O Estado do País

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A proletarização dos profissionais qualificados está aí. Enfermeiros a ganhar menos que uma empregada de limpeza. A mulher que me passa a ferro leva a 5 euros à hora. A que tinha antes levava a 6 euros, e na Foz há quem leve a 7 ou 8 euros.

Pelos vistos metem empresas a contratar. Porquê? Antigamente o Estado contratava directamente.

Os professores, médicos e farmacêuticos que se cuidem. São os próximos a ganhar pouco mais que o salário mínimo, tal como já começa a suceder com enfermeiros, médicos dentistas ou fisioterapeutas.

Queixem-se depois se daqui a uns anos o FASCISMO voltar a ser popular, como foi nas décadas de 20 e 30.
 
O Metro Mondego parece-me mais uma daquelas obras públicas desnecessárias que custariam os olhos da cara aos contribuintes.

Conheço bem a cidade de Coimbra. Tem uma rede razoável de autocarros, suficiente, creio, para as pequenas dimensões da cidade.

Da estação de Coimbra A até ao Convento de Santa Cruz são cerca de 5 minutos a pé, ou menos.

Para o dito metro de superfície tem-se planeado a demolição da zona histórica da Baixinha, para ligar Coimbra A a Santa Cruz, um percurso que se faz a pé, como referi, em menos de 5 minutos.

Creio que modernizar o ramal da Lousã seria mais que suficiente para a região.

Entre estudos e projectos, já foram gastos muitos milhões de euros que poderiam ter sido aplicados na recuperação do património histórico da cidade e da Universidade, que bem precisa.

Agora os administradores demitiram-se.

http://expresso.sapo.pt/administradores-da-metro-mondego-demitem-se=f737040

Espero que a obra nunca avance.
 
Esta do Metro de Coimbra tem surgido como argumento para «desenvolver» e «impulsionar» a economia local. Nada mais falacioso. Com o metro ganharão apenas as construtoras e os administradores. A população local nada ganhará. Aposto que a maioria dos empregados das construtoras serão imigrantes.

A cidade decaiu porque perdeu tecido industrial e a Universidade perdeu importância. Outrora Coimbra atraia estudantes dos quatro cantos do país, que sustentavam senhorios e o comércio local. Agora, com a abertura de universidades e politécnicos por todo o país, a Universidade de Coimbra regionalizou-se, e perdeu importância para Lisboa, Porto, Aveiro e Braga.

Para além disso, creio que o potencial turístico de Coimbra está muito mal aproveitado. Falta divulgação externa, e talvez equipamentos turísticos.

Posto isto, os problemas da cidade resolver-se-ão com o renascer do tecido produtivo regional, e não com mais cimento.
 
Esta do Metro de Coimbra tem surgido como argumento para «desenvolver» e «impulsionar» a economia local. Nada mais falacioso. Com o metro ganharão apenas as construtoras e os administradores. A população local nada ganhará. Aposto que a maioria dos empregados das construtoras serão imigrantes.

A cidade decaiu porque perdeu tecido industrial e a Universidade perdeu importância. Outrora Coimbra atraia estudantes dos quatro cantos do país, que sustentavam senhorios e o comércio local. Agora, com a abertura de universidades e politécnicos por todo o país, a Universidade de Coimbra regionalizou-se, e perdeu importância para Lisboa, Porto, Aveiro e Braga.

Para além disso, creio que o potencial turístico de Coimbra está muito mal aproveitado. Falta divulgação externa, e talvez equipamentos turísticos.

Posto isto, os problemas da cidade resolver-se-ão com o renascer do tecido produtivo regional, e não com mais cimento.

O metro mondego É de facto um erro na minha opinião também. Agora pelo menos uma das fases tem de avançar. Não essa da cidade, mas sim o troço Coimbra - Lousã. Aquela que era uma lnha de comboio com uma procura muito grande, que foi destruída irreversivelmente. Se o metro era a melhor solução? Não era. Mas depois de terem destruído o que estava bem, alguma coisa tem de ser feita.
 
Vergonhoso, mas estes é que eram bons....

O Sócrates era o que era mas ainda conseguiu o 3º ano em civil, de forma aparentemente normal em Coimbra. Este conseguiu tornar equivalente uma disciplina dos anos 80 em 2007 para fazer 36 disciplinas num ano. A biografia do Passos Coelho, que chegou a tentar entrar em Medicina, identifica a tuberculose como uma doença tropical...
 
O metro mondego É de facto um erro na minha opinião também. Agora pelo menos uma das fases tem de avançar. Não essa da cidade, mas sim o troço Coimbra - Lousã. Aquela que era uma lnha de comboio com uma procura muito grande, que foi destruída irreversivelmente. Se o metro era a melhor solução? Não era. Mas depois de terem destruído o que estava bem, alguma coisa tem de ser feita.

Concordo. Até queriam unir Santa Clara aos HUC. Uma estupidez, iriam destruir parte do centroo histórico e destruir muito dinheiro quando já há autocarros a fazer esse percurso.
 
Esta do Metro de Coimbra tem surgido como argumento para «desenvolver» e «impulsionar» a economia local. Nada mais falacioso. Com o metro ganharão apenas as construtoras e os administradores. A população local nada ganhará. Aposto que a maioria dos empregados das construtoras serão imigrantes.

No caso do da construção do metro mondego até fiquei admirado das construtoras serem praticamente todas da região, com empregados da região.
Obra parada e que prejudica gravemente a mobilidade regional, além de obrigar ao consumo de mais algumas toneladas de derivados de petróleo importado, através da EN 17.
Apesar das politiquices, no geral todos os quadrantes políticos locais foram contra a destruição da linha da Lousã (o BE foi mais activo nessa luta) mas o poder central seguiu com a obra.

Bem perto segue a "grande vapor" a construção do IC3 (A13) adjudicado à Mota-Engil que será mais uma estrada portajada deserta de veículos, sem qualquer necessidade de ser construída.
 
Os professores, médicos e farmacêuticos que se cuidem. São os próximos a ganhar pouco mais que o salário mínimo, tal como já começa a suceder com enfermeiros, médicos dentistas ou fisioterapeutas.

Governo reduz sem aviso salário de professores contratados

Docentes sofreram cortes nos vencimentos, em alguns casos superiores a 600 euros. Escolas receberam instrução das Direcções Regionais.

http://economico.sapo.pt/noticias/g...alario-de-professores-contratados_147640.html
 
Continua o circo.

Secretário de Estado da Cultura sugere taxa de turismo para defesa do património​

Francisco José Viegas admitiu, como hipótese, a introdução de uma taxa por dormidas dos turistas a aplicar na preservação do património nacional. E garante que vai alterar a Lei do Mecenato

A necessidade de preservar o património nacional, e na falta de verbas orçamentais, pode levar à introdução em Portugal de uma taxa por cada dormida. Francisco José Viegas falou nesta taxa à SIC Notícias como hipótese. "Imagine uma taxa de cinco cêntimos por cada dormida em Portugal. Já nos ajuda muito", declarou à SIC Notícias.

"Algum património não está em risco, mas precisa de ser tratado", explicou, dando como exemplo os Carrilhões de Mafra que, embora estejam estabilizados, precisam de consertos avaliados em dois milhões de euros.

Por isso, para o secretário de Estado da Cultura há que arranjar formas de financiamento para a preservação do património. "Provavelmente taxas, mas são taxas necessárias à preservação do património", que é, diz, fonte de desenvolvimento local e do turismo. E lembrou um estudo realizado pela Região Turismo Porto e Norte, em que 67% dos turistas disseram visitar a região por causa do património. "Esse retorno para o turismo não tem ainda retorno para a cultura". E daí a hipótese da taxa sobre as dormidas.

Francisco José Viegas fala ainda na urgência de se rever a Lei do Mecenato, para que possa haver mais mecenas. E lembrou, por exemplo, que quem doa ou aplica dinheiro não pode ter o seu nome inscrito no local que ajudou a preservar. E poderá passar por alteração na majoração fiscal. Para o secretário de estado da Cultura torna-se necessário que haja um empenho e responsabilidade social virando atenções para a cultura.

Link: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=566157
 
Perto de ti tens o Palácio das Alcáçovas... Esta lei dava muito jeito porque o lugar está a cair...

http://ruinarte.blogspot.pt/2009/11/o-palacio-henriques-ou-paco-da-alcacova.html

Conheço perfeitamente e de facto está num estado lastimável. Diz ai que foi adquirido pelo Estado, Estado esse que nem a sua História preserva quanto mais os seus cidadãos. Aqui está uma das poucas competências que o Estado devia ter. Quanto ás taxas, apenas se devem ficar nos bilhetes para se entrar em monumentos/palácios. É dinheiro ( às vezes caro ) que pago com todo o gosto, pois é usado na manutenção daquele espaço, agora, não sou obrigado a pagar monumentos com os quais não concordo ou não quero visitar.
 
Bem perto segue a "grande vapor" a construção do IC3 (A13) adjudicado à Mota-Engil que será mais uma estrada portajada deserta de veículos, sem qualquer necessidade de ser construída.

É verdade. Utilizo muitas vezes o IC3 e irei continuar a utilizar... só em casos muito excepcionais irei usar esse novo troço portajado. Lamentável esta febre do betão. Mas mais ainda... o critério desta estrada é no mínimo ridículo. Onde se impunha uma alternativa ou um claro beneficiamento seria no troço Tomar - Avelar, onde o IC3 é praticamente todo limitado a 50 km/h atravessando um sem fim de localidades. No troço Avelar - Coimbra, tal acontece a espaços. No troço A23 - Tomar, o anterior IC 3 estava em estado bastante bom com perfis em 2 por 1 a fazer inveja a muitas estradas nacionais. E qual foi a ordem de prioridades: Agarrar no troço melhor e gastar milhoes para por portagens e esvaziar a parte beneficiada. O 2º troço melhor tem já a auto-estrada em fase de conclusão. O pior troço ainda nem iniciou obras. Critérios errados, filosofia errada, contratos ruinosos... É triste.
 
Há já quem aposte em surdina na saída de Portugal da zona euro

A transição que promete ser a mais suave, proposta pelo Capital Economics, assenta em três grandes etapas. No primeiro dia do fim do euro, as novas notas e moedas seriam introduzidas, com a paridade de 1 para 1 face ao euro, mantendo-se em circulação as notas e moedas europeias durante um período de “phasing-out” de seis meses, apenas para as pequenas transacções. Ao mesmo tempo, preços, salários, empréstimos e depósitos seriam convertidos para a nova moeda com a mesma paridade, de 1 para 1.
Sair do euro = Rigor orçamental e combate à inflação + perdão de dívida
As autoridades do país recém-saído do euro anunciariam de imediato um regime assente na fixação de um objectivo para a taxa de inflação (estratégica semelhante à seguida, por exemplo, pelo Banco de Inglaterra), adoptariam um Orçamento de rigor, acompanhado de um conjunto de regras orçamentais bem firmes, que passariam a ser vigiadas por peritos independentes (uma espécie de Conselho de Finanças Públicas). A indexação dos salários à inflação seria proibida e o Governo passaria a financiar-se através da emissão de títulos de dívida com remuneração, essa sim, dependente da taxa de inflação, o que serviria de incentivo extra a uma política focada o mais possível na estabilidade dos preços.
O "stock" acumulado de dívida pública seria também redenominado na nova moeda, com paridade de 1 para 1 face ao euro, mas a Capital Economics recomenda que o Governo que saia do euro anuncie a sua intenção de renegociar a dívida para a trazer em linha com o máximo recomendado equivalente a 60% do PIB, o que deverá conduzir a incumprimentos substanciais.
Jornal de Negócios

A minha teoria de momento diz que o BES e a nomenclatura de cleptocratas e grunhos intelectuais que dominam este país há séculos já estão, de facto, ainda que na sombra, a apostar na saída de Portugal da zona euro. Só assim esperam continuar o seu execrável domínio e empobrecimento do país. E o curioso é que contem, na preparação e execução deste crime, com o apoio do PCP e do senhor Louçã. Quem diria!

Quem ganharia com a saída de Portugal do euro?
Os muito ricos, a começar pelos banqueiros, os negreiros das indústrias de exportação de baixa tecnologia, a burocracia da função pública, dos sindicatos e das corporações (ainda que inevitavelmente condenada a uma cura de redução de ativos e de emagrecimento), e os atuais partidos políticos com assento parlamentar, embora sujeitos no curto prazo a crises profundas de ajustamento: roturas, fusões, expulsões, e muita gritaria.

Quem perderia com a saída de Portugal do euro?
Toda a classe média produtiva e profissional, toda a cultura portuguesa, e o âmago da democracia, ultrapassadas pelo novos Condes de Abranhos. Sócrates, Relvas, Seguro, e uma interminável turma de videirinhos com cartão partidário e emprego nas sucursais bancárias e agências de tráfico de influências deste país, preparam-se para transformar Portugal numa cleptocracia autoritária, e a prazo, num Estado inexoravelmente falhado.

Por enquanto ainda podemos evitar esta tragédia. Mas se sairmos do euro, será muito mais difícil :(


La Famiglia

Ângelo Correia e Joaquim Coimbra voltam a tribunal por negócio fotovoltaico
A Fomentinvest, de Ângelo Correia, e a JVC, de Joaquim Coimbra, vão responder em tribunal como rés numa acção relacionada com dois projectos fotovoltaicos na Madeira, cujo financiamento é contestado por dois accionistas minoritários que consideram ter sido ilegalmente marginalizados. António Xavier Martins e Carmen Xavier querem anular um contrato com o Banco Espírito Santo (BES), por esse financiamento ter sido feito sem as suas assinaturas, contrariando os estatutos da empresa.
Jornal de Negócios

Para quem não saiba, a Fomentinvest, uma empresa dedicada à captação de negócios subsidiados, chefiada pelo inefável Ângelo Correia, é o empregador-mor do nosso PM, Passos de Coelho. Curiosamente, tudo isto anda colado com BES. Depois não percebemos porque é que a privatização da TAP não anda, nem desanda, ou porque é que o BES não recorre ao refinanciamento do Estado. Na realidade, espera dinheiro doutras paragens..., com a bênção deste governo, de que o PM é, aliás, seu empregado, claro!

Esta democracia e este regime precisam mesmo e rapidamente de um grande refrescamento. E já não será com este governo, chefiado por um PM dependente do BES e que não quer saber como o seu número dois se licenciou, nem dos negócios que tem no Brasil, nem das ameaças que faz aos jornalistas, nem dos apupos que recebe dos próprios autarcas laranjas, nem da crassa incompetência demonstrada na reforma autárquica, ou na opereta em que se transformou a privatização da RTP, etc.

Que venham os alemães! Afinal todos gostamos de Corsas, MiniCoopers, Golfs, Beetles, Polos, Passats, Touaregs, Sharans, BMs, Audis, Mercedes e Porsches, não é?



Mudei de opinião e dou razão ao Vince, uma saída do euro e da UE neste momento seria muito problemática para Portugal, e a prazo traduzir-se-ia na conversão do país numa espécie de América Latina ou África anexada à Europa.

Muitas das regras ambientais são apenas cumpridas por imposição da UE, se não fosse a UE parte do país já estaria destruído com cimento, pedreiras, alcatrão, lixeiras e esgotos.

Há alguma disciplina Orçamental por imposição da Alemanha, caso contrário a coisa estaria acomodada para os mesmos de sempre comerem do bolo do Orçamento de Estado.

Uma saída do euro e a desvalorização consequente do escudo resultaria numa queda do PIB de cerca de 10% logo no primeiro ano. O Estado Social colapsaria. Para não pagar impostos de propriedade, desesperados, muitos proprietários venderiam as terras a preços simbólicos. Parte substancial das habitações seriam entregues à Banca, que as arrendaria a preços elevados, pois deteria o monopólio do mercado. Não há dinheiro para emprestar, a Justiça é lenta, e quem tem casas nos centros não tem dinheiro para obras, ou nem dividiu ainda a herança.

Com a saúde privada e o excesso de mão-de-obra maliciosamente imposto na área da saúde, os melhores profissionais emigrariam, para não trabalharem a baixo custo nos hospitais dos Mello ou do BES. Com a educação parcialmente privada, a vergonha das notas de Secundário «compradas» perpetuar-se-ia. A distribuição e o comércio ficariam maioritariamente nas mãos daqueles que já dominam o sector.

Sem recurso a crédito, com as poupanças desvalorizadas, e com o mercado «fechado», a classe média e as PME's ficariam sem possibilidade de progredir e a mobilidade social, a pouco que resta, acabaria.

Esta gente sabe o que faz, pois já o fez no passado.



Com os condicionamentos industriais não havia concorrência. E como não havia concorrência não havia modernização, preços baixos nem mobilidade social.

Veja-se o que está a suceder em Lisboa, cidade a saque. Que dizer por exemplo das demolições de edifícios com elevado valor artístico, em bom estado, para dar lugar a mamarrachos com garagem, que dizer dos incêndios misteriosos na Baixa?

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