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Eu tenho um amigo meu que tem uma carpintaria, colocou um anúncio no centro de emprego e vários sites de emprego, por 700 euros mensais. O centro de emprego mandou-lhe 3 pessoas, essas pessoas estão a receber mais de 700 euros no subsídio de desemprego e recusaram o trabalho porque simplesmente não fazendo nenhum ganhavam mais do que a trabalhar. Há 3 meses que anda à procura de pessoal para trabalhar e não arranja ninguém, ele diz como é que a taxa de desemprego está nos 15.5% e o Algarve é uma região com maior taxa de desemprego e ninguém quer vir trabalhar. Já arranjou 2 pessoas, mas uma é ucraniana e a outra croata, enquanto o português malandro esfrega a barriga com óleo de fígado de bacalhau.
 
Porque é que não vou à manif de sábado, entre outras razões

Critiquei duramente as novas medidas de austeridade, é verdade, mas parece-me extraordinário que alguém possa pôr em causa a inteira legitimidade democrática do Governo de Passos Coelho, como já li e ouvi por aí, nos sítios do costumes.

Parece-me ainda mais extraordinário que entre os que promovem a manifestação de sábado, estejam muitos dos que apoiaram incondicionalmente as políticas desastrosas dos governos de José Sócrates que nos enfiaram no buraco de que ainda hoje tentamos sair, como é o caso de alguns deputados-mirins do PS - e jornalistas adjacentes - que agora se descobriram subitamente justiceiros quase lacrimosos - e demagógicos - em nome do povo português.

A demagogia vergonhosa de feira que exibem deve ser suficientemente repugnante para afastar da manifestação qualquer democrata que se preze. O espectáculo montado por alguma esquerda folclórica que se julga dona da democracia também deve contar com alguns idiotas úteis, incluindo uma personagem lamentável que ganha a vida a dizer-se de "direita liberal" - ainda que ninguém, de direita e/ou liberal, se sinta representado pelas suas opiniões - e que pactuou com o estado das coisas antes de 5 de Junho de 2011.

Ao contrário de outros, eu não esqueço como todos eles atacaram despudoramente a então candidata a primeiro-ministro, quando Manuela Ferreira Leite se limitava a dizer a verdade sobre as obras faraónicas que Sócrates continuava a prometer antes das eleições de 2009. Não, não vou a uma manifestação que, na verdade, é profundamente anti-democrática, porque quer afastar do governo quem foi eleito pelo povo português. Criticar é uma coisa, estar ao lado dos que destruíram impunemente o País, é outra muito diferente.


Fonte: http://abcdoppm.blogs.sapo.pt/1078091.html

Belo texto :thumbsup:
 
Eu tenho um amigo meu que tem uma carpintaria, colocou um anúncio no centro de emprego e vários sites de emprego, por 700 euros mensais. O centro de emprego mandou-lhe 3 pessoas, essas pessoas estão a receber mais de 700 euros no subsídio de desemprego e recusaram o trabalho porque simplesmente não fazendo nenhum ganhavam mais do que a trabalhar. Há 3 meses que anda à procura de pessoal para trabalhar e não arranja ninguém, ele diz como é que a taxa de desemprego está nos 15.5% e o Algarve é uma região com maior taxa de desemprego e ninguém quer vir trabalhar. Já arranjou 2 pessoas, mas uma é ucraniana e a outra croata, enquanto o português malandro esfrega a barriga com óleo de fígado de bacalhau.

700 euros correspondem hoje a 581 euros. Dentro de semanas passarão a 532. É normal que alguém que receba mais de 700 euros não aceite receber 581 euros de salário.
 
700 euros correspondem hoje a 581 euros. Dentro de semanas passarão a 532. É normal que alguém que receba mais de 700 euros não aceite receber 581 euros de salário.

Não aceitar um emprego com o motivo de ir receber menos que o subsídio de desemprego, já não é desculpa desde há pelo menos um mês para cá! Está assegurado o recebimento da mesma quantia, pagando a segurança social a respectiva diferença entre o salário e o subsídio que o beneficiário estava a receber!
 
Tens de ter mais de 6 meses e pelo menos mais 6 meses para terminar a prestação. Se estiveres a 4 meses de acabar o subsídio de desemprego não podes ser contratado com esse programa.
 
Imaginando o pior cenário:
- saída do euro
- falência/nacionalização dos bancos
- desvalorização de 30% do escudo
(...)

Como é que nos podemos proteger minimamente em relação às nossas poupanças?

1) levantar todos os euros e guarda-los fora do banco?
2) comprar barras de ouro ou prata?
3) comprar acções ou obrigações?
4) levar pequenas quantidades de dinheiro (o máximo permitido por lei, ??1500eur??) e deposita-los num banco no estrangeiro?

Idéias vossas, gostava de partilhar?
 
Continuemos....cada um a defender a sua dama.

Independentemente das côres, para mim, uma coisa é certa:
Nenhum governo, de nenhum sistema politico, funciona quando é a corrupção que o governa.
 
Além do mais toda a gente sabe que essa medida é uma aldrabice. Ninguém quer contratar e nem ninguém quer ser contratado nesse programa. Eu tenho um salário majorado durante 6 meses e depois como não me chega para pagar as contas despeço-me e fico sem acesso ao subsídio de desemprego.
 
Além do mais toda a gente sabe que essa medida é uma aldrabice. Ninguém quer contratar e nem ninguém quer ser contratado nesse programa. Eu tenho um salário majorado durante 6 meses e depois como não me chega para pagar as contas despeço-me e fico sem acesso ao subsídio de desemprego.

E qual a alternativa? Esperar que o subsídio acabe, e depois ir à procura de qualquer emprego, a pedir de joelhos?

Uma coisa não impede a outra! Melhor explicando, aceitar algo agora, que não nos é suficiente, mas que até é majorado pelo subsídio de desemprego, não nos impede de largar o emprego a qualquer momento, logo que encontre outro melhor! Certo?

Nos casos em que não haja condições de majoração, pelo menos existem descontos, que poderão ao fim de meses dar direito a novo subsídio de desemprego (desde que não haja despedimento voluntário, claro)! Os meses que faltava receber ainda do desemprego, contam na mesma quer em prazo de garantia, quer no cálculo do valor do subsídio futuro. O que conta são os descontos nos últimos 3 anos.
 
Ainda dizem que a nossa policia é pouco paciente, desde panelas, garrafas, revistas, até pedras da calçada, foi lançado de tudo. Muitos parabéns à PSP conseguiu dirigir isto com grande concentração e paciência, dinheiro dos nossos impostos bem aplicado :D.

 
De qualquer forma existe tanta gente, jovens até, que ganham à volta de 300eur só a lavar escadas ou a engomar roupa, que não entendo como é que uma oferta de 500 ou 600eur não é logo preenchida..
 
Adorei a expressão que o Vince usou no post atrás!! Se a idéia fosse bem explicada aos portugueses, tudo mudava:

Querem défice Zero? Mandem embora a troika!

Simples.. Sem malabarismos, sem mais empréstimos, sem fundações, sem PPP's, sem tantos bancos e até ganhariamos "mais" mas em escudos!

Seríamos todos mais humildes, e um dia já velhotes, nos bancos do passeio diriamos.. "ainda sou do tempo, em que portugal estava na união europeia, aquilo é que era vida! Ele era carros, casas, autoestradas, quase todos os jovens tinham curso, cartões de crédito, férias no estrangeiro, discoteca 3x por semana.. Afinal o que é que nos aconteceu? Já sinto falta daquelas manifestações que fazíamos.. Mas lutar pelo quê? Os ordenados sobem 10% todos os anos, mas a comida, água, luz e gaz sobem 20% e nem são do estado.. A quem vamos reclamar agora?".

Pensem..
 
Sabes, lavar escadas e tal faz-me lembrar aquela reportagem da SIC onde a dona de um café, pagando o salário mínimo, porque não tinha condições para mais, não conseguia perceber pelas contas que ela pagava, como é que uma pessoa com o ordenado mínimo conseguia sobreviver em Portugal.

Esse tipo de salários são altamente apelativos, toda a gente anda doida para os preencher.

Na Hungria, os salários não andam muito longe do nosso salário mínimo mas as pessoas têm de ter 2-3 empregos para compor um salário que lhes permita sobreviver...
 
Sabes, lavar escadas e tal faz-me lembrar aquela reportagem da SIC onde a dona de um café, pagando o salário mínimo, porque não tinha condições para mais, não conseguia perceber pelas contas que ela pagava, como é que uma pessoa com o ordenado mínimo conseguia sobreviver em Portugal.

Esse tipo de salários são altamente apelativos, toda a gente anda doida para os preencher.

Não é nada apelativo, concordamos! E o ordenado mínimo numa cidade não significa o mesmo que numa vila rural, onde até é possível cultivar e criar animais..

Mas hoje em dia, a quantidade de pessoas que ganham abaixo do ordenado mínimo é enorme! São pessoas que lavam escadas, são pessoas que fazem horas na limpeza de casa e a engomar.

Quando os filhos passam fome, ou a família precisa de dinheiro para uma operação urgente, ou para medicamentos, tudo vale a pena. E por vezes a única alternativa ao trabalho, é mesmo roubar..
 
Ainda há uns anos atrás, não sei se agora ainda é assim, os sindicatos ganhavam % de dinheiro caso uma empresa fosse declarada pelo tribunal, de insolvente! É verdade.. Com amigos destes, quem precisa de inimigos.. :) O sindicalismo deveria estar de mãos dadas com o patronato e trabalhadores, em prol da melhoria das condições de trabalho, mas contribuindo ACTIVAMENTE, para a sobrevivência e desenvolvimento das próprias empresas! Isso sim é sindicalismo, do tipo de sindicalismo que existe na alemanha.
 
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