seu número dois se licenciou, nem dos negócios que tem no Brasil, nem das ameaças que faz aos jornalistas, nem dos apupos que recebe dos próprios autarcas laranjas, nem da crassa incompetência demonstrada na reforma autárquica, ou na opereta em que se transformou a privatização da RTP, etc.
Que venham os alemães! Afinal todos gostamos de Corsas, MiniCoopers, Golfs, Beetles, Polos, Passats, Touaregs, Sharans, BMs, Audis, Mercedes e Porsches, não é?
Mudei de opinião e dou razão ao Vince, uma saída do euro e da UE neste momento seria muito problemática para Portugal, e a prazo traduzir-se-ia na conversão do país numa espécie de América Latina ou África anexada à Europa.
Muitas das regras ambientais são apenas cumpridas por imposição da UE, se não fosse a UE parte do país já estaria destruído com cimento, pedreiras, alcatrão, lixeiras e esgotos.
Há alguma disciplina Orçamental por imposição da Alemanha, caso contrário a coisa estaria acomodada para os mesmos de sempre comerem do bolo do Orçamento de Estado.
Uma saída do euro e a desvalorização consequente do escudo resultaria numa queda do PIB de cerca de 10% logo no primeiro ano. O Estado Social colapsaria. Para não pagar impostos de propriedade, desesperados, muitos proprietários venderiam as terras a preços simbólicos. Parte substancial das habitações seriam entregues à Banca, que as arrendaria a preços elevados, pois deteria o monopólio do mercado. Não há dinheiro para emprestar, a Justiça é lenta, e quem tem casas nos centros não tem dinheiro para obras, ou nem dividiu ainda a herança.
Com a saúde privada e o excesso de mão-de-obra maliciosamente imposto na área da saúde, os melhores profissionais emigrariam, para não trabalharem a baixo custo nos hospitais dos Mello ou do BES. Com a educação parcialmente privada, a vergonha das notas de Secundário «compradas» perpetuar-se-ia. A distribuição e o comércio ficariam maioritariamente nas mãos daqueles que já dominam o sector.
Sem recurso a crédito, com as poupanças desvalorizadas, e com o mercado «fechado», a classe média e as PME's ficariam sem possibilidade de progredir e a mobilidade social, a pouco que resta, acabaria.
Esta gente sabe o que faz, pois já o fez no passado.
Com os condicionamentos industriais não havia concorrência. E como não havia concorrência não havia modernização, preços baixos nem mobilidade social.
Veja-se o que está a suceder em Lisboa, cidade a saque. Que dizer por exemplo das demolições de edifícios com elevado valor artístico, em bom estado, para dar lugar a mamarrachos com garagem, que dizer dos incêndios misteriosos na Baixa?
Sigam este blogue:
http://lisboasos.blogspot.pt/